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Espírita - Brasil

sexta-feira, 31 de março de 2017

DÚVIDAS RELIGIOSAS

Em questão de religião, quem tem dúvidas e questionamentos, é uma pessoa em busca da verdade e do entendimento. Portanto, ter dúvidas é ser religioso. Não tê-las é ser indiferente ou fanático que não busca o esclarecimento. Um cego que não quer enxergar.

Quando Jesus disse aos seus discípulos "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" Ele ensinou que a verdade é um caminho pelo qual se caminha em busca do entendimento e da paz. Ele disse, também, que "Ele era o Caminho, a Verdade e a Vida". 

Não há aqui nenhum paradoxo. Alguém poderá pensar que se os discípulos já conheciam Jesus, já conheciam a verdade... entretanto, o Mestre também lhes afirmou que "Tinha muitas coisas para lhes ensinar, mas que eles ainda não estavam preparados".

Podemos deduzir que "conhecer" a pessoa de Jesus e aceitar o que ensinou, relativo ao que está narrado durante a vida de Jesus na Terra, não é a mesma coisa de conhecer toda a verdade, pois ele não Ele não ensinou toda a verdade. Reservou ensinamentos para o futuro, quando a humanidade estivesse melhor preparada para conhecer as verdades espirituais, os mundos ou realidades espirituais que compõem todo o Universo.

Duvidar e ser curioso é o princípio inteligente da busca do conhecimento e da verdade. 

Toda a ciência decorre da pesquisa e do estudo e, quanto mais dúvida e incerteza, melhor é o resulto de uma pesquisa ou estudo, já que nasce isenta de ideias preconcebidas.

A Dúvida, secundada pelo desejo do saber, é a mãe da sabedoria.

Quem não tem dúvidas ou é um SÁBIO ou é um IGNORANTE. 


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quinta-feira, 30 de março de 2017

DEBATE ENTRE AS RELIGIÕES

Eu não consigo compreender como as pessoas podem focar o fato de serem religiosas no desejo de debater e confrontar crenças e religiões. Parece até que o fato de adotar uma religião pressupõe uma certa necessidade de combater as demais religiões.

Eu sempre digo que a religião boa é aquela que lhe satisfaz, relativamente aos seus anseios de compreender a finalidade da vida terrestre e o destino da alma após a morte física.

Religião é uma questão particular para a vida de cada um. A religião deve significar um relacionamento entre a pessoa e Deus.

Afirmo, também, que toda a religião é boa, na medida em que torna o homem melhor nos seus atos e na sua relação social, além do fato, primordial, de que coloca o homem diante da eternidade da sua vida, criada imortal.

O que estranho é que possam as pessoas se esquecerem da paz e do conforto que lhes dá a sua religião, para alimentarem o conflito religioso, os quais, temos visto, costumam gerar, inclusive, guerras e genocídos.

Também não entendo o fato de quase todos os religiosos pretenderem impor suas religiões às demais pessoas, buscando, inclusive, dominar os poderes seculares dos países em que se manifestam, tudo com o intuito de impor as suas crenças nas Leis e Ordenações dos países.

Eu nunca me propus a discutir a fé de ninguém. Falo de religião, da minha fé, baseada nos princípios da Doutrina Espírita sem, no entanto, pretender que ela seja a única verdadeira à qual todos devam se adequar.

Não discuto religião, principalmente, quando as pessoas nem conhecem o princípio que combatem. Falam por ouvir falar.

Todas as religiões são caminhos para Deus. Acho que as pessoas que quiserem comparar religiões ou combater as que não são suas, devam conhecer os princípios de fé da religião que abordam. 

Geralmente, e o que mais acontece, é de uma pessoa querer combater uma religião sem haver lido nada dos princípios daquela crença. Às vezes não dominam, sequer, os fundamentos da sua própria religião, a qual defendem.

Religião é algo que deve alimentar a fé da pessoa que a professa. Por isso, é proveitosa para ele, trazendo-lhe paz para a vida presente e para a vida futura, fora da matéria.

Não é raro conhecer pessoas em que a religião para eles é um tormento, gera neles o medo de morrer e vivem repletos de culpa por não serem santos o suficiente. Amam a Deus a cuja presença gostariam de nunca comparecer.

A religião perfeita é a que lhe tira o medo de morrer e preenche a sua vida de paz e esperança.

Por isso, eu me alegro em SER ESPÍRITA!


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segunda-feira, 20 de março de 2017

DEUS NÃO TEM RAIVA

Eu pergunto: Deus tem raiva?

