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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O AUTO DE FÉ DE BARCELONA

Dissemos anteriormente que Allan Kardec não criou o Espiritismo e que as manifestações espíritas são fatos que se perdem na própria origem da humanidade. 

Dissemos que Allan Kardec foi o homem que tomou a si a missão de reunir os ensinos esparsos dos Espíritos e, com a supervisão dos Espíritos Superiores, codificá-los nos livros que hoje conhecemos como Doutrina Espírita.

Aos que procuram diminuir o grande trabalho de Allan Kardec de reunir e apresentar ao mundo o Ensino dos Espíritos, gostaríamos de enfatizar que ele se colocou perante o mundo como o mais humilde servidor do Cristo.

Uma falange espiritual supervisionou os trabalhos de Allan Kardec e esclareceu os pontos obscuros, deixando expressos os seus depoimentos específicos. Nessa equipe de escol estiveram nomes como os de O Espirito da Verdade, São Paulo, São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paula, São Luís, Sócrates e Platão, isto para mencionar apenas os mais conhecidos de nossa esfera terrena.
A Doutrina Espírita ficou sintetizada em cinco volumes – O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), Céu e Inferno (1865) e A Gênese (1868) – todos publicados no curto período de onze anos.
As religiões cristãs, encasteladas numa posição doutrinária fechadíssima, relutam em aceitar o Ensino dos Espíritos, esquecendo-se que o próprio Jesus, de forma inequívoca, disse que teria muitas outras coisas para ensinar, mas que o faria no futuro, pois a humanidade não estava preparada para aqueles ensinamentos. E mais, disse que o Espírito da Verdade seria o portador das novas revelações.
Houve muita reação dos setores religiosos contra o ensinamento espírita iniciado com os livros de Allan Kardec. A principal retaliação ficou conhecida como o “Auto de Fé de Barcelona”, solenidade católica ocorrida em 9 de outubro 1861, quando foram queimados em praça pública, 300 livros espíritas que chegavam de Paris para serem vendidos em Barcelona. 

Os livros foram apreendidos por ordem do Bispo de Sevilha que, posteriormente, determinou a sua incineração em praça pública. A sentença foi executada em 9 de outubro, dia que ficou consagrado como a data da intolerância religiosa.

Maurice Lachâtre, editor francês, achava-se estabelecido em Barcelona com uma livraria, quando solicitou a Kardec, seu compatriota, em Paris, uma partida de livros espíritas, para vendê-los na Espanha.
Quando os livros chegaram ao país, foram apreendidos na alfândega, por ordem do Bispo de Sevilha, Manuel Joaquín Tarancón y Morón, sob a alegação de que "A Igreja católica é universal, e os livros, sendo contrários à fé católica, o governo não pode consentir que eles vão perverter a moral e a religião de outros países"[1]. O mesmo eclesiástico recusou-se a reexportar as obras apreendidas, condenando-as à destruição pelo fogo.
O "auto-de-fé" ocorreu na esplanada de Barcelona, às 10h30 da manhã.”

O auto-de-fé de Barcelona, contrariamente ao que pretendia a autoridade religiosa, talvez tenha se tornado no maior fato divulgador da nascente Doutrina Espírita. Se não tanto, pelo menos aguçou a curiosidade de todos sobre aqueles escritos que ousavam desafiar os dogmas da poderosa Igreja Católica, cuja presença temporal mais se assemelhava a poderoso império e sob cujas ordens ainda faiscavam as últimas labaredas das fogueiras que, por tanto tempo, queimaram as carnes dos “hereges” e dos que ousavam desafiar os ditames dos poderosos eclesiásticos.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

ANTES DE ADÃO E EVA


Luzia é o nome que foi dado à mulher mais antiga que viveu nas terras americanas, onde hoje se situa o Brasil, cujo crânio “fóssil“ foi encontrado em Lagoa Santa-Mg, cidade situada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Essa mulher marca a presença humana na América do Sul entre 11.400 e 16.000 anos antes dos nossos dias. Luzia viveu aqui a pelo menos 6.000 anos antes do surgimento de ADÃO E EVA no Planeta Terra, considerando que esses primeiros humanos mencionados na Bíblia, foram criados a 6.000 anos dos dias atuais.

Dados extraídos da Wikipédia:


“Luzia (fóssil)

Fóssil encontrado - rosto reconstituído
Luzia foi o nome que recebeu do biólogo Walter Alves Neves o fóssil humano mais antigo encontrado nas Américas, com cerca 11.400 a 16.400 anos[1]e que reacendeu questionamentos acerca da teorias da origem do homem americano.[2]
Este crânio de uma mulher, com cerca de 39 anos, foi encontrado no início dos anos 70 pela missão arqueológica franco-brasileira, chefiada pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire (1917-1977). O crânio foi achado em escavações na Lapa Vermelha, uma gruta na região de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, famosa pelos trabalhos do naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880), que lá descobriu, entre 1835 e 1845, milhares de fósseis de animais extintos do período Pleistoceno - além de 31 crânios humanos em estado fóssil - no que passou a ser conhecido como o Homem da Lagoa Santa.[3]
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Também os dinossauros já estavam aqui - MILHÕES DE ANOS - antes de ADÃO E EVA. Presumo que esse fato deve dar o que pensar aos Padres e Pastores quando reafirmam a história bíblica da Criação.

A própria idade geológica da Terra, que se conta em BILHÕES de anos, deve dar uma boa “dor de cabeça” aos religiosos que pretendem ensinar que tudo o que vemos foi criado há cerca de apenas 6.000 anos dos nossos dias.

