Quem sou eu

Minha foto
Eusébio, CE, Brazil
Espírita - Brasil

sexta-feira, 30 de março de 2012

Crianças Índigo e Crianças Cristais

Tudo o que vemos, ouvimos ou lemos e de que gostamos muito nos conduz  ao desejo, imediato. de que muitos outros vejam, ouçam ou leiam. É natural a vontade de difundir o que é útil, agradável ou belo.

Através do link: http://www.youtube.com/watch?v=cJzPVjF_ZgU ouvi a magnífica palestra proferida pelo nosso querido Divaldo Pereira Franco, sobre o surgimento e a missão das Crianças Índigo ou Cristais.

Li, a algum tempo, um livro sobre o tema -  Crianças Índigo  - mas o enfoque se restringia aos aspectos psicológicos de como lidar com essas crianças de inteligência e percepção sumamente aguçadas. A palestra do Divaldo Franco, além da abordagem psicológica, traça o quadro e o contexto do surgimento dos novos seres, sob o enfoque transcendental do melhoramento da raça humana e da evolução do Planeta.

Gostei muito e espero que os que se interessem pelo tema gostem também.

Obrigado Divaldo.


Para ouvir: copie e cole o link  acima no seu navegador.


.-.-.-.-.-.-.-.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Eu fiz o Caminho de Santiago (6)



A "Cerimônia das Luzes" - Eunates:


Em plena noite escura, o que alumiava era a luz de nossas tochas. Cada um carregava a sua e íamos, em silêncio, em direção à igreja de Eunates. Seguíamos em fila indiana e compúnhamos, então, uma procissão de 6 pessoas, capitaneadas por Mark e Maria.

Havia reverência e religiosidade. Íamos prestar culto a Deus e fazer as preces da noite.


Maria nos explicou, ao acender nossas tochas, que tudo guardava conexão com as peregrinações dos romeiros dos tempos idos, quando somente a fé movia os fiéis nas romarias aos lugares santos. A cerimônia que realizaríamos remontava ao século XII e representava o culto ou as orações da noite, momento em que os romeiros agradeciam o dia de caminhada em segurança e o pouso que ali receberiam. Uma pausa abençoada para cuidar das feridas, alimentar o corpo e o Espírito.

As poucas luzes da casa tinham sido apagadas e a igreja também permanecia em plena escuridão. A única luz era a emanada das nossas tochas rústicas bruxoleando na escuridão, ora iluminando mais ora iluminando menos. O movimento das tochas e do ar circunstante fazia com que as luzes aumentassem ou diminuíssem, em momentos imprecisos, no que parecia um jogo ou brincadeira da luz com a escuridão para ver quem  poderia mais.

Lembrei-me daquela frase que diz:

"Por maior que seja a escuridão ela nunca vencerá a pequenina chama de uma vela".

Entramos na igreja que, toda no escuro, se nos afigurava ainda maior. As imagens que iam se revelando à luz que passava, pareciam nos saudar e nos abençoar. 


Formamos um semi-círculo na frente do altar. O círculo se completava com as imagens ao lado e por trás do altar.

Era um momento mágico! 

Um momento iluminado pela nossa fé, pelas tochas e pela Luz que Jesus nos enviava do céu, tenho certeza. Eu me lembrava das palavras do Mestre:  


"Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estarei Eu, no meio deles"


Éramos seis os que pedíamos a presença de Jesus e que Ele abençoasse as nossas vidas, os nossos sonhos e os nossos projetos.

As tochas foram recolhidas a lugares próprios de iluminação e Maria nos entregou folhas de papel onde constavam as preces que iriam ser ditas. Cada um acompanhando o que ouvia, devidamente traduzido para a a sua língua materna. Em nosso caso, em Português.

Mark fez a prece inicial e Maria, a seguir, entoou um cântico que eu nunca ouvira e que devia ser antigo e parte habitual da Cerimônia. Depois cada um leu, em suas folhas e na sua língua, o trecho que lhe fora designado previamente na entrega das folhas. Todas as leituras estavam traduzidas para cada língua dos que ali estavam. Assim, entendíamos tudo e fazíamos assentimento a cada prece ou trecho lido.

Ao final, Cada um teve a oportunidade de dizer algumas palavras. Impossível não utilizar esse momento para dizer do contentamento de ali estar e participar daquela cerimônia. Enfim, agradecer a Deus e ao casal Mark e Maria pela oportunidade compartilhar momentos tão lindos, que a tradição dos tempos e da fé fez chegar aos nossos dias, aos nossos corações.

Novamente empunhamos nossas tochas e voltamos ao nosso albergue. O trajeto foi feito em silêncio, porque os nossos corações ainda preservavam os deliciosos momentos da "Cerimônia das Luzes". E com esse agradável torpor, que enlevava nossas almas, recolhemo-nos aos nossos aposentos e dormimos em paz, no pleno silêncio de uma noite nos campos da Espanha.

Após o café da manhã, todos nos despedimos como se fôssemos velhos amigos que ali se reencontraram. Retomamos a estrada e o sonho, rumo a Santiago de Campostela.


