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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.
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sábado, 7 de janeiro de 2017

FRUTOS DO AMOR

Devido a uma formação religiosa inadequada, por herança de família, quase sempre estou propenso a aceitar que "os céus me castigam" com essa ou aquela doença, com este ou aquele problema ou mesmo pelo nascimento em meio social que me pareça inadequado.

Até a morte do corpo, que devia ser considerada etapa natural da vida terrestre, tememos e queremos que haja uma proteção de Deus para evita-la para nós e para os nossos familiares.

Sabemos que Deus tem todo o poder sobre as nossas vidas, por isso, nossa primeira reação diante de problemas inesperados, é debitar a Ele por todos os malefícios que nos atingem, inclusive pelos sonhos que não realizamos.

É mentira que nascemos do pecado e somos fruto do pecado. A única culpa que possamos carregar será por fatos de nossa própria autoria.

Como espíritos somos os filhos de Deus, nascidos do seu amor e destinados a obter a felicidade e a plena realização, mediante a aquisição dos conhecimentos e das virtudes que nos levarão às regiões celestiais de amor e paz.

Os corpos que ocupamos na Terra, também resultaram do amor que reuniu duas pessoas e da necessidade da nossa plena evolução.

Nada, em nossa vida, é obra do acaso e nem resulta de escolhas de Deus para premiar a uns e punir com "castigo do céu" a outros.

Nossas escolhas e nosso passado - nas muitas vidas que a eternidade nós dá - resultaram no que somos hoje e na realidade que desfrutamos sobre a Terra. Toda a culpa que possa constituir nossa bagagem espiritual, antes do nascimento, está em processo de expiação nas próprias vidas terrestres, mediante a Lei da Ação e Reação. Resgatamos para evoluir.

A ninguém podemos culpar por alguma infelicidade e só a nós mesmos devemos atribuir as conquistas de felicidade que nos abracem.

Nossa vida tem finalidade, com objetivos claros e executáveis. Ninguém estará se condenando à infelicidade eterna por qualquer ato ou coisa que faça, nessa etapa de vida terrestre.

Não há condenações eternas, sob qualquer pretexto.

A única verdade da qual não escaparemos é a de que evoluiremos por fruto do nosso livre arbítrio, custe isso cem, mil ou um milhão de vidas, nos planos físicos do Universo.

Claro que nas muitas vidas estaremos efetuando todos os resgates necessários das situações conflitivas com as quais causamos sofrimento e dor. Daí decorre que tais resgates podem nos impor  sofrimento e dor, por igual. 

Deve ficar claro que ações boas, apagam ações más. Assim, sofrimentos podem ser evitados com as boas ações, em todas as vidas.

Deus é amor, alegria e felicidade.

Caminhamos para Ele.


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domingo, 29 de dezembro de 2013

planejamento divino - Jaguar

Agradeço a oportunidade de reproduzir aqui o excelente texto, abaixo, extraído do Blog Exílio do Jaguar www.exiliodojaguar.com.br :


"TEXTO NOVO - Ministro Anavo - Outubro de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013


"Meu filho Jaguar,
Salve Deus!

Em nossas jornadas kármicas os caminhos dos espíritos se entrelaçam cumprindo inevitavelmente o Planejamento Divino.

Muitos pensam que Deus nos pune, nos envia as cobranças de nossas falhas do passado, quando na verdade sempre nos está proporcionando a feliz oportunidade do reajuste por Amor.

Não precisamos nos render aos nossos tristes sentimentos de orgulho e vaidade, a lição nos ensina que é possível perdoar sempre, e sempre é possível obter o perdão.

É preciso primeiramente perdoar a si mesmo! Entender que o passado não é algo material, palpável e que pode ser “consertado”. O passado coexiste e é reconstruído por nossas ações em um mundo espiritual onde as razões se encontram. Não se conserta o passado, escrevemos a cada minuto que passa um novo passado, que projetará a energia do futuro.

Somente nossa consciência liberta é que pode dar a certeza que precisamos na hora de pedir perdão! Somente nossa mente consciente é que poderá perdoar sempre!

Devemos encontrar a equação que determina nosso valor espiritual, onde o perdão é a variável permanentemente presente.

