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Espírita - Brasil

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

VIDA CÁ, VIDA LÁ - Poesia do gênero Cordel


VIDA CÁ VIDA LÁ
 
Tudo vai ficar mais simples
Quando se compreender
Que passamos por estágios
Não há nascer nem morrer

          Por cada estágio ultrapassado
          Vai haver transformação
          Conhecimento se adquire
          E segue em frente à evolução

Ao decidir encarnar
E se houver a permissão
Ao embrião vai se ligar
Em delicada operação

          O perispírito é reduzido
          Ao tamanho do embrião
          Molécula a outra se liga
          Desde a concepção

Um bebê então seremos
E por criança vamos passar
A fase adulta atingiremos
E na velhice vamos chegar

          Esta velhice vem do corpo
          Que não vai mais agüentar
          Mais um passo então daremos
          E o corpo vamos deixar

Abandonamos então o corpo
E a outro plano regressar
E novamente como espírito
Em outra dimensão habitar

          Não paramos de crescer
          Seja cá, ou seja lá
          Não existe o morrer
          Há vida cá e vida lá

Medo da morte não tenha
Pois é apenas transformação
O espírito vai sobreviver
Em cada desencarnação

          Muitas vidas já vivemos
          Em outras tantas vamos estar
          Quando encarnados até sentimos
          Espíritos amigos a nos rondar

Anjos da guarda, sim, existem
E estão a nos guardar
São espíritos que nos velam
Seguem o nosso despertar

          Finda aquela encarnação
          É hora de regressar
          Como espírito, agora vamos
          Outra função desempenhar
 
Do outro lado não se fica
Só descansando a contemplar
Cada um tem sua função
Vai estudar e trabalhar

          A Deus um dia chegar
          É meta da evolução
          Como espírito se evolui
          Também na reencarnação

São níveis mui diferentes
Para nosso aprendizado
Sofrer na carne e sentir dor
É pra quem está encarnado

          Como espírito lá se vive
          Período de renovação
          Vai de novo ali viver
          Até a outra encarnação

Desenvolver inteligência
E moralmente se elevar
Ter equilíbrio e paciência
Até de novo encarnar

          Não é exclusivo da terra
          O fenômeno da encarnação
          Na Casa de meu Pai
          Há muitas moradas
          Disse Jesus num sermão

Progresso moral é mister
Além de muita elevação
Para ascender a outro mundo
Numa outra encarnação

          Conhecer mais e progredir
          Em cada nova encarnação
          Outros mundos, nova escola
          São degraus na ascensão

Além da vida e da morte
Foi de Deus a criação
Presenteando seus filhos
Deus nos deu intuição
E um dia lá chegaremos
Na grande celebração!!!

          E A VIDA CONTINUA...
              DEPOIS DE CÁ É A VEZ DE LÁ
                  E ALGUM TEMPO DEPOIS...
                       PARA CÁ VAMOS VOLTAR
                            E QUEM PROCURAR PELO FIM...
                                 O FIM NÃO VAI ENCONTRAR
                                      POIS VIVOS SEMPRE ESTAREMOS...
                                           ESTANDO LÁ OU ESTANDO CÁ

                                             FIM
                    (Ah, como fim não existe, até a próxima!)


                                                                               E...
                                                                       E quem sabe do outro lado
                                                                 Vamos nos reencontrar
                                                            Recantistas reunidos
                                                       Depois de desencarnar
                                                  Escrevendo e produzindo
                                             Ao espírito alimentar
                                        Para vir já bem melhor
                                   Quando for reencarnar!

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O autor é Médico Oftalmologista
Acesse: www.levimadeira.com.br
Site do Escritor: www.levimadeira.recantodasletras.com.br

Convido-te a ler meus outros poemas em cordel e deixar seus comentários se desejar!
Um abraço,
Levi

sábado, 29 de outubro de 2011

Saudades

Há dias em que a saudade insiste em furar o bloqueio das emoções imposto pelos afazeres e pelas prioridades de cada dia. Hoje amanheci com saudades do Jostemídio de Abreu e do José Maria Campos de Almeida, bons amigos hoje vivem distantes.