Igreja de Eunates
Enquanto foi possível,  lançamos nossos olhares para trás, buscando reter, na retina e na lembrança, aquele recanto de paz que ficará para sempre guardado em nossas memórias e em nossos corações. No alto da pequena colina mais uma olhada e mais uma foto. A saudade seria já uma companheira de caminhada.




Era a vida que prosseguia.


No pensamento uma prece singela:
Senhor! Abençoe esse casal - Mark e Maria - pessoas que vieram de lugares tão distantes para estar ali cumprindo missão tão linda. Permita, Senhor, que uma "Coluna de Luz" esteja sempre sobre a Igreja de Eunates. Que ali se perpetue como um lugar de bênçãos e de paz para todos os que tiverem o privilégio de ali estar, movidos por sua fé, por sua religiosidade ou, simplesmente, levados pela intuição de seus "Anjos da Guarda" para os equilibrarem e curarem.

--------


Sinto-me, agora, na obrigação de dizer que SOU ESPÍRITA mas que, o fato de não ser católico, em nada interfere com a minha religiosidade, sempre que esteja presente em lugares ou reuniões que expressem a verdadeira fé em Deus. Até pelo contrário, a minha fé será sempre mais um campo de luz para iluminar e se somar à fé de todos, porque:



DEUS É ÚNICO !




.-.-.-.-.-.-.-.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Eu fiz o Caminho de Santiago (5)

Éris Paulino (Roma a Fátima-3.500km a pé)
Saindo de Cizur Menor a meta do dia era chegar a Puente La Reina, local onde deveríamos esperar pelo nosso amigo Peregrino, Eris Paulino, o qual vinha caminhando desde Roma (Vaticano) com passagem por Lourdes, na França. 

A caminhada do Eris incluía o Caminho de Santiago mas não terminaria na Cidade do Apóstolo, dali, ele seguiria até Fátima, em Portugal, Ponto final de sua peregrinação, com cerca de 3.500 km de caminhada. Tivemos o privilégio de caminhar com Eris (co-criador do Caminho dos Anjos-no Brasil). Com ele chegamos a Santiago de Campostela. Ele seguiu para Fátima e nós já lá estávamos esperando por ele para felicita-lo e partilhar da sua felicidade ao realizar o seu grande sonho.

Aposentados e sem filhos para cuidar, eu e Mimi íamos ao sabor do vento. Sem pressa, curtindo flores, frutas, paisagens, pássaros e, principalmente, os locais pitorescos e as muitas referências religiosas gravadas ao longo do Caminho. Vez por outra, um recanto de descanso com bancos e mesas de pedra e até imagens religiosas, em tamanho natural. Sempre um momento para mais uma prece.

Caminha-se muitas vezes por locais desabitados nos campos ou entre lavouras. Mas, eis que, de repente, o peregrino sedento dá de cara com uma geladeira repleta de refrigerantes e ou bebidas repositoras de minerais. Ufa! que sorte! Nada mal para quem já não aguentava beber a água morna levada na mochila, ao sol. Mas é melhor ter às mãos as necessárias moedas que darão acesso ao paraíso dos líquidos super gelados.

Muitas, muitas cerejas pelo Caminho
Há muitas coisas interessantes no Caminho. Além da abundante sinalização, o Peregrino vai andando e deixando sinais de sua passagem. Uma mensagem escrita no chão, um montinho de pedras a um canto, desenhos, etc. etc. Um costume interessante é o de descartar as coisas que lhe pesam ou as de que não precisa mais. Joga fora apenas o lixo. É um costume deixar, em local adequado, as coisas úteis a quem caminha. A idéia é que outro Peregrino, passando por ali, recolha o que lhe seja útil ou necessário. É uma maneira divertida de se desfazer de coisas fazendo trocas possíveis, imaginárias... Nos albergues, às vezes, há lugares apropriados para se deixar ou pegar coisas...

A caminhada do dia até Puente La Reina seria pequena, se para lá tivéssemos ido diretamente. Quando faltavam uns 5 km para nossa meta, encontramos uma variante do caminho, uma placa que indicava "Via Eunates". Já ouvíramos falar sobre a igreja de Eunates a qual, nos disseram, valeria a pena visitar. Rumamos para lá.

Essa foi a surpresa agradável de que falei. Poucas pessoas seguem por ali, não só porque é apenas um desvio, mas, também, porque lá há apenas uma igreja, isolada entre as lavouras de cevada.

Igreja de Eunates
A igreja se erguia soberano símbolo de fé, sem cidade ou vila ao redor. 
Ainda assim se respirava espiritualidade em seu interior. Na única casa, ao lado, moram Maria e seu marido - ela venezuelana e ele Holandes - ambos dedicados a cuidar da igreja e operar o Alberque que, até aquela hora, não sabíamos que ali existia. Era uma casa pequenina e o Albergue em questão resumia-se a una grande sala, no andar de cima, apenas uma espécie de sótão.

Maria nos informou que à noite fariam, ela e o marido, uma pequena cerimônia a que chamavam de "Cerimônia das Luzes", cuja tradição remontava ao Século XII. Sugeriu que deixássemos aos pés do Menino Jesus os objetos que quiséssemos que fossem abençoados com as boas energias daquele ambiente.

