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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.
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sábado, 17 de agosto de 2013

DIVALDO FRANCO - Centro de Eventos do Ceará.

"É preferível uma pessoa ser um ateu convicto, mas, ético e moralmente correto, do que ser um Cristão que não corresponde aos ideais de Cristo."

A afirmação acima foi feita pelo nosso querido Divaldo Moreira Franco, na palestra que proferiu ontem, dia 16/08/2013, no Centro de Eventos do Ceará, aqui em nossa Cidade de Fortaleza-CE.

Divaldo é um dos ícones do Espiritismo, nos dias atuais. O seu saber e o seu excepcional e dom para a exposição discursiva são qualidades que se reforçam e crescem em magnitude, pelo fato de o sabermos um médium excepcional.

Ouvir a palestra do Divaldo é receber um presente de Deus. É, também, ter a alma inundada de saudades de outro excepcional médium espírita, o Chico Xavier, visto que ambos, em muitas oportunidades, estiveram lado a lado, juntos, nas lides do Espiritismo que amplia horizontes no Brasil e no mundo.

O tema da palestra de ontem foi A Saúde Integral do Ser Humano. Foram ressaltados os aspectos subjetivos que formam a individualidade de cada ser, de onde resultam os posicionamentos pessoais em face da vida e das doenças. O palestrante o adorno o seu discurso com muitos fatos reais, pessoais e de outras pessoas, onde se ressaltaram os poderes da mente (sugestão) e os poderes da fé (religiosidade).

Eu destacaria como ponto central do relato, a importância do amor - próprio, pela vida, pelos laços afetivos, pelos laços da amizade, ao próximo e o amor universal a toda criação e a todas as coisas - onde se incluem, o amor à natureza e a toda a criação de Deus.  Portanto, destaco a frase ao redor da qual se desenvolveu o tema: "Quem ama nunca está doente", à qual acrescentou o ilustre orador, "Quem ama  pode sofrer uma doença, estar passando por um problema de saúde, mas ele não é um doente, apenas passa pela doença, como um acidente de percurso".

É difícil descrever ou até comentar, com fundamento, as palestras do Divaldo Franco. Ele nos extasia com o seu verbo maravilhoso e nos transporta, por horas, para fora da nossa realidade, tornando-nos cativos de uma outra realidade, que não parece ser deste mundo.

Ontem, diante de uma plateia de 4.200 pessoas, fluiu o seu verbo e a sua espiritualidade, até difícil de definirmos, diante de uma quadro de milhares de ouvintes, em absoluta silêncio, sorvendo os seus conceitos espirituais, num silêncio e comoção tão absolutos, que não se ouve, sequer, a respiração das pessoas ao lado.

De outra vez, quando compareci a uma de suas palestras, num clube social, em Niterói, com menores acomodações, uma platéia de cerca de umas 2.000 pessoas ocupava as cadeiras, os corredores e as escadas de acesso ao auditório e, outras, ouviam pelos auto-falantes no andar de baixo e nos acessos do clube. Também, daquela vez, ficamos todos paralisados, por 2 horas, sentados, em pé, 
sem nenhuma movimentação, vivendo um momento maravilhoso, que mais parecia o acompanhamento de uma prece.

A atmosfera criada nesses ambientes, onde se agrupam tantas pessoas com ideais comuns e pensamentos convergentes, é algo que não se pode descrever. Só convivendo a cena para melhor entender. Respira-se uma paz indescritível. Cresce em nosso interior um amor pela vida, pela natureza e um grande sentimento gratidão por estar ali, naquele momento.

Cada um realiza a obra de que é capaz. Não se trata de diminuir os que têm dons menos impressionantes, posto que, para a espiritualidade, todo trabalho é digno, importante e louvável, mas, como seres humanos, somos levado pelo entusiamos diante de fatos grandiosos e de muita fé, por isso, eu agradeço muito a Deus ter vivido numa mesma época que viveram esses dois luminares da causa espírita: Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.

Não se trata de diminuir a importância de milhares ou milhões de espíritas que executam tarefas cotidianas, igualmente importantes na seara da fé espírita, mas, apenas, de ressaltar o grande bem que nos resulta da vida e a obra desses dois insignes companheiros, Espíritas.

Deus os abençoe! 

Ao Divaldo, que ainda caminha conosco, e ao querido Chico que já se foi e que, agora, nos acompanha, desde o lado de lá, do mundo espiritual!


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