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Espírita - Brasil

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

VIDA ESPIRITUAL

Você tem medo dos Espíritos?
Você tem medo do sobrenatural?
Você quer compreender o que acontece após a morte física do homem?

Lendo um só livro e gastando menos de DEZ REAIS, você vai perder o medo dos espíritos e o medo da morte, além de elucidar um monte de questões que os ensinamentos religiosos tradicionais deixam em aberto.

Refero-me ao Livro dos Espíritos, o livro escrito por Allan Kardec e que resultou de uma consolidação de textos ditados pelos espíritos.  

Allan Kardec foi o estudioso do Sec. XVIII que, ao saber dos fenômenos espíritas, sentiu-se desafiado a compreender tais ocorrências - o mover de objetos sem a aplicação de forças e a produção de sons diversos sem causa aparente. Adentrando-se às observações, esse estudioso francês deparou-se com ações inteligentes e explicações claras e coerentes sobre todos os pontos consultados.

Desses estudos e da codificação de textos ditados pelos espíritos, compreendeu Allan Kardec que ali estava um novo conhecimento destinado a toda a humanidade. Surgiu então esse precioso livro denominado "O Livro dos Espíritos" que, independentemente de questões religiosas, tornou-se o primeiro livro humano a abordar, claramente, o mundo espiritual e as suas leis.

Para atender a questões de clareza e didática, Allan Kardec, cujo nome real foi Hyppolite Leon Dennizard Rivail (1804 - 1869), transformou em livro todo o material existente à sua época, relativo à comunicação dos espíritos ditados nos diversos pontos da Terra. 

Denominou seu primeiro livro como Livro dos Espíritos para deixar claro que todo o material se referia a uma produção dos espíritos e não da sua própria lavra e inventiva. Explicou claramente que no livro estava o conhecimento transmitido pelos espíritos e que, no caso, sua presença era a de um instrumento deles. 

Quis o autor da codificação que não houvesse dúvida de que ele, Allan Kardec, não inventou nenhuma religião ou doutrina, posto que, apenas, catalogou os escritos existentes e os transformou em livro, num método de perguntas e respostas, que adotou como forma didática, para melhor compreensão do conteúdo.

O Professor Rivail, renomado pedagogo, já publicara obras diversas sobre a pedagogia e métodos de ensino. Por essa razão, a fim de separar claramente suas obras autorias da nova literatura que divulgava, proveniente dos espíritos, resolveu publicar seus novos livros, sobre matéria espiritual, sob o pseudônimo de Allan Kardec.

Nascido independente dos conhecimentos e vertentes das religiões então existentes, o Livro dos Espíritos foi o ponto de partida para alargar o conhecimento humano sobre a natureza espiritual do homem, trazendo como alvíssaras a confirmação do mundo espiritual, suas leis e relacionamentos e a vida do espírito na dupla forma de manifestação, como homem físico e como ser que habita o mundo espiritual.

Considero o Livro dos Espíritos como um chamado ao homens, religioso ou não, para que conheçam a sua dupla realidade de ser físico e ser espiritual que vive muitas "vidas" sobre a Terra, numa jornada de evolução, tendo em vista o sublime destino por atingir: A plenitude do saber e da pureza, para chegar à presença de Deus.

Finalizo com o texto de divulgação adotado pela empresa de comércio editorial AMAZON que oferece o livro à venda, em seu site:

"Na forma de perguntas e respostas, os Espíritos explicaram tudo o que a Humanidade estava preparada para receber e compreender, esclarecendo-a quanto aos eternos enigmas de sabermos de onde viemos, por que aqui estamos, e para onde vamos, facilitando, assim, ao homem, a compreensão dos mais difíceis problemas que o envolvem. Todas essas explicações estão contidas neste livro. No final desta obra, há um Índice Analítico dos Assuntos, reunindo, em ordem alfabética, todos os verbetes que podem interessar aos estudiosos. Allan Kardec, quando redigiu seus livros, escreveu para o povo, em linguagem simples, e, sendo esta uma tradução literal, a linguagem simples original ficou preservada."

Boa leitura!

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terça-feira, 25 de julho de 2017

A Religião e a Escravidão

A humanidade adota, por tempos, costumes estranhos e, também, muito se omite quando há flagrantes violações dos direitos das pessoas. A escravidão foi costume normal por milênios na antiguidade e, por séculos em épocas mais atuais. Outro exemplo gritante de violação das pessoas, calmamente tolerado, já em nossos dias, foi o fato que conhecemos como HOLOCAUSTO: O extermínio de judeus e minorias durante a II Guerra Mundial.

O Apóstolo Paulo era escravagista?

Segundo se sabe, o Apóstolo Paulo teve um escravo, fato que era normal na sua época. Podemos admitir que ele o tenha comprado, como o faziam todas as pessoas que tinham condições financeiras. Consta que o libertou ao fim da sua vida.

O meio social é que dita as regras da vida em sociedade. Toda pessoa está constrangida a viver segundo os costumes sociais da sua época, quer por convicção, quer por adequação ao meio.

Salvo engano, também, Lucas, o Evangelista, teria possuído escravo. Lucas era Médico e, certamente, teria recursos para comprar escravos. Todas as pessoas que possuíam alguma propriedade tinha escravos para conduzir os trabalhos da terra.

