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Espírita - Brasil

terça-feira, 25 de julho de 2017

A Religião e a Escravidão

A humanidade adota, por tempos, costumes estranhos e, também, muito se omite quando há flagrantes violações dos direitos das pessoas. A escravidão foi costume normal por milênios na antiguidade e, por séculos em épocas mais atuais. Outro exemplo gritante de violação das pessoas, calmamente tolerado, já em nossos dias, foi o fato que conhecemos como HOLOCAUSTO: O extermínio de judeus e minorias durante a II Guerra Mundial.

O Apóstolo Paulo era escravagista?

Segundo se sabe, o Apóstolo Paulo teve um escravo, fato que era normal na sua época. Podemos admitir que ele o tenha comprado, como o faziam todas as pessoas que tinham condições financeiras. Consta que o libertou ao fim da sua vida.

O meio social é que dita as regras da vida em sociedade. Toda pessoa está constrangida a viver segundo os costumes sociais da sua época, quer por convicção, quer por adequação ao meio.

Salvo engano, também, Lucas, o Evangelista, teria possuído escravo. Lucas era Médico e, certamente, teria recursos para comprar escravos. Todas as pessoas que possuíam alguma propriedade tinha escravos para conduzir os trabalhos da terra.

A bíblia está cheia de conselhos para que os servos obedeçam aos seus senhores.... os servos eram, quase sempre, escravos!

Todo o período escravagista da idade moderna foi vivido e aprovado pela Igreja Católica, já que o admitiu e nunca o condenou, inclusive, sabendo-se que padres, no Brasil, possuíam propriedades e muitos escravos que, provavelmente, vendiam e comprovam segundo as conveniências dos serviços.

Por tudo isso, isto é, pelas razões dos costumes sociais, o povo israelita também fazia e comerciava escravos, ou se tornavam escravos por razões da época. Sabe-se que os judeus permaneceram escravos por 430 anos no Egito. Também estiveram escravos na Babilônia, ao tempo de Nabucodonozor.

Hoje, a escravidão nos causa espécie e a vemos como um atentado aos direitos da pessoa humana, mas houve época, até mesmo recente, em que uma pessoa podia ser vendido como uma propriedade e, ninguém se revoltava por isso. Até filhos podiam ser vendidos por seus país, ou parentes, como escravos para terceiros. José do Egito é uma história desse tipo. Quantas crianças não teriam sido vendidas assim, por conveniência da pobreza e do sustento de outros?

Até o costume que, entre alguns povos, vige até os dias de hoje, permite que os pais vendam as suas filhas para o casamento, no que parece ser uma reminiscência do costume de vender pessoas humanas. Isto considerando que uma moça, vendida, nem sempre concordaria com a transação, se fosse consultada. Ela segue para uma vida que nem sempre lhe é conhecida.

A vida física é oportunidade de evolução para o espírito, aí compreendidos a aquisição de conhecimentos e de virtudes, no exercício do livre arbítrio, em todas as circunstâncias.

Entendo que a experiência do crescimento humano, individual ou coletivo, precisa ser respeitado para ser autêntico. Será autêntico pelo entendimento aurido na experiência de praticar ações segundo a própria decisão, consoante os costumes de cada época em que se viva. A vida social será, sempre, resultado da evolução dos costumes.

O progresso é uma constante. Estaremos sempre evoluindo em ciência, seja nos aspectos tecnológicos ou seja nos aspectos sociais.

Deus poderia descer um anjo à terra, na forma humana, para esclarecer toda a lacuna da ciência, relativamente às indagações sobre o Universo e sobre os entendimentos religiosos. Entretanto, se assim o fizesse, onde ficaria a experiência do crescimento espiritual? Seria como receber tudo pronto e, mesmo assim, teria que estar a humanidade pronta para receber tais esclarecimentos como, de fato, não o estava ao tempo do Mestre Jesus.

O crescimento e a sabedoria espirituais são resultantes de aprendizado, por escolhas e decisões e, portanto, é sábio admitir o ensino que já recebemos de que "a natureza nunca dá saltos". A evolução, também não.

Não nos compete julgar esse ou aquele comportamento de alguém que viveu em épocas distantes, visto que viveu sob a égide de costumes diferentes dos nossos.