Já sei a sua resposta, ou resposta de quase todo mundo: Claro que não! Deus é amor e perdão. Ele não tem raiva de ninguém.

Alguém me perguntou: Como ficam os espíritos "as almas" dos ateus, quando morrem aqui no mundo físico? Respondi: Ficam como ficaremos todos nós quando deixarmos o corpo físico. Estaremos vivos no mundo espiritual, levando o mérito dos nossos atos bons e os ônus dos nossos atos maus.

Deus não tem raiva ou mágoa daqueles que não o conhecem!

Você tem raiva de quem não te conhece ou de quem nem sabe nem da sua existência?

Também aqui a resposta é não. Lógico, que mal lhe causou a pessoa que não te conhece? Nenhum. Que motivos você teria para ter raiva dela?

No plano espiritual só conta a bagagem que você leva, relativa ao bem ou ao mal que você praticou - regra que se aplica aos que acreditam em Deus e aos que não acreditam.

Deus nos dá a eternidade para a nossa evolução. Nesse tempo (ou falta de contagem alguma de tempo), vamos adquirir o conhecimento de quem somos e para onde vamos. Vamos evoluir.

Sobre o não aproveitamento de uma vida, temos que perceber que isso equivale a um aluno que repete de ano escolar. Simplesmente, ele vai repetir aquele ano e todas as suas matérias. O estudante teve ou terá desvantagens apenas com relação aos alunos que passaram de ano. Os pais e os professores vão lamentar o ano perdido, mas vão tentar recuperar o que se perdeu, como novo ensino e novo ano de estudo.

Um aluno que repete o ano apenas desaponta a expectativa dos seus pais e colegas, mas não passa a ser odiado por eles.

Se assim acontece entre os humanos, por que a reação Deus poderia ser pior quando sabemos que Ele é amor e perdão?

O ateu já ficou bastante prejudicado pela ausência de expectativas futuras, principalmente, quando colocado perante eventuais dores e sofrimentos da vida, por fatos que tenha que purgar. Sofre sem entender e sem solicitar auxílio espiritual.

A fé é um grande bem para quem a possui.

A oração é o maior presente que nos fornece a fato de termos fé. Todos temos um "anjo" protetor e ele nos conforta nas adversidades e nos "sopra" ao ouvido as melhores opções em cada momento ou decisão. Ele escuta o que conversamos com ele.

Não estamos sós, abandonados ao acaso ou à mercê da própria sorte.


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

RELIGIÃO MÍNIMA

Quase a maioria das pessoas vive bastante afastada do conceito de pessoas religiosas. Quer por descrer das religiões, quer por não se sentir bem com os rigores dos dogmas e orientações. Os rigores religiosos mais fastam do que incentivam os fiéis para o cultivo da própria religião.

Se uma pessoa está num meio religioso mas se sente incapaz de arcar com todas as responsabilidades atribuídas aos fiéis, muitas vezes, ela acaba se afastando daquele convívio, mesmo levando alguma culpa psicológica por essa decisão.

Eu, sendo espírita, afirmo que todas as religiões são boas pelo fato de que incentivam a prática do bem e, ainda, despertam a religiosidade que cada ser traz, inata, no seu íntimo. Olhando pela generalidade, todas as religiões foram criadas (estão sendo criadas) pelos homens, sob a ótica de "religar" o homem com a sua espiritualidade e torná-lo alguém melhor para a sociedade.

Abstraída a questão de escolher uma religião, quero escrever hoje sobre uma religião mínima. Suponhamos que alguém não se sinta bem em nenhuma das religiões existentes. Ao lado do item de não praticar nenhuma religião, o que seria adequado para esse alguém proceder, de forma que obtenha uma boa forma de viver e alcance quase os mesmos resultados de viver sob uma religião?

Vou expor a seguir uma opinião pessoal que está longe de ser uma orientação para a vida de quem quer que seja. Acima de tudo está o livre arbítrio de cada um.

Penso que uma religião mínima, afastada dos parâmetros das religiões existentes, no que respeita a templos e cultos, poderia conter os seguintes propósitos pessoais:

  • Tomada de consciência de que cada ser é um espírito espírito dotado de vida eterna e que vem ao plano físico para evoluir;
  • Conscientizar-se de que a vida não é uma sucessão de acasos;
  • Satisfazer a sua mente com o fato de que a melhor religião é a prática do bem e do amor, aí incluídos o perdão e a solidariedade humana;
  • Saber que vivemos num Universo inteligente onde todas as coisas e vidas estão em constante evolução;
  • Admitir que há um princípio inteligente que rege o Universo;
  • Saber que o nosso pensamento conversa com esse universo em que estamos imersos e cria realidades;
  • Saber que nascer, viver e morrer são partes de um mesmo conjunto e não muito diferentes entre si. Quem nasce aqui, morreu em outro lugar e, igualmente, quem morre aqui estará renascendo no mesmo lugar de onde veio;
  • Saber que temos a eternidade para nela realizarmos todos os nossos propósitos.

