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Espírita - Brasil

segunda-feira, 19 de março de 2018

UM A UM - A VIAGEM DE REGRESSO

Estamos numa viagem individual: Viemos sós do mundo espiritual e para lá voltaremos, também sós. Nas coisas do Espírito o que conta é individualidade no que respeita ao adiantamento espiritual alcançado.

Gosto muito da letra desse hino evangélico que minha mãe gostava de cantar, aliás, que gostávamos de cantar juntos:

"De todos os climas ei-los chegar, um a um, um a um
Na eterna mansão para se abrigar, sim, um a um.

Irão uns entrar nesse lar de além
Sem muito sofrer no viver de aquém
Mas outros terão de lutar, sofrer,
Porém hão de entrar sem desfalecer

No eterno lar, no lindo lar
Ei-los entrando de um a um
No eterno lar, no doce lar
Sim, um a um"

Subjetivamente falando, chegamos à vida terrena sós e daqui partiremos sós. Podemos nascer juntos ou morrer juntos de outra pessoa, mas sempre estaremos seguindo um caminho único, trilhado pelo espírito que somos.

Em nossa passagem por aqui, comemoramos ou comemoram o nosso nascimento e os anos que contamos de vida. Todos os felicitam e formulam votos de felicidade e muitos anos para a frente. Isso é muito bom e o carinho assim expresso nos dá forças para prosseguir.

Entretanto, todos sabemos que estamos numa viagem cujo fim não está marcado. Seria comparável a uma viagem de trem com o bilhete só de ida. No caminho vamos apreciando a paisagem e gozando os prazeres disponíveis, entre eles, a presença dos familiares e dos amigos que encontramos, todos viajando conosco.
A vida passa depressa como vista pela janela de um trem em movimento.  Vamos indo, distraídos, desfrutando alegrias e sobrepujando momentos momentos menos agradáveis. 

Quantas aventuras! Quantas realizações! Quantas vitórias! Tudo isso emoldurado num conjunto objetivo do aprendizado e da evolução do nosso espírito. 

Como se tudo fosse um sonho, num dado momento, a velhice nos encontra com um monte de histórias para contar. A nossa história já é parte da história das outras pessoas. Muito do que era futuro já virou passado e o novo futuro já menor e pode ser presumido mais de perto, como se fosse no ano seguinte, no mês seguinte, na semana seguinte ou, até, no dia seguinte. Já não dá para alongar muito no tempo.

O tempo já é não é um aliado sorridente e convidativo para a aventura e o desbravamento. Programar algo mais longínquo já se afigura uma hipótese possível, cercada de hesitação e insegurança. Enfim chegamos ao tempo em que o silêncio fala mais alto do que o discurso.

Vemos o tempo e o espaço percorrido e, se ali há bons frutos e abundância, isso nos traz felicidade e aquela sensação boa de que valeu a pena. Os erros também estão lá nesse nosso olhar retrospectivo e com tristeza, sabemos que não podemos retificá-los. Estamos em tempo de memórias e análises.

Não nos tornamos um poço de sabedoria e nem somos os detentores da verdade, mas sabemos, quais os caminhos são melhores para chegar a um destino mais feliz. Pensamos: Certamente, faríamos diferentes muitas coisas, mas não ignoramos que foram os nossos erros que nos trouxeram aprendizado, sob muitos ângulos.

Esse tesouro chamado experiência - saber acumulado - é a colheita do que semeamos durante a vida. Por isso, ele precisa ser obtido por cada um, individualmente, como parte do respectivo processo evolutivo.

Felizes os que já se conscientizaram de que não são apenas um corpo que perambula sobre a terra, mas sim, um espírito que veio à terra para aprendizado e evolução.

Cada um de nós, um a um, no seu devido tempo, estaremos voltando ao nosso lar espiritual. Na bagagem, as virtudes e o saber adquiridos.


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sábado, 17 de março de 2018

VIOLÊNCIA NO BRASIL

O Brasil está um país violento.

As mortes violentas - chacinas, execuções e outras maldades -  estão no noticiário de cada dia e já não podemos fingir que estamos bem e que não tememos pelas nossas vidas.

Ainda mais nos entristece a banalização da morte e da violência. Vemos os morticínios com uma certa conformidade com todo esse estado das coisas. 

Ninguém é uma ilha. Somos células de um mesmo corpo. A morte de uma pessoa nos afeta a todos, Cada um de nós morre um pouquinho, nesse conjunto do tecido humano a que pertencemos. Se estivermos indiferentes às mortes violentas a que estamos presenciando, certamente, numa forma menos ativa, estaremos compactuando com essas maldades, enquanto elas não nos atingem.

Vemos e sabemos que a violência tomou conta do Brasil. Parece já impossível um retorno à paz e ao bem viver em nossa terra. Em nossa vida passageira, a questão já nos parece sem solução.

Entretanto, a maldade humana tem o seu tempo, posto que estamos em evolução - pessoal e planetária. Sabemos que uma tempestade destrói, mas renova e fertiliza a vida na bonança que se segue.

Vivemos a maldade que já produzimos na idade dos tempos. Colhemos o que nos toca colher.

Deus não lançaria seus filhos na fogueira da maldade se eles não tivessem ali algo para aprender e, como resultado, evoluir. 

A mudança de fase na terra nos trará uma vida digna, saudável e de paz. Haverá separação dos "bodes e ovelhas" e todos continuarão a evoluir em faixas diferentes de vida. 

Deus está no comando de toda a nossa evolução e a justiça divina não diferencia pessoas.

A sentença é única para todos: COLHER O QUE PLANTAR.

Vivemos na maldade que já criamos e dela recebemos lições em angústias e sofrimentos. Quem se julga injustiçado não sabe ainda o fundamento de todo o sofrimento. 

Deus não castiga e, diante disso, todos estamos no tempo certo, no local certo e sob condições adequadas. Estamos corrigindo maldades que praticamos e recolhendo frutos preciosos para nossa evolução

Só a prática do bem nos afastará da maldade que hoje nos atinge. Estamos produzindo hoje as condições em que viveremos amanhã. Só o bem que praticarmos nos elevará para "as vidas futuras" nas melhores condições que tanto desejamos hoje.

A transformação que desejamos para a Terra está em nossas mãos produzir, mediante as ações justas e produtivas que hoje nos compete produzir, para o nosso bem e para o bem de todos.

Os que lerem essas palavras, provavelmente já sabem que sigo a Doutrina Espírita. Tenho plena aceitação da vontade divina que a ninguém pune mas a todos condiciona ao aprendizado e evolução.

A paz somos nós que produzimos. Se não podemos implanta-la agora, podemos produzi-la para as vidas futuras.

Viveremos nas condições que criarmos para nós.

O futuro nos pertence e o caminho é para a Luz, a Paz e o Amor.


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