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Espírita - Brasil

segunda-feira, 20 de março de 2017

DEUS NÃO TEM RAIVA

Eu pergunto: Deus tem raiva?

Já sei a sua resposta, ou resposta de quase todo mundo: Claro que não! Deus é amor e perdão. Ele não tem raiva de ninguém.

Alguém me perguntou: Como ficam os espíritos "as almas" dos ateus, quando morrem aqui no mundo físico? Respondi: Ficam como ficaremos todos nós quando deixarmos o corpo físico. Estaremos vivos no mundo espiritual, levando o mérito dos nossos atos bons e os ônus dos nossos atos maus.

Deus não tem raiva ou mágoa daqueles que não o conhecem!

Você tem raiva de quem não te conhece ou de quem nem sabe nem da sua existência?

Também aqui a resposta é não. Lógico, que mal lhe causou a pessoa que não te conhece? Nenhum. Que motivos você teria para ter raiva dela?

No plano espiritual só conta a bagagem que você leva, relativa ao bem ou ao mal que você praticou - regra que se aplica aos que acreditam em Deus e aos que não acreditam.

Deus nos dá a eternidade para a nossa evolução. Nesse tempo (ou falta de contagem alguma de tempo), vamos adquirir o conhecimento de quem somos e para onde vamos. Vamos evoluir.

Sobre o não aproveitamento de uma vida, temos que perceber que isso equivale a um aluno que repete de ano escolar. Simplesmente, ele vai repetir aquele ano e todas as suas matérias. O estudante teve ou terá desvantagens apenas com relação aos alunos que passaram de ano. Os pais e os professores vão lamentar o ano perdido, mas vão tentar recuperar o que se perdeu, como novo ensino e novo ano de estudo.

Um aluno que repete o ano apenas desaponta a expectativa dos seus pais e colegas, mas não passa a ser odiado por eles.

Se assim acontece entre os humanos, por que a reação Deus poderia ser pior quando sabemos que Ele é amor e perdão?

O ateu já ficou bastante prejudicado pela ausência de expectativas futuras, principalmente, quando colocado perante eventuais dores e sofrimentos da vida, por fatos que tenha que purgar. Sofre sem entender e sem solicitar auxílio espiritual.

A fé é um grande bem para quem a possui.

A oração é o maior presente que nos fornece a fato de termos fé. Todos temos um "anjo" protetor e ele nos conforta nas adversidades e nos "sopra" ao ouvido as melhores opções em cada momento ou decisão. Ele escuta o que conversamos com ele.

Não estamos sós, abandonados ao acaso ou à mercê da própria sorte.


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

RELIGIÃO MÍNIMA

Quase a maioria das pessoas vive bastante afastada do conceito de pessoas religiosas. Quer por descrer das religiões, quer por não se sentir bem com os rigores dos dogmas e orientações. Os rigores religiosos mais fastam do que incentivam os fiéis para o cultivo da própria religião.

Se uma pessoa está num meio religioso mas se sente incapaz de arcar com todas as responsabilidades atribuídas aos fiéis, muitas vezes, ela acaba se afastando daquele convívio, mesmo levando alguma culpa psicológica por essa decisão.

Eu, sendo espírita, afirmo que todas as religiões são boas pelo fato de que incentivam a prática do bem e, ainda, despertam a religiosidade que cada ser traz, inata, no seu íntimo. Olhando pela generalidade, todas as religiões foram criadas (estão sendo criadas) pelos homens, sob a ótica de "religar" o homem com a sua espiritualidade e torná-lo alguém melhor para a sociedade.

Abstraída a questão de escolher uma religião, quero escrever hoje sobre uma religião mínima. Suponhamos que alguém não se sinta bem em nenhuma das religiões existentes. Ao lado do item de não praticar nenhuma religião, o que seria adequado para esse alguém proceder, de forma que obtenha uma boa forma de viver e alcance quase os mesmos resultados de viver sob uma religião?