Pronto! Sem gurus, padres, pastores ou líderes e, principalmente, sem pagar valores materiais, os princípios acima já serão uma religião mínima para promover a evolução pessoal e para uma vida sem culpa.


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sábado, 18 de fevereiro de 2017

RECLAMAÇÕES

O ser humano está sempre propenso a reclamar de tudo e até a culpar outros pelas suas condições sociais. De alguma forma, sempre se lamenta com alguma depreciação sobre si mesmo, julgando-se inferior às outras pessoas ou outras vezes julgando merecer mais do que tem:

- Julga estar na família errada;
- Pensa ser a pessoa errada numa família;
- Aceita ou impões a pecha de "ovelha negra" da família;
- Aprecia o que outros produzem e vê "sem graça" o que faz;
- Acomoda-se em ter sido o melhor em alguma coisa;
- Não se acha merecedor de presentes ou elogios;
- Nunca acha lindas as próprias roupas ou sapatos;
- Dá grande destaque aos seus problemas e dificuldades;
- Nunca se julga merecedor da graça e do amor de Deus.

Muitos desses defeitos de análise e percepção decorrem de uma formação religiosa equivocada que nos ensina que nascemos em pecado, porque fomos (Adão e Eva) expulsos da presença de Deus, no Paraíso.

Fomos criados com total desconhecimento do sublime destino de todos os espíritos (ser-pessoa). Fomos criados imperfeitos para alcançar a perfeição por nosso próprio desenvolvimento. Todo erro representa tentativa. Não há punição, há obrigatoriedade de corrigir para aprender.

A religião nos impôs um DEUS QUE PUNE E CASTIGA, eternamente, em face de uma vida mínima e erros bizarros. Daí resulta que manifestamos total falta de entendimento da Justiça Divina. 

A vida é eterna e não conhece limitação - o tempo só existe no plano físico. A nossa eternidade, mediante muitas vidas físicas, será o próprio meio da aquisição do conhecimento que chegará até nós buscado, encontrado ou intuído, alargando as nossas percepções e acalmando o nosso existir, mediante as nossas próprias mudanças advindas de novas posturas psicológicas, diante dos atos e fatos das nossas vivências.

Somos especiais. Somos únicos. Nossas virtudes e defeitos apenas demonstram nosso atual grau de aprendizado e evolução. independente da nossa postura ou vontade, estamos sempre em evolução, aprendendo com erros e acertos. 

Deus nos ama mais do que nós mesmos nos amamos. Somos todos filhos amados.

Temos que eliminar nossa síndrome de "filho pródigo" rebelde que tem medo de voltar para casa, em razão de nossos erros e falhas. 

Deus nos espera amorosamente!

"Conhecereis a Verdade e a verdade vos libertará". Jesus.


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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Sofrimento e Carma

Muitas pessoas entendem que o espírito está na Terra para sofrer. Ainda que isso não seja verdade, muitas vezes esse é o resultado aparente de viver no plano físico.

Aqui nos retêm as lições que devemos aprender e, entre elas, se impõe o resgate de nossas ações passadas, mediante a vigência da Lei do Retorno das Ações, também chamada de carma.

O carma é a bagagem que o espírito carrega, com o propósito de resgatar o mal e ou usufruir o bem, em suas muitas vidas, físicas ou no plano etéreo.

É algo como a consciência ou uma identidade que é própria do espírito, já que resulta da vivência do livre arbítrio de cada um.

Todo espírito está dotado de vida eterna e tem meta por meta evoluir espiritualmente para ascender às realidades de felicidade e plena realização.

A evolução resultará do conhecimento e conscientização da dupla realidade do ser que se apresenta ora na forma humana e ora na forma espiritual (sem o corpo físico). Dentro desse conhecimento, é essencial adquirir virtudes e vivenciar o bem. 

A Terra é a grande escola do espírito.

Nossos atos praticados com livre arbítrio, geram consequências para o bem ou para o sofrimento, pois o carma pode predominar pelo lado bom ou pelo lado mau. Em ambos os casos, ele se materializará em novas vidas no plano físico.

