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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

REENCARNAÇÃO (Marcos Paterra-O Clarim)

Artigo publicado em "O Clarim - Maio 2013":

http://www.acasadoespiritismo.com.br/artigos/artigos2013/artigosnovos/espiritismo%20e%20reencarnacao.htm

ESPIRITISMO E REENCARNAÇÃO
"A crença na reencarnação tem origens nos primórdios da humanidade, nas culturas primitivas.

Marcos Paterra
marcos.paterra@gmail. com

A palavra "reencarnação" foi gradualmente aceita para transmitir a ideia da possibilidade de um espírito humano ou alma ter diversas vidas sobre a Terra. De acordo com o dicionário inglês Shorter Oxford, foi usada pela primeira vez em 1858, sendo definida como "ato de encarnar novamente".

Encarnar significa entrar na carne e reencarnar expressa o ato de entrar na carne outra vez. Após a morte, o ego humano separa-se do corpo físico e, após algum tempo, retoma a um corpo novo.
A crença na reencarnação, mesmo não tendo seu início no Espiritismo (apesar de ser um elemento diferenciador deste), tem origens nos primórdios da humanidade, nas culturas primitivas. De acordo com alguns estudiosos, a ideia se desenvolveu de duas crenças comuns que afirmam que:

- Os seres humanos têm alma, que pode ser separada de seu corpo, temporariamente no sono, e permanentemente na morte;

- As almas podem ser transferidas de um organismo para outro. A crença na sobrevivência da consciência após a morte é comum e tem-se mantido por toda a história da humanidade.

Quase todas as civilizações têm tido um sistema de crença relativo à vida após a morte. Dizia-se que um homem poderia reviver, mas não sabiam explicar como. Designavam como ressurreição o que o Espiritismo mais judiciosamente chama de reencarnação. A ressurreição presume a ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a ciência demonstra ser materialmente impossível: como reunir todos os elementos que o compõem quando já dispersos e absorvidos? A reencarnação é a volta da alma ou espírito à vida corpórea, mas em outro corpo que não tem nada de comum com o antigo.

Os povos da Ásia e da Grécia acreditavam na imortalidade da alma; Pitágoras, Sócrates, Platão, Orígenes, Virgílio, entre tantos outros, foram precursores da ideia da reencarnação, e sua crença se manteve até a consolidação do Cristianismo.

Gabriel Delanne, no livro A Reencarnação, diz haver entre os Vedas (1300 a.C.) um conjunto de textos sagrados, base fundamental da tradição religiosa do Bramanismo e do Hinduísmo e filosófica da índia, do qual se destaca esta passagem: "A alma não nasce nem morre nunca, ela não nasceu outrora nem deve renascer; sem nascimento, sem fim, eterna, antiga, não morre quando se mata o corpo. Como poderia aquele que a sabe impecável, eterna, sem nascimento e sem fim, matar ou fazer matar alguém? Assim como se deixam as vestes gastas para usar vestes novas, também a alma deixa o corpo usado para revestir novos corpos. Eu tive muitos nascimentos e também tu, Arjuna; eu as conheço todas, mas tu não as conheces... ".

O Cristianismo rejeitou a reencarnação porque sua visão abalava a autoridade da Igreja, segundo a qual a salvação não dependia do retorno do indivíduo em outro corpo, mas sim da relação do indivíduo com Deus, através do dom da graça. Daí tantos conflitos e tantas criaturas queimadas em fogueiras por acreditarem na comunicabilidade dos espíritos, na sobrevivência da alma e na reencarnação; foram considerados heréticos, bruxos etc.
Por este receio foi que, em 325 d.C, o imperador Constantino, o Grande, e sua mãe, Helena, suprimiram as referências à reencarnação contidas no Novo Testamento. O Segundo Concílio de Constantinopla (atual Istambul, na Turquia), reunido em 553 d.C, validou esse ato, declarando herético o conceito da reencarnação No entanto, a condenação da Doutrina teve uma ferrenha oposição pessoal do imperador Justiniano', que nunca esteve ligado aos protocolos do Concílio.

