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Espírita - Brasil

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A VERDADE VOS LIBERTARÁ!

Muitos dos nossos pecados não passam, aos olhos de Deus, de pequenas "artes" praticadas por crianças imaturas, no caso, por espíritos imaturos.

A multidão dos pecados e a imensa culpa que as religiões impingem ao homem resultam num sistema perverso de dominação das mentes, produzindo verdadeira lavagem cerebral, segundo conveniências materiais.

O Mestre Jesus ensinou com toda a clareza:

"Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará" 

A verdade é que Deus perdoa os nossos erros e os considera como tentativas de aprendizado.  Ele perdoa e exerce a sua Justiça com a aplicação da Lei da Ação e da Reação, impondo que cada um retifique o mal que tenha causado e colha, assim, os frutos de próprias ações.

A Lei é simples, amorosa e justa, como conviria a um preceito de Deus, ou seja, a um preceito da Lei Natural.

O sofrimento que se recebe é o mesmo sofrimento que já se causou.

O que rouba, sofrerá a carência de bens numa próxima existência, como também, da mesma forma, o que mal utilizou seus bens nesta ou numa vida precedente, terá igual carência deles. O que utilizou a força do poder econômico para impor injustiças aos menos favorecidos poderá ocupar a posição inversa ou pedir, em nova vida, uma missão humanitária com a qual se redimir.

O temor aos castigos e o complexo da culpa, pelos pecados cometidos, só conduzem o homem ao medo de Deus e da sua Justiça. Nunca o levarão a compreender o Amor Divino. O amor não pode nascer do medo.

Ao contrário, o perdão dos "pecados" e a necessidade do resgate do mal causado, são realidades mais próximas do que se pode compreender como a Justiça Divina, principalmente, quando a eles se agregam as "muitas vidas terrestres", como veio a nos revelar o ensinamento espírita.

Resta ao ser humano despertar da irresponsabilidade espiritual que marca os dias atuais. O homem é o ser espiritual que habita um corpo provisório que o habilita a aprender e evoluir. 




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terça-feira, 23 de julho de 2013

CONQUISTA PELA FORÇA!



As religiões repousaram os seus fundamentos sobre o medo e a culpa, valendo-se do desconhecimento humano sobre a vida depois da morte física.  Seus fiéis não anseiam pela vida ao lado de Jesus, mas temem ao inferno terrível com todas as suas forças.

A força do bem já não imanta a ninguém, mas o medo do mal apavora os "fiéis".

Por isso o Espiritismo é libertador. 

Eis que desvendou o caminho da alma após o túmulo terrestre. Abriu as portas da eternidade de todas as almas. Mostrou o destino de amor para que fomos criados.

Libertou o ser humano dos medos infantis, inculcados pelas religiões, e o colocou diante da responsabilidade do próprio progresso.  O direito à felicidade não mais resulta de benesses concedidas e passa a ser o premio de uma conquista individual, resultado da colheita da própria semeadura.

O Espiritismo apresenta um "CÉU" a ser conquistado pela força de requisitos individuais:

  • a força da reforma íntima;
  • a força da boa índole;
  • a força do caráter e da integridade;
  • a força da resistência aos apelos do mal;
  • a força de resistir aos vícios nocivos que causam danos;
  • a força de permanecer na senda do bem;
  • a força de perdoar as ofensas e de não pagar o o mal com o mal;
  • a força da coragem de socorrer ao próximo;
  • a força de produzir palavras construtivas que confortam consolam;
  • a força de aceitar que cada um evolui ao seu tempo e modo;
  • a força de resgatar, com resignação, o mal que possa ter causado;
  • a força de compreender o propósito da alma de aprender e evoluir;
  • a força de aceitar a Deus como o Pai que não condena e nem abandona;
  • a força de amar a Deus sobre todas as coisas.


Não basta o perdão das faltas. É preciso resgatar o dano causado e construir a nova realidade individual, compatível com o "céu" que se pretende habitar.



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segunda-feira, 22 de julho de 2013

O REPOUSO ALÉM DA MORTE - Irmão Jacob - Livro: VOLTEI.

"O REPOUSO ALÉM DA MORTE

Contei-lhe que, ao descansar, não tive a impressão de dormir, qual o fazia no corpo de carne. Permanecera sob curiosa posição psíquica, em que jornadeara longe, contemplando pessoas e paisagens diversas. Supunha, assim, não ter estado num sono propriamente dito. Escutou-me atenciosamente, explicando-me, em seguida, que o repouso para os desencarnados varia ao infinito.

O Espírito demasiadamente ligado aos interesses humanos acusa a necessidade de amplo mergulho na inconsciência quase total, depois da morte. A ausência de motivos nobres, nos impulsos da individualidade, estabelece profunda incompreensão na alma liberta das teias fisiológicas, que se porta, ante a grandeza da espiritualidade superior, à maneira do selvagem recém-vindo da floresta perante uma assembléia de inteligências consagradas às realizações artísticas; quase nada entende do que vê e do que ouve, demonstrando a necessidade de compulsório regresso à tribo da qual se desligará vagarosamente para adaptar-se à civilização. 

Também os criminosos e os viciados de toda sorte, com o espírito encarnado nas grades das próprias obras escravizantes, não encontram prazer nas indagações espirituais de natureza elevada, reclamando a imersão nos fluídos pesados e gravitantes da luta expiatória, em que a dor sistemática vai trabalhando a alma, qual buril milagroso aprimorando a pedra. Para as entidades dessa expressão, impõe-se torpor quase absoluto, logo após o sepulcro, em vista da falta provisória de apelos enobrecedores na consciência iniciante ou delinquente. Finda a batalha terrena, entram em período de sono pacífico ou de pesadelo torturado, conforme a posição em que se situam; período esse que varia de acordo com o quadro geral de probabilidades de reerguimento moral ou de mais aflitiva queda que os interessados apresentam. Terminada essa etapa, que podemos nomear de hibernação da consciência, os desencarnados desse tipo são reconduzidos à carne ou recolhidos em educandários nos círculos inferiores, com aproveitamento de suas possibilidades em serviço nobre, não obstante de ordem primária.

