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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Espírito é Livre Como o Vento.

Eu já estive sem meu corpo.  Vôos inseguros, retornos inesperados, se alternaram com situações de imenso prazer como pairar sobre as paisagens ou, desde lá, descer para um mergulho em águas calmas penetráveis até à profundidade, sem o receio de faltar o fôlego e afogar-se, ou, ainda, experimentar a capacidade de saltar longas distâncias, como um super homem.

Acho que todo mundo já se viu voando em momentos em que o sono repõe energias ao corpo físico, momentos em que o espírito, liberto das amarras físicas, alça voo para as regiões de sua preferência, num retorno momentâneo à verdadeira natureza do ser - livre como o vento.

A melhor comparação do espírito é com o vento: Ele sopra onde quer e vai para aonde quer. 

Assim é o espírito - livre como o vento! 

Assim somos todos nós, em nossa essência e eternidade.

O fator limitante do espírito é estar ele habitando um corpo físico ou, estando livre, pesar-lhe os débitos contraídos que possam rete-lo em regiões menos felizes, juntamente com os irmãos de idêntica elevação espiritual e gostos afins.

De resto, o que existe é vida por viver e progresso por realizar, até à obtenção da pureza e da elevação espiritual, que culminará com o conhecimento da verdade e o gozo da plena felicidade. 

Ninguém é mais privilegiado que outro. O destino de todo espírito é a própria felicidade!

Ninguém foi criado para penas eternas e condenações sem absolvição e sem novas oportunidades. A bondade de Deus franqueia a todos as oportunidades de, passo a passo, conquistarem os degraus da pureza e da elevação espiritual.

Compete-nos, apenas, nessa vida terrestre, viver bem, com dignidade, responsabilidade e aprendendo sempre a amar e perdoar. 

Também:

  • Não julgando para não sermos julgados; e
  • Não fazendo aos outros o que não gostaríamos que fizessem a nós.



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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

visão calma dos fatos

Eu sempre tive uma visão muito realista diante dos fatos da vida. Nunca fui de lamentar o ocorrido e nem de ficar afundado em lamentações sobre alguma coisa adversa que me tenha ocorrido. Essa maneira de encarar os fatos ajuda muito no sentido de manter a serenidade e de tomar as providências seguintes e necessárias. Nunca precisei que me dessem um copo de água para me acalmar.

Toda vez que admito possa ocorrer um lance fatídico e minha vida terminar por ali, a minha postura primeira é de agradecer a Deus a vida vivida até então e pedir a assistência divina para o que venha a ocorrer.

Que eu saiba sempre fui assim, desde pequeno, isto é, possuído de um certo fatalismo diante dos fatos que não teria como evitar.

Lembro que aos dez anos, vitimado por enfermidade, fui deslocado para local de doentes terminais e, ali, recebi a "extrema unção", ministrada por um sacerdote católico. Eu tinha uma certa noção de que provavelmente morreria, mas essa possibilidade não me parecia um fato prestes a ocorrer. Não me senti apavorado ou desconsolado, nem sequer triste e nem me assaltou qualquer tipo de terror.

Nas nove intervenções cirúrgicas a que me submeti, sempre considerei a anestesia como um sono profundo equivalente à morte, sono do qual poderia não acordar. Nesses casos, sempre assumi a postura de agradecimento pela vida vivida até ali. É claro que nunca comentei nada com nenhum parente ou amigo e nunca deixei nada escrito sobre esse entendimento e sua aceitação.

Talvez, tenha me ajudado muito o fato de haver trabalhado no Hospital Central da Aeronáutica, na Tijuca, Rio de Janeiro-Rj, em cargo militar-burocrático.  Nos três anos e meio que lá estive me acostumei à inevitabilidade da morte, para qualquer idade e momento. Vi muitas crianças que partiram em tenra idade. Vi gente, em plena mocidade, deixando a vida terrestre em pleno apogeu da vida e da saúde, vitimados por acidentes vários, entre eles, os acidentes aéreos.

Eu trabalhava lá, naquele hospital. quando ocorreu o incêndio criminoso do circo em Niterói, no qual morreram queimadas cerca de seiscentas pessoas, a maioria de crianças e jovens. Para lá foram levados alguns queimados que, igualmente morreram, após dias de intenso sofrimento.

Se já era meio fatalista, com o estágio naquele hospital, terminei por admitir que a morte é uma realidade tão certa como o fato de nascer. Ainda assim, como uma pessoa normal, sempre me chocou muito a morte de pessoas amigas, isto é, quando o fato ocorria na minha periferia. Quando falece alguém de nossas relações, esse fato concreto nos remete a uma tomada de consciência, trazendo-nos o sentimento de que podemos estar, também, na alça de mira fatídica. Uma tomada de consciência, não um forte receio.

