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Espírita - Brasil

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

VIDA ESPIRITUAL

Você tem medo dos Espíritos?
Você tem medo do sobrenatural?
Você quer compreender o que acontece após a morte física do homem?

Lendo um só livro e gastando menos de DEZ REAIS, você vai perder o medo dos espíritos e o medo da morte, além de elucidar um monte de questões que os ensinamentos religiosos tradicionais deixam em aberto.

Refero-me ao Livro dos Espíritos, o livro escrito por Allan Kardec e que resultou de uma consolidação de textos ditados pelos espíritos.  

Allan Kardec foi o estudioso do Sec. XVIII que, ao saber dos fenômenos espíritas, sentiu-se desafiado a compreender tais ocorrências - o mover de objetos sem a aplicação de forças e a produção de sons diversos sem causa aparente. Adentrando-se às observações, esse estudioso francês deparou-se com ações inteligentes e explicações claras e coerentes sobre todos os pontos consultados.

Desses estudos e da codificação de textos ditados pelos espíritos, compreendeu Allan Kardec que ali estava um novo conhecimento destinado a toda a humanidade. Surgiu então esse precioso livro denominado "O Livro dos Espíritos" que, independentemente de questões religiosas, tornou-se o primeiro livro humano a abordar, claramente, o mundo espiritual e as suas leis.

Para atender a questões de clareza e didática, Allan Kardec, cujo nome real foi Hyppolite Leon Dennizard Rivail (1804 - 1869), transformou em livro todo o material existente à sua época, relativo à comunicação dos espíritos ditados nos diversos pontos da Terra. 

Denominou seu primeiro livro como Livro dos Espíritos para deixar claro que todo o material se referia a uma produção dos espíritos e não da sua própria lavra e inventiva. Explicou claramente que no livro estava o conhecimento transmitido pelos espíritos e que, no caso, sua presença era a de um instrumento deles. 

Quis o autor da codificação que não houvesse dúvida de que ele, Allan Kardec, não inventou nenhuma religião ou doutrina, posto que, apenas, catalogou os escritos existentes e os transformou em livro, num método de perguntas e respostas, que adotou como forma didática, para melhor compreensão do conteúdo.

O Professor Rivail, renomado pedagogo, já publicara obras diversas sobre a pedagogia e métodos de ensino. Por essa razão, a fim de separar claramente suas obras autorias da nova literatura que divulgava, proveniente dos espíritos, resolveu publicar seus novos livros, sobre matéria espiritual, sob o pseudônimo de Allan Kardec.

Nascido independente dos conhecimentos e vertentes das religiões então existentes, o Livro dos Espíritos foi o ponto de partida para alargar o conhecimento humano sobre a natureza espiritual do homem, trazendo como alvíssaras a confirmação do mundo espiritual, suas leis e relacionamentos e a vida do espírito na dupla forma de manifestação, como homem físico e como ser que habita o mundo espiritual.

Considero o Livro dos Espíritos como um chamado ao homens, religioso ou não, para que conheçam a sua dupla realidade de ser físico e ser espiritual que vive muitas "vidas" sobre a Terra, numa jornada de evolução, tendo em vista o sublime destino por atingir: A plenitude do saber e da pureza, para chegar à presença de Deus.

Finalizo com o texto de divulgação adotado pela empresa de comércio editorial AMAZON que oferece o livro à venda, em seu site:

"Na forma de perguntas e respostas, os Espíritos explicaram tudo o que a Humanidade estava preparada para receber e compreender, esclarecendo-a quanto aos eternos enigmas de sabermos de onde viemos, por que aqui estamos, e para onde vamos, facilitando, assim, ao homem, a compreensão dos mais difíceis problemas que o envolvem. Todas essas explicações estão contidas neste livro. No final desta obra, há um Índice Analítico dos Assuntos, reunindo, em ordem alfabética, todos os verbetes que podem interessar aos estudiosos. Allan Kardec, quando redigiu seus livros, escreveu para o povo, em linguagem simples, e, sendo esta uma tradução literal, a linguagem simples original ficou preservada."

Boa leitura!

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terça-feira, 25 de julho de 2017

A Religião e a Escravidão

A humanidade adota, por tempos, costumes estranhos e, também, muito se omite quando há flagrantes violações dos direitos das pessoas. A escravidão foi costume normal por milênios na antiguidade e, por séculos em épocas mais atuais. Outro exemplo gritante de violação das pessoas, calmamente tolerado, já em nossos dias, foi o fato que conhecemos como HOLOCAUSTO: O extermínio de judeus e minorias durante a II Guerra Mundial.

