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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

domingo, 17 de julho de 2022

 VOCÊ ENCONTROU QUEM?

Nossa vida, quase sempre, comporta o conhecer - encontrar - muitas pessoas, às quais dedicamos nossa amizade e amor, e muitas outras pessoas que nos desgostam ou, até mesmo, se tornam adversários ferrenhos ou até inimigos. 

Nossa vida é uma sucessão de encontros, aos quais bem que poderíamos denominar de "reencontros", embora na vida física sobre o planeta nos apresenta sempre como primeiros encontros. Assim é porque, como encarnados na terra, nossa memória das vidas passadas está apagada do nosso nível consciente. 

Nossa memória plena da vida do espírito nos retornará ao deixarmos o corpo físico e pela necessidade de relembrar fatos do passado e compará-los com os fatos recentes a que e stão ligados. E porque nossa memória total está longe de nós, quando se refere aos fatos anterores de nossa existência atual?

Cada um de nós tem uma extensa bagagem de fatos vividos os quais, muitos deles, demandam resgate da verdade e das decisões erradas por que passamos. 

A não presença das memórias passadas, nos torna um "livro em branco" que vamos escrever durante a vida.  Esse livro vai representar o livre arbítrio de cada pessoa diante das situações a serem vividas, posto que cada espírito é responsável por seus atos. Não ocorrerá a hipótese de condicionar uma ação a outra diversa do passado que interferisse na vida atual.  Nossa vida na terra é o pleno exercício do livre arbítrio humano.

A cadeia de fatos e circunstâncias da vida humana sempre apresentará as situações iguais ou paralelas de vidas passadas, para as quais teremos a oportunidade de retificar, como forma de destravar a nossa evolução espiritual.

É preciso entender que não há um roteiro imposto e sim um caminho de oportunidades para o exercício do livre arbítrio de forma coerente com o crescimento espiritual.  

Mas pode ocorrer que o espírito (agora encarnado) repita os mesmos equívocos anteriores ou até os amplifique... Bom nesse caso, quando desencarnado e depois de analisar a vida vivida na terra, a bondade divina concederá nova oportunidade de nova física, sempre após a reflexão e a opção por nova meta de vida.

Mas, voltando ao encontro/reencontro das pessoas com quem precisamos vivenciar esse nosso período na terra, precisamos falar que todos: amores, amigos e inimigos todos precisam estar em nossas vidas para compor o quadro necessário da nossa evolução.

Chico Xavier nos disse que "se soubéssemos quem são os nossos adversários e os que nos causam males, nós lhes beijaríamos os pés". Eles são os espíritos com quem mais precisamos nos compor para nossa própria evolução.

Jesus nos disse: "Faça as pazes com o seu inimigo enquanto estás no caminho..."  e, também, "Amai aos vossos inimigos"...  

Estes são ensinamentos de Jesus sobre o que deve ser a nossa vida na Terra, quando temos a oportunidade de encontrar aqueles com quem precisamos nos compor, perdoar e aprender a amar.

Ninguém é perfeito e, estamos aqui, exatamente para buscar a perfeição dando alguns passos de cada vez.

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segunda-feira, 4 de julho de 2022

 Acontecimentos bons ou ruins?

Nós temos o hábito de classificar os acontecimentos que nos afetam como bons ou ruins, conforme nos tragam alegria e felicidade ou nos tragam tristeza e melancolia. Está tudo bem que assim seja olhando esses eventos pelo seu lado da realização física e dos sentimentos que geram num dado momento da vida.

Entretanto, se admitirmos que a vida tem uma existência eterna - para além das mortes físicas - estaremos diante da realidade de que a vida terrestre é uma parte pequeníssima da caminhada do espírito, que somos nós, habitando corpos físicos para aprendizado e evolução. 

Dentro desse contexto da vida única do espírito, desdobrada em duas facetas espiritual e ou físicas, chegaremos à compreensão de que nada ocorre ao acaso e que fatos bons ou ruins são todos lições para o aprendizado do espírito.

Nesse sentido está o ensino do Apóstolo Paulo: "Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus". Esse trecho bíblico sintetiza perfeitamente o pensamento espírita de que todas as coisas contribuem para a evolução espiritual do ser encarnado na Terra.

Alguns fatos desagradáveis ou até dolorosos que nos ocorrem, além de lições são também, algumas vezes, reparação de males causados em situações passadas, como diazo ditado "aqui se faz, aqui se paga" ou "colhemos os frutos que semeamos", os quais configuram o tema da ação e reação.