No Plano Espiritual, essa condição carmática também refletirá no ambiente espiritual onde vá estacionar o espírito após o desencarne na Terra. Lá, o espírito medita e compreende a razão do seu estado. Quase sempre, formula planos para retomar a sua evolução em nova etapa de vida terrestre - nova vida. Quando não possui discernimento, o seu guia espiritual se encarrega de monitorar o seu retorno.

Sofrer na vida terrestre não é uma finalidade é a melhor condição para resgatar débitos contraídos. Resulta de uma carma acumulado em que predomina lições a serem aprendidas pelo resgate de males causados.

Não há lógica em sofrer e nem se pode pensar que alguém nasceu para sofrer. O carma não é estático, ele é dinâmico e deve ser conhecido, admitido e aceito. Essa aceitação já é indício e condição da evolução do entendimento do espírito. No mais é buscar a cura pelos meios disponíveis, físicos ou espirituais.

Teremos sempre um encontro com o nosso carma, mas não temos a obrigação de abraça-lo e com ele permanecer. Temos que cumpri-lo, passar por ele, como quem segue um caminho que precisa ser percorrido.










As dificuldades estão à nossa frente para superá-las. Em todo sofrimento haverá aprendizado útil para o ser.


O grão de trigo em toda a sua beleza e exuberância precisará ser esmagado e moído para se tornar em nobre alimento, ou seja, sofreu para se tornar algo melhor. O mesmo ocorre com o diamante que é cortado, facetado e polido para se tornar em joia preciosa.


O sofrimento tem a função de nos tornar melhores, mais compreensivos com as dificuldades alheias e mais solidários com o próximo.


Se aceitarmos o carma estaremos efetuando resgate e obtendo aprendizado, se não o aceitarmos, além de sofrer, continuaremos em débito do com o aprendizado nele contido e teremos que repetir toda a lição.


Com a ajuda divina, passaremos pelos nossos carmas e deles nos livraremos, agradecendo a Deus que as nossas faltas foram resgatadas e perdoadas.

sábado, 7 de janeiro de 2017

FRUTOS DO AMOR

Devido a uma formação religiosa inadequada, por herança de família, quase sempre estou propenso a aceitar que "os céus me castigam" com essa ou aquela doença, com este ou aquele problema ou mesmo pelo nascimento em meio social que me pareça inadequado.

Até a morte do corpo, que devia ser considerada etapa natural da vida terrestre, tememos e queremos que haja uma proteção de Deus para evita-la para nós e para os nossos familiares.

Sabemos que Deus tem todo o poder sobre as nossas vidas, por isso, nossa primeira reação diante de problemas inesperados, é debitar a Ele por todos os malefícios que nos atingem, inclusive pelos sonhos que não realizamos.

É mentira que nascemos do pecado e somos fruto do pecado. A única culpa que possamos carregar será por fatos de nossa própria autoria.

Como espíritos somos os filhos de Deus, nascidos do seu amor e destinados a obter a felicidade e a plena realização, mediante a aquisição dos conhecimentos e das virtudes que nos levarão às regiões celestiais de amor e paz.

Os corpos que ocupamos na Terra, também resultaram do amor que reuniu duas pessoas e da necessidade da nossa plena evolução.

Nada, em nossa vida, é obra do acaso e nem resulta de escolhas de Deus para premiar a uns e punir com "castigo do céu" a outros.

Nossas escolhas e nosso passado - nas muitas vidas que a eternidade nós dá - resultaram no que somos hoje e na realidade que desfrutamos sobre a Terra. Toda a culpa que possa constituir nossa bagagem espiritual, antes do nascimento, está em processo de expiação nas próprias vidas terrestres, mediante a Lei da Ação e Reação. Resgatamos para evoluir.

A ninguém podemos culpar por alguma infelicidade e só a nós mesmos devemos atribuir as conquistas de felicidade que nos abracem.

Nossa vida tem finalidade, com objetivos claros e executáveis. Ninguém estará se condenando à infelicidade eterna por qualquer ato ou coisa que faça, nessa etapa de vida terrestre.

Não há condenações eternas, sob qualquer pretexto.

A única verdade da qual não escaparemos é a de que evoluiremos por fruto do nosso livre arbítrio, custe isso cem, mil ou um milhão de vidas, nos planos físicos do Universo.

Claro que nas muitas vidas estaremos efetuando todos os resgates necessários das situações conflitivas com as quais causamos sofrimento e dor. Daí decorre que tais resgates podem nos impor  sofrimento e dor, por igual. 

Deve ficar claro que ações boas, apagam ações más. Assim, sofrimentos podem ser evitados com as boas ações, em todas as vidas.

Deus é amor, alegria e felicidade.

Caminhamos para Ele.


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