Entenda que o Planejamento Divino espera sempre que os reajustes aconteçam pelo Amor, e que a dor proveniente dos reencontros kármicos, é sempre uma escolha.

Não há mais tempo para escolher o sofrimento e alimentar os ciclos kármicos! O Planeta Terra alcança o momento de sua evolução, deixando a expiação e seguindo para a Redenção. Por isso os karmas são acelerados, por isso os reajustes acontecem com tanta frequência! Não temos mais tempo para lamentar, é tempo de amar e semear um novo futuro a ser colhido rapidamente, permitindo a felicidade nesta vida ainda!

A felicidade não é um estado material, é um sentimento espiritual da grata satisfação do espírito a caminho de Deus!

Não pensem que os grandes missionários sofrem. Por mais difícil que sejam suas encarnações, eles escolhem não sofrer pelas intempéries da própria missão, e refletem no olhar a “paz dos que escolheram perdoar e amar”.

A vida material ainda possui um grande peso e afeta nossa jornada espiritual, por isso o Pai permite que os caminhos materiais possam se abrir a aqueles que descobrem o segredo de moldar o próprio futuro, equacionando de maneira justa o equilíbrio do perdão pessoal, do desejo de tranquilidade e a disposição ao trabalho.

As ilusões passam, os sonhos permanecem! Mantenha vivo seu desejo de servir com amor, de perdoar sempre. Projete um futuro feliz em que não sofra pelas intempéries de seus karmas, apenas sorria para o reajuste que se apresenta como feliz oportunidade de reequilibrar com Amor... Sempre!"


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sexta-feira, 5 de julho de 2013

DESTINO DA ALMA


O Espiritismo é uma doutrina filosófico/religiosa, a única que não condena o pecador, antes leva-lhe esperança, ainda que esteja vinculado à imperfeição e erros humanos. Ele consola o ser que aqui, aos poucos, se aperfeiçoa, nesta escola da vida, num aprendizado que inclui, também, o resgate das culpas do passado.


Eis que afirma:

A felicidade é o destino final de todas as almas!

Por isso se diz que é consoladora a doutrina espírita. Ela admite que somos falhos e pecadores e nunca usará o medo e a culpa para coagir o homem a acreditar nas verdades espirituais, eternas, que divulga. Dessa forma, ela liberta o homem do medo da morte, mostrando-lhe que esse evento é apenas mais um passo da mesma caminhada. É uma doutrina que não cultiva mistérios e nem misticismos, por isso que se mostra ao exame para análise e discernimento de cada um. Aos seus adeptos ordena: "Instruí-vos!" Duvidai dos ensinamentos até o livre convencimento! É fé que se apresenta com os alicerces da lógica e razão. dispensado o enfrentamento com a ciência.

É também a crença em que a teoria e a prática caminham lado a lado e se interpenetram.

O Espiritismo é um farol que alumia a estrada do espírito após a entrega do corpo físico ao túmulo terrestre. É a revelação do porvir. Ele é complemento dos ensinamentos de Jesus, para os quais a humanidade não estava preparada naquela época, há 2.000 anos atrás.

O Espiritismo ensina que todos os espíritos foram criados para a perfeição e todos vão atingir essa meta. Nenhum se perderá. Foram criados inocentes e sem merecimentos. Os conhecimentos e virtudes, deverá adquiri-los pelo próprio merecimento, mediante as conquistas e experiências do ato de "viver", - vidas físicas ou astrais - sendo que tal acervo de conhecimentos e virtudes a todos credenciará a uma vida de plena felicidade, junto aos espíritos puros, que colaboram com os desígnios do Criador para todo o Universo.

Os erros, falhas e desvios da trajetória serão corrigidos pelas circunstâncias das muitas vidas - encarnações e reencarnações - ao longo dessas "vidas", o que poderá resultar em "vidas" de sofrimento e de tristeza, em benefício da felicidade futura que a todos aguarda. Uns se adiantarão e outros retardarão no sucesso dessa travessia que leva a Deus, entretanto, todos chegarão à meta. Deus não criou seus filhos para padecimentos eternos!

Deus não castiga os seus filhos, mas sim os perdoa. Deixa ao livre arbítrio de cada um a iniciativa de prover a própria ascensão. As oportunidades surgirão no dia-a-dia, na realidade de viver sempre de forma melhor e mais consciente da própria caminhada. Portanto, o caminho de cada um será fruto do seu próprio viver. O caminho é feito no caminhar.