Conforme a Doutrina Espírita, Deus cria os espíritos na simplicidade e na ignorância, tendo tempo e espaço para progredirem. Para que possam desenvolver suas potencialidades, necessitam encarnar num corpo material. As encarnações são sucessivas e sempre muito numerosas, pois "o progresso é quase infinito."2

Os espíritos falam sobre o papel da reencarnação na pergunta 167 de O Livro dos Espíritos, na qual Allan Kardec formula a seguinte questão: "Qual é a finalidade da reencarnação?" E a resposta:
"Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça?"

Quando os espíritos respondem primeiramente que a reencarnação tem uma finalidade expiatória, não querem dizer que ela seja punitiva e condenatória. A palavra expiação tem várias acepções (castigo, penitência, cumprimento de pena, sofrer consequências de preces para aplacar a divindade etc.) que são comumente associadas à ideia de pecado e mortificação. Essa ideia, contudo, é estranha à concepção espírita. Considerando as várias acepções acima, a que mais se acomoda ao que os espíritos colocaram é a de "sofrer consequências de", em conformidade com o livre-arbítrio e a Lei de Ação e Reação.

"[...] a reencarnação no resgate é também recapitulação perfeita. Se não trabalhamos por nossa intensa e radical renovação para o bem, através do estudo edificante que nos educa o cérebro e do amor ao próximo que nos aperfeiçoa o sentimento, somos tentados hoje pelas nossas fraquezas, como éramos tentados ainda ontem, porquanto nada fizemos pelas suprimir, passando habitualmente a reincidir nas mesmas faltas. (...)"3

A influência do Catolicismo ainda é muito forte: nossa formação cultural se encontra imersa nas ideias jesuíticas. Isso ocasiona, a priori, uma postura ideológica de rejeição quase imediata a qualquer conhecimento novo ou à necessidade de alguma adaptação, aprisionando determinados conceitos espíritas ao preconceito já estabelecido ao longo das existências. E o que vem acontecendo no meio espírita, em que a influência preponderante do Catolicismo ainda é muito marcante.

Devido a essas deturpações doutrinárias, enfrentadas pelos espíritas desde que o Espiritismo começou a se difundir no Brasil, ele tem sido considerado, por eminentes pensadores de nossa época, uma religião conformista, que anestesia as consciências, alienando os indivíduos dos problemas amais; a visão de resignação, segundo eles, é instituída pela ideia da reencarnação.

Segundo a visão espírita, entretanto, a lei dos renascimentos sucessivos abre perspectivas nunca antes contempladas. A imortalidade, exercitada pelo espírito ao longo de suas existências num processo contínuo de evolução infinita, vem elucidar uma série de questões que passam pelos planos biológico, psicológico e social, até então inexplicáveis, tanto pelos espiritualistas como pelos estudiosos das leis que regem o mundo material.

Conforme Allan Kardec, "[...] a encarnação não é uma punição como pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do espírito e um meio de ele progredir "4.

"[...] a encarnação é necessária ao duplo progresso moral e intelectual do espírito; ao progresso intelectual pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral pela necessidade recíproca dos homens entre si. A vida social é a pedra de toque das boas e más qualidades "5.


1.
Flávio Pedro Sabácio Justiniano (em latim: Flavius Petrus Sabbatius Justinianus; Taurésio, 11 de maio de 483 - Constantinopla, 13 ou 14 de novembro de 565), conhecido simples¬mente como Justiniano I ou Justiniano, o Grande, foi imperador bizantino desde 12 de agosto de 527 até a sua morte.
2. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 169.
3. Trecho retirado do livro Ação e Reação de Francisco Candido Xavier, pelo espíri¬to de André Luiz Ed. FEB. Rio de Janeiro 2008. Cap.14,p.250.
4. KARDEC, Allan. A Génese. Cap. XI -item 26.
5. . O Céu e o Inferno. Cap. Ill, item 8. Ed. FEB. Rio de Janeiro. 1999.

O Clarim, maio de 2013"




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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

As Leis de Moisés

Moisés foi o primeiro legislador do Povo Judeu e seu primeiro líder. Ele foi o libertador dos Judeus que estiveram no Egito, por 430 anos, em regime de submissão (escravidão) aos Faraós Egípcios.

Ele conduziu o seu povo pelo deserto, por 40 anos, na busca pela Terra Prometida. Saíram do Egito 400 mil judeus. Na antiguidade contavam-se apenas os homens, adultos, logo, ele liderava uma nação que se pode estimar entre 800 mil/1 milhão de pessoas, considerando-se as mulheres e as crianças.