Vou expor a seguir uma opinião pessoal que está longe de ser uma orientação para a vida de quem quer que seja. Acima de tudo está o livre arbítrio de cada um.

Penso que uma religião mínima, afastada dos parâmetros das religiões existentes, no que respeita a templos e cultos, poderia conter os seguintes propósitos pessoais:

  • Tomada de consciência de que cada ser é um espírito espírito dotado de vida eterna e que vem ao plano físico para evoluir;
  • Conscientizar-se de que a vida não é uma sucessão de acasos;
  • Satisfazer a sua mente com o fato de que a melhor religião é a prática do bem e do amor, aí incluídos o perdão e a solidariedade humana;
  • Saber que vivemos num Universo inteligente onde todas as coisas e vidas estão em constante evolução;
  • Admitir que há um princípio inteligente que rege o Universo;
  • Saber que o nosso pensamento conversa com esse universo em que estamos imersos e cria realidades;
  • Saber que nascer, viver e morrer são partes de um mesmo conjunto e não muito diferentes entre si. Quem nasce aqui, morreu em outro lugar e, igualmente, quem morre aqui estará renascendo no mesmo lugar de onde veio;
  • Saber que temos a eternidade para nela realizarmos todos os nossos propósitos.

Pronto! Sem gurus, padres, pastores ou líderes e, principalmente, sem pagar valores materiais, os princípios acima já serão uma religião mínima para promover a evolução pessoal e para uma vida sem culpa.


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sábado, 18 de fevereiro de 2017

RECLAMAÇÕES

O ser humano está sempre propenso a reclamar de tudo e até a culpar outros pelas suas condições sociais. De alguma forma, sempre se lamenta com alguma depreciação sobre si mesmo, julgando-se inferior às outras pessoas ou outras vezes julgando merecer mais do que tem:

- Julga estar na família errada;
- Pensa ser a pessoa errada numa família;
- Aceita ou impões a pecha de "ovelha negra" da família;
- Aprecia o que outros produzem e vê "sem graça" o que faz;
- Acomoda-se em ter sido o melhor em alguma coisa;
- Não se acha merecedor de presentes ou elogios;
- Nunca acha lindas as próprias roupas ou sapatos;
- Dá grande destaque aos seus problemas e dificuldades;
- Nunca se julga merecedor da graça e do amor de Deus.

Muitos desses defeitos de análise e percepção decorrem de uma formação religiosa equivocada que nos ensina que nascemos em pecado, porque fomos (Adão e Eva) expulsos da presença de Deus, no Paraíso.

Fomos criados com total desconhecimento do sublime destino de todos os espíritos (ser-pessoa). Fomos criados imperfeitos para alcançar a perfeição por nosso próprio desenvolvimento. Todo erro representa tentativa. Não há punição, há obrigatoriedade de corrigir para aprender.

A religião nos impôs um DEUS QUE PUNE E CASTIGA, eternamente, em face de uma vida mínima e erros bizarros. Daí resulta que manifestamos total falta de entendimento da Justiça Divina. 

A vida é eterna e não conhece limitação - o tempo só existe no plano físico. A nossa eternidade, mediante muitas vidas físicas, será o próprio meio da aquisição do conhecimento que chegará até nós buscado, encontrado ou intuído, alargando as nossas percepções e acalmando o nosso existir, mediante as nossas próprias mudanças advindas de novas posturas psicológicas, diante dos atos e fatos das nossas vivências.

Somos especiais. Somos únicos. Nossas virtudes e defeitos apenas demonstram nosso atual grau de aprendizado e evolução. independente da nossa postura ou vontade, estamos sempre em evolução, aprendendo com erros e acertos. 

Deus nos ama mais do que nós mesmos nos amamos. Somos todos filhos amados.

Temos que eliminar nossa síndrome de "filho pródigo" rebelde que tem medo de voltar para casa, em razão de nossos erros e falhas. 

Deus nos espera amorosamente!

"Conhecereis a Verdade e a verdade vos libertará". Jesus.


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