Saudades de quando nos reuníamos para orações e trabalhos espirituais. Saudade do atendimento conjunto, todos vibrando na mesma energia de amor trazida pelos queridos Guias e Mentores Espirituais.

Saudades da hora da comida, geralmente peixe, preparada com os excelentes dotes culinários da minha esposa Mimi, igualmente trabalhadora das reuniões espirituais.

Saudades dos "papos", deitados nas redes da varanda, depois do almoço, sob o vento nordeste, constante, na Praia de Atafona. Conversas espontâneas sobre as maravilhas da manifestação espírita e sobre  o conteúdo da Doutrina Espírita, revelações que complementam os ensinos deixados pelo Mestre Jesus.

Saudades do atendimento fraterno nas tardes de sábado e domingo e de ver as pessoas agradecidas pelo alívio recebido, principalmente as que ali chegaram carregadas e, ao final, saíam alegres e até dirigindo o próprio carro no qual foram trazidas.

Não é o caso de relatar os casos mais marcantes dessa atividade de curas do corpo e do espírito que ali eram obtidas. Nosso único préstimo era possibilitar o encontro de pessoas e espíritos onde se manifestasse a graça de Deus no alívio do sofrimento de algumas pessoas.

Valeu Jô. Valeu Zé Maria. Obrigado pela oportunidade de estar ao lado de vocês no aprendizado e na prática das coisas espirituais. Deus os abençoe.

Bem, a saudade continua por aqui já, agora, um pouco amenizada.

Abraço, queridos irmãos de fé, ideias e ideais.


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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Homenagem Póstuma a um homem simples

26-11-2011 HOMENAGEM PÓSTUMA A UM HOMEM SIMPLES

Foi um grande homem o João Custódio!  Eu o conheci no ano de 1981. Ele sempre viveu em Alto Caparaó. E eu sempre o vi como uma pessoa simples, de pouca escolaridade, mas que estampava no rosto o jeito amistoso das pessoas do interior de Minas Gerais.

Ele viveu e criou os seus filhos com os recursos da sua lida na lavoura do café, no manejo do gado e na preparação de madeira em sua pequena serraria e moinho de fubá. Os seus filhos podem muito se orgulhar do pai que tiveram.

No seu viver simples e honesto, O João Custódio também encontrou tempo e motivação para se dedicar ao interesse público de sua Comunidade, através da participação na vida política do Distrito de Alto Caparaó. 

Nesse contexto, exerceu mandato de Vereador Municipal e teve destacada participação na Criação e Consolidação do Município de Alto Caparaó, desmembrando do Município de Caparaó Novo, no qual exerceu funções de Vereador Municipal. Portanto, João Custódio viu nascer e florescer  a nossa, hoje, bela cidade de Alto Caparaó.

Nessa tarefa, este junto a outros "Desbravadores" que com igual louvor devem ser lembrados, como fato de Justiça, os seguintes: Sr. Ovídio Américo, Sr. Duca, Sr. Sr. Jonas Gomes, Sr. Acacíbio Gomes, Sr. Antonio Pereira Leite, Sr. Acacíbio Aguiar, Sr. Cornélio.

Nunca é demais lembrar que esses heróis-desbravadores, entre eles o Sr. João Custódio, empenharam a força dos próprios braços para rasgar na terra as primeiras estradas do nascente Povoado do Caparaó Velho. Eram vias precárias que, na estação chuvosa, se tornavam intransitáveis dificultando a chegada e a saida das pessoas, assim como tornava crítico o abastecimento dos gêneros de primeira necessidade. Foram tempos difíceis em que as mulas e os carros de bois se impuseram como fatores essenciais ao progresso do lugar. O Caparaó Velho ou Caparaó de Cima era a última parada para os que se aventuram nas Serras do Caparaó.