Não ocorre o mesmo com o Espírito médio, portador de regular cultura filosófico-religioso e, sem compromissos escuros na experiência material; quanto maior o esforço das almas dessa espécie por atenderam aos desígnios divinos, no campo físico, mais vasta é a lucidez de que se fizeram dotadas nas esferas de além-túmulo.

Enquanto a mente das primeiras é requisitada ao fundo abismo das impressões humanas, ao qual se agarram à semelhança de ostras à própria concha, a mente das segundas busca elevar-se, tanto quanto lhes permitem as próprias forças e conhecimentos. O descanso, pois, além da morte, para as criaturas de condição mais elevada, deixa, assim, de ser imersão mental nas zonas obscuras do mundo para ser vôo de acesso aos domínios superiores da vida.

Finalizando a resposta, o Irmão Andrade, asseverou que certas individualidades, não obstante exaustas no supremo instante do transe final, libertam-se da matéria grosseira e colocam-se a caminho de esferas divinizadas, com absoluta lucidez e sem necessidade de qualquer repouso tonificante, qual o compreendemos, em vista do nível de sublimação espiritual que já atingiram."

IRMÃO JACOB - DO LIVRO "VOLTEI" - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER




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quinta-feira, 18 de julho de 2013

A VIDA ETERNA

Mesmo para os que aceitam a vida eterna do espírito, é comum ouvirmos as seguintes, ao referirmos à vida eterna:

quando eu morrer estarei vivendo a minha vida eterna... 
quando eu estiver no céu, no gozo da vida eterna...
quando eu conquistar a vida eterna.

Essa é uma forma distorcida de pensar e falar sobre algo que, sendo, eterno, já está se manifestando no mundo real. Não há um momento futuro em que estaremos ingressando na vida eterna ou a conquistando.

A NOSSA ETERNIDADE JÁ COMEÇOU! 

Essa eternidade começou no exato momento em que o Espírito - princípio inteligente que emana de Deus - foi criado e recebeu a identidade própria de sua individualidade para habitar o Universo. 

Aí, surgem outras indagações:

eu só iria habitar as Mansões Celestes preparadas pelo Pai, na vida eterna, depois de haver morrido!...
eu ainda não morri!

Mas as respostas, de novo, são simples: Não há como morrer, sendo a vida é eterna. O que chamamos de morte é apenas uma passagem de nível ou, apenas, uma mudança de ambiente.  Nós já estamos vivendo numa dessas mansões e ela se chama TERRA. Agora, neste exato momento, estamos vivendo a nossa vida eterna.

É isso mesmo! A nossa querida esfera azul é uma das Mansões Celestes que o Pai deixou espalhadas pelo Universo para abrigar a vida e promover o progresso espiritual dos seus filhos. 

Muitas moradas celestes estão espalhadas pelo Universo, algumas exibindo ambiente físico de matéria bruta, como a compreendemos, e outras, existindo na condição de esferas de matéria imponderável ou etérea, as quais sequer compreendemos porque se apresentam mais como "energia", perante os nossos conceitos físicos.

Portanto, as nossas vidas aqui são as próprias vidas eternas dos espíritos, apenas anotando-se que essa vida única se desdobra em etapas no plano físico e etapas no plano astral.

A eternidade é o agora, no presente, é/foi no que chamamos passado e é/será no que chamamos futuro. Passado, presente e futuro - conceitos nossos - são a eternidade, na qual já estamos vivendo de longa data, dentro do "conceito-tempo" que entendemos. Admitindo-se às "muitas vidas" ou os ciclos da mesma vida, eterna.

Nenhum tempo, nenhuma "vida" é perdida aos olhos da Providência Divina, ainda que o homem, exercendo o seu livre arbítrio, opte por não evoluir ou por permanecer num patamar de tristezas ou sofrimento.  Deus sabe que aí, também, o homem está colhendo aprendizado que seguirá com ele como bagagem da alma.  Numa visão mais holística, até o tempo perdido na senda do mal, é aprendizado.

Dizem que Thomas A. Edison fez incontáveis experiências na tentativa de inventar a lâmpada elétrica. E quando alguém lhe perguntou por que não desistia, já que tentara mais de dez mil vezes,sem obter sucesso, ele respondeu, até aqui aprendi 10.000 maneiras de como não faze-la. 

Até o erro produz experiências aproveitáveis, ainda que produzirá, também, o sofrimento de sua reparação.

Deus não olha o erro humano apenas como erro, olha-o como tentativa frustrada do aprendizado verdadeiro e, apenas, o perdoa, sob a condição de o agente colher os frutos do seu ato, mediante o resgate dos possíveis débitos causados ao equilíbrio de outras pessoas ou da própria natureza física.

Essas são razões pelas quais nascem corpos humanos deficientes com os órgãos atuais afetados pelos vícios cultivados em vidas anteriores, ou por literal destruição dos mesmos, de forma de descuidada, nas existências precedentes. O nosso perispírito é único e assimila os danos físicos causados ao corpo físico, informações que serão prejudiciais na formação de novo corpo físico, no renascimento.

É essencial que não reclamemos das nossas condições de vida de agora e nem de possíveis deficiências do nosso corpo físico, pela simples razão de que fomos nós que, em algum momento, produzimos essas mesmas condições para a vida atual. Ninguém colhe senão o que semeou.

De tudo isso se ressalta a urgente a ideia de um melhor proceder, de um maior cuidado também do corpo físico, cientes que é de bom alvitre analisar o que estamos fazendo agora, visto que tudo poderá afetar, de forma decisiva, a qualidade de nossa vida futura e a formação dos novos corpos que utilizaremos. 

Convém não brigarmos com Deus, culpando-o pelas desventuras que nós mesmos atraímos para presente vida e nem pelas que estamos atraindo para vidas futuras.  

A hora é de mudança hábitos e posturas! 




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quarta-feira, 17 de julho de 2013

COMO REZAR.

Outra vez, republico aqui um texto do Blog exíliodojaguar, no qual ressalto a beleza e a objetividade da exposição e o tema da prece, que tanto me fascina. Agradeço ao prezado Irmão Cazagrande - do Vale do Amanhecer - a gentileza da sua permissão  para esta utilização:



"Como eu devo rezar?

sábado, 29 de junho de 2013


Qual a melhor oração ou prece?