O Apóstolo Paulo era escravagista?

Segundo se sabe, o Apóstolo Paulo teve um escravo, fato que era normal na sua época. Podemos admitir que ele o tenha comprado, como o faziam todas as pessoas que tinham condições financeiras. Consta que o libertou ao fim da sua vida.

O meio social é que dita as regras da vida em sociedade. Toda pessoa está constrangida a viver segundo os costumes sociais da sua época, quer por convicção, quer por adequação ao meio.

Salvo engano, também, Lucas, o Evangelista, teria possuído escravo. Lucas era Médico e, certamente, teria recursos para comprar escravos. Todas as pessoas que possuíam alguma propriedade tinha escravos para conduzir os trabalhos da terra.

A bíblia está cheia de conselhos para que os servos obedeçam aos seus senhores.... os servos eram, quase sempre, escravos!

Todo o período escravagista da idade moderna foi vivido e aprovado pela Igreja Católica, já que o admitiu e nunca o condenou, inclusive, sabendo-se que padres, no Brasil, possuíam propriedades e muitos escravos que, provavelmente, vendiam e comprovam segundo as conveniências dos serviços.

Por tudo isso, isto é, pelas razões dos costumes sociais, o povo israelita também fazia e comerciava escravos, ou se tornavam escravos por razões da época. Sabe-se que os judeus permaneceram escravos por 430 anos no Egito. Também estiveram escravos na Babilônia, ao tempo de Nabucodonozor.

Hoje, a escravidão nos causa espécie e a vemos como um atentado aos direitos da pessoa humana, mas houve época, até mesmo recente, em que uma pessoa podia ser vendido como uma propriedade e, ninguém se revoltava por isso. Até filhos podiam ser vendidos por seus país, ou parentes, como escravos para terceiros. José do Egito é uma história desse tipo. Quantas crianças não teriam sido vendidas assim, por conveniência da pobreza e do sustento de outros?

Até o costume que, entre alguns povos, vige até os dias de hoje, permite que os pais vendam as suas filhas para o casamento, no que parece ser uma reminiscência do costume de vender pessoas humanas. Isto considerando que uma moça, vendida, nem sempre concordaria com a transação, se fosse consultada. Ela segue para uma vida que nem sempre lhe é conhecida.

A vida física é oportunidade de evolução para o espírito, aí compreendidos a aquisição de conhecimentos e de virtudes, no exercício do livre arbítrio, em todas as circunstâncias.

Entendo que a experiência do crescimento humano, individual ou coletivo, precisa ser respeitado para ser autêntico. Será autêntico pelo entendimento aurido na experiência de praticar ações segundo a própria decisão, consoante os costumes de cada época em que se viva. A vida social será, sempre, resultado da evolução dos costumes.

O progresso é uma constante. Estaremos sempre evoluindo em ciência, seja nos aspectos tecnológicos ou seja nos aspectos sociais.

Deus poderia descer um anjo à terra, na forma humana, para esclarecer toda a lacuna da ciência, relativamente às indagações sobre o Universo e sobre os entendimentos religiosos. Entretanto, se assim o fizesse, onde ficaria a experiência do crescimento espiritual? Seria como receber tudo pronto e, mesmo assim, teria que estar a humanidade pronta para receber tais esclarecimentos como, de fato, não o estava ao tempo do Mestre Jesus.

O crescimento e a sabedoria espirituais são resultantes de aprendizado, por escolhas e decisões e, portanto, é sábio admitir o ensino que já recebemos de que "a natureza nunca dá saltos". A evolução, também não.

Não nos compete julgar esse ou aquele comportamento de alguém que viveu em épocas distantes, visto que viveu sob a égide de costumes diferentes dos nossos.

O mais importante é estarmos conscientes de que somos todos espíritos que estão na Terra em busca de aprendizado e evolução. Diferentes na aparência, somos iguais nos erros, defeitos e nas virtudes.

