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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

domingo, 18 de agosto de 2013

VIGIAI E ORAI

Os homens são os espíritos que se encontram encarnados, isto é, os espíritos que receberam um corpo físico e, assim, podem se manifestam sobre a Terra, de forma visível e audível, entre aos seus semelhantes.

Os espíritos desencarnados - os que não dispõem desse corpo físico para se manifestarem -  podem estar perambulando por aqui mas, de ordinário, habitam as regiões astrais que circundam o Planeta.

Estejam onde estiverem, os espíritos podem interagir conosco, pela via do pensamento, desde que encontrem sintonia em nosso plano mental. Os semelhantes atraem os semelhantes, é regra. Homens maus atraem para o seu convívio outros espíritos que encontram prazer em praticar o mal. Por decorrência de semelhança de pensamentos, pessoas boas atraem espíritos bons, comprometidos com o bem e desejosos de que todos alcancem elevação espiritual.

Assim entendemos o ensinamento do Mestre Jesus:

"VIGIAI E ORAI"

Participamos de uma comunidade de mais de vinte bilhões de espíritos que estamos vinculados à biosfera do Planeta Terra, ou seja, oscilando entre encarnados e desencarnados, estaremos, ora aqui, ora lá, mas sempre numa vida única que, por certo , ainda estará vinculada ao Planeta Terra, enquanto estivermos necessitados dos conhecimentos possíveis de serem aqui alcançados, bem como, também, enquanto necessitarmos dos resgates que aqui se procederão.

Estar encarnado, sobre a Terra, representa um grande privilégio e uma grande graça de Deus, uma vez que é por aqui que passa, nessa etapa, o nosso Caminho Espiritual a Elevação da Alma, o nosso trajeto para obtenção do maior grau de felicidade no Plano Espiritual. Uma multidão de espíritos gostariam, imensamente, de estarem no lugar de cada um de nós, alguns, inclusive, para receberem um momento de trégua no grande sofrimento que atraíram para si mesmo e que vivenciam no astral.

Enquanto estamos vinculados a este nosso Planeta, chamaremos de "céu", de "inferno" e "purgatório" a comunidades por onde transitaremos, no Plano Astral, mas, ainda assim, essas primeiras localidades de habitação do plano espiritual - classificadas segundo o grau de felicidade ou de infelicidade, auferido pelo espírito - serão mansões celestes ainda vinculadas ao nosso Planeta, isto é, o espírito estará, ainda, sujeito às reencarnações na Terra, até que, por fim, tenha alcançado o grau de elevação espiritual que o credenciará a habitar os PLANOS SUPERIORES DA ESPIRITUALIDADE.

Jesus, o guardião, mentor e protetor do Planeta Terra, encarnou entre nós e nos apresentou o caminho para a ascensão aos reinos de felicidade. Entretanto, se Ele nos deixou um roteiro, a ninguém obriga aceitá-lo. Se alguém aceita os seus ensinamentos, não o deve fazer apenas por palavra e concordância, mas, deve tentar viver segundo aqueles conceitos superiores.

Jesus é o Caminho e a Luz que o ilumina. Andar nesse caminho é atribuição de cada um, segundo critérios individuais e intransferíveis.



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sábado, 17 de agosto de 2013

DIVALDO FRANCO - Centro de Eventos do Ceará.

"É preferível uma pessoa ser um ateu convicto, mas, ético e moralmente correto, do que ser um Cristão que não corresponde aos ideais de Cristo."

A afirmação acima foi feita pelo nosso querido Divaldo Moreira Franco, na palestra que proferiu ontem, dia 16/08/2013, no Centro de Eventos do Ceará, aqui em nossa Cidade de Fortaleza-CE.

Divaldo é um dos ícones do Espiritismo, nos dias atuais. O seu saber e o seu excepcional e dom para a exposição discursiva são qualidades que se reforçam e crescem em magnitude, pelo fato de o sabermos um médium excepcional.

Ouvir a palestra do Divaldo é receber um presente de Deus. É, também, ter a alma inundada de saudades de outro excepcional médium espírita, o Chico Xavier, visto que ambos, em muitas oportunidades, estiveram lado a lado, juntos, nas lides do Espiritismo que amplia horizontes no Brasil e no mundo.

O tema da palestra de ontem foi A Saúde Integral do Ser Humano. Foram ressaltados os aspectos subjetivos que formam a individualidade de cada ser, de onde resultam os posicionamentos pessoais em face da vida e das doenças. O palestrante o adorno o seu discurso com muitos fatos reais, pessoais e de outras pessoas, onde se ressaltaram os poderes da mente (sugestão) e os poderes da fé (religiosidade).

Eu destacaria como ponto central do relato, a importância do amor - próprio, pela vida, pelos laços afetivos, pelos laços da amizade, ao próximo e o amor universal a toda criação e a todas as coisas - onde se incluem, o amor à natureza e a toda a criação de Deus.  Portanto, destaco a frase ao redor da qual se desenvolveu o tema: "Quem ama nunca está doente", à qual acrescentou o ilustre orador, "Quem ama  pode sofrer uma doença, estar passando por um problema de saúde, mas ele não é um doente, apenas passa pela doença, como um acidente de percurso".

É difícil descrever ou até comentar, com fundamento, as palestras do Divaldo Franco. Ele nos extasia com o seu verbo maravilhoso e nos transporta, por horas, para fora da nossa realidade, tornando-nos cativos de uma outra realidade, que não parece ser deste mundo.