Eu. Essa barriga ia diminuir nos 500km restantes
Eu depositei uma pedra "citrino" que carregava desde o Brasil, a qual eu iria depositar aos pés da "Cruz de Ferro" - outro marco do Caminho de Santiago - em intenção da saúde da nossa amiga e companheira do "Caminho do Sol", onde a conhecemos. Essa pedra eu carregava no bolso para nela tocar e enviar energias de luz em favor da Miriam Rosa, que passava por rigoroso tratamento pós-operatório de um câncer. A Mimi depositou uma ametista que carregava com a mesma finalidade, a qual ela entregaria para a Miriam na volta ao Brasil, já abençoada pelas energias do Caminho de Santiago.



A tarde já se iniciava e nós pedimos e Maria que nos acolhesse como hóspedes em sua casa-albergue, naquela noite. Já estávamos interessados em ficar para a cerimônia da noite.

Maria nossa hospedeira e Mimi
Antes de recolher e carimbar nossas "Credenciais do Caminho", Maria nos  informou que observava alguns rituais simples para acolher os peregrinos e que os faria conosco se nós concordássemos. Aceitamos, sem restrições.

É preciso dizer que, via de regra, esse tipo de albergue não cobra nada pela estadia do Peregrino. Apenas é sugerido aos que se hospedam que depositem algum valor, numa caixa ao sair. Essa colaboração visa a que  outro peregrino também possa receber o mesmo tratamento, quando ali chegar.  Pretende-se uma reposição das despesas para viabilidade do serviço. No entanto, só colabora quem puder e quiser. Não há nenhuma restrição ou obrigatoriedade.

O que seriam os tais rituais?


Havia um ar de mistério que aguçava a nossa curiosidade.

Tudo acordado, ela pediu que deixássemos nossas mochilas e tirássemos as botas. A seguir nos mandou sentar à mesa, na sala contígua a uma cozinha americana. Ali ela se sentou conosco e nos serviu chá gelado com biscoitos.

Não sabíamos, mas já estávamos participando de uma incrível cerimônia.

Explicou-nos que o chá era preparado com ervas que ela mesma colhia e que usava uma mistura delas. Disse que o chá representava a acolhida que nos dava naquele momento e que teria o intuito de refazer as energias gastas na caminhada.


A conversa versou sobre temas amenos do Caminho e, também, da leitura de alguns parágrafos que ela nos dava em pequenos papéis, para que lêssemos  e para que guardássemos como lembrança de nossa estada ali.

Isso deve ter durado uns 20 a 30 minutos.

A seguir ela buscou uma bacia com água fria e disse-nos que lavaria os nossos  pés, para repetir o ato de Jesus para com seus discípulos.

A primeira ideia que vem à cabeça é dizer: Não! A senhora não deve fazer isso! No entanto, a coisa fluía com tal naturalidade e amor que eu e Mimi nos deixamos lavar os pés como quem recebe um carinho.


Aquilo foi feito com tal reverência que, no silêncio que se impunha, a única lembrança ou pensamento possível era o ato de Jesus lavando os pés dos seus discípulos, há 2.000 anos, o grande exemplo de humildade patenteado pelo Mestre Jesus.

Não tínhamos palavras tal a nossa surpresa diante desse evento tão inusitado quanto inesperado. Um de cada vez, com água limpa e toalha limpa, ela lavou e secou os nossos pés.


Até hoje me emociono ao lembrar.

Depois da cerimônia do "lava pés", Maria nos conduziu ao aposento-albergue e nos deixou para um descanso e um banho antes do jantar, para o qual ela nos chamaria no momento adequado.

Local de dormir - Anjos no teto.
Eu tomei banho e dormi. Mimi, irrequieta como é o seu natural, tomou banho e desceu para reconhecer o terreno e recolher alguma pedrinha como lembrança do local. Nunca vi gostar de pedra assim! Nossa casa tem até uma estante para guardar pedras.

O jantar foi preparado pelo Mark, marido da Maria. Quando desci todos já estavam à mesa e o jantar pronto para ser servido. O Mark se mostrou uma simpatia. Haviam chegado mais dois hóspedes enquanto eu dormia. O jantar foi alegre e descontraído. Arrumar a cozinha foi tarefa para os hóspedes do sexo masculino. Sorte que éramos três - eu e os dois que chegaram enquanto eu dormia. Foi tudo muito prático e rápido.




A noite chegou. Estávamos em área rural e noite, quando não há lua, parece mais escura para os que estão habituados com a iluminação das cidades.


Era hora da Cerimônia das Luzes.


.-.-.-.-.-.-.-.





quarta-feira, 21 de março de 2012

Eu Fiz o Caminho de Santiago (4)

Os primeiros quatro dias são os piores de toda a caminhada! Se o caminhante vence os quatro primeiros dias, já está pronto para o resto da jornada.

Preparo fisíco deficiente, mochila inadequada ou colocada de forma errada, calçados não amansados, são alguns tópicos que torturam o Peregrino. A eles se somam as intempéries: frio intenso, sol intenso ou chuva. A tudo isso é preciso acostumar-se.