O João Custódio não está mais entre nós, mas ele estará sempre presente no amor e carinho dos seus filhos e netos e na saudade de quantos o conheceram e que sabem da sua importância para os primórdios da nossa Cidade de Alto Caparaó-Mg.  À Família enlutada o carinho Dessa Pequena Homenagem.  (Euleir Eller-28-10-2011)

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A CORRENTE DO BEM


Uma das coisas que mais me encanta no Espiritismo é a sua natureza essencialmente prática. Teoria e prática são faces da mesma moeda e igualmente importantes e necessárias.

Poucas pessoas fazem ideia da magnitude e do alcance do trabalho executado na Casa Espírita. O Espiritismo colocou lado a lado homens encarnados e espíritos, unidos numa corrente pelo bem, cujo trabalho resulta em proveito de ambos, através da caridade sendo praticada em ambos os lados.

O Centro Espírita não é apenas um lugar para estudos e preces. Nele se desenvolve um trabalho prático que envolve um  Mentor Espiritual e uma equipe de Espíritos, empenhados no tratamento e na cura dos distúrbios e enfermidades que envolvem, em sua origem, um componente espiritual.

A Casa Espírita pode estar fechada e, ainda assim, funcionar como verdadeiro Hospital Espiritual. Os encarnados que ali militam na vigília, podem retornar, mediante o desdobramento, enquanto o corpo descansa e dorme, e voltar à atividade ao lado dos irmãos do outro plano.

É muito comum que Espíritos em sofrimento sejam trazidos para tratamento na esfera da Terra. Aqui existe o ambiente energético mais compatível com o seu estado mental. São tratados e doutrinados nas nossas Casas Espíritas as quais se lhes afigura como um Pronto Socorro Espiritual.

Os homens que vivem despreocupados ou descrentes de sua espiritualidade podem, no futuro, quando já despidos do invólucro físico, viverem a condição de sofredores carentes de urgente auxílio espiritual. O Centro Espírita que hoje desdenham poderá, eventualmente, ser-lhes o único oásis no deserto de sofrimento em que habitem.

Bendita misericórdia de Deus que nos permite um trabalho tão edificante!


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DISPOSITIVOS MÓVEIS

A partir de hoje, a interface do Blog ESPIRITA GRAÇAS A DEUS está disponível para acesso por dispositivos móveis: 


www.espiritagracasadeus.blogspot.com 




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ANTE OS QUE PARTEM (Francisco Cândido Xavier/Emmanuel)


"Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.

Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.

Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima.

Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia, no ádito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram.

Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.

Também eles pensam e lutam, sentem a choram.

Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.

Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.

Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.

Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.

Tranqüiliza-te, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.

Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.

E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre o monte empedrado, mas ressuscitou aos Cânticos da manhã, no fulgor de um jardim."


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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

OS GUERRILHEIROS DA SERRA DO CAPARAÓ



GUERRILHEIROS DO ALTO CAPARAÓ (fato histórico):

Sr. Izaías Custódio Gomes - Vereador de Alto Caparaó-Mg:

Esta RELATO é para sugerir, por seu intermédio, que a Câmara Municipal preste homenagem ao evento histórico que teve por palco as terras do Município, com a ocorrência dos fatos políticos que vieram a ser denominados de “Guerrilha do Caparaó”. A intenção é que se nomeie algum logradouro público com o nome “GUERRILHEIROS DO CAPARAÓ”.  Anoto, como justificativa e esclarecimento, o seguinte:

“O Maciço do Caparaó já é uma parte muito querida do Território Brasileiro por nele abrigar o Pico da Bandeira, expressivo e sublime marco de cidadania nacional, e por constituir um dos mais belos parques nacionais, por decorrência da sua bela e rica natureza em fauna, flora e acidentes geográficos, expressos em lindos picos, exuberante vegetação, rios e quedas dágua.

Nos anos obscuros da Ditadura Militar ocorreu que um grupo de idealistas, dissidentes do regime, veio aqui parar, trazendo no coração os ideais do que entendiam ser o melhor para o País e para os brasileiros. Esse grupo e esse fato chamaram a atenção nacional para o nosso Caparaó, tornando-se parte da história do Município de Alto Caparaó.