Ontem, diante de uma plateia de 4.200 pessoas, fluiu o seu verbo e a sua espiritualidade, até difícil de definirmos, diante de uma quadro de milhares de ouvintes, em absoluta silêncio, sorvendo os seus conceitos espirituais, num silêncio e comoção tão absolutos, que não se ouve, sequer, a respiração das pessoas ao lado.

De outra vez, quando compareci a uma de suas palestras, num clube social, em Niterói, com menores acomodações, uma platéia de cerca de umas 2.000 pessoas ocupava as cadeiras, os corredores e as escadas de acesso ao auditório e, outras, ouviam pelos auto-falantes no andar de baixo e nos acessos do clube. Também, daquela vez, ficamos todos paralisados, por 2 horas, sentados, em pé, 
sem nenhuma movimentação, vivendo um momento maravilhoso, que mais parecia o acompanhamento de uma prece.

A atmosfera criada nesses ambientes, onde se agrupam tantas pessoas com ideais comuns e pensamentos convergentes, é algo que não se pode descrever. Só convivendo a cena para melhor entender. Respira-se uma paz indescritível. Cresce em nosso interior um amor pela vida, pela natureza e um grande sentimento gratidão por estar ali, naquele momento.

Cada um realiza a obra de que é capaz. Não se trata de diminuir os que têm dons menos impressionantes, posto que, para a espiritualidade, todo trabalho é digno, importante e louvável, mas, como seres humanos, somos levado pelo entusiamos diante de fatos grandiosos e de muita fé, por isso, eu agradeço muito a Deus ter vivido numa mesma época que viveram esses dois luminares da causa espírita: Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.

Não se trata de diminuir a importância de milhares ou milhões de espíritas que executam tarefas cotidianas, igualmente importantes na seara da fé espírita, mas, apenas, de ressaltar o grande bem que nos resulta da vida e a obra desses dois insignes companheiros, Espíritas.

Deus os abençoe! 

Ao Divaldo, que ainda caminha conosco, e ao querido Chico que já se foi e que, agora, nos acompanha, desde o lado de lá, do mundo espiritual!


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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

NINGUÉM MORRE, APENAS MUDA DE ENDEREÇO

Deus, em sua sabedoria, privou-nos das lembranças de nossas vidas passadas.

Essas lembranças seriam condicionantes dos fatos de nossas vidas atuais, portanto, um meio coativo para procedermos desta ou daquela forma.  Já pensou um rei, imperador, um grande líder mundial que nascesse agora, em vida atual, como pobre e destituído de saber, para aprender as lições da humildade e do amor ao próximo, que não foram praticadas em vida precedente? Talvez se frustrasse e acabasse por julgar ser inútil viver uma vida quase miserável e sem expressão social, caso lhe fosse facultado lembrar de todo o fausto e poder da vida anterior.

As muitas vidas nos oferecem as múltiplas oportunidades de vivenciarmos todas as realidades de onde possamos extrair os conhecimentos, principalmente, os que nos falta desenvolver.

Em cada nova existência, somos livres de proceder como nos pareça melhor, em pleno exercício do livre arbítrio, sem qualquer condicionante, exceto que recebemos as condicionantes de família, ambientes - países e circunstâncias políticas e sociais - numa verdadeira adequação prática às lições do aprendizado e aos resgates programados para esse período físico.

Às vezes, vivemos preocupados com a morte, sem termos noção de que já morremos centenas ou milhares de vezes, das formas mais diversas, ora como heróis, ora como infratores sociais.  As idas e vindas do espiritual ao físico e vice versa são tantas que até seria difícil lembrar de todas elas, caso a isso tivéssemos acesso.

Ora aqui, ora lá, no Além, vamos alternando etapas de uma mesma vida única e eterna. Sempre com o propósito da contínua evolução do espírito - que somos nós.

E a realidade da vida física, repleta de sentimentos e emoções fortes, muita vez consegue impressionar tão fortemente o espírito que, mesmo após a morte física, ele insiste em aqui permanecer, preso que fica aos problemas da vida material, sem se dar conta de sua realidade espiritual e de que, aqui esteve, apenas, para a vivência de um ano escolar.

Destaco um trecho do livro "Estamos no Além", elaborado por Chico Xavier, com a cooperação de diversos espíritos, que vieram narrar as suas experiências, na vida do lado de lá:

"E os companheiros são muitos, porque a desencarnação não significa voo imediato aos Espaços Eternos.

Muito poucos se deslocam do Plano Físico em demanda de regiões mais elevadas, porquanto, na Vida Maior, encontramos invariavelmente a continuidade do que somos por dentro de nós mesmos. O desejo parece um imã poderoso. A criatura se desliga do veículo denso e, de imediato, se transfere para a região que lhe define os anseios satisfeitos.

Essa antiga história do céu, inferno e purgatório, é autêntica em se tratando de vida íntima. Cada criatura traz consigo o sinal do ponto geográfico em que passará a estagiar, após desvencilhar-se dos laços positivamente materiais da vida na Terra.

As organizações são mantidas com a ordem inerentes às próprias leis que nos governam.

Os semelhantes se atraem e se fixam uns com os outros, até que nos recessos de cada personalidade espiritual apareça o propósito de renovação para experiências mais altas pelo sentido de elevação em que se caracterizem.

Por felicidade a religião não é combativa, pelo menos do meu ponto de vista, pelo que já consegui conhecer e deduzir.

Os grupos se satisfazem por dentro de si próprios, à maneira de comunidades autárquicas."

Fonte: Estamos no Além (Espíritos Diversos) - Francisco C. Xavier.

Podemos dizer:  Ninguém morre, apenas muda de endereço!

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