Eu e minha esposa elegemos caminhar na Primavera européia. Os campos estavam verdes e coalhados de flores, há muita rosa silvestre na Espanha. As lavouras de cevada pareciam pinturas. Havia muitas frutas pelos campos. Os pés de cerejas carregados eram sugestivos para um novo descanso, colhendo as frutinhas diretamente no pé. 


Estátuas gigantes em Pamplona
Hoje é o 4o dia da nossa jornada. Saímos de Herta bem cedo e chegamos a Pamplona com as pessoas ainda começando suas atividades. Entramos pela  Cidade Velha "casco viejo" e atravessamos a Cidade até a saída para Cizur Menor nosso próximo destino.

Antes uma parada na Universidade - para carimbar as credenciais do peregrino. A "Credencial" é o documento que confere ao caminhante o "Status de Peregrino do Caminho de Santiago". Essa credencial deve ser carimbada em todas as cidades do Caminho, principalmente, naquelas onde o Peregrino pernoitar. Essa credencial será entregue na Catedral de Santiago onde o peregrino receberá o diploma oficial de Peregrino de Santiago.

A parada de descanso sempre incui renovar o estoque de água e, opcionalmente, tomar um café com leite bem quente para "esquentar" o frio. Para os mais comedores, como eu, um "bocadillo" também vai bem.  Ah! Ir ao banheiro, sempre que possível, é essencial já que, na estrada, já viu, né, é tudo improvisação...

Menos de 10 km à frente - pareceram 20 km - nos esperava a pequena Cidade de Cizur Menor e o acolhedor Albergue da Da. Carmem. Paramos lá.

Alguns albergues oferecem a opção da refeição ou permitem que os peregrinos preparem uma refeição comunitária, desde que tudo seja entregue limpo e arrumado, no final.  Nesse caso, compra-se os alimentos e prepara-se a refeição, tudo em conjunto, reteando as despesas no final. O vinho é item obrigatório. Se participa muita gente, isso vira uma festa, em muitos idiomas. Se são poucos os convivas, cria-se um ambiente coloquial - sempre com um vinho sobre a mesa -  e parece que estamos em casas de amigos que viemos visitar. 

Em Cizur Menor ocorria a segunda hipótese. Como ali não é um ponto de parada habitual, por ser muito próximo de Pamplona, havia poucos peregrinos. A simpática Da. Carmem, que adora receber hóspedes brasileiros, pela nossa natureza alegre e comunicativa, fazia com que nos sentíssemos como amigos queridos do Brasil e muito se referia a outros brasileiros que por ali passaram.

Almoçamos ali. Eu permanecia sentado à mesa quando minha esposa já lavava os pratos e as panelas utilizadas. Foi aí que a Da. Carmem usou daquela sinceridade espanhola e tivemos o seguinte diálogo:

- Qué passa? Tienes moléstia?
- No, no tengo, respondi.
- Entonces qué! Tienes las manos quebradas? 
- No, falei.
- Entonces, piensas que tu mujer es tu esclava?
  Yá! A limpiar los platos, hombre!

Depois de um incentivo desses fui rapidinho ajudar a lavar e enxugar vasilhas, bem quietinho, kkkk.

Para o jantar procuramos o restaurante indicado pela hospedeira. Sempre uma boa dica, o melhor é nunca improvisar.

Descansado e satisfeito e, ainda mais, encorajado pelo vinho habitual, fui dormir. O dia seguinte nos reservaria uma das melhores surpresas que tivemos no Caminho...


.-.-.-.-.-.-.-.



SEM FANATISMO.



Sou Cristão !  Sou Espírita !  Sou Feliz !  Sou do Bem !


Encontrei a Doutrina Espiritual que conforta e satisfaz os anseios da alma. Convida ao estudo, ao questionamento e à análise dos fundamentos da fé.

Uma doutrina que caminha ao lado da ciência e que mostra na prática o que ensina na teoria.

Responde às indagações religiosas sem dogmas e sem mistérios. Ensina que o amor, o perdão e a Caridade são os alicerces da evolução espiritual. Mostra que a felicidade é individual e intransferível como destino de cada alma.

Ensina que o Amor de Deus não permite condenações eternas, antes concede a todos novas oportunidades para corrigir erros e praticar o bem e o perdão, em novas vidas.

Mostra o amor e a justiça de Deus, mesmo diante do sofrimento das pessoas aqui na Terra.

Mostra que Jesus é o Caminho, mas que cada espírito tem que trilhar esse caminho, reparando as faltas e construindo amor.

Revela que o Pai estará sempre à espera dos seus filhos, mesmo daqueles que se perdem nos erros e nas maldades.

Revela que a vida não cessa pela morte do corpo físico e que o Espírito não se torna melhor ou pior porque deixou o corpo terrestre.

Adverte que alcançar a felicidade, aqui ou no além, sempre será mérito do próprio espírito pelo esforço de alcançar as virtudes que lhe conferem o necessário crescimento espiritual.


Sou Cristão !  Sou Espírita !  Sou Feliz !  Sou do Bem !