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

POR QUE OS ESPÍRITAS NÃO TEMEM A MORTE

"A Doutrina Espírita muda inteiramente a maneira de se encarar o futuro. A vida futura  não é mais uma hipótese, mas uma realidade; o estado das almas depois da morte não é mais um sistema, mas um resultado da observação. O véu foi levantado; o mundo espiritual nos aparece em toda a sua realidade prática; não são homens que o descobrem pelo esforço de uma concepção engenhosa, mas são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; nós os vemos aí em todos os degraus da escala espiritual, em todas as fase de felicidade e de infelicidade; assistimos a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Aí está, para os espíritas, a causa da calma com a qual encaram a morte, da serenidade dos seus últimos instantes na Terra. O que os sustenta não é somente a esperança, é a certeza; sabem que a vida futura não é senão a continuação da vida presente em melhores condições, e a esperam com a mesma confiança que esperam o nascer do Sol depois de uma noite de tempestade. Os motivos diversos dessa confiança estão nos fatos dos quais são testemunhas, e ao acordo desses fatos com a lógica, a justiça e a bondade de Deus, e as aspirações íntimas do homem.

Para os Espíritas a alma não é mais uma abstração; tem um corpo etéreo que faz dela um ser definido, que o pensamento abarca e concebe; já é muito para fixar as ideias sobre a sua individualidade, suas aptidões e suas percepções. A lembrança daqueles que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. Não são representados mais como chamas fugidas que não lembram nada ao pensamento, mas sob uma forma concreta que no-los mostram melhores como seres vivos. Depois, em lugar de estarem perdidos nas profundezas do espaço, eles estão ao nosso redor; o mundo corporal e o mundo espiritual estão em perpétuas relações, e se assistem mutuamente. A dúvida sobre o futuro não sendo mais permitida, o temor da morte não tem mais razão de ser; encara-se a sua chegada a sangue frio, como uma libertação, como a porta da vida e não como a porta do nada."

(O Céu e o Inferno, cap. II Temor da Morte, item 10. Allan Kardec, Ide Editora)

domingo, 14 de maio de 2017

MÃE PODEROSA

Quase todas as nossas mães enfrentam grandes dificuldades para criar os filhos e manter a família saudável e bem nutrida.

Acredito que todos teríamos algum relato sobre esforços e dificuldades das nossas mães na tarefa de nos criar bem e condições dignas.

Esses esforços decorreram de qualquer ou de todas as facetas em que uma mãe se multiplica em capacidade e dedicação para ser vitoriosa na tarefa de criar os seus pimpolhos. Além de gerenciar a pequena empresa doméstica e seus recursos, ela faz de tudo um pouco no seu mister de mãe: É médica, psicóloga, professora, cozinheira, lavadeira, arrumadeira, conselheira amorosa, policial, jardineira, costureira, boleira, doceira, supridora de recursos, juíza, repressora, quando necessário, tudo isso multiplicado pela quantidade de filhos que o seu amor fez nascer.

Quantas vezes, sem dormir, pela simples ida de um filho ir a uma festinha e se alongou pela madrugada?

Quantas vezes, desejou tirar do filho uma dor, para que só ela  sofresse, em seu lugar.

Quanta mãe busca, desesperada, resgatar o seu filho perdido para o mundo das drogas e outros vícios?

Mãe chora sempre, de alegria ou de dor, o mesmo choro que se pode chamar de amor!

Qual terá sido a dor de Maria, aos pés da cruz, vendo um filho inocente ser crucificado, pelo bem que trouxe ao mundo?

Quantas vezes chorou, ao ver o filho diplomado, desde as primeiras letras até aos altos patamares do ensino e da cultura?

Minha mãe trabalhou na roça, nas fábricas e nos serviços, para nos dar as condições de nos desenvolvermos como pessoas dignas.

Toda mãe é uma vitoriosa! Toda mãe é poderosa!

Abraço a todas as mães. Deus as abençoe, sempre, e as recompense, agora e quando de nós estejam separadas, por haverem encerrada sua missão de mãe.


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sábado, 6 de maio de 2017

O PODER DA MISÉRIA - POESIA

Pela deserta estrada, erma e sombria
Transitava um senhor que a fidalguia
Nobre senhor lhe faz, era William, um nobre
Um desses nobres que abraça o rico, como abraça o pobre,
À margem do caminho, de repente,
Como um leão feroz, surgiu-lhe à frente
Um audaz salteador
Que de arma em punho aponta-lhe e murmura:
"A minha necessidade é quem o procura
Uma esmola senhor!"
Diante da voz imperativa e forte
Do audaz salteador e, diante da morte,
William tremeu e foi tão grande a sua covardia
Que a bolsa com dinheiro que trazia
Tudo, tudo, lhe deu.
O salteador a bolsa recebeu
Onde dezenas de cédulas contou
E, de todo o dinheiro, dez reais tirou.
Em seguida, a bolsa devolveu ao cavalheiro
E disse: Esse é o bastante
Para matar-me a fome excruciante e a de meus filhinhos,
E se houvesse uma alma na cidade
Que me matasse essa necessidade
Eu não vinha roubar pelos caminhos!
Houve uma pausa:
Onde moras, senhor?
Ele aponta e diz: Ali, naquela aldeia.
Tens família?
Seis filhos pequeninos, senhor, faça ideia...
William seguiu e, no outro dia, foi visitá-lo.
E quando saía, não por não se lembrar, grande que era
Deixou ficar, à porta da tapera, a bolsa com dinheiro...