Para dominar a índole desse povo - ainda meio bárbaro - ele, Moisés, precisou ser, além de um legislador muito severo, atuar como um representante de um Deus que mais punia que perdoava os infratores.

Foi Moisés que recebeu - de Deus - os dez mandamentos, o mais completo código moral e ético que chegou aos nossos dias, representando, também, a lei religiosa.

Com suas Leis, Moisés regulamentou todos os aspectos da vida daquele Povo, pormenorizadamente, tendo sempre como suporte do seu poder, como pano de fundo, a autoridade divina.

Ele determinou:

  • a prática do sacrifício de animais para a purificação dos pecados;
  • Estabeleceu o sábado como o dia do Senhor, no qual só se admitiram as práticas religiosas. Nada mais poderia ser feito, inclusive o plantar ou colher os bens, bem como, negócios de compra e venda de qualquer espécie;
  • Estabeleceu o ano sabático, a cada sete anos, ficando vedada toda a atividade de produção, mesmo as colheitas, devendo os frutos ficarem nas lavouras e lá apodrecerem;
  • Regulamentou as ligações familiares e as responsabilidades conjugais, como, por exemplo, que o irmão acolheria como esposa a mulher de seu irmão que houvesse falecido;
  • Determinou o que eram uniões ilícitas, no que concerne às atividades sexuais, que não poderiam ocorrer por questões de parentesco, afinidade e gênero e, também ordenou que a mulher solteira não mais vigem, seria considerada desonrada e repudiada pelos pais;
  • Estabeleceu que todo menino deveria ser circuncidado;
  • Estabeleceu penas gravíssimas como: O olho por olho (lei de talião), o apedrejamento da mulher infiel (somente a mulher), o apedrejamento do filho desobediente, o regimento de alimentos puros e impuros, os julgamentos por heresia, a morte e enterro do boi que machucasse alguém, etc. etc.

Estabeleceu, também, que não poderiam ser consultados os espíritos dos mortos:

“E entre vós ninguém haja que consulte os que têm o Espírito de Píton e se propõem adivinhar, interrogando os mortos para saber da verdade.” Deut. 13:9-12.

Será que essas leis ainda são, nos dias de hoje, fielmente, obedecidas?

- a do sábado, como dia consagrado a Deus, não é.

- a da guarda do ano sabático, não é.

- o do sacrifício de animais para purificar pecados, não é.

- a do irmão casar-se com a cunhada viúva, não é.

- a das uniões sexuais lícitas ou ilícitas, não é.

- a do apedrejamento da mulher adúltera, não é.

- a do apedrejamento do filho desobediente, não é.

- a da lei do olho por olho, dente por dente, não é

- a da desonra da mulher solteira não virgem, não é.

- a da circuncisão dos meninos, não é.

- a dos alimentos puros e dos puros, não é.

- a da morte e enterro do boi que ferisse alguém, não é.

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A pergunta que fica é: Por que os religiosos, entre tantas ordenações da Lei de Moisés, insistem em cumprir, apenas, a que proíbe o intercâmbio com os espíritos?


No livro O Céu e o Inferno. 51. ed. Rio: FEB, 2003, 1ª parte, cap. XI, itens 3 a 15, Allan Kardec advoga o seguinte entendimento:

“Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada num ponto, força é que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante a alguns tópicos e má em outros tópicos da Lei? É preciso ser consequente. Desde que se reconhece que a lei mosaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos. Demais, é preciso expender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente: O legislador hebreu queria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos, como se infere destas palavras de Isaías: “O Espírito do Egito se aniquilará a si mesmo e eu precipitarei seu conselho; eles consultarão seus ídolos, seus adivinhos e seus pítons”.

Os israelitas não deviam contratar alianças com as nações estrangeiras, e sabido era que naquelas nações que iam combater encontrariam as mesmas práticas. Moisés devia, pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contacto com o inimigo. Para justificar essa aversão, preciso era que apresentasse tais práticas como reprovadas pelo próprio Deus, e daí estas palavras: “O Senhor abomina todas essas coisas e destruirá, à vossa chegada, as nações que cometem tais crimes”. 