.-.-.-.-.-.-.-.


terça-feira, 20 de março de 2012

Eu Fiz o Caminho de Santiago (3)

O Caminho de Santiago, além de uma rota religiosa acatada e consagrada pela Igreja Católica, é também um marco do turismo, acolhido e incentivado pela Comunidade Econômica Européia.

Roncesvalle - Espanha
Em Roncesvalles, na Espanha, faz-se o primeiro contato com o aspecto místico e religioso do Caminho de Santiago. Aqui o principal Albergue é nas dependências anexas à Catedral. Os Padres rezam uma bela missa para receber e homenagear os Peregrinos. Até porque aqui é o ponto inicial do Caminho para os que o iniciam na Espanha.

Esse trabalho religioso tem uma certa pompa e nele se incluem participações dos peregrinos expressando-se nas suas línguas nacionais. São chamados todos os países ali representados por peregrinos. É um convívio muito fraterno. Os religiosos a todos abençoam para a jornada que se inicia. 

Esse cunho religioso será, também, alimentado em algumas cidades do Caminho. Nessas ocasiões, a fé assume o seu lugar de excelência na tradição desse Caminho que hoje se vê mais realçado pelo lado turístico que religioso. Em momentos assim, todos se sentem tocados pela "aura" de religiosidade que envolve o Caminho De Santiago desde a sua origem, nos primeiros anos do Cristianismo.

Em Roncesvalles ocorre o primeiro contato comunitário dos Peregrinos. Muitos se conhecem, se apresentam e se desejam "Boa Caminhada". Mesmo seguindo individualmente, muitas vezes esses peregrinos se encontrarão e se confraternizarão pelo Caminho e pelo sucesso já alcançado. 

Faltam 750 km de percurso. Muito vinho, "pulpo" e "bocadillos" serão consumidos e compartilhados até à chegada em Santiago de Campostela.

Em Zubiri
Saindo de Roncesvalles chegamos a Zubiri, ainda subindo e descendo montanhas. Se na subida dos Pirineus cheguei a desistir 100 vezes, nessa, aguardava apenas chegar a Zubiri para decretar a falência total. Despreparo é a palavra que ainda não disse.

Nunca se caminha o dia inteiro. Os 20 a 30 km percorridos diariamente são feitos quase todos pela manhã, até aproveitando o sol mais ameno. Lá pelas 14.00 hs muitos já estão despindo as mochilas e cajados e se entregando a um banho relaxante... tudo de bom que queriam naquele momento. Depois é saborear um almoço ou janta, sempre acompanhado de um bom vinho espanhol, o qual já consta do menu do peregrino que os restaurantes já têm no cardápio. A refeição sempre inclui vinho, água, pão e sobremesa, além do prato principal. O preço, por pessoa, em 2006 já na vigência do Euro, oscilava entre 7 e 10 Euros. Come-se muito bem pelo Caminho. Quem quiser pode optar por alguma das muitas iguarias da culinária Espanhola.

A cada manhã eu tomava a sofrida decisão de caminhar mais um dia...

Nesse nosso trajeto, encontramos japoneses, chineses e coreanos até gente provinda do Canadá, da Groelândia e da Finlândia. Uma verdadeira "ONU" de mochilas nas costas...

No caminho todos são amigos. Eu e Mimi caminhamos ao lado de brasileiros, argentinos, chilenos, colombianos, filipinos, canadenses, americanos, canadenses, peruanos, italianos, alemães, franceses e espanhóis. Pena que os amigos daqueles 30 ou 40 dias - amigos de aventura - retornam, cada um, ao seu cotidiano e deixam, apenas, doces lembranças das alegrias, percalços e comemorações naquela caminhada que foi, também, uma aventura e uma realização de cada um.


A língua da comunicação é a possível. Dos gestos à bondade de tradutores inesperados. Mas a verdadeira língua do Caminho é a língua da solidariedade. 


O Caminho de Santiago é um caminho da paz e da Fraternidade!


No terceiro dia de caminhada, de Zubiri a Pamplona, o trecho é relativamente pequeno... mas...

Estátua pitoresca em Huerta
A parada de hoje seria em Pamplona... mas não foi. Paramos em Huerta, uma linda cidade que nos encantou e de onde eu não conseguiria dar nem mais um passo de tão cansado que estava. O trajeto desse dia foi ótimo. Andamos por  campos verdes, em muitos trechos à margem de riachos e sem nenhuma montanha para subir. Entretanto, cansaço acumulado transformava em altos montes qualquer subidinha de 15 metros... Não me lembro estar alguma vez tão cansado em toda a minha vida.

A bela cidadezinha de Huerta, um excelente alojamento de estudantes, uma comida excepcional e o bom vinho de sempre foram os ingredientes ideais para nos repor as energias para a retomada da estrada no dia seguinte...


.-.-.-.-.-.-.-.

MENTE ABERTA: Você Pode!!

MENTE ABERTA: Você Pode!!:

Você Pode!!



"Se você pensa que pode, você pode. Se pensa que não pode, tem razão."

Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria de ser.

Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.

Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.

Você pode ouvir seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.

Você pode deixar como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.

Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.

