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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

domingo, 10 de julho de 2011

OS ESPÍRITAS REZAM A AVE-MARIA? Divaldo responde

http://grupoallankardec.blogspot.com/2011/07/os-espiritas-rezam-ave-maria-divaldo.html

sábado, 9 de julho de 2011



"OS ESPÍRITAS REZAM A AVE-MARIA? Divaldo responde

Haveria motivo para se rezar a Ave- Maria?

Divaldo responde: Repetir a saudação evangélica é uma forma também válida de homenagem àquela que foi a mãe de Cristo e que nos proporcionou a honra de receber o Ser mais perfeito que esteve na Terra. Todo bom pensamento é edificante, todo bom sentimento é uma ponte entre a criatura e o Criador. Nós, espíritas, porém, não usamos essa forma de oração.

“Os Espíritos hão dito sempre: "A forma nada vale, o pensamento é tudo. Ore, pois, cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração. 

Os Espíritos jamais prescreveram qualquer fórmula absoluta de preces. Quando dão alguma, é apenas para fixar as idéias e, sobretudo, para chamar a atenção sobre certos princípios da Doutrina Espírita. Fazem-no também com o fim de auxiliar os que sentem embaraço para externar suas idéias, pois alguns há que não acreditariam ter orado realmente, desde que não formulassem seus pensamentos. 

O Espiritismo reconhece como boas as preces de todos os cultos, quando ditas de coração e não de lábios somente. A qualidade principal da prece é ser clara, simples e concisa, sem fraseologia inútil, nem luxo de epítetos, que são meros adornos de lentejoulas. Cada palavra deve ter alcance próprio, despertar uma ideia, pôr em vibração uma fibra da alma. Numa palavra: deve fazer refletirSomente sob essa condição pode a prece alcançar o seu objetivo; de outro modo, não passa de ruído.”(O Evangelho segundo o Espiritismo)

Observação de Rudymara: O espírita precisa buscar entender porque não precisa fazer mais uso de amuletos, patuás, imagens, escapulários, promessas, rezar repetidas vezes preces prontas, fazer novenas, acender velas, mandar rezar missas de 7º dia, batizar, casar no templo religioso, etc., só assim não ficará dividido entre as religiões. 

O espírita precisa ajudar a renovação das idéias religiosas.

“Conheça a Verdade e a Verdade vos libertará.”- recomendou Jesus."


quinta-feira, 7 de julho de 2011

CARTA DO CACIQUE SEATTLE, 1855

A Carta do Cacique Seattle, em 1855
Cacique Seattle
Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:


    "O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.


Como se pode comprar ou vender o céu ou o calor da terra? 
Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.

    Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.

Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.


Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.


    Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.


De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.


    Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."

Fontes:


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quarta-feira, 6 de julho de 2011

MORRI E AGORA?

A Misericórdia de Deus está ao alcance de todos os seres e, dessa forma, não os distingue por seguidores desta ou daquela religião criada pelos homens e, nem mesmo, serão privilegiados os que conhecem e aceitam os conhecimentos da "Doutrina Espírita".

Faz algum tempo que li o livro “Morri, e Agora?”, do qual nunca me esqueci, não só porque narra os momentos que antecedem e que sucedem à morte do corpo físico, em diversos tipos dessas ocorrências, mas também porque essa narrativa acaba por revelar momentos hilários relativos à morte física, por vezes relatados pelo próprio espírito passante.

O livro se baseou no trabalho das Equipes Espirituais encarregadas de fazerem a transição dos espíritos entre os estados de encarnado e desencarnado em nosso planeta.

Não sei se houve a intenção de agregar um pouco de humor ao relato, mas dei muita risada com as inconformidades e os apuros mencionados daqueles que partem sem a devida compreensão do fato “morte”, inclusive, no que respeita às vestimentas e aparências deles "os que morreram".

É preciso que se diga que o desligamento do espírito do seu corpo terrestre é tarefa que pode ser tornar muito complexa, quer pelo despreparo espiritual de quem morre, quer pelo muito apego à vida física e aos bens materiais.

A ausência de religiosidade pode ser suprida pela prática do bem e o cultivo das virtudes, no sentido de facilitar o recebimento da assistência espiritual na hora da partida.

Em casos mais extremos, o Espírito rejeita qualquer tipo de ajuda e, assim, fica preso ao seu corpo e chega mesmo a presenciar a própria decomposição da matéria física, enquanto se esforça por retornar ao corpo para reanimá-lo.

Quando o espírito não aceita a morte física do corpo, pode ocorrer não dar-se conta de que morreu. Nessa condição, julga normal retornar ao seu lar e às suas ocupações habituais. Ao permanecer próximo acaba por retirar fluídos vitais das pessoas, o que resulta numa obsessão que, embora não voltada para o mal, causa mal estar e desequilíbrio àquelas pessoas, os seus entes queridos.

Os Centros Espíritas prestam auxilio aos espíritos que ficam perdidos ou confusos após a morte física, doutrinando-os para que tomem ciência da nova realidade das suas vidas e que, agora, precisam se libertar dos vínculos que os prendiam ao nosso plano terrestre. Se aceitam, são levados por Mentores Espirituais para os locais de Assistência, no mundo espiritual, onde serão tratados e reequilibrados.

O esclarecimento prestado ao espírito não se prende a questões religiosas de qualquer natureza e, dessa forma, atendem a todos os necessitados, independentemente das religiões que praticaram em vida, aqui na terra. 

Mas, voltemos ao livro “Morri, e Agora?” escrito por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, mediante psicografia, ditado pelo Espírito Antônio Carlos e publicado pela Petit Editora – www.petit.com.br .

A morte é um roteiro comum a todos nós os encarnados, nessa caminhada rumo à felicidade eterna. As dificuldades podem ser grandes, poucas ou nenhuma, dependendo do quanto estivermos prepararmos para esse evento. Assim, o melhor é irmos adquirindo, agora, as credenciais que nos facilitarão receber toda a ajuda espiritual que viermos a necessitar.

O primeiro passo é aceitar a ocorrência da morte, no momento em que ela vier, e sabermos que a vida continua em outra dimensão.

Confesso que me diverti lendo este livro, entretanto, não posso assegurar que outros também se divirtam com a leitura, mesmo porque se trata de assunto sério, versado por pessoas sérias, cujo propósito é esclarecer e ajudar a todos nós.

Todos gostarão dessa literatura, disso eu tenho certeza.


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