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Espírita - Brasil

quinta-feira, 25 de maio de 2017

POR QUE OS ESPÍRITAS NÃO TEMEM A MORTE

"A Doutrina Espírita muda inteiramente a maneira de se encarar o futuro. A vida futura  não é mais uma hipótese, mas uma realidade; o estado das almas depois da morte não é mais um sistema, mas um resultado da observação. O véu foi levantado; o mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade prática; não são homens que o descobrem pelo esforço de uma concepção engenhosa, mas são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; nós os vemos aí em todos os degraus da escala espiritual, em todas as fase de felicidade e de infelicidade; assistimos a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Aí está, para os espíritas, a causa da calma com a qual encaram a morte, da serenidade dos seus últimos instantes na Terra. O que os sustenta não é somente a esperança, é a certeza; sabem que a vida futura não é senão a continuação da vida presente em melhores condições, e a esperam com a mesma confiança que esperam o nascer do Sol depois de uma noite de tempestade. Os motivos diversos dessa confiança estão nos fatos dos quais são testemunhas, e ao acordo desses fatos com a lógica, a justiça e a bondade de Deus, e as aspirações íntimas do homem.

Para os Espíritas a alma não é mais uma abstração; tem um corpo etéreo que faz dela um ser definido, que o pensamento abarca e concebe; já é muito para fixar as ideias sobre a sua individualidade, suas aptidões e suas percepções. A lembrança daqueles que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. Não são representados mais como chamas fugidas que não lembram nada ao pensamento, mas sob uma forma concreta que no-los mostram melhores como seres vivos. Depois, em lugar de estarem perdidos nas profundezas do espaço, eles estão ao nosso redor; o mundo corporal e o mundo espiritual estão em perpétuas relações, e se assistem mutuamente. A dúvida sobre o futuro não sendo mais permitida, o temor da morte não tem mais razão de ser; encara-se a sua chegada a sangue frio, como uma libertação, como a porta da vida e não como a porta do nada."

(O Céu e o Inferno, cap. II Temor da Morte, item 10. Allan Kardec, Ide Editora)

domingo, 14 de maio de 2017

MÃE PODEROSA

Quase todas as nossas mães enfrentam grandes dificuldades para criar os filhos e manter a família saudável e bem nutrida.

Acredito que todos teríamos algum relato sobre esforços e dificuldades das nossas mães na tarefa de nos criar bem e condições dignas.

Esses esforços decorreram de qualquer ou de todas as facetas em que uma mãe se multiplica em capacidade e dedicação para ser vitoriosa na tarefa de criar os seus pimpolhos. Além de gerenciar a pequena empresa doméstica e seus recursos, ela faz de tudo um pouco no seu mister de mãe: É médica, psicóloga, professora, cozinheira, lavadeira, arrumadeira, conselheira amorosa, policial, jardineira, costureira, boleira, doceira, supridora de recursos, juíza, repressora, quando necessário, tudo isso multiplicado pela quantidade de filhos que o seu amor fez nascer.

Quantas vezes, sem dormir, pela simples ida de um filho ir a uma festinha e se alongou pela madrugada?

Quantas vezes, desejou tirar do filho uma dor, para que só ela  sofresse, em seu lugar.

Quanta mãe busca, desesperada, resgatar o seu filho perdido para o mundo das drogas e outros vícios?

Mãe chora sempre, de alegria ou de dor, o mesmo choro que se pode chamar de amor!

Qual terá sido a dor de Maria, aos pés da cruz, vendo um filho inocente ser crucificado, pelo bem que trouxe ao mundo?

Quantas vezes chorou, ao ver o filho diplomado, desde as primeiras letras até aos altos patamares do ensino e da cultura?

Minha mãe trabalhou na roça, nas fábricas e nos serviços, para nos dar as condições de nos desenvolvermos como pessoas dignas.

Toda mãe é uma vitoriosa! Toda mãe é poderosa!

Abraço a todas as mães. Deus as abençoe, sempre, e as recompense, agora e quando de nós estejam separadas, por haverem encerrada sua missão de mãe.


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sábado, 6 de maio de 2017

O PODER DA MISÉRIA - POESIA

Pela deserta estrada, erma e sombria
Transitava um senhor que a fidalguia
Nobre senhor lhe faz, era William, um nobre
Um desses nobres que abraça o rico, como abraça o pobre,
À margem do caminho, de repente,
Como um leão feroz, surgiu-lhe à frente
Um audaz salteador
Que de arma em punho aponta-lhe e murmura:
"A minha necessidade é quem o procura
Uma esmola senhor!"
Diante da voz imperativa e forte
Do audaz salteador e, diante da morte,
William tremeu e foi tão grande a sua covardia
Que a bolsa com dinheiro que trazia
Tudo, tudo, lhe deu.
O salteador a bolsa recebeu
Onde dezenas de cédulas contou
E, de todo o dinheiro, dez reais tirou.
Em seguida, a bolsa devolveu ao cavalheiro
E disse: Esse é o bastante
Para matar-me a fome excruciante e a de meus filhinhos,
E se houvesse uma alma na cidade
Que me matasse essa necessidade
Eu não vinha roubar pelos caminhos!
Houve uma pausa:
Onde moras, senhor?
Ele aponta e diz: Ali, naquela aldeia.
Tens família?
Seis filhos pequeninos, senhor, faça ideia...
William seguiu e, no outro dia, foi visitá-lo.
E quando saía, não por não se lembrar, grande que era
Deixou ficar, à porta da tapera, a bolsa com dinheiro...

(autor desconhecido)

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