(autor desconhecido)

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Espiritismo é religião ou Ciência Filosófica?

Religião ou Filosofia?

Essa é uma pergunta que divide os que aderem aos ensinamentos do espiritismo.

Na verdade, há conteúdo para as duas vertentes - religião ou filosofia.

Seria fácil nomeá-lo como religião já que se ocupa da transcendência da vida terrestre, focando a continuação da mesma vida no plano espiritual, ou seja, ele cuida do que seria religião e vai mais além para dizer da vida do espírito, após a morte terrestre, em toda a sua plenitude existencial, no que concerne a relacionamentos e futuros desdobramentos. Esses são aspectos adequados à religião.

Adotando o enfoque da filosofia, pode-se dizer que toda a revelação sobre a origem da vida humana, sua razão e finalidade, assim como, toda a explicação das condições da vida humana - tão diferentes entre uns e outros seres humanos - seria uma resposta e uma descoberta-explicação para as indagações humanas que se perdem nos séculos do tempo, contado no nosso planeta.

Como ponto de vista pessoal, gosto de afirmar que o Espiritismo não veio como nova religião, pela simples razão de que as suas revelações são adequadas a todas as vertentes religiosas. Os Espíritos Superiores não escolheriam "criar" uma nova religião, por que eles mesmos, quando viveram sobre a Terra, praticaram religiões diferentes e muitos a elas dedicaram a sua vida terrestre.

O que é preciso ter em mente é que ESPÍRITO SUPERIOR não tem religião, ele tem a verdade da criação - DEUS - e a realidade de todos os espíritos e homens, que são caminhantes para a perfeição, num retorno para Deus.

Eu acredito mesmo que nem haveriam novas revelações se o propósito fosse criar uma nova religião, pois eles, os espíritos esclarecidos, sabem que o crescimento espiritual decorre da aquisição e prática das virtudes, o que não se restringe a uma só religião.

Todos os Espíritos Superiores são unânimes em afirmar que quem praticou o espiritismo na vida terrestre não goza, por essa razão, de qualquer privilégio ao ingressar no Plano Espiritual. Lá só se conta o progresso espiritual alcançado, o qual se mede pela Vibração Espiritual que apresenta cada ser.

Segundo essa vibração, o espírito será atraído para a "morada celeste" que lhe guarda afinidade. Lá se separa o joio do trigo. Tudo sem julgamentos ou condenações. Os que fizerem jus habitarão lugares felizes, os que permaneceram em baixa vibração espiritual habitarão lugares menos felizes ou, até, lugares de sofrimento.

Lembrando, sempre, que todos receberão novas oportunidades - novas vidas físicas para que possam trabalhar o seu crescimento espiritual.

O ponto ideal seria que as revelações espíritas fossem absorvidas pelas religiões, modificando-se elas no que fosse necessário, para que se adequassem aos "novos ensinamentos que Jesus postergou para o futuro".

O Espiritismo nasceu puro, sem templos, sem dogmas, sem sacramentos, sem artigos de fé que não possam ser discutidos e, principalmente, sem hierarquias religiosas, portanto, fico com a posição de que o Espiritismo não é uma nova religião.

Até o termo "espiritismo" surgiu após as revelações dos Espíritos Superiores e, portanto, não foi ditado por esses mensageiros de Deus.


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sexta-feira, 31 de março de 2017

DÚVIDAS RELIGIOSAS

Em questão de religião, quem tem dúvidas e questionamentos, é uma pessoa em busca da verdade e do entendimento. Portanto, ter dúvidas é ser religioso. Não tê-las é ser indiferente ou fanático que não busca o esclarecimento. Um cego que não quer enxergar.

Quando Jesus disse aos seus discípulos "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" Ele ensinou que a verdade é um caminho pelo qual se caminha em busca do entendimento e da paz. Ele disse, também, que "Ele era o Caminho, a Verdade e a Vida". 