Muitos de nossos irmãos e irmãs encontram dificuldade para encontrar “a maneira correta de rezar”, de fazer suas orações.

Alguns se entregam aos modelos fixos, repetem nossas orações e mantras, outros se perdem em meio ao pensamento desordenado, entre seus desejos e necessidades.

Qual seria a “melhor prece”? Ou qual a maneira “correta de rezar”?

A oração é a linha de contato entre seu espírito e a Espiritualidade! Logo, o primeiro passo é buscar o contato com seu próprio espírito. É preciso “parar” um pouco, mediunizar-se e esquecer as mazelas do dia a dia. Entendo que a maioria acaba procurando a oração justamente quando está mais aflito, lembrando-se de rezar somente na hora da dor. Porém é importante entender que o contato com seu espírito está acima das dores da personalidade, e é justamente nesta compreensão que começamos a superar o quê nos aflige. Mediunize-se, sinta que você não é apenas esta personalidade transitória, que possui a experiência de tantas outras passagens pelo plano físico.

Para esta mediunização inicial as formas fixas de oração ajudam muito! Mas não reze como um robô, repetindo as palavras decoradas como uma gravação. Para ter o efeito desejado é preciso que viva cada frase da oração. Ore devagar... Sentindo cada frase, entendendo “com a alma” a profundidade que transformou aquelas palavras em um DDD para seu espírito.

Pronto! Você estará em sua Individualidade, em contato com seu espírito, que é uma partícula Divina! Possui a Centelha Crística que uniu seu terceiro plexo.

Agora é o momento de deixar fluir as palavras. Dirija sua oração diretamente a Deus, a Jesus, ao Pai Seta Branca, ou ao Mentor que considera mais próximo de você. Mas direcione seus pensamentos, não perca a concentração nestes breves momentos de contato direto. Não precisa escolher palavras difíceis, usar formalidades e perder com isso a pureza, a essência do sentimento que o une a Espiritualidade. Deixe fluir! Fale com naturalidade, obviamente com muito respeito, mas “sem forçar”, sem querer demonstrar algo que você não é de verdade.

Outro ponto importante: Não tente “manipular” seus Mentores! Fazer promessas como “se eu conseguir isso prometo que faço isso”, ou ameaças do tipo “se não der certo isso eu largo a Doutrina”... Simplesmente não funciona! Seus Mentores não estão preocupados com os desejos de sua personalidade, estão para velar por seu espírito e pelos compromissos assumidos antes de sua oportunidade de encarnar. Caso tenha seguido o primeiro passo deste pequeno texto (entrar em contato com o próprio espírito pela mediunização), isso nem passará pela sua cabeça.

Para terminar lembre sempre de agradecer. Lembre também que, se não entende o quê está passando em sua vida, o primeiro pedido é pela compreensão e pelo entendimento. Nossos Mentores estão sempre dispostos para nos auxiliar, mas na maioria das vezes “nós não os deixamos”, mergulhados em orações desesperadas e com o padrão baixo de vibração. É preciso fazer com que a oração eleve o seu padrão e lhe coloque em contato com a Espiritualidade para que, assim, com o padrão elevado, possa estar em condições de receber as intuições das esperadas soluções para os problemas. Como sempre: “Seu padrão vibratório é a sua sentença”.



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terça-feira, 16 de julho de 2013

NINGUÉM REGRIDE NA EVOLUÇÃO JÁ ALCANÇADA





Nascer e morrer são fatos naturais do ciclo da vida. Vem muito a propósito o que nos diz um Benfeitor espiritual:

“O homem precisa compreender que nascer, sobreviver, desenvolver, crescer, criar, viver e morrer são partes de uma única movimentação inseparável e coesa. E que ele é somente uma porção dessa grande sinfonia da evolução da vida.” (do livro “Imensidão dos Sentidos–HAMMED/Francisco do Espírito Santo Neto” pg. 64.)

A verdadeira vida é a vida espiritual, que é a vida eterna. A morte do corpo apenas ocorre para o vaso físico, O Espírito que nele vivia retorna ao seio do seu grupo espiritual, a família espiritual a que pertence.

Estima-se que mais de 100 bilhões de seres humanos já viveram sobre a terra e já morreram. Nós mesmos já estivemos aqui e morremos muitas vezes, apenas não nos lembramos dos fatos; Essa memória das vidas passadas voltará ao nosso nível consciente, quando voltarmos para a vida espiritual.

As revelações da Doutrina Espírita nos leva a perder o medo da morte, quanto ao fato em si, da nossa morte, restando em nós apenas o receio pela separação de entes queridos e, também, o salutar desejo de evitar o sofrimento que possa estar associado ao desenlace do corpo físico.

A Doutrina Espírita nos dá a certeza de que:

· a vida continua em plena exuberância, depois da morte física;
· inexistem as penas eternas;
· os amigos e protetores nos ajudarão no transe da morte física;
· o amor de Deus nos alcançará sempre, onde quer que estivermos;
· segue conosco todo o amor que demos ou que recebemos;
· podemos reencontrar os que amamos; 
· os homens e os espíritos podem interagir pela energia mental;
· a evolução espiritual é meta e objetivo de todos os Espíritos;
· nenhum Espírito regride na evolução alcançada;
· há muitas moradas preparadas pelo Pai, 
· a Providência Divina sempre facultará ao Espírito um novo renascimento, no ambiente compatível com o seu estágio de evolução espiritual e diante dos compromissos de estudo ou de resgate por erros do seu passado.

Ao espírita, convém pautar a vida pelo prisma do bem e do mal, evitando a dualidade de pecado X não pecado, posto que essa última colocação traz em si o conceito de culpa e de punição, fatores ausentes da visão espírita. Aprendemos que Deus não pune, apenas, aplica a Sua justiça com a prescrição de que cada um colha o bem ou o mal que semeou.Também, sabemos, que essa própria colheita, no que respeita ao mal, pode ser diluída pelo amor e pela caridade, praticados em nova vida sobre a Terra.

Já é muito estimulante não estarmos sujeitos às condenações eternas, principalmente, sabendo-se que o Espírito nunca regride em sua evolução espiritual.