A referência dessas lutas patrióticas deve constituir motivo de orgulho “histórico” para os aqui nascidos e, também, para os que elegeram esse “torrão” para viver e amar.

Já, anteriormente, essa Câmara de Vereadores tomou a iniciativa de conceder a honraria municipal “Moção de Aplauso” à tv SBT, que utilizou a sua novela “Amor e Revolução” para dar cores e realçar um pedaço da história da nossa Terra, referindo-se ao episódio da “Guerrilha do Caparaó”. O que se cogita, agora, é que sejam dignos de homenagem, também, os combatentes que constituem o fundo da história de que estamos tratando.

Não é o caso de debater sobre os homens que aqui se refugiaram fugindo aos rigores de um regime autoritário ou de discutir os méritos desses idealistas dispostos a empenhar a própria vida e a segurança de suas famílias para defender suas ideias. Também não é o caso de registrar que eles aqui encontraram um ambiente inóspito e inadequado para a sua luta e uma população indiferente aos seus ideais e que, apenas, encontrava motivos para, discretamente, vigia-los discretamente e manterem a polícia informada de seus movimentos.

Já nem é questão de discutir o mérito dos que aqui estiveram lutando por sonhos  e empenhando a própria vida na defesa das ideias. Longe se vai a realidade desses que pretendiam combater, em nossas serras, por um Brasil melhor. Trata-se, agora, apenas de reconhecer um fato histórico que deve ser lembrado e dignificado como tal. Esses homens chamados “Guerrilheiros do Caparaó” viveram ideais e lutaram por eles nas nossas serras.

Por isso, eu proponho, por seu intermédio e com a sua ajuda, que os nossos ilustres Vereadores Municipais de Alto Caparaó concedam honraria Municipal àqueles homens que o destino colocou na nossa história como homens que lutavam pelos ideais da plena Democracia Brasileira.

Um nome de logradouro PÚBLICO, em nossa Cidade, seria uma boa forma de eternizar a memória de um fato que já se vai perdendo na distância do tempo e do esquecimento. Seria, também, uma forma de avivar a memória histórica de Alto Caparaó. Tal logradouro criará mais um atrativo para o Turismo da nossa bela cidade.”

Cordialmente,
Euleir Eller 


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A REALIDADE DA FÉ



A REALIDADE DA FÉ E O FANATISMO RELIGIOSO

A fé é um sentimento, uma certeza que só existe no plano subjetivo de cada um. É, portanto, abstrata. Não tem materialidade. Não se expressa concretamente como algo físico e palpável.

No entanto, quando a fé preenche o nosso coração e se irradia como uma forte luz que ilumina tudo à nossa volta, ela se torna uma presença tão forte que quase podemos tocá-la como se concreta fosse. É dessa "fé-realidade" que quero falar hoje. A fé que preenche a nossa vida e transborda para a realidade da vida.

Todos apreciam uma pessoa de fé e a ela recorrem sempre que precisam de oração. Seja na pessoa de um padre, um pastor, um espírita, um benzedor ou um curandeiro.

É comum que as pessoas que têm fé queiram atrair outras pessoas para participarem do mesmo entendimento religioso. Entretanto, o que nasce como um fato aceitável pode, lamentavelmente, degenerar para o fanatismo e até provocar mortes e genocídios, como temos visto, inclusive, na nossa atualidade histórica.

O zelo religioso, sendo condição individual, deve conter-se no íntimo de quem o abriga. Nem Deus interfere na liberdade que Ele mesmo concedeu.

Se alguém decidir assumir um risco além do razoável Deus não a impedirá, mesmo que a morte seja a hipótese mais provável. Ora, se Deus permite a cada um agir como quiser, por que um fanático religioso poderia atribuir-se um direito maior que o de Deus?

Responderemos pelos nossos atos colhendo os bons ou os maus proveitos que deles resultarem.

Que a nossa fé brilhe como um farol na escuridão. É certo que ela produzirá as obras que a ela própria exaltarão.

