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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

domingo, 12 de agosto de 2018

Ser Pai

Estarei completando 78 anos daqui a seis dias. Já posso ver um longo caminho percorrido e vislumbrar um pequeno trecho de estrada para trilhar. Posso olhar para trás e ver uma história de vida, onde desfilam dificuldades vencidas e muitas realizações que deram sentido e lógica ao "viver".

É muito bom quando - fazendo um pequeno balanço, por alto, e sob nosso ponto de vista - podemos vislumbrar um saldo positivo.

Hoje é dia dos pais e, claro, meus filhos vão se reunir para me dar os devidos parabéns. Serão momentos de muita alegria: Risos, abraços, comilanças e fotos da turma.

É por isso que estou escrevendo essas poucas palavras sobre "ser pai". Arrirsco-me a dizer que ser pai foi, com certeza, a melhor realização da minha vida. Isso sem querer me aventurar em pensar que sou bom pai ou que sou o melhor pai do mundo.

Qual o tamanho da alegria de ver os filhos correndo, brincando, nadando ou jogando um futebol com a gente? Qual o grau do orgulho de vê-los alfabetizado e, depois, sabendo as ciências melhor do que a gente mesmo sabe.

A vida deles, dos nossos filhos, se torna mais importante do que a nossa. A felicidade deles é a nossa felicidade.

É difícil ser pai. Como dizem: os filhos chegam sem manual de instruções e ninguém nos ensina como ser pais. Ocorre uma jornada de duplo aprendizado, pai e filho aprendem juntos suas importantes funções na formação da família. Na visão infantil do filho o pai é o ser que sabe todas as coisas e que pode todas as coisas. O pai compreende que o filho é frágil e dele depende para sobreviver e aprender o necessário para se um adulto útil e responsável.

Agradeço a Deus a bondade de me haver dado quatro filhos - um homem e três mulheres, destas uma que me foi presenteada com três anos. Agradeço por haver tido os meios econômicos para cria-los com dignidade e segurança. Agradeço, principalmente, por serem eles excelentes pais e mães.

Ser pai é grande ato de amor.


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sábado, 4 de agosto de 2018

QUEM PECOU ELE OU SEUS PAIS?

Essa pergunta é intrigante porque envolve o entendimento das pessoas, NO TEMPO DE JESUS, sobre as múltiplas vidas (reencarnações) de um mesmo espírito.

Eis a pergunta: "Mestre quem pecou, ele ou seus pais, para que ele nascesse cego?"  O momento da pergunta é quando Jesus cura o cego de nascença. A pergunta poderia ser feita, também, assim:  

Mestre, foi ele que pecou em outras vidas, antes do seu nascimento, e por isso nasceu cego, ou a cegueira decorre de pecado dos seus pais?

Jesus respondeu que essas não eram as razões da cegueira, naquele caso. Ele teria nascido com essa "missão" para que se manifestasse nele/ali o poder e a vontade de Deus.

Jesus apenas disse que não era nenhum dos motivos contidos na pergunta.  Entretanto o mestre ratifica, tacitamente/implicitamente, a reencarnação para resgate de pecados. Assim como ratificou expressamente, em outra oportunidade, a reencarnação afirmando que "Elias (profeta) já voltou e os seus não o reconheceram".

Sabemos que o vocábulo "reencarnação e congêneres" foram excluídos dos escritos dos evangelhos por ordem direta do Imperador Constantino, por razões que dizem respeito à conduta de sua mulher...

Sabemos que dois terços da humanidade da humanidade - + de 4 bilhoes de pessoas - aceitam, de alguma forma, o princípio da reencarnação do espírito, em múltiplas vidas, sobre o planeta Terra. Esse entendimento se perde nas eras da humanidade.

A reencarnação está tão arraigada na mente das pessoas que, mesmo os que oficialmente não acreditam na reencarnação, por vezes emitem pensamentos desse teor: Eu devo ter sido muito mau em outras vidas... ou eu devo ter atirado pedras nas cruz... ou em outra vida eu quero ser isto ou aquilo... ou não quero mais ser isto ou aqui na próxima vida...

Mas a pergunta que fica é: Por que as religiões cristãs insistem em negar o que se pode considerar óbvio, por tantas razões, como a genialidade precoce, a lembrança de crianças da suas mortes em vidas anteriores ou de suas profissões e atividades em vidas antecedentes? Também, as regressões a vidas passadas são utilizadas pelos psicólogos para resolver problemas e traumas da vida presente...