Viva a Justiça e a Misericórdia de Deus!



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segunda-feira, 15 de julho de 2013

CHICO XAVIER E SEUS ENSINOS MARAVILHOSOS



Quando você conseguir superar
graves problemas de relacionamentos,
não se detenha na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado
mais essa prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde,
não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar,
mas na bênção de Deus
que permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança
diante de qualquer obstáculo.

Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros;
outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita;
outros, falar.
Uns queriam silêncio;
outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo;
outros, ter pés.

Uns queriam um carro;
outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.


Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

A sabedoria superior tolera;
a inferior, julga;
a superior, alivia;
a inferior, culpa;
a superior, perdoa; a inferior, condena.

Tem coisas que o coração só fala
para quem sabe escutar!

Chico Xavier



domingo, 14 de julho de 2013

A VOLTA DA ALEGRIA

Hoje é um dia de muita alegria para mim e para a minha família. 

Estão retornando à casa paterna os meus netos Rafinha e Pikito. 

Foram sete anos de uma brusca e sofrida separação, que finda agora. Essa traumática separação foi, à época, agravada por mentiras e alegadas irregularidades no convívio anterior, acrescidas, então, de um pretenso aconselhamento profissional de que as crianças deveriam interromper, totalmente, o relacionamento conosco - pai e avós paternos.

Nesse longo período, muita água rolou debaixo da ponte. Muita tristeza e muitas lágrimas vertidas, tanto da nossa parte, como da parte das crianças que agora retornam.  

Eu agradeço a Deus a força e a esperança que cultivamos e que, hoje, culminam com o retorno da paz e da alegria de nossa convivência com estes dois seres que tanto amamos.

Lembrei-me, inclusive, do pensamento expresso no Livro  de Salmos, cap. 30 verso 5:

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã". 

Essa situação lembrou-me  a minha própria infância quando, por contingências da vida, eu e minhas duas irmãs estivemos separados dos nossos pais, inclusive, com impedimento total de os ver.  Foi uma situação idêntica à de agora e durou por cinco anos.

Fico pensando, dentro da minha compreensão espírita, que em algum momento do passado, teremos causado a dor da separação a outras pessoas e, agora, retornamos ao mesmo ponto, para o resgate cármico dos nossos erros. Refiro-me a todos os envolvidos, as crianças de antigamente e as crianças de hoje, num grupo que a Providência reuniu para provas idênticas e necessárias.

É certo que toda dor que causamos será, também, a dor que sofreremos. Não há castigo de Deus, mas há Justiça Divina, da qual ninguém pode se esconder ou ignorar.  

Pagaremos, até ao último "ceitil", todo o mal que causarmos. Não há esperteza que possa iludir a efetividade da Lei de Ação e Reação, a qual, também chamamos de CARMA. 

Deus sabe a melhor maneira de resgatarmos nossas dívidas. Nem tudo se resume a sofrimento e dor. O carma pode ser pago pelas ações do bem que realizarmos por puro amor e fraternidade. Já ficou dito que a caridade apagará uma multidão de pecados.

Também é certo de que ninguém ficará preso ao seu carma. A vida apresentará as condições de resgate e, se a lição for aproveitada, com a aceitação das circunstâncias e todos os atos de boa vontade que nelas couberem, o carma estará cumprido e a vida retornará a um caminho mais suave de alegria e até de felicidade.

Entretanto, reclamar e blasfemar, fará do carma verdadeira prisão para uma vida ou para várias vidas, sempre repetindo as circunstâncias infelizes que precisam ser resgatadas, com amor e resignação.

Obrigado, Senhor Deus, pela nova etapa das nossas vidas, que esperamos nos acrescente amor e felicidade.



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sábado, 13 de julho de 2013

DIVULGAÇÃO.

É dever de todos os que já conhecem a verdade espírita, divulgá-la, conforme os meios de que disponha, não para angariar seguidores, mas pela simples divulgação do tesouro que já possuem, no seu conteúdo de fé e conhecimento. Esse "tesouro" não diminuirá ao ser compartilhado mas, até pelo contrário, crescerá, por constituir a FÉ, o verdadeiro móvel do ensinamento de Jesus: 

"Ao que tem mais será dado!".


Eu procuro compartilhar a minha fé através dos meus atos, pensamentos, palavras, orações e, mais objetivamente, "curtindo" e "compartilhando" as manifestações de outros seguidores Espíritas, pelos meios disponíveis nas redes sociais, na internet, das quais participo. 

Sou feliz, também, por dispor deste Blog para extravasar o conteúdo da minha fé. Por ele - por pequena que possa ser o seu alcance e penetração - desejo levar a todos que o leiam, os meus sentimentos e a minha vivência relativamente à fé que anima o exercício da minha espiritualidade. 

Eu sei que muitas pessoas associam a Doutrina Espírita aos feitos de magia, feitiçaria e outras vertentes do mal, entretanto, eu sei e todos os Espíritas o sabem, que seguimos a Jesus e em seu nome invocamos os poderes da Espiritualidade Maior.

Jesus sabe que seguimos e divulgamos os conceitos que ele nos ensinou quando aqui esteve encarnado, ao nosso lado, sendo ele próprio, a absoluta manifestação do amor de Deus por todos os seus filhos. 

Não importa que alguns até nos pechem de "seguidores de satanás" porque, também ao Mestre, os religiosos do Seu tempo, imputaram o desqualificativo de atuar "em nome de "Belzebú".

Sabemos que seguimos a Jesus e nos pautamos pelos seus ensinamentos de amor, perdão e fraternidade, a eles acrescentando, ainda, as novas verdades reveladas, as quais, desfazem mitos e "dogmas" e todo o mistério sobre a vida espiritual.

Incomoda a alguns, o divulgarmos a não existência dos castigos eternos e dos seres criados para o mal ou a ele devotados, por toda a eternidade. 

Incomoda, também, o liberarmos os homens de toda a culpa e remorso, para reanimá-los para muitas vidas, preenches de oportunidades de reparação e resgate dos erros cometidos, ao tempo em que, a todos acenamos com a felicidade eterna para a qual estão destinados, desde a criação.