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sábado, 22 de outubro de 2011

GUERRA SILENCIOSA

Imagine uma guerra ao seu redor. Agora imagine que essa guerra envolve apenas você porque os demais combatentes estão invisíveis. Pronto, você já configurou a guerra espiritual do bem contra o mal que se trava no campo subjetivo da sua mente.

Nessa guerra silenciosa em que somos o próprio campo de batalha e, também, os vencedores ou derrotados, quem decide a contenda somos nós mesmos. O livre arbítrio é o nosso grande general.

Nem nos damos conta de que os nossos atos e pensamentos são disputados por combatentes invisíveis. A cada momento, estamos ganhando ou perdendo pequenas batalhas que terão grande peso no resultado final dessa guerra.

Desse resultado dependerá nosso estado de sofrimento ou de felicidade após a "morte", enquanto aguardamos nova existência terrestre na busca da necessária evolução espiritual.

As filosofias religiosas apregoam o céu e o inferno como prêmio ou castigo para o final da existência terrena. Reduzem tudo a uma vida que pode até ser de 15-20 anos para definir a felicidade ou o sofrimento eternos.

Que contraste imaginar que a justiça dos homens costuma isentar de responsabilidades as pessoas com pouco discernimento pelo fator da idade - os "menores de idade"! Estaria a justiça humana sendo mais compassiva do que a justiça de Deus?

Como ficam os que morrem em plena menoridade? Seriam condenados por atos praticados quando nem discerniam sobre o bem e o mal ou conquistariam a felicidade eterna sem merecimento maior do que terem apenas vivido alguns anos?

Somos cerca de 6 bilhões de seres humanos em constante renovação e ampliação.  Desse total, poucos reuniriam os requisitos de “santidade” para irem para o céu e, assim, bilhões iriam para o inferno, continuamente. Parece até filme de terror. Fosse isso verdade e teríamos uma verdadeira produção “em série" para abastecer o inferno.

No entanto, a realidade é bem outra. Longe do que ensinam as igrejas, nós já vivemos na eternidade. O espírito caminha em constante aprendizado e em constante evolução. Se numa vida estaciona na prática do mal, noutra, reverte o quadro e retoma a caminhada.

Essa é a revelação espírita. Essa é a realidade espiritual. A alma evolui sempre traçando o seu próprio caminho. Para todas está reservado um final feliz. Se muitas vidas forem necessárias, muitas vidas nos concederá o Criador.

Amigos espirituais nos induzem à prática do bem no roteiro que nos deixou Jesus. Outros "amigos" nos insinuam o orgulho, o egoísmo e a vaidade. Eis aí como se trava a guerra entre o bem e o mal.

Cada um é livre para decidir.


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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

http://lubeheraborde.blogspot.com/2011/10/caixinha-de-beijos.html

CAIXINHA DE BEIJOS.

Muito lindo.

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As Consolações (Jesus)


AS CONSOLAÇÕES (Jesus)