A aceitação da reencarnação só viria trazer benefícos para os que sofrem e que resgatam débitos anteriores, assim como, viria a trazer esperanças e melhor compreensão da bondade de Deus.
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A eternidade está reservada para dar felicidade a todos os espíritos e não para condená-los - pelo tempo dos tempos - por erros bobos ocorridos em minúsculos lapsos de tempo sobre a Terra, muitas vezes, ainda em plena imaturidade do homem.  

Com a reencarnação já ficaraim abolidos todos os sofrimentos eternos.

A reencarnação é a própria demonstração do AMOR DE DEUS que sobrepassa todo o entendimento humano.


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segunda-feira, 19 de março de 2018

UM A UM - A VIAGEM DE REGRESSO

Estamos numa viagem individual: Viemos sós do mundo espiritual e para lá voltaremos, também sós. Nas coisas do Espírito o que conta é individualidade no que respeita ao adiantamento espiritual alcançado.

Gosto muito da letra desse hino evangélico que minha mãe gostava de cantar, aliás, que gostávamos de cantar juntos:

"De todos os climas ei-los chegar, um a um, um a um
Na eterna mansão para se abrigar, sim, um a um.

Irão uns entrar nesse lar de além
Sem muito sofrer no viver de aquém
Mas outros terão de lutar, sofrer,
Porém hão de entrar sem desfalecer

No eterno lar, no lindo lar
Ei-los entrando de um a um
No eterno lar, no doce lar
Sim, um a um"

Subjetivamente falando, chegamos à vida terrena sós e daqui partiremos sós. Podemos nascer juntos ou morrer juntos de outra pessoa, mas sempre estaremos seguindo um caminho único, trilhado pelo espírito que somos.

Em nossa passagem por aqui, comemoramos ou comemoram o nosso nascimento e os anos que contamos de vida. Todos os felicitam e formulam votos de felicidade e muitos anos para a frente. Isso é muito bom e o carinho assim expresso nos dá forças para prosseguir.

Entretanto, todos sabemos que estamos numa viagem cujo fim não está marcado. Seria comparável a uma viagem de trem com o bilhete só de ida. No caminho vamos apreciando a paisagem e gozando os prazeres disponíveis, entre eles, a presença dos familiares e dos amigos que encontramos, todos viajando conosco.
A vida passa depressa como vista pela janela de um trem em movimento.  Vamos indo, distraídos, desfrutando alegrias e sobrepujando momentos momentos menos agradáveis. 

Quantas aventuras! Quantas realizações! Quantas vitórias! Tudo isso emoldurado num conjunto objetivo do aprendizado e da evolução do nosso espírito. 

Como se tudo fosse um sonho, num dado momento, a velhice nos encontra com um monte de histórias para contar. A nossa história já é parte da história das outras pessoas. Muito do que era futuro já virou passado e o novo futuro já menor e pode ser presumido mais de perto, como se fosse no ano seguinte, no mês seguinte, na semana seguinte ou, até, no dia seguinte. Já não dá para alongar muito no tempo.

O tempo já é não é um aliado sorridente e convidativo para a aventura e o desbravamento. Programar algo mais longínquo já se afigura uma hipótese possível, cercada de hesitação e insegurança. Enfim chegamos ao tempo em que o silêncio fala mais alto do que o discurso.

Vemos o tempo e o espaço percorrido e, se ali há bons frutos e abundância, isso nos traz felicidade e aquela sensação boa de que valeu a pena. Os erros também estão lá nesse nosso olhar retrospectivo e com tristeza, sabemos que não podemos retificá-los. Estamos em tempo de memórias e análises.

Não nos tornamos um poço de sabedoria e nem somos os detentores da verdade, mas sabemos, quais os caminhos são melhores para chegar a um destino mais feliz. Pensamos: Certamente, faríamos diferentes muitas coisas, mas não ignoramos que foram os nossos erros que nos trouxeram aprendizado, sob muitos ângulos.

Esse tesouro chamado experiência - saber acumulado - é a colheita do que semeamos durante a vida. Por isso, ele precisa ser obtido por cada um, individualmente, como parte do respectivo processo evolutivo.

Felizes os que já se conscientizaram de que não são apenas um corpo que perambula sobre a terra, mas sim, um espírito que veio à terra para aprendizado e evolução.

Cada um de nós, um a um, no seu devido tempo, estaremos voltando ao nosso lar espiritual. Na bagagem, as virtudes e o saber adquiridos.


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