Não há aqui nenhum paradoxo. Alguém poderá pensar que se os discípulos já conheciam Jesus, já conheciam a verdade... entretanto, o Mestre também lhes afirmou que "Tinha muitas coisas para lhes ensinar, mas que eles ainda não estavam preparados".

Podemos deduzir que "conhecer" a pessoa de Jesus e aceitar o que ensinou, relativo ao que está narrado durante a vida de Jesus na Terra, não é a mesma coisa de conhecer toda a verdade, pois ele não Ele não ensinou toda a verdade. Reservou ensinamentos para o futuro, quando a humanidade estivesse melhor preparada para conhecer as verdades espirituais, os mundos ou realidades espirituais que compõem todo o Universo.

Duvidar e ser curioso é o princípio inteligente da busca do conhecimento e da verdade. 

Toda a ciência decorre da pesquisa e do estudo e, quanto mais dúvida e incerteza, melhor é o resulto de uma pesquisa ou estudo, já que nasce isenta de ideias preconcebidas.

A Dúvida, secundada pelo desejo do saber, é a mãe da sabedoria.

Quem não tem dúvidas ou é um SÁBIO ou é um IGNORANTE. 


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quinta-feira, 30 de março de 2017

DEBATE ENTRE AS RELIGIÕES

Eu não consigo compreender como as pessoas podem focar o fato de serem religiosas no desejo de debater e confrontar crenças e religiões. Parece até que o fato de adotar uma religião pressupõe uma certa necessidade de combater as demais religiões.

Eu sempre digo que a religião boa é aquela que lhe satisfaz, relativamente aos seus anseios de compreender a finalidade da vida terrestre e o destino da alma após a morte física.

Religião é uma questão particular para a vida de cada um. A religião deve significar um relacionamento entre a pessoa e Deus.

Afirmo, também, que toda a religião é boa, na medida em que torna o homem melhor nos seus atos e na sua relação social, além do fato, primordial, de que coloca o homem diante da eternidade da sua vida, criada imortal.

O que estranho é que possam as pessoas se esquecerem da paz e do conforto que lhes dá a sua religião, para alimentarem o conflito religioso, os quais, temos visto, costumam gerar, inclusive, guerras e genocídos.

Também não entendo o fato de quase todos os religiosos pretenderem impor suas religiões às demais pessoas, buscando, inclusive, dominar os poderes seculares dos países em que se manifestam, tudo com o intuito de impor as suas crenças nas Leis e Ordenações dos países.

Eu nunca me propus a discutir a fé de ninguém. Falo de religião, da minha fé, baseada nos princípios da Doutrina Espírita sem, no entanto, pretender que ela seja a única verdadeira à qual todos devam se adequar.

Não discuto religião, principalmente, quando as pessoas nem conhecem o princípio que combatem. Falam por ouvir falar.

Todas as religiões são caminhos para Deus. Acho que as pessoas que quiserem comparar religiões ou combater as que não são suas, devam conhecer os princípios de fé da religião que abordam. 

Geralmente, e o que mais acontece, é de uma pessoa querer combater uma religião sem haver lido nada dos princípios daquela crença. Às vezes não dominam, sequer, os fundamentos da sua própria religião, a qual defendem.

Religião é algo que deve alimentar a fé da pessoa que a professa. Por isso, é proveitosa para ele, trazendo-lhe paz para a vida presente e para a vida futura, fora da matéria.

Não é raro conhecer pessoas em que a religião para eles é um tormento, gera neles o medo de morrer e vivem repletos de culpa por não serem santos o suficiente. Amam a Deus a cuja presença gostariam de nunca comparecer.

A religião perfeita é a que lhe tira o medo de morrer e preenche a sua vida de paz e esperança.

Por isso, eu me alegro em SER ESPÍRITA!


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segunda-feira, 20 de março de 2017

DEUS NÃO TEM RAIVA

Eu pergunto: Deus tem raiva?

Já sei a sua resposta, ou resposta de quase todo mundo: Claro que não! Deus é amor e perdão. Ele não tem raiva de ninguém.

Alguém me perguntou: Como ficam os espíritos "as almas" dos ateus, quando morrem aqui no mundo físico? Respondi: Ficam como ficaremos todos nós quando deixarmos o corpo físico. Estaremos vivos no mundo espiritual, levando o mérito dos nossos atos bons e os ônus dos nossos atos maus.