Já dissemos em tópico anterior:

“A missão do espírito encarnado e, apenas, viver. Viver com alegria, dignidade e responsabilidade”.



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terça-feira, 24 de julho de 2012

Sacrifícios

O sacrifício do homem em nada aproveita a Deus.

Toda provação ou sofrimento só terá proveito se resultar em aprendizado do Espírito que a suporta.

Muito do sofrimento humano constitui reparação, para o Espírito encarnado, por débitos acumulados em vidas passadas. Nenhum espírito vai pagar no inferno por seus erros e falhas, ao contrário, é-lhe dada a oportunidade de voltar à vida terrestre e, aqui, purgar o mal que causou.

Há sofrimentos da vida atual que são resultantes de escolhas atuais. Quem escolhe viver vícios e excessos pode colher males desse procedimento nesta própria atual existência. 

A história humana nos mostra que, por certo tempo, entre os religiosos, houve o entendimento de que sacrifícios e votos restritivos eram ações agradáveis a Deus. Acreditavam que o auto flagelo purificava o Espírito. Daí, certamente, derivou o costume das penitências para perdão dos pecados.

Conhecemos a história de vida dos santos religiosos e, em quase todos elas, está implícita a ideia de sofrimento e renúncia como forma de agradar a Deus.

Esse entendimento impregnou o entendimento de todas as pessoas. Até mesmo as crianças, na minha infância, repetiam as frases dos adultos, adaptadas ao mundo infantil: Ei! não quer comer não, quer virar santo? Ou ainda, não vem brincar com a gente hoje, quer virar santo?



Hoje temos melhor entendimento sobre a questão e sabemos que o arrependimento e a reparação das faltas são as portas para o perdão e para o reequilíbrio do Espírito.

Deus não se apraz no sacrifício, na punição e nem nas dores e sofrimentos que o homem atraiu para si no uso do seu livre arbítrio.

Nenhum sofrimento humano é castigo de Deus, mas sim colheita dos frutos semeados pelo próprio homem em suas muitas vidas, nesse caminhar de experiências e aprendizados, vivendo as muitas vidas que o conduzirão ao reino de felicidade para o qual foi criado.

Um sofrimento como o de São Francisco de Assis - jovem nobre que abdicou da riqueza e do fausto para se privar de todo prazer e conviver com os pobres e miseráveis - deve ser visto e até venerado como uma vitória dele sobre os sentidos. Deve ser visto como libertação do Espírito. Deve ser visto, também, como uma senda do melhoramento humano mediante a prática do bem.

Quanto de sacrifício libertador deve ser visto nas vidas de Sidarta (Buda), Madre Teresa de Calcutá, Irmã Lucia e Chico Xavier, para os quais os bens terrenos e prazeres da vida pouco representaram em vista do ideal de elevação do Espírito?

Se alguém se propuser a passar fome e sede por 1 mês, em praça pública, nenhum proveito terá obtido dessa ação se dela não resultou benefícios para si ou para a humanidade. O fato em si nada representou.

Diante do sofrimento presente, melhor obter dele o proveito a que o mesmo se destina.

O primeiro passo é o da aceitação, mediante o entendimento de que o sofrimento está permitido por Deus como forma de reparação e aprendizado. Representa a colheita do mal semeado, sabendo que Deus não abandona ao que sofre.

O segundo passo precisa ser o do perdão de si mesmo e dos terceiros envolvidos nos fatos originários da atual reparação.

O terceiro passo diz respeito ao sincero arrependimento, ao qual seria pertinente acrescentar a prática do amor e da caridade como forma de novo viver.

De resto, são pertinentes, para nossas vidas, as advertências do texto bíblico:


Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício. Mateus 9:13.
Perto está o Senhor dos que tem o coração quebrantado.Salmos 34:18.

Eu cultivo a percepção de um Deus alegre que se realiza nos momentos de felicidade dos seus filhos, assim como, na vivência dos prazeres naturais para os quais fomos naturalmente predispostos. Fico com o Deus da beleza, da arte, da ciência, da alegria e da pureza que inspira todos os bons sentimentos.


Deus é alegria, é paz, é música, é felicidade...


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