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Espírita - Brasil

terça-feira, 9 de julho de 2013

Princípios Basilares: Deus, a Alma e a Vida Futura

Conquanto o Espiritismo não se configure com uma religião, nos moldes das existentes em nossa atualidade, as quais ostentam organização, direção, locais específicos dos seus cultos e, sobretudo, seus artigos de fé, dogmas e sacramentos particulares, ele produz os seus efeitos no campo da religiosidade humana, posto que se constitui das revelações sobre a existência do mundo espiritual e das relações dos seus habitantes, entre si e no intercâmbio com os homens, habitantes do plano físico - os espíritos encarnados. Portanto, ele se atém ao próprio destino da Alma e na sua existência no antes, durante e no depois da vida física, humana.

Toda a base do ensino espírita está contida nos escritos de Allan Kardec, a quem coube a missão de catalogar os ensinos esparsos dos espíritos, para o fim divulga-los à humanidade, devidamente codificado e unificado. Ele, Allan Kardec, nada criou de seu, com relação ao corpo da Doutrina Espírita. Valeu-se dos ensinamentos já entregues e da assistência dos guias espirituais que vieram assisti-lo nessa tarefa de consolidação - entre eles o Espírito Verdade - para o fim de harmonizar os novos ensinos, mediante a elucidação e confirmação dos mesmos.

Recorro ao contido no Livro "Obras Póstumas" - compilação dos escritos remanescentes do mestre de Lyon, após o seu retorno ao mundo espiritual - relativamente à excelente narrativa abaixo, a qual bem elucida a realidade do Espiritismo, naquele momento, uma doutrina nascente:


"O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos, como qualquer filosofia espiritualista, pelo que forçosamente vai ter às base fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura. Mas, não é uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que, entre seus adeptos, nenhum tomou, nem recebeu o título de sacerdote ou de sumo-sacerdote.

É-se espírita pelo só fato de simpatizar com os princípios da doutrina e por conformar com esses princípios o proceder. Trata-se de uma opinião como qualquer outra, que todos têm o direito de professar, como têm o de ser Judeus, católicos, protestantes.... e até materialista.

O Espiritismo proclama a liberdade de consciência como direito natural; reclama-a para os seus adeptos, do mesmo modo que para toda a gente.  O Espiritismo combate a fé cega, porque ela impõe ao homem que abdique da sua própria razão; considera sem raiz toda fé imposta, donde o inscrever entre suas máximas: Não é inabalável, senão a fé que pode encarar de frente a razão em todas as épocas da humanidade.

Coerente com seus princípios, o Espiritismo não se impõe a quem quer que seja; quer ser aceito livremente e por efeito de convicção. Expõe suas doutrinas e acolhe os que voluntariamente o procuram.

Não cuida de afastar pessoa alguma das suas convicções religiosas; não se dirige aos que possuem uma fé e a quem essa fé basta; dirige-se aos que, insatisfeitos com o que se lhes dá, pedem alguma coisa melhor."


Do Livro: Obras Póstumas-Editora Virtude Livros.




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