Deus não tem raiva ou mágoa daqueles que não o conhecem!

Você tem raiva de quem não te conhece ou de quem nem sabe nem da sua existência?

Também aqui a resposta é não. Lógico, que mal lhe causou a pessoa que não te conhece? Nenhum. Que motivos você teria para ter raiva dela?

No plano espiritual só conta a bagagem que você leva, relativa ao bem ou ao mal que você praticou - regra que se aplica aos que acreditam em Deus e aos que não acreditam.

Deus nos dá a eternidade para a nossa evolução. Nesse tempo (ou falta de contagem alguma de tempo), vamos adquirir o conhecimento de quem somos e para onde vamos. Vamos evoluir.

Sobre o não aproveitamento de uma vida, temos que perceber que isso equivale a um aluno que repete de ano escolar. Simplesmente, ele vai repetir aquele ano e todas as suas matérias. O estudante teve ou terá desvantagens apenas com relação aos alunos que passaram de ano. Os pais e os professores vão lamentar o ano perdido, mas vão tentar recuperar o que se perdeu, como novo ensino e novo ano de estudo.

Um aluno que repete o ano apenas desaponta a expectativa dos seus pais e colegas, mas não passa a ser odiado por eles.

Se assim acontece entre os humanos, por que a reação Deus poderia ser pior quando sabemos que Ele é amor e perdão?

O ateu já ficou bastante prejudicado pela ausência de expectativas futuras, principalmente, quando colocado perante eventuais dores e sofrimentos da vida, por fatos que tenha que purgar. Sofre sem entender e sem solicitar auxílio espiritual.

A fé é um grande bem para quem a possui.

A oração é o maior presente que nos fornece a fato de termos fé. Todos temos um "anjo" protetor e ele nos conforta nas adversidades e nos "sopra" ao ouvido as melhores opções em cada momento ou decisão. Ele escuta o que conversamos com ele.

Não estamos sós, abandonados ao acaso ou à mercê da própria sorte.


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

RELIGIÃO MÍNIMA

Quase a maioria das pessoas vive bastante afastada do conceito de pessoas religiosas. Quer por descrer das religiões, quer por não se sentir bem com os rigores dos dogmas e orientações. Os rigores religiosos mais fastam do que incentivam os fiéis para o cultivo da própria religião.

Se uma pessoa está num meio religioso mas se sente incapaz de arcar com todas as responsabilidades atribuídas aos fiéis, muitas vezes, ela acaba se afastando daquele convívio, mesmo levando alguma culpa psicológica por essa decisão.

Eu, sendo espírita, afirmo que todas as religiões são boas pelo fato de que incentivam a prática do bem e, ainda, despertam a religiosidade que cada ser traz, inata, no seu íntimo. Olhando pela generalidade, todas as religiões foram criadas (estão sendo criadas) pelos homens, sob a ótica de "religar" o homem com a sua espiritualidade e torná-lo alguém melhor para a sociedade.

Abstraída a questão de escolher uma religião, quero escrever hoje sobre uma religião mínima. Suponhamos que alguém não se sinta bem em nenhuma das religiões existentes. Ao lado do item de não praticar nenhuma religião, o que seria adequado para esse alguém proceder, de forma que obtenha uma boa forma de viver e alcance quase os mesmos resultados de viver sob uma religião?

Vou expor a seguir uma opinião pessoal que está longe de ser uma orientação para a vida de quem quer que seja. Acima de tudo está o livre arbítrio de cada um.

Penso que uma religião mínima, afastada dos parâmetros das religiões existentes, no que respeita a templos e cultos, poderia conter os seguintes propósitos pessoais:

  • Tomada de consciência de que cada ser é um espírito espírito dotado de vida eterna e que vem ao plano físico para evoluir;
  • Conscientizar-se de que a vida não é uma sucessão de acasos;
  • Satisfazer a sua mente com o fato de que a melhor religião é a prática do bem e do amor, aí incluídos o perdão e a solidariedade humana;
  • Saber que vivemos num Universo inteligente onde todas as coisas e vidas estão em constante evolução;
  • Admitir que há um princípio inteligente que rege o Universo;
  • Saber que o nosso pensamento conversa com esse universo em que estamos imersos e cria realidades;
  • Saber que nascer, viver e morrer são partes de um mesmo conjunto e não muito diferentes entre si. Quem nasce aqui, morreu em outro lugar e, igualmente, quem morre aqui estará renascendo no mesmo lugar de onde veio;
  • Saber que temos a eternidade para nela realizarmos todos os nossos propósitos.

