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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

sábado, 2 de outubro de 2021

VOCÊ ESTÁ TRISTE?

Não há como viver a vida sem estar triste algum dia ou por algum tempo. Muitas são as ocorrências, inesperadas ou não, que nos fazem conviver com sentimentos de tristeza e abatimento moral. 

A tristeza mais leve e passageira será neutralizada pelo tempo e por novas ocorrências mais felizes e gratificantes. Entretanto, se uma tristeza se mostra profunda e duradoura é conveniente que ela seja compreendida e tratada com a ajuda de profissionais da saúde, como psicólogos, terapeutas e psiquiatras, conforme o quadro da ocorrência.

Como todas as pessoas, a minha vida está repleta desses momentos alternados de tristezas ou de alegrias. Creio que não haja exceções, até Jesus chorou no monte das Oliveiras e teve momento de raiva quando expulsou do templo os mercadores de Jerusalém.

Eu completei 81 anos de idade. Julgo-me com boa saúde física e emocional. Quando completei 80 anos houve festa e muita alegria. Foi muito gratificante ver a família reunida - filhos, genros e nora, netos e  bisneta - compartilhando comidas, bebidas, bolos, doces e salgados, jogos e brincadeiras. Esse foi um dos momentos mais alegres que vivi, em família. Eu me senti um vencedor e agradeci a Deus aquela oportunidade maior de comemorar a vida.

A vida não é um mar de rosas, de puras alegrias, e nem um mar de sofrimento e tristezas. Ela é um conjunto de fatos que se encaixam em um roteiro que pré-elaborado que, se cumprido, nos levará a atingir a meta principal que é a elevação espiritual. 

A vida do corpo não é a vida do nosso espírito, pelo contrário, é o espírito que dá vida ao corpo. Resumindo: Somos um espírito que anima um corpo físico para que através dele vivamos as experiências terrestres. 

O corpo morre e permanece sobre a Terra. O Espírito voa até as paragens espirituais, de onde veio, e lá analisará a sua passagem sobre a Terra para ver se cumpriu a missão a que se propôs para o seu crescimento espiritual. Não é questão de julgamento por terceiros, é questão de conscientização e usufruto do que se fez credor. 

Por isso se diz que, no viver de agora, estamos preparando a vida futura em outras esferas mais espiritualizadas onde, em algumas, já não haverá dor, doença ou tristeza.

Seja o momento terrestre de tristeza ou alegria, em todo o momento estamos aprendendo algo e restabelecendo o equilíbrio para a caminhada para momentos futuros. Se sofremos, certamente, estamos tristes, mas reparando erros e acumulando conhecimentos dos quais ainda necessitamos.

Nesse momento, é bom lembrarmos as palavras que Chico Xavier mantinha na parede do seu quarto: ISSO TAMBÉM PASSA!  Todo o momento vivido é passageiro e só o conhecimento e a experiência que extraímos das ocorrências nos acompanharão ao final.

Se você estiver triste, saíba que para tudo há uma razão e que não há nada que ocorra ao acaso. Tudo tem um vínculo, recebemos o que merecemos e se acaso a tristeza se faz presente, ela também é necessária para a nossa evolução.

Precisamos aceitar a tristeza, compreendê-la e superá-la. Não existe razão ou finalidade em aprofundar a tristeza para além do momento em que ocorre. Devemos compreender o momento, agradecer a Deus a realidade da vida e pedir Sua proteção e orientação para a superarmos nossa tristeza.

Tudo que não pudermos resolver será resolvido pelo nosso Pai e Criador. A fé pode remover montanhas.

Deus nos abençoe a todos.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

 MORADAS NA CASA DO MEU PAI

A casa do Pai é todo o Universo. Os espíritos habitam o Universo.

As muitas moradas são todos os lugares onde estão agrupados os espíritos, seja nos mundos físicos, quando encarnados ou nos mundos não físicos, onde utilizam corpos não físicos, que referimos como corpos espirituais. 

Os espíritos sempre estarão habitando uma das "moradas" do Pai.

Habitando na Terra, o espírito recebe um corpo físico, compatível com a  matéria densa do Planeta Terra. Por isso se diz que somos "pó da terra".  Este é um corpo não permanente que o espírito devolverá à Terra quando este já não for necessário para abrigar a presença de um espírito. Através desse invólucro físico, o espírito recebe recebe sensações que transmite ao espírito.