Para ser coerente com o ensino bíblico sobre a criação do mundo, das espécies e de que toda a raça humana, a partir de Adão e Eva, precisaríamos negar toda a ciência humana e os seus conhecimentos já aceitos e comprovados.

A Doutrina Espírita adota o princípio da Fé Raciocinada, ou seja, a Fé racional que não conflita com a razão, com a ciência ou com a lógica. 

A ciência humana já derrubou lendas e folclores religiosos, mas nunca derrubará a Fé Espírita, a qual mantém estrito compromisso com a verdade. Se a ciência provar algo que afronta as verdades da Doutrina Espírita, esta se curvará aos novos conhecimentos, sob pena de não o fazendo, deixar de ser a FÉ LÓGICA E RACIOCINADA que lhe constitui alicerce fundamental.

O homem sempre buscou encontrar Deus utilizando os conhecimentos de que dispunha. Nesse fã de buscar a Deus, adorou estrelas, planetas e outros fenômenos da natureza, onde julgava estar Deus, em virtude de ali se manifestarem forças e grandezas incompreensíveis diante dos conhecimentos humanos então existentes.

Esses nossos antepassados, que adoraram a Deus nas forças manifestas da natureza, não cometeram nenhuma heresia. Eles, apenas, não dispunham dos conhecimentos que hoje desfrutamos e que já podem explicar os fenômenos todos aqueles fenômenos naturais.

Pior ignorância ou maldade é preservar tradições que já não se sustentam à luz da verdade revelada e da evolução da ciência. 

É como tentar tapar o sol com a peneira.





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domingo, 3 de julho de 2011

ENSINAMENTOS ESPIRITUAIS


A Doutrina Espírita é como chamamos o conjunto dos ensinamentos trazidos pelos Espíritos Superiores e entregues à humanidade, de forma objetiva, no século XIX.

Esses ensinamentos foram entregues a diversos Médiuns, em diferentes oportunidades e diferentes lugares. Reunidos, comparados e expurgados os que não se confirmavam por fonte diversa, foram  esses ensinamentos catalogados, e, por fim, codificados por Allan Kardec, num trabalho que resultou no surgimento dos cinco livros básicos que hoje chamamos de "A Doutrina Espírita", a saber:

O Livro dos Espíritos                         – 18 de abril de 1857;

O Livro dos Médiuns                         – Janeiro de 1861;

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Abril de 1864;

Céu e Inferno                                    – Agosto de 1865;

A Gênese                                           – Janeiro de 1868.


Allan Kardec -  autor desses livros - não inventou o Espiritismo e nem, tampouco, criou uma obra de ficção, de sua própria lavra. De posse das diversas comunicações dos espíritos, deu àquele conteúdo uma forma didática e moderna de estudo e compreensão. E, para isso, contou com o trabalho de médiuns de ilibada reputação e com uma equipe de elevados Espíritos sob a direção do Espírito da Verdade, que tudo analisou e sobre tudo indagou e esclareceu. 

A comunicação espírita existe desde sempre, desde as origens da própria humanidade. Todas as crenças religiosas se baseiam em comunicações espirituais.

O primeiro desses livros “O Livro dos Espíritos” completou já 154 anos do seu lançamento e, nesse período, percorreu o mundo. Apenas no Brasil, o Livro dos Espíritos já totalizou uma vendagem de mais de 10 milhões de exemplares.

Allan Kardec, entre outras formações, foi um emérito educador, discípulo de Johan Heinrich Pestalozzi. Assim, compôs o Livro dos Espíritos no sistema de perguntas e respostas, uma forma didática de ensino que torna a leitura fácil e proveitosa, já que o leitor pode recorrer a um assunto específico e, desde logo, obter a resposta dos Espíritos sobre a questão de seu interesse, num dado momento.

É um livro de clareza ímpar, pois que não traz mistérios para a vida do leitor, ao contrário, traz respostas objetivas sobre todas as questões da vida na Terra ou no mundo espiritual. E, além do mais, esclarece quais respostas não podem, ainda, serem trazidas ao conhecimento do homem.

Os novos conhecimentos não revogaram a possível situação de sofrimento do espírito após a morte do corpo físico, no entanto, revogaram a eternidade dos castigos e sofrimentos, bem como, consignaram que o espírito terá sempre oportunidade de redenção, dessa forma, tornando claro que a Misericórdia de Deus alcança até ao último dos Espíritos sofredores, inclusive, os espíritos reticentes na pratica do mal, denominados demônios ou satanás, se e quando estes utilizarem o seu livre arbítrio para retornarem à senda do bem.

O Livro dos Espíritos mostrou à humanidade um Deus misericordioso que nunca abandonará os seus filhos, ainda que errem ou pratiquem o mal nas diversas etapas da sua evolução espiritual, dentro da eternidade de suas vidas.

É um livro que fala de amor, perdão, caridade e que induz o leitor a evocar o entendimento cristão ocorrente à época de Jesus e nos anos imediatamente seguintes à sua morte, período em que o Cristianismo nascente experimentou elevada pureza e idealismo, antes, portanto, de as religiões se apropriarem do legado de Jesus, ajuntando a ele seus dogmas, sacramentos, ritos e preceitos de fé.

Muito obrigado aos Espíritos Superiores pelos ensinamentos trazidos e ao nosso querido irmão Allan Kardec pela excelente missão cumprida de reunir, codificar e trazer até nós esses MARAVILHOSOS ENSINOS ESPIRITUAIS.


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