O mais importante é estarmos conscientes de que somos todos espíritos que estão na Terra em busca de aprendizado e evolução. Diferentes na aparência, somos iguais nos erros, defeitos e nas virtudes.

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

POR QUE OS ESPÍRITAS NÃO TEMEM A MORTE

"A Doutrina Espírita muda inteiramente a maneira de se encarar o futuro. A vida futura  não é mais uma hipótese, mas uma realidade; o estado das almas depois da morte não é mais um sistema, mas um resultado da observação. O véu foi levantado; o mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade prática; não são homens que o descobrem pelo esforço de uma concepção engenhosa, mas são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; nós os vemos aí em todos os degraus da escala espiritual, em todas as fase de felicidade e de infelicidade; assistimos a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Aí está, para os espíritas, a causa da calma com a qual encaram a morte, da serenidade dos seus últimos instantes na Terra. O que os sustenta não é somente a esperança, é a certeza; sabem que a vida futura não é senão a continuação da vida presente em melhores condições, e a esperam com a mesma confiança que esperam o nascer do Sol depois de uma noite de tempestade. Os motivos diversos dessa confiança estão nos fatos dos quais são testemunhas, e ao acordo desses fatos com a lógica, a justiça e a bondade de Deus, e as aspirações íntimas do homem.

Para os Espíritas a alma não é mais uma abstração; tem um corpo etéreo que faz dela um ser definido, que o pensamento abarca e concebe; já é muito para fixar as ideias sobre a sua individualidade, suas aptidões e suas percepções. A lembrança daqueles que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. Não são representados mais como chamas fugidas que não lembram nada ao pensamento, mas sob uma forma concreta que no-los mostram melhores como seres vivos. Depois, em lugar de estarem perdidos nas profundezas do espaço, eles estão ao nosso redor; o mundo corporal e o mundo espiritual estão em perpétuas relações, e se assistem mutuamente. A dúvida sobre o futuro não sendo mais permitida, o temor da morte não tem mais razão de ser; encara-se a sua chegada a sangue frio, como uma libertação, como a porta da vida e não como a porta do nada."

(O Céu e o Inferno, cap. II Temor da Morte, item 10. Allan Kardec, Ide Editora)

domingo, 14 de maio de 2017

MÃE PODEROSA

Quase todas as nossas mães enfrentam grandes dificuldades para criar os filhos e manter a família saudável e bem nutrida.

Acredito que todos teríamos algum relato sobre esforços e dificuldades das nossas mães na tarefa de nos criar bem e condições dignas.

Esses esforços decorreram de qualquer ou de todas as facetas em que uma mãe se multiplica em capacidade e dedicação para ser vitoriosa na tarefa de criar os seus pimpolhos. Além de gerenciar a pequena empresa doméstica e seus recursos, ela faz de tudo um pouco no seu mister de mãe: É médica, psicóloga, professora, cozinheira, lavadeira, arrumadeira, conselheira amorosa, policial, jardineira, costureira, boleira, doceira, supridora de recursos, juíza, repressora, quando necessário, tudo isso multiplicado pela quantidade de filhos que o seu amor fez nascer.

Quantas vezes, sem dormir, pela simples ida de um filho ir a uma festinha e se alongou pela madrugada?

Quantas vezes, desejou tirar do filho uma dor, para que só ela  sofresse, em seu lugar.

Quanta mãe busca, desesperada, resgatar o seu filho perdido para o mundo das drogas e outros vícios?

Mãe chora sempre, de alegria ou de dor, o mesmo choro que se pode chamar de amor!

Qual terá sido a dor de Maria, aos pés da cruz, vendo um filho inocente ser crucificado, pelo bem que trouxe ao mundo?

Quantas vezes chorou, ao ver o filho diplomado, desde as primeiras letras até aos altos patamares do ensino e da cultura?

Minha mãe trabalhou na roça, nas fábricas e nos serviços, para nos dar as condições de nos desenvolvermos como pessoas dignas.

Toda mãe é uma vitoriosa! Toda mãe é poderosa!

Abraço a todas as mães. Deus as abençoe, sempre, e as recompense, agora e quando de nós estejam separadas, por haverem encerrada sua missão de mãe.


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