Pronto! Sem gurus, padres, pastores ou líderes e, principalmente, sem pagar valores materiais, os princípios acima já serão uma religião mínima para promover a evolução pessoal e para uma vida sem culpa.


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sábado, 18 de fevereiro de 2017

RECLAMAÇÕES

O ser humano está sempre propenso a reclamar de tudo e até a culpar outros pelas suas condições sociais. De alguma forma, sempre se lamenta com alguma depreciação sobre si mesmo, julgando-se inferior às outras pessoas ou outras vezes julgando merecer mais do que tem:

- Julga estar na família errada;
- Pensa ser a pessoa errada numa família;
- Aceita ou impões a pecha de "ovelha negra" da família;
- Aprecia o que outros produzem e vê "sem graça" o que faz;
- Acomoda-se em ter sido o melhor em alguma coisa;
- Não se acha merecedor de presentes ou elogios;
- Nunca acha lindas as próprias roupas ou sapatos;
- Dá grande destaque aos seus problemas e dificuldades;
- Nunca se julga merecedor da graça e do amor de Deus.

Muitos desses defeitos de análise e percepção decorrem de uma formação religiosa equivocada que nos ensina que nascemos em pecado, porque fomos (Adão e Eva) expulsos da presença de Deus, no Paraíso.

Fomos criados com total desconhecimento do sublime destino de todos os espíritos (ser-pessoa). Fomos criados imperfeitos para alcançar a perfeição por nosso próprio desenvolvimento. Todo erro representa tentativa. Não há punição, há obrigatoriedade de corrigir para aprender.

A religião nos impôs um DEUS QUE PUNE E CASTIGA, eternamente, em face de uma vida mínima e erros bizarros. Daí resulta que manifestamos total falta de entendimento da Justiça Divina. 

A vida é eterna e não conhece limitação - o tempo só existe no plano físico. A nossa eternidade, mediante muitas vidas físicas, será o próprio meio da aquisição do conhecimento que chegará até nós buscado, encontrado ou intuído, alargando as nossas percepções e acalmando o nosso existir, mediante as nossas próprias mudanças advindas de novas posturas psicológicas, diante dos atos e fatos das nossas vivências.

Somos especiais. Somos únicos. Nossas virtudes e defeitos apenas demonstram nosso atual grau de aprendizado e evolução. independente da nossa postura ou vontade, estamos sempre em evolução, aprendendo com erros e acertos. 

Deus nos ama mais do que nós mesmos nos amamos. Somos todos filhos amados.

Temos que eliminar nossa síndrome de "filho pródigo" rebelde que tem medo de voltar para casa, em razão de nossos erros e falhas. 

Deus nos espera amorosamente!

"Conhecereis a Verdade e a verdade vos libertará". Jesus.


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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Sofrimento e Carma

Muitas pessoas entendem que o espírito está na Terra para sofrer. Ainda que isso não seja verdade, muitas vezes esse é o resultado aparente de viver no plano físico.

Aqui nos retêm as lições que devemos aprender e, entre elas, se impõe o resgate de nossas ações passadas, mediante a vigência da Lei do Retorno das Ações, também chamada de carma.

O carma é a bagagem que o espírito carrega, com o propósito de resgatar o mal e ou usufruir o bem, em suas muitas vidas, físicas ou no plano etéreo.

É algo como a consciência ou uma identidade que é própria do espírito, já que resulta da vivência do livre arbítrio de cada um.

Todo espírito está dotado de vida eterna e tem meta por meta evoluir espiritualmente para ascender às realidades de felicidade e plena realização.

A evolução resultará do conhecimento e conscientização da dupla realidade do ser que se apresenta ora na forma humana e ora na forma espiritual (sem o corpo físico). Dentro desse conhecimento, é essencial adquirir virtudes e vivenciar o bem. 

A Terra é a grande escola do espírito.

Nossos atos praticados com livre arbítrio, geram consequências para o bem ou para o sofrimento, pois o carma pode predominar pelo lado bom ou pelo lado mau. Em ambos os casos, ele se materializará em novas vidas no plano físico.

No Plano Espiritual, essa condição carmática também refletirá no ambiente espiritual onde vá estacionar o espírito após o desencarne na Terra. Lá, o espírito medita e compreende a razão do seu estado. Quase sempre, formula planos para retomar a sua evolução em nova etapa de vida terrestre - nova vida. Quando não possui discernimento, o seu guia espiritual se encarrega de monitorar o seu retorno.