Por isso, por minha parte, eu concito a todos os Espíritas a que compartilhem os pensamentos espíritas postados nas redes sociais e nos blogs mantidos por grupos ou por pessoas espíritas. Isso será o esforço mínimo de cada um para a divulgação dos conhecimentos e das verdades espirituais, contidas na Doutrina Espírita. 

Convém levar a luz a todos os recantos e corações. Quem quiser permanecer na escuridão o fará por opção própria, sabendo que Jesus é a LUZ que divulgamos.

Os discípulos de Jesus eram apenas doze e, mesmo assim, sem transportes velozes, sem redes sociais que transmitem um pensamento ao mundo inteiro, em frações segundo, eles conseguiram mudar e influir, positivamente, no pensamento de um terço de toda a humanidade, até aos nossos dias. Agora somos milhões que comungam essas verdades...

Acresce admitir que hoje temos muitíssimo mais facilidades para divulgar o conteúdo ético e moral dos ensinamentos do Mestre Jesus, cientes que operaremos no melhoramento e progresso de toda a Humanidade, abreviando o "tempo" da conscientização e crescimento espiritual de todos os seres humanos.

Tenhamos em mente o ensinamento espírita de que:

"Deixar de fazer o bem, já é, em si, praticar o mal"


Divulguemos! Compartilhemos! É o mínimo que podemos fazer e, ao mesmo tempo em que, será de grande valor essa participação!
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

A ÍNDOLE DOS ESPÍRITOS

Quando se fala em espíritos, na generalidade da palavra, estamos falando de uma infinidade almas que não guardam nenhuma identidade entre si, salvo o fato de serem espíritos, embora todos criados por Deus e destinados a obterem a pureza e a felicidade.

Falar em espíritos, dessa forma, é o mesmo que falar de todos os seres humanos que habitam a Terra.  Atribuir igualdade - qualidades ou defeitos - aos humanos ou aos espíritos, como um todo, constitui erro grosseiro. 

A situação é idêntica, guardada a relação de que todos são espíritos, sendo que os humanos possuem corpo físico que age e reage sobre o campo físico e aqueles apenas possuem o corpo etéreo. No entanto, a individualidade e o progresso espiritual de uns e de outros os tornam diferentes, ou pelo menos, classificáveis por diferentes estágios de entendimento e evolução.

Atribuir qualidades ou defeitos ao gênero espírito ou ao gênero humano, por sua totalidade, é laborar em erro grosseiro, visto que essas não são comuns, quando consideradas no individual de cada ser. As qualidades - boas ou más - são inerentes aos indivíduos que a portam, sejam homens ou espíritos.

Muitos se apressam em julgar o Espiritismo pelo mau proceder de espíritos sem evolução, ou mesmo, de espíritos devotados ao mal.  Seria o mesmo que representar a humanidade, tomando por base um indivíduo de péssimas qualidades morais e éticas, escolhido, ainda, entre os mais incultos. Estaria bem escolher o mau para representar o bem?

Os espíritos são os próprios homens que morreram e já não dispõem de um corpo humano. Os que faleceram e se foram do nosso convívio continuam vivos, na condição de espíritos que são, mantendo as mesmas qualidades ou defeitos que portavam enquanto aqui viviam. Não há nenhuma transformação pela morte. Toda melhora e evolução do espírito precisa ocorrer, aqui e agora. A vida terrestre é a própria oportunidade para o crescimento espiritual.

Ainda que o espírito tenha adquirido aprendizado, enquanto habitava o plano astral, é aqui, sobre a terra, que realizará as provas práticas sobre o que aprendeu. Não há mistérios mas, também, não há milagres. A evolução de cada um será o prêmio do próprio esforço e conquista.

Há bons e maus espíritos, assim como, há boas e más pessoas.

Se há espíritos maus - às vezes referidos como "espíritos imundos" - não é pelo proceder destes que deve ser julgado todo o Espiritismo, atribuindo as qualidades do mal à toda a comunidade dos espíritos. 

Muitos espíritos operam entre nós por missão de Deus e de Jesus Cristo e constituem os Anjos Benfeitores da humanidade. Considerá-los "entes satanizados" seria uma injúria gravíssima à frente da Misericórdia Divina que aqui os envia em sagradas missões para o bem.

Vamos criar um exemplo: Os norte americanos constituem a maior população evangélica de um só País, no mundo e, por decorrência disso, nas penitenciárias americanas, cerca de 65% dos detentos, ao ingressar ali, declaram-se evangélicos: Seria justo tomar aqueles presidiários como parâmetro para julgar da índole de todos os evangélicos americanos?  De forma alguma.

Os espíritos podem vir nos instruir e ajudar, mas devemos sempre colocar os seus conselhos sob o crivo dos ensinamentos de Jesus, para não incorrermos na hipótese de dar ouvidos a espíritos frívolos e enganadores, os quais se colocam descompromissados com verdade e com o bem.

Razão teve o Legislador Hebreu, Moisés, quando proibiu a consulta aos mortos. Foi a forma de coibir os Judeus de consultarem espíritos de toda a índole, a exemplo do que fazia o povo egípcio, de cujo convívio haviam saído após quatrocentos anos de exílio. No entanto, Moisés e os profetas consultavam os Espíritos, a toda hora, adotando os seus ensinamentos como sendo a orientação e a palavra de Deus.


Cabe sempre lembrar o ensinamento bíblico de São João:



"Não confieis em qualquer espírito, mas, buscai primeiro saber se  os espíritos são de Deus."



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quinta-feira, 11 de julho de 2013

O HOMEM MOLDA A SOCIEDADE OU, AO CONTRÁRIO, É MOLDADO POR ELA?

Interessante questionamento! 

Eu acho que ambas as assertivas são verdadeiras. O homem molda a sociedade e, também, é moldado por ela. 

No entanto, à luz do conhecimento espírita, é preciso que se interponha na questão o uso indeclinável do LIVRE ARBÍTRIO, em ambas as situações, principalmente quanto a ser moldado por forças externas, embora, num dado momento, as forças do meio social possam parecer irresistíveis. Todavia, o exercício do livre arbítrio será sempre um divisor de águas, absoluto. 