A realidade espiritual reflete a existência do espírito. Com esse corpo astral "quase permanente" ele habita as realidades não físicas. É, nessa condição que chamamos espiritual que ele permanece mais tempo, relativamente ao tempo da Terra. 

Este corpo sutil só existirá enquanto o espírito não atingir as realidades maiores em que se expressará, apenas, como energia, que também chamamos "corpos de luz". 

Os espíritos vivem em comunidades, separadas, segundo o grau de elevação espiritual dos seus habitantes.

Há comunidades mais felizes e comunidades menos felizes, em face do  considerado o nível de vibração espiritual do grupo para o qual é atraído pela vibração similar daquele grupo. Essa separação mantém a harmonia possível entre os habitantes de cada "lugar", sendo que os de vibração mais baixa não podem ascender ao recinto das comunidades mais elevadas, salvo se ali forem, à convite, para aprendizado.

Os que vivem numa vibração mais baixa não se sentem confortáveis em um local de vibração superior. Eles carecem de energia para habitar aquele lugar. Seria como um peixe fora dágua que pode sobreviver um tempo mas que precisa retornar ao seu ambiente líquido. Costumo comparar essa diferença com a corrente elétrica que utilizamos de 110v ou 220v. Um aparelho de uma corrente não funciona na outra corrente.

Bom, voltemos às muitas moradas que o Pai tem preparadas para os seus filhos, os homens/espíritos. Todos os lugares onde se reunem ou são reunidos os espíritos, são moradas do Pai.

A Terra é uma das moradas da Casa do Pai. Habitamos uma morada do pai em que podemos expiar culpas anteriores e adquirir novos conhecimentos. Nossa estada aqui é comparável como se estivéssemos frequentando uma escola de ensino e correção.

Quanto aos habitantes atraídos ou designados para determinada morada foi levado em conta sua elevação espiritual e todas as qualidade e hábitos que carrega consigo, seja em artes e boas práticas, como em atos viciosos e maléficos.  Cada espírito estará na morada correta, sem desarmonias.

Tudo isso é o que nos ensinam os espíritos que daqui já se foram, muitos dos quais não precisam aqui voltar, mas que voltam para ajudar o melhoramento dos espíritos menos elevados que aqui permanecem.

Os que aqui chegam trazem consigo uma missão específica para o seu melhoramento. Vieram para um curso prático de boas qualidades e depois voltam à sua morada de origem. Quando essa missão espiritual é refugada e não cumprida, o espírito voltará à Terra quando tiver uma nova chance evolutiva. É como um aluno que precisa repetir um ano escolar não aproveitado, entretanto, embora certo, esse retorno à escola não ocorre de forma automática. 

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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Deus Pode Errar e se arrepender (24-01-2011)

 

24-01-2011

Deus pode Errar? Deus pode se arrepender do que fez?

 

"E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto." Gen.1:31.

"Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.

E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito."  Gen.6:6-7. (www.bibliaonline.com.br) 

 

 

As Leis de Deus são eternas e imutáveis. Não é possível admitir que Deus fez algo e, depois, concluiu que era bom ou ruim, ou ainda, que arrependeu-se de o haver feito. Uma tal assertiva equivaleria a dizer que Deus está sujeito a cometer erros e falhas de julgamento. Se assim fosse, poderia o Criador arrepender-se, ainda hoje, de haver criado o Universo que conhecemos ou partes dele: uma galáxia ou alguns milhares de sóis e seus planetas, sob a ótica de haver concluído, agora, que fizera algo que não é bom.

Nesse caso tudo seria incerteza, nada mais do que uma experiência que pode ser boa ou ruim em seus resultados. Todo o conhecimento e certezas passariam à condição de meras possibilidades. Não é possível associar Deus a um grande jogo de certo ou errado, pois seria colocá-lo na condição de falibilidade a que estão sujeitos os homens (espíritos em evolução).

 

Do ensino religioso que recebi, cedo concluí que somente uns poucos espíritos alcançariam a felicidade no céu... e que, quase toda a humanidade, estaria fadada ao sofrimento eterno após a morte. Mesmo criança, nunca pude admitir que Deus – o princípio de toda a sabedoria, justiça e amor – houvesse por bem criar Espíritos que já sabia estarem destinados ao sofrimento eterno. Sempre me pareceu mais lógico não criá-los.

 

 

Melhor está a fé espírita, onde a felicidade é o destino final de todas as almas, ainda que possa haver sofrimentos pelo caminho, na trilha da evolução individual de cada Espírito.