A fé Espírita, lógica e coerente, é toda mesclada da esperança e da confiança na bondade divina. Por ela, não morremos, mas renascemos no plano espiritual, em região compatível com o nível das vibrações que aqui cultivamos. Para ali iremos e dali voltaremos para nova vida física, se assim for necessário, para o prosseguimento da nossa elevação espiritual.

Muitas vidas! Muitas oportunidades de aprendizado e resgate!

Deus nos abençoe.




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domingo, 11 de agosto de 2013

Vodu

Uma amiga, preocupada com contínuos problemas de saúde em sua vida, e receosa de que tivessem uma causa secundária, perguntou-me: "Vodu Existe?".


Eu lhe respondi:

"Além de dispor de poucos conhecimentos sobre o assunto, fica muito difícil responder, com poucas palavras, principalmente, porque você não tem os conhecimentos básicos da Doutrina Espírita. 

Eu, sinceramente, tenho dificuldade em responder sobre um assunto tão complexo, sabendo, desde já, que muito do que eu disser você atribuirá a ações do "diabo". Fico tentado a dizer muita coisa sobre os planos espirituais e a vida que ali se desenvolve, mais, já concluí que seria tocar em assunto que não é do seu agrado.


Embora eu não acredite em seres destinados ao mal, eu acredito nas forças espirituais do mal e na sua capacidade de nos causar sofrimento, mediante a atuação de espíritos sem esclarecimento e sem luz. É parecido mas não é a mesma coisa. No entanto, o mal só atingirá àqueles que tiverem portas abertas no seu ser (falta de proteção espiritual). O mal não tem poder sobre o bem.

Estou ao seu lado para trazer coisas boas e construtivas e nunca para confrontar a sua fé e a sua religião. Não tenho o menor interesse pessoal em provar nada ou em atrair pessoas para a minha forma de pensamento. Só quero o seu bem e a sua felicidade.

Portanto, dito isso, me caberia responder que "Vodu" existe sim e é um trabalho das "forças do mal" contra a vida de uma pessoa, no sentido de matá-la mesmo. Esse é um conhecimento disseminado e aceito entre nós brasileiros.

Eu não entendo nada dos seus ritos e meios de ação, mas posso dizer que é uma prática vinda da África, onde, em alguns países, é uma religião que chega a contar com cerca de 7 milhões de seguidores (segundo dados disponíveis na internet).

A cultura do Vodu veio para as Américas, trazida pelos negros, escravizados, e teve grande aceitação em países da América Central. No Brasil, a prática do vodu ficou mais radicada em alguns estados brasileiros da Região Nordeste: Bahia, Pernambuco e Maranhão.

Pelo pouco que sei, o vodu são feitiços fortíssimos lançados por alguém, com auxílio de espíritos que convivem com as TREVAS, contra pessoas que se tornam malquistas por seus praticantes e recorrentes. 

Se uma pessoa quer que outra morra, por qualquer motivo, pode recorrer a esses feitiços e lança-los contra ela, obtendo ou não os resultados pretendidos. A prática está muito associada com invejas e vinganças.

Nesse tipo de relacionamento com espíritos que ainda se prestam à prática do mal, até por ignorância do bem, decorre um tipo de comércio que mescla o físico com o espiritual, no qual se permutam oferendas por ajuda espiritual.

Quem recorre ao mal para vinganças de amigos ou inimigos, torna-se devedor para com os espíritos que o auxiliaram nessa tarefa, podendo, por isso, vir a se tornar escravo deles, após a morte, ou até se tornar um deles: espíritos dedicados a essas mesmas tarefas do mal.

O Espiritismo que eu sigo funda-se no amor e na caridade e tem, por base, os ensinamentos de Jesus e o seu complemento - a Doutrina codificada por Allan Kardec. Nunca pratica o mal, ao contrário, procura sana-lo e, também, demover os espíritos que o praticam, quando possível e oportuno, admoestando-os a se orientarem pelos ensinamentos do Mestre Jesus. É, por meio do aconselhamento, que o Espiritismo auxilia os espíritos que sofrem e os que, temporariamente, estejam vinculados ao mal, ocupados em tarefas obsessivas de perseguições e vinganças."

Mesmo os Espíritos que praticam o mal são passíveis de praticar o bem, desde que para isso convocados, mas, quase sempre, submetem a sua ação a uma certa compensação, isto é, não fazem, a priori, o bem pela simples prática do bem, como uma virtude.



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