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Espírita - Brasil

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A ÍNDOLE DOS ESPÍRITOS

Quando se fala em espíritos, na generalidade da palavra, estamos falando de uma infinidade almas que não guardam nenhuma identidade entre si, salvo o fato de serem espíritos, embora todos criados por Deus e destinados a obterem a pureza e a felicidade.

Falar em espíritos, dessa forma, é o mesmo que falar de todos os seres humanos que habitam a Terra.  Atribuir igualdade - qualidades ou defeitos - aos humanos ou aos espíritos, como um todo, constitui erro grosseiro. 

A situação é idêntica, guardada a relação de que todos são espíritos, sendo que os humanos possuem corpo físico que age e reage sobre o campo físico e aqueles apenas possuem o corpo etéreo. No entanto, a individualidade e o progresso espiritual de uns e de outros os tornam diferentes, ou pelo menos, classificáveis por diferentes estágios de entendimento e evolução.

Atribuir qualidades ou defeitos ao gênero espírito ou ao gênero humano, por sua totalidade, é laborar em erro grosseiro, visto que essas não são comuns, quando consideradas no individual de cada ser. As qualidades - boas ou más - são inerentes aos indivíduos que a portam, sejam homens ou espíritos.

Muitos se apressam em julgar o Espiritismo pelo mau proceder de espíritos sem evolução, ou mesmo, de espíritos devotados ao mal.  Seria o mesmo que representar a humanidade, tomando por base um indivíduo de péssimas qualidades morais e éticas, escolhido, ainda, entre os mais incultos. Estaria bem escolher o mau para representar o bem?

Os espíritos são os próprios homens que morreram e já não dispõem de um corpo humano. Os que faleceram e se foram do nosso convívio continuam vivos, na condição de espíritos que são, mantendo as mesmas qualidades ou defeitos que portavam enquanto aqui viviam. Não há nenhuma transformação pela morte. Toda melhora e evolução do espírito precisa ocorrer, aqui e agora. A vida terrestre é a própria oportunidade para o crescimento espiritual.

Ainda que o espírito tenha adquirido aprendizado, enquanto habitava o plano astral, é aqui, sobre a terra, que realizará as provas práticas sobre o que aprendeu. Não há mistérios mas, também, não há milagres. A evolução de cada um será o prêmio do próprio esforço e conquista.

Há bons e maus espíritos, assim como, há boas e más pessoas.

Se há espíritos maus - às vezes referidos como "espíritos imundos" - não é pelo proceder destes que deve ser julgado todo o Espiritismo, atribuindo as qualidades do mal à toda a comunidade dos espíritos. 

Muitos espíritos operam entre nós por missão de Deus e de Jesus Cristo e constituem os Anjos Benfeitores da humanidade. Considerá-los "entes satanizados" seria uma injúria gravíssima à frente da Misericórdia Divina que aqui os envia em sagradas missões para o bem.

Vamos criar um exemplo: Os norte americanos constituem a maior população evangélica de um só País, no mundo e, por decorrência disso, nas penitenciárias americanas, cerca de 65% dos detentos, ao ingressar ali, declaram-se evangélicos: Seria justo tomar aqueles presidiários como parâmetro para julgar da índole de todos os evangélicos americanos?  De forma alguma.

Os espíritos podem vir nos instruir e ajudar, mas devemos sempre colocar os seus conselhos sob o crivo dos ensinamentos de Jesus, para não incorrermos na hipótese de dar ouvidos a espíritos frívolos e enganadores, os quais se colocam descompromissados com verdade e com o bem.

Razão teve o Legislador Hebreu, Moisés, quando proibiu a consulta aos mortos. Foi a forma de coibir os Judeus de consultarem espíritos de toda a índole, a exemplo do que fazia o povo egípcio, de cujo convívio haviam saído após quatrocentos anos de exílio. No entanto, Moisés e os profetas consultavam os Espíritos, a toda hora, adotando os seus ensinamentos como sendo a orientação e a palavra de Deus.


Cabe sempre lembrar o ensinamento bíblico de São João:



"Não confieis em qualquer espírito, mas, buscai primeiro saber se  os espíritos são de Deus."



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