Existem duas partes distintas na lei de Moisés – A proibição de Moisés era assaz justa, porque a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição, ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição. Essas práticas, ao que parece, também eram objeto de negócios, e Moisés, por mais que fizesse, não conseguiu desentranhá-las dos costumes populares.

Essas práticas supersticiosas perpetuaram-se até a Idade Média, mas hoje a razão predomina ao mesmo tempo em que o Espiritismo veio mostrar o fim exclusivamente moral, consolador e religioso das relações de além-túmulo.

Há duas partes distintas na lei de Moisés: a Lei de Deus propriamente dita, promulgada sobre o Sinai, e a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes e ao caráter do povo. Uma dessas leis é invariável, ao passo que a outra se modifica com tempo, e a ninguém ocorre que possamos ser governados pelos mesmos meios por que o eram os judeus no deserto.

Quem pensaria hoje, por exemplo, reviver este artigo da lei mosaica[2]: “Se um boi escornar um homem ou mulher, que disso morram, seja o boi apedrejado e ninguém coma da sua carne; mas o dono do boi será julgado inocente”.

Este artigo nos parece absurdo, não tinha, no entanto, outro objetivo senão o de punir o boi e inocentar o dono, equivalendo simplesmente à confiscação do animal, causa do acidente, para obrigar o proprietário a maior vigilância. A perda do boi era a punição que devia ser bem sensível para um povo de pastores, a ponto de dispensar outra qualquer; entretanto, essa perda a ninguém aproveitava por ser proibido comer a carne. 

Haveria Jesus modificado a lei mosaica? – Tudo tinha razão de ser na legislação de Moisés, vez que ela tudo prevê em seus mínimos detalhes, mas a forma, bem como o fundo, adaptava-se às circunstâncias ocasionais. Se Moisés voltasse em nossos dias para legislar sobre uma nação civilizada, decerto não lhe daria um código igual ao dos hebreus.

A esta objeção opõe a afirmativa de que todas as leis de Moisés foram ditadas em nome de Deus, assim como as do Sinai. Mas julgando-as todas de fonte divina, por que ao Decálogo limitam os mandamentos? Qual a razão de ser da diferença? Pois não é certo que se todas as leis emanam de Deus devem ser igualmente obrigatórias? E por que não conservam a circuncisão, à qual Jesus se submeteu e não aboliu? Ah! Esquecem que, para dar autoridade às suas leis, todos os legisladores antigos lhes atribuíram uma origem divina. Pois bem: Moisés, mais do que nenhum outro, tinha necessidade desse recurso, atento ao caráter de seu povo; e se, a despeito disso, ele teve dificuldades em se fazer obedecer, que não sucederia se as leis fossem promulgadas em seu próprio nome? Não veio Jesus modificar a lei mosaica, fazendo da Sua Lei o código dos cristãos? Não disse Ele: “Vós sabeis o que foi dito aos antigos, tal e tal coisa, e eu vos digo tal outra coisa?” Entretanto, Jesus não proscreveu, antes sancionou a Lei do Sinai, da qual toda a Sua Doutrina moral é um desdobramento.

Ora, Jesus nunca aludiu em parte alguma à proibição de evocar os mortos, quando este era um assunto bastante grave para ser omitido nas Suas prédicas, mormente tendo Ele tratado de outros assuntos secundários.

Terão os diversos cultos receio das manifestações? – Se Moisés proibiu evocar os mortos, é que estes podiam vir, pois do contrário inútil fora a proibição. Ora, se os mortos podiam vir naqueles tempos, também o podem hoje. Se os Espíritos se perturbassem ou se agastassem com os nossos chamados, certo o diriam e não retornariam; porém, nas evocações, livres como são, se se manifestam é porque lhes convém.

Todas as razões alegadas para condenar as relações com os Espíritos não resistem a um exame sério. Pelo ardor com que se combate nesse sentido é fácil deduzir o grande interesse ligado ao assunto. Daí a insistência. Em vendo esta cruzada de todos os cultos contra as manifestações, dir-se-ia que delas se atemorizam.

O verdadeiro motivo poderia bem ser o receio de que os Espíritos, muito mais esclarecidos, viessem instruir os homens sobre os pontos que se pretende obscurecer, dando-lhes conhecimento, ao mesmo tempo, da certeza de um ou outro mundo, a par das verdadeiras condições para nele serem felizes ou desgraçados. A razão deve ser a mesma por que se diz à criança: – “Não vá lá, que há lobisomem”. Ao homem dizem: “Não chameis os Espíritos: são o diabo”. Não importa, porém: – impedem os homens de os evocar, mas não poderão impedi-los de vir aos homens para levantar a lâmpada de sob o alqueire.