Você pode amaldiçoar sua sorte ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a vida lhe oferece.

Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.

Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.

Você pode viver o presente que a vida lhe dá ou ficar preso a um passado que já acabou – e, portanto não há mais nada a fazer –, ou a um futuro que ainda não veio – e que, portanto não lhe permite fazer nada.

Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo das coisas que você é e possui ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.

Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por consequência, melhorando tudo que está à sua volta ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.

Você pode continuar escravo da preguiça ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu plano de vida.

Você pode aprender o que ainda não sabe ou fingir que já sabe tudo e não precisa aprender mais nada.

Você pode ser feliz com a vida como ela é ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.

A escolha é sua e o importante é que você sempre tem escolha.

Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar – sozinho e sempre – o peso das escolhas que fizer.


Autor desconhecido
Códigos da Vida - Legrand - Editora Soler "

Postado por Jorge Luiz - Blog MENTE ABERTA. (Link ao início)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Eu Fiz o Caminho de Santiago (2)

Atravessar os Montes Pirineus como primeira etapa do caminho é como iniciar o Caminho com um "teste de fogo". Se você o supera, já se sente capaz de seguir em busca do seu prêmio: O "campo de estrelas".

É um batismo de fogo, mas todos o conseguem. Até eu consegui... 

Galgar os picos dos Pirineus subindo pela França e deles descer na Espanha pode ser uma ideia romântica mas não é uma tarefa fácil. Somente nos primeiros 10 km eu decidi desistir umas 100 vezes. Em cada decisão eu parava, descansava  e, refeito, decidia subir mais um pouco.  Era tanta parada que quando recomeçava a andar já calculava um ponto acima onde parar e descansar, de novo. E o excesso de peso da mochila parecia de uma tonelada.

A coisa começa a melhorar quando, já no alto, surge a visão da cadeia de montanhas,vista por cima, mesclando-se com as nuvens. Uma visão exuberante que já fazia valer o sacrifício de ter chegado até ali. Junto às nuvens, o silêncio se impõe e evoca a fé. Acho que todos os peregrinos fazem ali, mentalmente, uma prece de agradecimento a Deus pelo privilégio de contemplar algo tão belo. Obrigado, Senhor!



Mimi Peregrina - acima das núvens
Aquela sensação de liberdade e o caminhar entre as nuvens se não te descansa, pelo menos te anima a prosseguir. A beleza acalma os pensamentos e evoca o melhor de nós. Ali parece ser o momento adequado para pensar nos familiares e amigos e fazer uma oração por eles.



Quando se avista a linda Cidade Espanhola de Roncesvales é obrigatório fazer uma parada para um lanche antes de completar a descida. Parece que a etapa do dia está vencida e que a Cidade está logo ali, a uns 3 km, te esperando para o merecido descanso e uma boa refeição. Ilusão! Não há retas quando se caminha pelas montanhas. O que estava ali ao alcance da vista torna-se tão distante que parece que o que você viu tão perto era apenas uma miragem. Engana-se quem pensa que descer não é mais fácil do que subir. Foi uma triste constatação. Com o fardo da mochila, botas pesadas e pedras soltas, o desafio passa a ser o de manter-se em pé e não se machucar em quedas.

Só sei que quando chegamos a Roncesvales o cansaço era tanto que eu literalmente desabei num gramado e fiquei ali pensando que não teria forças de me levantar tão cedo. Ali, eu tinha certeza de que não conseguiria andar os 750 km que teria pela frente até Santiago de Campostela.

Eu fiz o Caminho de Santiago e afirmo que, se eu fiz, qualquer um faz!

De cansaço em cansaço, de descanso em descanso, de etapa em etapa, de surpresa em surpresa, de refeição em refeição, de vinho em vinho, de amigos em amigos, de línguas em línguas, lá vai o Peregrino com seus sonhos, com a bravura de um campo de batalha... Nas distâncias e no silêncio, ele organiza os pensamentos e analisa a vida vivida e por viver.

O Caminho que está apenas entrando na sua vida, passa a ser, também, o pano de fundo onde se remonta a sua história e se abrem novos horizontes.

Ali, no Caminho, o peregrino não tem tempo para odiar ninguém, não carrega ressentimentos e nem mágoas. Ali, o peregrino só tem tempo para amar, perdoar e refazer os propósitos de melhor viver e de mais significar para os que o acompanham nessa sua existência.

O Caminho é uma terapia ! O Caminho é inesquecível !


.-.-.-.-.-.-.-.

domingo, 18 de março de 2012

Eu fiz O Caminho de Santiago! - (1)

Pronto!

Mimi em Saint Jean de Pied-Port
Tudo estava preparado para a largada "montanhas acima". A beleza da pequena cidade francesa, encravada ao pé da montanha, evocava as paisagens dos cartões postais ou de pinturas dessas paisagens que nos extasiam.

Saint-Jean-de-Pied-Port é o ponto de partida do Caminho de Santiago na rota conhecida como "Caminho Francês". Essa é a rota preferida dos brasileiros que fazem essa peregrinação. Ali recebe o primeiro carimbo da "Credencial" que nos torna, oficialmente, mais um Peregrino do Caminho mais famoso do mundo O Caminho de Santiago.