Sofrer na vida terrestre não é uma finalidade é a melhor condição para resgatar débitos contraídos. Resulta de uma carma acumulado em que predomina lições a serem aprendidas pelo resgate de males causados.

Não há lógica em sofrer e nem se pode pensar que alguém nasceu para sofrer. O carma não é estático, ele é dinâmico e deve ser conhecido, admitido e aceito. Essa aceitação já é indício e condição da evolução do entendimento do espírito. No mais é buscar a cura pelos meios disponíveis, físicos ou espirituais.

Teremos sempre um encontro com o nosso carma, mas não temos a obrigação de abraça-lo e com ele permanecer. Temos que cumpri-lo, passar por ele, como quem segue um caminho que precisa ser percorrido.










As dificuldades estão à nossa frente para superá-las. Em todo sofrimento haverá aprendizado útil para o ser.


O grão de trigo em toda a sua beleza e exuberância precisará ser esmagado e moído para se tornar em nobre alimento, ou seja, sofreu para se tornar algo melhor. O mesmo ocorre com o diamante que é cortado, facetado e polido para se tornar em joia preciosa.


O sofrimento tem a função de nos tornar melhores, mais compreensivos com as dificuldades alheias e mais solidários com o próximo.


Se aceitarmos o carma estaremos efetuando resgate e obtendo aprendizado, se não o aceitarmos, além de sofrer, continuaremos em débito do com o aprendizado nele contido e teremos que repetir toda a lição.


Com a ajuda divina, passaremos pelos nossos carmas e deles nos livraremos, agradecendo a Deus que as nossas faltas foram resgatadas e perdoadas.

sábado, 7 de janeiro de 2017

FRUTOS DO AMOR

Devido a uma formação religiosa inadequada, por herança de família, quase sempre estou propenso a aceitar que "os céus me castigam" com essa ou aquela doença, com este ou aquele problema ou mesmo pelo nascimento em meio social que me pareça inadequado.

Até a morte do corpo, que devia ser considerada etapa natural da vida terrestre, tememos e queremos que haja uma proteção de Deus para evita-la para nós e para os nossos familiares.

Sabemos que Deus tem todo o poder sobre as nossas vidas, por isso, nossa primeira reação diante de problemas inesperados, é debitar a Ele por todos os malefícios que nos atingem, inclusive pelos sonhos que não realizamos.

É mentira que nascemos do pecado e somos fruto do pecado. A única culpa que possamos carregar será por fatos de nossa própria autoria.

Como espíritos somos os filhos de Deus, nascidos do seu amor e destinados a obter a felicidade e a plena realização, mediante a aquisição dos conhecimentos e das virtudes que nos levarão às regiões celestiais de amor e paz.

Os corpos que ocupamos na Terra, também resultaram do amor que reuniu duas pessoas e da necessidade da nossa plena evolução.

Nada, em nossa vida, é obra do acaso e nem resulta de escolhas de Deus para premiar a uns e punir com "castigo do céu" a outros.

Nossas escolhas e nosso passado - nas muitas vidas que a eternidade nós dá - resultaram no que somos hoje e na realidade que desfrutamos sobre a Terra. Toda a culpa que possa constituir nossa bagagem espiritual, antes do nascimento, está em processo de expiação nas próprias vidas terrestres, mediante a Lei da Ação e Reação. Resgatamos para evoluir.

A ninguém podemos culpar por alguma infelicidade e só a nós mesmos devemos atribuir as conquistas de felicidade que nos abracem.

Nossa vida tem finalidade, com objetivos claros e executáveis. Ninguém estará se condenando à infelicidade eterna por qualquer ato ou coisa que faça, nessa etapa de vida terrestre.

Não há condenações eternas, sob qualquer pretexto.

A única verdade da qual não escaparemos é a de que evoluiremos por fruto do nosso livre arbítrio, custe isso cem, mil ou um milhão de vidas, nos planos físicos do Universo.

Claro que nas muitas vidas estaremos efetuando todos os resgates necessários das situações conflitivas com as quais causamos sofrimento e dor. Daí decorre que tais resgates podem nos impor  sofrimento e dor, por igual. 

Deve ficar claro que ações boas, apagam ações más. Assim, sofrimentos podem ser evitados com as boas ações, em todas as vidas.

Deus é amor, alegria e felicidade.

Caminhamos para Ele.


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