O Espiritismo está focado, principalmente, na existência do Espírito e na sua vida eterna, assim ressaltadas a trajetória da alma e a sua meta principal onde, forçosamente, se insere a "vida" terrestre, como parte da mesma vida espiritual, configurando a oportunidade da evolução espiritual, motivo e razão da própria peregrinação pelo orbe terrestre.

Pressuposto e propulsor da evolução do espírito, a reforma íntima avulta como o marco inicial da conscientização, da qual decorrerá aquela evolução, a qual moldará, definitivamente, a própria atuação do espírito, quer como homem encarnado, quer como habitante do plano astral, onde também estuda, aprende e trabalha.

Assim, partindo do individual subjetivo, podemos afirmar que o homem, reformado em seus propósitos para o bem, influirá grandemente sobre o meio social, nele imprimindo seus pensamentos e ações.

Para essa esperada consequência, deverá o cidadão, imbuído das suas boas qualidades morais, atuar ativamente no grupo social que o abriga, como uma luz que alumia ao seu redor. O cidadão que abraça os ensinamentos espíritas deve ser ativo participante da sua comunidade, até porque a evolução espiritual do seu grupo é, também, um componente da sua missão.

Se exercer cargos ou funções públicas, certamente que o fará com discrição e integridade. Se apenas votar, evitará o voto aleatório e sem compromisso. Na reivindicação de direitos coletivos, manifestará seu pensamento, sob endosso dos compromissos morais já adotados intimamente. Nunca pugnará por arbitrariedades como o aborto, a pena de morte ou a eutanásia, por confrontarem diretamente os ensinamentos que já absorveu para sua conduta pessoal.

O Espiritismo não impõe censura de qualquer espécie, já que adota, como regra básica, que o Livre Arbítrio é a máxima liberdade entregue ao homem para dirigir a própria vida e evolução espiritual.  As limitações que surgirem serão, apenas e tão somente, as de foro íntimo, à vista dos conhecimentos já adquiridos.

Ser espírita não é abdicar da vida material, até pelo contrário, ser espírita é compreender a finalidade da vida física como oportunidade de melhoramento integral do indivíduo e da coletividade, inclusive e mais diretamente, da comunidade em que se atua mais de perto. 

Diante do saudável desejo de moldarmos a nossa sociedade, nela imprimindo os princípios de moral e da ética que já adotamos, é imprescindível participar ativamente dos movimentos sociais. 

Participemos!




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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Paula Fernandes, Cantora.


Eu sempre gostei muito da performance e das músicas da cantora Paula Fernandes. Com sua voz aveludada e gostosa, o toque macio do seu violão, a simplicidade com que trânsita pelos diversas manifestações da música brasileira,  tudo isso me faz situá-la como uma das melhores cantoras brasileiras.


A grande admiração que lhe dedico foi, ainda, agradavelmente dilatada com a sua recente afirmação pública de que admira e aceita o teor e os ensinamentos da Fé Espírita. Se já a considerava uma cantora impar, agora a vejo, também, como uma possível divulgadora, por sua vida e musicalidade, desses mesmos conhecimentos sobre a eternidade de nossas vidas e sobre a constante evolução da alma, rumo à pureza e à felicidade.

Há muitos outros artistas e cantores que, igualmente, manifestam o seu apreço pela Doutrina Espírita. Alguns artistas são até mais enfáticos na afirmação de sua crença, mediante participações em eventos especiais da doutrina, como é o caso do cantor Nando Cordel. 

Como disse Allan Kardec: "É-se espírita pelo só fato de simpatizar com os princípios da doutrina e por conformar com esses princípios o proceder", portanto, nem se faz necessário uma participação de trabalhos ou qualquer tipo de filiação doutrinária para ser-se Espírita. 

Continuarei comprando as obras desses dois artistas, como já o fazia, agora acrescentando ao fato, um gostinho especial pela comunhão de pensamentos, o qual já estará gravado no coração. É muito bom ouvir um cantor ou ver a representação de um ator, quando a esses fatos se associa uma virtude ou qualidade subjetiva que admiramos, as quais acabam por acrescentar mais cor e significado àquelas atuações.

O fundo da crença espírita - imortalidade da alma e a sua atuação plena no Universo, mesmo após o fim da existência terrestre - já é uma realidade que empresta colorido a muitas criações intelectuais, com maior expressividade no campo das artes. A Doutrina Espírita Já ressai no conteúdo dos filmes, das peças teatrais ou televisivas, dos livros e das músicas.

A sobrevivência da alma e dos sentimentos que cultivou nas vidas terrestres, cria um algo mais de encantamento e motivação para a vida, ao mesmo tempo, que ressalta a importância e a realidade da própria vida física, projetada para a vida eterna espiritual.

Obrigado, Paula Fernandes, pela alegria que nos proporciona com as suas músicas e atuação.



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terça-feira, 9 de julho de 2013

A MISSÃO DE CADA UM

Reconheço que as nossas vidas, todas, têm uma finalidade e uma programação inicial - uma previsão de oportunidades para a evolução do Espírito. 

Não somos produto do acaso e nem sujeitos ao acaso da uma existência de fatos fortuitos.  É sob esse ponto de vista, que aceito que todos nós temos uma missão para a vida presente, uma finalidade.

Quando digo uma missão, não estou referindo a uma missão de porte e de muita significação para a humanidade. Refiro-me mais ao plano subjetivo de cada alma.  Ainda assim, retifico para dizer que essa missão, além de individual e subjetiva, é apenas uma prévia programação que envolve as injunções da vida presente sem, todavia, limitar de nenhuma forma o livre arbítrio, como a clara condição de liberdade e autonomia do espírito de a seguir ou não.

Nem sempre temos consciência clara dessa nossa missão,  Ela pode dizer respeito, apenas, à formação de nossa família com o qual vamos saldar débitos e retificar condutas do passado, além do fato de devolver vidas que possamos ter destruído ou prejudicado seriamente. 

Podemos ter uma missão profissional de exercer uma carreira que conduza a conhecimentos e, também, a reparações, principalmente, quando voltada para o grupamento social, em serviços, ensino ou  conscientização das pessoas quanto aos aspectos do bem viver as suas vidas. Do mesmo nível seria a  missão de exemplificação de vida pelo amor, pela caridade e pela disseminação dos bons costumes na atuação social.