Até hoje, quando já são passados seis anos dessa aventura, eu não saberia definir o que estava sentindo naqueles momentos iniciais da partida, aos pés dos Pirineus. Os pensamentos fluíam, controversos, pesando prós e contras daquela "aventura". Um misto de entusiasmo e vontade de desistir antes mesmo de começar. Mas, aí vinham os pensamentos: Se já estou aqui não custa nada tentar... Se outros conseguiram, eu também posso conseguir... etc. etc. 

Seriam quase 800 km de caminhada atravessando toda a parte norte da Espanha para chegar Santiago de Compostela ... o campo de estrelas ... e igualar-me aos milhares de peregrinos que fazem, anualmente, essa rota de peregrinação que, se nasceu rota religiosa e piedosa, hoje já é mais uma rota turística e cultural, inclusive impulsionada pelos governos locais e pela direção do Bloco Econômico dos países do Mercado Comum Europeu.

Com 65 anos de idade e nenhuma prática de exercícios físicos, eu me dava conta de que estava diante da aventura da minha vida. Seria um desafio. 

Na bagagem levava quase 10 kg no total, o que era muito mais do o adequado para uma empreitada desse tipo. Marinheiro de primeira viagem, queria levar quase tudo. Nem imaginava que o ideal era levar apenas uns 3 kg do estritamente essencial. 

Pior peso era os meus quase 90 kg. que teria de carregar morro acima e morro abaixo,  tarefa difícil da qual não teria como escapar.

Primeira parada 

A Mimi, minha esposa, com seus 49 kg, lépida e fagueira, não via a hora de começar a caminhar e ver realizando-se o sonho que acalentara por tanto tempo. Ela era a causa de tudo. Resolvera fazer o Caminho de Santiago e eu, de forma alguma, poderia deixa-la sozinha naquela travessia de toda a Espanha. Além da minha preocupação com o trajeto - acomodação e imprevistos - eu tinha a obrigação de dar o meu apoio moral a quem me apoiou a vida inteira.



Atravessar os  Montes Pirineus seria só o primeiro desafio, ou seja, o primeiro dia da caminhada. Eu olhava para as montanhas e elas me olhavam sérias, parecendo descrentes da minha ousadia de querer vencê-las.


.-.-.-.-.-.-.-.


quarta-feira, 14 de março de 2012

ALZHEIMER (Trecho da publicação)

Trecho da matéria publicada em KardecOnLine -  Postado por Marlene Monteiro Peixoto



"ALGUNS TRAÇOS DE PERSONALIDADE DAS PESSOAS PORTADORAS DE ALZHEIMER

Costumam ser muito focadas em si mesmas.

Vivem em função das suas necessidades e das pessoas com as quais criam um processo de co-dependência e até de simbiose.

Seus objetivos de vida são limitados (em se tratando de evolução).

São de poucos amigos.

Gostam de viver isoladas.

Não ousam mudar.

Conservadoras até o limite.

Sua dieta é sempre a mesma.

Criam para si uma rotina de 'ratinho de laboratório'.

São muito metódicas.

Costumam apresentar pensamentos circulares e ideias repetitivas bem antes da doença se caracterizar.

Cultivam manias e desenvolvem TOC (transtorno obsessivo compulsivo) com frequência.

Teimosas, desconfiadas, não gostam de pensar.

Leitura os enfastia.

Não são chegadas em ajudar o próximo.

Avessas á prática de atividades físicas.

Facilmente entram em depressão.

Agressivas contidas.

Lidam mal com as frustrações que sempre tentam camuflar.

Não se engajam.

Apresentam distúrbios da sexualidade como impotência precoce e frigidez.

Bloqueadas na afetividade e na sexualidade. Algumas têm dificuldades em manifestar carinho, para elas um abraço, um beijo, um afago requer um esforço sobre-humano."


Gostou: Leia toda a matéria no link acima.


.-.-.-.-.-.-.-.

terça-feira, 13 de março de 2012

Bate Papo na Rede Social






Boa noite, Nando.



Obrigado pelos seus comentários no nosso Blog: www.espiritagracasadeus.blogspot.com




São comentários de uma pessoa despreparada que, apesar da idade, ainda quer aprender.




Todos nós estamos no lugar certo e no momento certo. Estamos onde o nosso aprendizado deve ocorrer.


Deus não faz nada errado. Nossa caminhada é muito grande e o aprendizado vai pela eternidade. Com a graça de Deus chegaremos todos lá.


Muitas vezes a nossa missão numa vida física pode ser, apenas, trazer à vida os nossos filhos e aprender um pouco mais de amor, bondade e compaixão.


Quase ninguém tem uma missão muito especial. Nossa missão pode ser bem simples. O nosso aprendizado tem que começar e continuar de todas as formas.




Eu continuo a aprender com o meu novo mestre que, ainda, não conheço pessoalmente. Este mestre veio para me ensinar muitas coisas que estão além dos meu conhecimento. Este mestre que, só recentemente entrou em contato comigo,  ofereceu-me livros para estudo. Essa pessoa tem que ser especial. Este mestre é você, EULEIR ELLER. Obrigado por você existir.