A bíblia está cheia de conselhos para que os servos obedeçam aos seus senhores.... os servos eram, quase sempre, escravos!

Todo o período escravagista da idade moderna foi vivido e aprovado pela Igreja Católica, já que o admitiu e nunca o condenou, inclusive, sabendo-se que padres, no Brasil, possuíam propriedades e muitos escravos que, provavelmente, vendiam e comprovam segundo as conveniências dos serviços.

Por tudo isso, isto é, pelas razões dos costumes sociais, o povo israelita também fazia e comerciava escravos, ou se tornavam escravos por razões da época. Sabe-se que os judeus permaneceram escravos por 430 anos no Egito. Também estiveram escravos na Babilônia, ao tempo de Nabucodonozor.

Hoje, a escravidão nos causa espécie e a vemos como um atentado aos direitos da pessoa humana, mas houve época, até mesmo recente, em que uma pessoa podia ser vendido como uma propriedade e, ninguém se revoltava por isso. Até filhos podiam ser vendidos por seus país, ou parentes, como escravos para terceiros. José do Egito é uma história desse tipo. Quantas crianças não teriam sido vendidas assim, por conveniência da pobreza e do sustento de outros?

Até o costume que, entre alguns povos, vige até os dias de hoje, permite que os pais vendam as suas filhas para o casamento, no que parece ser uma reminiscência do costume de vender pessoas humanas. Isto considerando que uma moça, vendida, nem sempre concordaria com a transação, se fosse consultada. Ela segue para uma vida que nem sempre lhe é conhecida.

A vida física é oportunidade de evolução para o espírito, aí compreendidos a aquisição de conhecimentos e de virtudes, no exercício do livre arbítrio, em todas as circunstâncias.

Entendo que a experiência do crescimento humano, individual ou coletivo, precisa ser respeitado para ser autêntico. Será autêntico pelo entendimento aurido na experiência de praticar ações segundo a própria decisão, consoante os costumes de cada época em que se viva. A vida social será, sempre, resultado da evolução dos costumes.

O progresso é uma constante. Estaremos sempre evoluindo em ciência, seja nos aspectos tecnológicos ou seja nos aspectos sociais.

Deus poderia descer um anjo à terra, na forma humana, para esclarecer toda a lacuna da ciência, relativamente às indagações sobre o Universo e sobre os entendimentos religiosos. Entretanto, se assim o fizesse, onde ficaria a experiência do crescimento espiritual? Seria como receber tudo pronto e, mesmo assim, teria que estar a humanidade pronta para receber tais esclarecimentos como, de fato, não o estava ao tempo do Mestre Jesus.

O crescimento e a sabedoria espirituais são resultantes de aprendizado, por escolhas e decisões e, portanto, é sábio admitir o ensino que já recebemos de que "a natureza nunca dá saltos". A evolução, também não.

Não nos compete julgar esse ou aquele comportamento de alguém que viveu em épocas distantes, visto que viveu sob a égide de costumes diferentes dos nossos.

O mais importante é estarmos conscientes de que somos todos espíritos que estão na Terra em busca de aprendizado e evolução. Diferentes na aparência, somos iguais nos erros, defeitos e nas virtudes.

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

POR QUE OS ESPÍRITAS NÃO TEMEM A MORTE

"A Doutrina Espírita muda inteiramente a maneira de se encarar o futuro. A vida futura  não é mais uma hipótese, mas uma realidade; o estado das almas depois da morte não é mais um sistema, mas um resultado da observação. O véu foi levantado; o mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade prática; não são homens que o descobrem pelo esforço de uma concepção engenhosa, mas são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; nós os vemos aí em todos os degraus da escala espiritual, em todas as fase de felicidade e de infelicidade; assistimos a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Aí está, para os espíritas, a causa da calma com a qual encaram a morte, da serenidade dos seus últimos instantes na Terra. O que os sustenta não é somente a esperança, é a certeza; sabem que a vida futura não é senão a continuação da vida presente em melhores condições, e a esperam com a mesma confiança que esperam o nascer do Sol depois de uma noite de tempestade. Os motivos diversos dessa confiança estão nos fatos dos quais são testemunhas, e ao acordo desses fatos com a lógica, a justiça e a bondade de Deus, e as aspirações íntimas do homem.

Para os Espíritas a alma não é mais uma abstração; tem um corpo etéreo que faz dela um ser definido, que o pensamento abarca e concebe; já é muito para fixar as ideias sobre a sua individualidade, suas aptidões e suas percepções. A lembrança daqueles que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. Não são representados mais como chamas fugidas que não lembram nada ao pensamento, mas sob uma forma concreta que no-los mostram melhores como seres vivos. Depois, em lugar de estarem perdidos nas profundezas do espaço, eles estão ao nosso redor; o mundo corporal e o mundo espiritual estão em perpétuas relações, e se assistem mutuamente. A dúvida sobre o futuro não sendo mais permitida, o temor da morte não tem mais razão de ser; encara-se a sua chegada a sangue frio, como uma libertação, como a porta da vida e não como a porta do nada."

(O Céu e o Inferno, cap. II Temor da Morte, item 10. Allan Kardec, Ide Editora)