Não importa se a nossa missão é banal ou superlativa, ela é o que necessitamos fazer ou aprender em uma vida terrestre.

A ninguém estará acometida uma missão superior às suas forças, do contrário seria submeter o espírito à falência e ao desperdício de uma vida. Aqui me lembro do ensino bíblico do Rei Salomão, ao afirmar: "O que vier às suas mãos para fazer, faze-o, conforme as suas forças".

O não cumprimento da missão desta vida não acarreta nenhuma reprimenda ou culpa ao Espírito, salvo a de que ele continuará necessitando do aprendizado ou resgate que essa missão lhe proporcionaria. Terá um motivo de desapontamento quando voltar ao "lar" de onde partiu para essa vida terrestre. Falhar nos propósitos programados é um fato desagradável e, mais o será, sabendo-se que todas as condições foram arregimentadas para o sucesso daquela empreitada.

Eu não me reconheço nenhuma missão específica a não ser a mais natural, talvez, de arregimentar uma família para recompor laços de amor e de marchar juntos - o grupamento familiar - para o progresso de todos, na expressão da bom caráter e da dinâmica do bem. Até pelos laços do Espiritismo, que tanto prezo, não me vejo dotado de "dons" ou capacidade de qualquer espécie. Ressalto apenas o desejo e boa vontade que nutro pela divulgação da Doutrina, a nível do conhecimento que proporciona.

Enfim, como sempre enfatizo, "a nossa missão é a de viver bem e com responsabilidade". A vida se encarregará de oferecer as oportunidades de realização dos objetivos de cada um.

O que me motivou a escrever esse texto foi estar ouvindo uma música  executada por um senhor Itamar, também designado como o Guarani da Viola, postado ele sobre uma embarcação fluvial que navegava num rio do Oeste Brasileiro. Não é a dele uma bela e nobre missão, qual seja a de proporcionar lazer e alegria, através da música?



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Princípios Basilares: Deus, a Alma e a Vida Futura

Conquanto o Espiritismo não se configure com uma religião, nos moldes das existentes em nossa atualidade, as quais ostentam organização, direção, locais específicos dos seus cultos e, sobretudo, seus artigos de fé, dogmas e sacramentos particulares, ele produz os seus efeitos no campo da religiosidade humana, posto que se constitui das revelações sobre a existência do mundo espiritual e das relações dos seus habitantes, entre si e no intercâmbio com os homens, habitantes do plano físico - os espíritos encarnados. Portanto, ele se atém ao próprio destino da Alma e na sua existência no antes, durante e no depois da vida física, humana.

Toda a base do ensino espírita está contida nos escritos de Allan Kardec, a quem coube a missão de catalogar os ensinos esparsos dos espíritos, para o fim divulga-los à humanidade, devidamente codificado e unificado. Ele, Allan Kardec, nada criou de seu, com relação ao corpo da Doutrina Espírita. Valeu-se dos ensinamentos já entregues e da assistência dos guias espirituais que vieram assisti-lo nessa tarefa de consolidação - entre eles o Espírito Verdade - para o fim de harmonizar os novos ensinos, mediante a elucidação e confirmação dos mesmos.

Recorro ao contido no Livro "Obras Póstumas" - compilação dos escritos remanescentes do mestre de Lyon, após o seu retorno ao mundo espiritual - relativamente à excelente narrativa abaixo, a qual bem elucida a realidade do Espiritismo, naquele momento, uma doutrina nascente:


"O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos, como qualquer filosofia espiritualista, pelo que forçosamente vai ter às base fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura. Mas, não é uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que, entre seus adeptos, nenhum tomou, nem recebeu o título de sacerdote ou de sumo-sacerdote.

É-se espírita pelo só fato de simpatizar com os princípios da doutrina e por conformar com esses princípios o proceder. Trata-se de uma opinião como qualquer outra, que todos têm o direito de professar, como têm o de ser Judeus, católicos, protestantes.... e até materialista.

O Espiritismo proclama a liberdade de consciência como direito natural; reclama-a para os seus adeptos, do mesmo modo que para toda a gente.  O Espiritismo combate a fé cega, porque ela impõe ao homem que abdique da sua própria razão; considera sem raiz toda fé imposta, donde o inscrever entre suas máximas: Não é inabalável, senão a fé que pode encarar de frente a razão em todas as épocas da humanidade.

Coerente com seus princípios, o Espiritismo não se impõe a quem quer que seja; quer ser aceito livremente e por efeito de convicção. Expõe suas doutrinas e acolhe os que voluntariamente o procuram.

Não cuida de afastar pessoa alguma das suas convicções religiosas; não se dirige aos que possuem uma fé e a quem essa fé basta; dirige-se aos que, insatisfeitos com o que se lhes dá, pedem alguma coisa melhor."


Do Livro: Obras Póstumas-Editora Virtude Livros.




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segunda-feira, 8 de julho de 2013

O EXÍLIO DO JAGUAR: Texto Novo - Sob Pressão – Parte I

O EXÍLIO DO JAGUAR: Texto Novo - Sob Pressão – Parte I:


Sabemos que somos seres tríplices e com isso nossas “três vidas” precisam estar em constante equilíbrio, pois disso depende nossa felicidade.

Recordemos um pouco...

Espírito: Temos nossa “vida espiritual”, que envolve nossa missão doutrinária diretamente. É importante que criemos uma disciplina para nossas orações e nossa frequência ao Templo. Manter diariamente nossos três horários, verificar quais os compromissos que podemos assumir com a Espiritualidade e realizá-los com absoluta consciência e responsabilidade. Nossa Doutrina é livre, as tarefas, as escalas, somos nós que escolhemos, de acordo com nossa disponibilidade e boa vontade. Não somos obrigados a assumir nada, mas, uma vez feito o compromisso, nossa palavra é registrada e temos que cumpri-lo.