Ah! amigo Nando, suas palavras são carinhosas e por demais elogiosas. 

Embora não as mereça, muito obrigado!

Eu tenho tanto para aprender! Estou muito longe de ser um mero professor.

Eu me tornei Espírita com mais de 50 anos. Nasci evangélico, fui católico em colégio interno e voltei a ser evangélico, quando rapaz. 

Graças a Deus, acho que nasci com esse desejo de compreender a razão das nossas vidas. Sempre quis saber porque estamos aqui e para onde iremos após a morte.

Nunca aceitei que Deus criasse pessoas para deixá-las, abandonadas, no inferno, principalmente se a condenação decorresse de erros pequenos ou banais (pecados), praticados, muitas vezes, sem a plena compreensão do mal ou da inconveniência daquelas ações. 

Como poderia uma pessoa que viveu só até a mocidade e nem compreendeu direito a vida, ser condenado por toda a eternidade?


Demorei para chegar ao Espiritismo e à compreensão das verdades espirituais e da bondade de Deus.


Mas, o momento chegou. Começara a entender.

E Agora? O que fazer com a enxurrada de medos e culpas que as religiões registram em nossas mentes?


Não é fácil libertar-se dos ensinamentos que vc ouviu desde que nasceu... 

No mínimo, vem uma insegurança danada. E, pior, vem a rejeição de idéias por aqueles familiares e amigos que se apegam apenas às crenças e nunca as questiona para a busca da verdade.


Demora-se para compreender que Deus não está, exatamente, em apenas uma religião criada pelos homens. E que, também, não habita templos materiais. É confortante saber que Deus está no coração de cada pessoa e, assim, está também em todas as religiões. 

Enfim! Toma-se consciência de que Religião nenhuma salva!


Caminha para Deus o homem justo e caridoso. Aquele que se dedica ao bem e à felicidade de seus irmãos. Este homem vale mais do que o "rezador do templo" que ainda não se libertou do egoísmo, do orgulho e da vaidade" e que, muitas vezes, se julga um santo de Deus, acima dos demais.


Uma coisa é certa, meu caro amigo e irmão Nando, esteja calmo quanto à necessidade do aprendizado:


A  vida é o nosso verdadeiro mestre !

"Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece !"



Um terno abraço. 

Aprendamos juntos!


.-.-.-.-.-.-.-.

sexta-feira, 9 de março de 2012

CURA - Uma Historinha


Cura - Uma historinha.

Quando comecei a frequentar o Espiritismo logo fui destacado para auxiliar nos trabalhos de cura. Foi uma experiência muito boa. Fiquei encantado com aquela nova dimensão no tratamento e cura das doenças. Era um centro da “Linha do Oriente” e ali se realizavam muitos trabalhos de cura e limpeza psíquica. Ali aprendi muito.

Depois, tive o privilégio de encontrar o Zé Maria, um excelente médium de cura, na Cidade de São João da Barra. O Zé Maria me chamou para ajudar nos atendimentos que fazia sozinho, isto é, não vinculado a nenhum Centro Espírita.

Por alguns anos estivemos juntos nesse trabalho que ale ainda mantém com regularidade. O Zé me disse que o seu pai havia sido um excelente médium de cura e que ele fora o único, em 7 irmãos, que nascera com o mesmo dom. Ainda assim, conta ele, só depois de muito tempo interessou-se pelo trabalho espírita.

O Zé Maria preferia que as pessoas que o procurasse já tivessem desistido da cura médica normal. Só nesses casos se justifica recorrer ao tratamento espiritual, até porque, quando a causa da doença for espiritual, nenhum tratamento médico adiantará, dizia ele.

Durante anos estive ao lado do Zé Maria e atuamos, com orações e passes, no alívio do sofrimento de muitas pessoas.

Quem cura são os Espíritos - médicos espirituais designados por Deus para essa missão. Nenhum mérito nos cabe, como médiuns, além da doação das energias necessárias para aquele trabalho.

Uma historinha:

Eu e o Zé Maria estávamos dando atendimento a uma moça que tinha um câncer. Menina nova, pouco mais de 20 anos, a doença a deixara muito abatida, principalmente, face aos planos de casamento próximo e filhos. Eu morava distante e só vez por outra a via mais seguidamente. Fazia orações pra ela todo dia e quando podia dava passes.

Gosto muito de trabalhar com as energias, por isso, comecei a pedir que uma luz azul percorresse a corrente sanguínea dela e despertasse as defesas naturais do seu organismo.

Quando a encontrei novamente, logo perguntei como ia o seu difícil tratamento de quimioterapia. Ela me reportou que o tratamento prosseguia bem e, para minha surpresa, relatou o seguinte: Uma coisa estranha tem acontecido todos esses dias: "Percebo que uma luz azul caminha pelas minhas veias..."

Agradeci a Deus pela sua misericórdia e passei a confiar muito mais no poder das orações...

A moça se curou, casou-se e sua primeira filha se chama Vitória.

Não é uma linda história...? 


.-.-.-.-.-.-.-.