Na espiritualidade, após nossa etapa terrena, vamos compreender o por quê da necessidade que tivemos de vivenciar todos os fatos da nossa vida, tanto bons como ruins. Diante da análise futura, modificaremos, talvez, a percepção que tivemos durante essas ocorrências. 

Saberemos que todos os fatos  da vida na terra eram bons e altamente necessários para retificar nosso entendimento à luz da evolução espiritual. A aceitação será arbítrio de cada um.

Nada ocorre por acaso, tudo tem a sua razão de ser e, diante da bondade de Deus, tudo ocorre no momento certo, no lugar certo e com o envolvimento das pessoas certas. 

Vivemos um vida infinita, moldada pelo poder divino, exercendo nosso completo livre arbítrio nos atos e ações e colhendo ou não os ensinamentos necessários para a nossa evolução. 

A vida terrestre mostra o nosso grau de evolução e o quanto precisamos evoluir.

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segunda-feira, 21 de março de 2022

FÉ - 0RAÇÃO - LIVRAMENTO

Independentemente da religião que professem, eu admiro muito a fé das pessoas. Admiro também a fé quando quando voltada para Deus ou o Universo, mesmo se desvinculada das religiões formais.
 
Eu tenho visto, ao longo dos meus 82 anos, muitas ocorrências da fé verdadeira - pura, simples e sincera - manifestada por pessoas de todos os níveis culturais. Por isso digo que a fé independe da condição social ou do nível cultural de quem a possui e isso muito acrescenta à beleza da fé. 

Um exemplo da fé sincera e simples vemos quando Jesus observando os que oravam no Templo em Jerusalém, viu ali pessoas eruditas que oravam em altas vozes, com palavras eruditas e discursivas. Mas, o Mestre Jesus, ressaltou para os seus discípulos a mulher que orava em separado e apenas dizia "Senhor, tenha piedade de mim". Viu nessa prece a oração simples e fervorosa que fluia do íntimo da pessoa e chegava a Deus. 

A oração deve ser uma conversa com Deus. Pode ser falada ou apenas pensada com fervor, sinceridade e fé. Pode ser praticada em qualquer lugar e não, necessáriamente em templos magnifícos. Na oração podemos louvar a Deus e agradecer pela graça da vida nossa e de todos os que estão conosco na mesma caminhada terrestre para a elevaçao espiritual. 

Atendidas ou não, todas as orações são ouvidas e processadas. O atendimento da oração está condicionado a merecimento e oportunidade, diante da conveniência mais acertada para o propósito de vida da pessoa que ora. Quem passa por condições menos favoráveis, passa devido a um propósito da elevação espiritual da própria pessoa. Inverter as condições necessárias a essa finalidade resultaria, talvez, em menosprezar a meta a ser atingida, adiando o resultado pretendido para nova situação análoga, em outro momento. 

Não há sofrimento sem causa determinante. Escolhas foram feitas e atos foram praticados que resultaram na necessidade de recompor o equilíbrio do espírito. É o que chamamos carma de resgate. 

Compreendendo o carma e mudando atitudes pode o mesmo ser eliminado. O sofrimento resultante não é questão punitiva e nem implacável. 

 Mas, até quando se torna necessário o sofrer? Quando a pessoa se livrará do sofrimento? 

Só Deus e o Universo sabem com clareza essas respostas. Um professor sabe quando um aluno já aprendeu uma matéria e, por isso, o promove de ano escolar. Também o carma incide até ao aprendizado, à aceitação e ao perdão a si mesmo e a quem mais esteja envolvido nos fatos geradores dessa condição atual. 

Jesus ressaltou muito o perdão, o amor ao próximo e aos inimigos. Penso que nesses ensinamentos do Mestre está a chave para nos livrarmos de um carma de sofrimento, ou até para não criarmos a necessidade de sofrimento futuro por atos desta vida atual. 

Eis aqui um bom roteiro para lidarmos com o nosso carma:

- Não carregar culpa! Perdoar todos os atos da sua vida, reconhecendo a simplicidade ou imaturidade das escolhas anteriores.

- Perdoar a todos os envolvidos em nossos atos com qualquer grau de culpa ou nenhuma culpa. 

- Mandar energias espirituais para todas essas pessoas que, de qualquer forma, viveram conosco momentos da nossa vida. 

- Orar pedindo clareza para o entendimento da vida em sua manifestação física e espiritual.

- As vidas físicas se sucedem e essas vidas criam as condições das novas vidas, sempre com base na necessidade da evolução espiritual do Ser.

- Mandar energias de amor, paz e perdão (dado ou solicitado) para as pessoas que já faleceram e que conosco conviveram participando, de alguma forma, dos nossos atos. 

- Implorar e derramar a Paz de Jesus sobre tudo e sobre todos.

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