O culto que estiver com a verdade absoluta nada terá que temer a luz, pois a luz faz brilhar a verdade e o demônio (que, aliás, nem existe) nada pode contra ela.

Repelir as comunicações de além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da Vida Futura, já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem. 

Será benéfico aos Espíritos interdizer as comunicações? – A experiência nos ensina, além disso, o bem que podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a desprenderem-se da matéria e a se aperfeiçoarem. Interdizer as comunicações é, portanto, privar as Almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar.

As seguintes palavras de um Espírito resumem admiravelmente as consequências da evocação, quando praticadas com fim caritativo:

“Todo Espírito sofredor e desolado vos contará a causa da sua queda. Os desvarios que o perderam. Esperanças, combates e terrores; remorsos, desesperos e dores, tudo vos dirá, mostrando Deus justamente irritado a punir o culpado com toda a severidade. Ao ouvi-lo, dois sentimentos vos acometerão: o da compaixão e o do temor! Compaixão por ele, temor por vós mesmos. E se o seguirdes nos queixumes, vereis, então, que Deus jamais o perde de vista, esperando o pecador arrependido e estendendo-lhe os braços compassivos logo que procure regenerar-se. Do culpado vereis, enfim, os progressos benéficos para os quais tereis a felicidade e a glória de contribuir, com a solicitude e o carinho do cirurgião acompanhando a cicatrização da ferida que pensa diariamente”.

                
A matéria do texto, em destaque de cor, foi obtida em:
siga o link para ler todo o texto.


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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Inimigos e Benfeitores

"Se soubéssemos quem são os nossos inimigos e aqueles que nos maltratam, nós lhes beijaríamos os pés" (Chico Xavier)

Às vezes, falta-nos a devida compreensão do ensinamento de Jesus:

"Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam." (Lucas 6:28)

A rigor, logo pensamos que isso diz respeito a necessidade de praticar o amor - amar ao próximo - entretanto, não é apenas isso. O Espiritismo vem nos ensinar que todo o mal que recebemos é a exata colheita do mal que semeamos em nossas vidas (presente e passadas). É a colheita obrigatória ou Lei do Retorno das Ações.

É isso mesmo: Os que nos perseguem e nos fazem mal são os nossos cobradores pelos males que causamos no passado. De outra forma seria injustiça uns receberem o mal e outros a felicidade.

Nesse sentido, também, devemos entender o ensinamento de Jesus:

"Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil. (Mateus 5:25-26).

Reproduzo, abaixo, trecho da publicação do texto da "Redação do Momento Espírita" de 30-05-2011, sobre a "Lei do Retorno":


"LEI DO RETORNO
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"Pensando em Lei de causa e efeito, ou também conhecida como Lei de retorno, podemos procurar entender algumas questões da vida.

Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes. Hoje, talvez o tenhamos de volta, na feição de esposo despótico ou de filho problema, para sorvermos juntos o cálice da redenção.

Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio. Hoje, possivelmente reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, atendendo-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência. Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.

Assim, cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto que encontramos na família ou na atividade profissional, podem ser forças do passado a nos pedir mais amplas afirmações de trabalho e dedicação ao bem.

Tenhamos sempre em mente que todos os delitos que cometemos não desaparecerão no silêncio do túmulo, porque a vida prossegue, além da morte, desdobrando causas e consequências.

Assim sendo, diante de toda dificuldade e de toda prova, façamos o melhor ao nosso alcance.

Ajudemos aos que partilham conosco as experiências, e oremos pelos que nos perseguem, desculpando todos aqueles que nos injuriam.

A humildade é a chave de nossa libertação. Dessa forma, sejam quais forem os obstáculos, lutemos por superá-los com dignidade e honradez.

E não nos esqueçamos de que a conquista da nossa felicidade começa nos alicerces invisíveis da luta dentro do próprio lar."

Redação do Momento Espírita, com base em fato e em mensagem do livro Leis de Amor, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed. Cec. 
Em 31.05.2011.




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