Com o mesmo peso encontramos também nossa “vida emocional”, que envolve nossa família, nossos amores, amizades e relacionamentos sociais. Vejam bem: com o mesmo peso! Sua família, a maneira como trata as pessoas, sua afabilidade, tolerância, amor e humildade, tudo faz parte dos sentimentos da alma, de sua personalidade, que merece o mesmo nível de atenção que sua vida espiritual. É preciso que nosso exemplo seja notado pelo nosso comportamento, com naturalidade. De nada adianta ser um “mestre” dentro do Templo e não dar exemplo de sua conduta perante os que lhe querem bem, ou que possuem um necessário reajuste a ser “acertado”. Nossos cobradores são nossos maiores professores.

Nossa “terceira vida” é a “vida material”, que envolve seu trabalho (ou estudo), suas finanças sua saúde. Esta vida novamente se apresenta com o mesmo peso! Não podemos nos manter em desequilíbrio nos “internando no Templo”, ou “entregue às paixões” ou ainda preso “aos problemas dos outros”.

O segredo da felicidade consiste em equacionar, equilibrar “nossas vidas”. É preciso dosificar bem nosso tempo! Ter disciplina com nossos trabalhos espirituais, reservar um tempo para nossa família, amigos e vida social, e ainda empenhar-se com fervor no trabalho e/ou estudos. Qualquer “vida” que seja priorizada sob as demais nos levará inevitavelmente ao desequilíbrio.

Nosso título de hoje “sob pressão” se refere aos momentos em que um dos três pontos em questão apresenta maior necessidade de atenção, ou mesmo simultaneamente tudo acaba “desandando”.

Meus irmãos e minhas irmãs, já sabemos que nada acontece por acaso! Temos nossos reajustes kármicos, as sementes que plantamos inadvertidamente e que apresentarão sua colheita de maneira fatal.

Mas nada de desespero! Nada de pensar que uma “vida” pode resolver a outra. Se seu problema está no campo material, há de dedicar-se com mais afinco e não sair acreditando que o “templo resolve tudo”. Se o problema é de ordem familiar, dê a atenção necessária com qualidade, pois muitas vezes não é quantidade de atenção e sim a qualidade da atenção.

Sei que o texto parece simplificar tudo, e que “as coisas não são bem assim...”. Mas na realidade somos nós que complicamos! Nos entregamos exageradamente ao que parece mais fácil, em detrimento das outras áreas de nossa vida. É preciso equilíbrio para semear a felicidade.  (continua amanhã...)

QUEM TEM MEDO DA MORTE?


Em princípio, todo ser vivente tem medo da morte, compreendida esta como a cessação da vida, para a qual o organismo está programado para evitar. Todo ser vivo já traz em si o instinto da auto preservação e da multiplicação da sua espécie.

Tememos a morte, também, pelo instinto de preservação quanto ao desconforto diante da e dor e do sofrimento. Sob esse aspecto, mais que lógico é teme-la, posto que. além de ser ela a própria negação da vida física, está, quase sempre, associada às doenças, à degenerescência dos órgãos do corpo humano ou ao traumatismo de acidentes vários, fatos que se associam à dor e ao desconforto físico.

À parte as considerações expostas, as quais dizem respeito ao corpo físico e às sensações do sofrimento que o mesmo transmite ao espírito, resta-nos considerar o aspecto subjetivo da morte, no concernente ao próprio Espírito que habita o corpo físico, considerando-se ela como mera passagem das muitas vidas físicas para o estado da vida comum e natural do espírito, que é a vida espiritual, única, eterna e indivisível, de cada espírito

Sob esse aspecto, do ponto de vista do espírito que se liberta do corpo físico que o vincula, fisicamente, ao Planeta Terra, eu posso dizer que não temo a morte. Vejo-a como verdadeiramente ela é: uma libertação das contingências da vida física - suas dores, sofrimentos, traumas e todo tipo de angústia ou tensão do dia a dia do viver aqui.

Acho que todos que acreditam na sobrevivência da alma e no fato de que esta volta  para o Criador ou, pelo menos, caminha para Ele, não deviam temer a morte do corpo. Refiro-me ao medo do espírito.

Algumas religiões admitem que a alma possa passar por um período de sofrimento para a purificação e posterior ascensão ao Céu, outras, entretanto, acreditam, piamente, que a alma irá diretamente para os braços de Jesus, desde que haja crido sinceramente nisso e que haja vivido dignamente e, sempre, rogado pelo perdão dos seus pecados.

É verdade que os que temem o período de sofrimento no “purgatório”, previamente ao ingresso no Céu, podem até recear a morte, diante dessa circunstância possível de sofrimento.

Já não penso da mesma forma para os que admitem ir diretamente para o céu, para o convívio de Jesus e dos Seus Anos. 

Que motivo teriam para temer a morte?  Não seria até desejável encerrar aqui uma vida de sofrimento para ingressar, imediatamente, no gozo da plena felicidade?

Eu conheço e creio que todos conhecem pessoas que manifestam uma fé sincera e uma certeza total de que vão para o céu, no próprio ato do desencarne, e que, de forma incompreensível, temem a morte como uma coisa pavorosa e totalmente indesejável.  Então, ainda que mal comparando, seria, então, como  afirmarem que preferem viver eternamente aqui do que irem para o céu. Ou, ainda, como afirmar: "Eu amo a Jesus com todo o ardor e sei que irei para o céu mas, enquanto puder, prefiro que Ele fique lá, bem longe, e me deixe aqui com a minha vidinha mais ou menos". Não quero julgar ninguém mas, dessa forma, emitem um julgamento contrário à salvação que tanto alardeiam.

Também, não abrange esta afirmando à generalidade das pessoas que têm fé, senão a uma boa porção dos que lotam os tempos e cantam glórias a Deus pela salvação já alcançada mas que, se dependesse delas, ficariam eternamente por aqui mesmo.

A nossa fé deve nos dar conforto e esperança e não nos preencher de medo do porvir, um medo de viver a vida eterna de que somos todos dotados.

Eu estou muito feliz com a Fé Espírita que, mesmo não nos dando a certeza de ir para céu, a qualquer momento que morramos, ela nós dá a certeza de que todos lá chegaremos, após vivenciarmos as muitas vidas físicas que nos permitirão adquirir o conhecimento, a virtude e a pureza, circunstâncias necessárias para galgar o céu e a felicidade.



O caminho é Jesus!  

Vamos com fé, seguindo os passos do Mestre Amado!


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