Não se turbe o vosso coração,
Crede em Deus e crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas.
Se não fosse assim eu não lhes teria dito:
Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for e vos preparar lugar,
Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo,
Para que onde eu estiver estejais vós também.
Vós sabeis para onde vou e conheceis o caminho.
Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais,
Como podemos saber o caminho?
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Ninguém vem ao Pai senão por mim.
Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai;
E já desde agora o conheceis e o tendes visto.
Disse-lhe Filipe:
Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.
Disse-lhe Jesus:
Estou há tanto tempo convosco e não me tendes conhecido?
Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?
As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo,
Mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
Crede-me que estou no Pai e o Pai está em mim;
Crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim
Também fará as obras que eu faço,
E as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei,
Para que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Se me amais, guardai os meus mandamentos.
Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador,
Para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber,
Porque não o vê nem o conhece, mas vós o conheceis,
Porque habita convosco e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós.
Ainda um pouco e o mundo não mais me verá,
Mas vós me vereis: porque eu vivo e vós vivereis.
Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai
E vós em mim e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda
Esse é o que me ama.
Aquele que me ama será amado de meu Pai,
Eu o amarei e me manifestarei a ele.
Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor,
De onde vem que te hás de manifestar a nós
E não ao mundo?
Jesus respondeu e lhe disse:
Se alguém me ama, guardará a minha palavra,
E meu Pai o amará e viremos para ele e faremos nele morada.
Quem não me ama não guarda as minhas palavras.
Ora, a palavra que ouvistes não é minha,
Mas do Pai que me enviou.
Tenho-vos dito isto, estando convosco,
Mas o Consolador - o Espírito Santo -
Que o Pai enviará, em meu nome,
Esse vos ensinará todas as coisas.
Ele vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.
Não a dou como o mundo a dá.
Não se turbe o vosso coração nem se atemorize.
Ouvistes que eu vos disse: Vou e venho para vós.
Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse:
Vou para o Pai. Porque meu Pai é maior do que eu.
Eu vos digo, agora, antes que aconteça,
Para que, quando acontecer, acrediteis.
Já não falarei muito convosco,
Porque se aproxima o príncipe deste mundo.
Ele nada tem em mim.
Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai
E que faço como o Pai me mandou.

(Vide o texto em João 14)



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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Roteiro da Vida.

É isso mesmo! A vida é como uma novela dessas que passam na TV. Quantas vezes você mesmo deve ter dito: A minha vida daria uma novela!

Uma novela obedece a um roteiro pré-definido, no entanto, o "scrip" muda com o desenvolvimento da trama. A história vai se adequando ao gosto e à aceitação do público espectador. Impedimentos e imprevistos reais também influem na história e na vida dos personagens. Se um ator adoece, a personagem sai para uma viagem... e tudo se organiza.

Assim é vida de cada um de nós. Quando encarnamos já trazemos o roteiro elaborado com as nossas necessidades nessa existência. Esse roteiro foi estudado, aceito ou até solicitado por nós e, normalmente, visa o resgate dos débitos e a nossa evolução espiritual.

Embora que o cenário e ambientação sejam adequados ao roteiro, o esquecimento dos propósitos iniciais ocorre para que o exercício do livre arbítrio seja pleno e cada ato seja uma decisão do espírito encarnado, aí residindo o mérito das boas ações e das virtudes alcançadas, bem como, a total responsabilidade pelo mal praticado.


Não somos marionetes  manipuladas por alguém. A cada ato e a cada cena interferimos com a nossa vontade - o livre arbítrio - o qual, nem sempre se conforma com os compromissos originalmente assumidos. É aí que os sentidos podem assumir o controle e desviar-nos daquilo que considerávamos essencial e prioritário  a realizar, antes de iniciar essa existência terrestre.

Quem viu na riqueza, de vida anterior, uma dificuldade para a elevação do espírito, escolhe, na nova vida, vivenciar a pobreza porque assim lhe parece mais mais fácil progredir.  Se para outros a beleza física ou a elevada inteligência se tornaram fatores prejudiciais, escolhem a limitação desses dotes para evitar um novo descaminho. Também, os que nascem mutilados ou deficientes cumprem o resgate de males passados causados a outrem ou ao seu próprio corpo físico.

Em tudo e por tudo, impera a misericórdia e a justiça divina concedendo a cada um uma nova oportunidade para reparar seus erros e faltas, os quais, de outro modo, permaneceriam como causa de infelicidade na vida espiritual.

Obter resultados piores do que os pretendidos podem invalidar toda uma vida física. Nesse caso, uma nova programação precisará ser  elaborada. É quando se diz que o espírito está estacionário. Não regride mas, também, não progride.

Os que culpam a Deus por seus sofrimentos poderão ter que vivenciá-los, repetidamente, até que aceitem fazer o resgate que lhes impõe a Lei do Retorno das ações - o carma. Deus não cria o sofrimento para castigar alguém. Cada um atrai o sofrimento para si quando pratica o mal. Cada um sofre o mal que causou a outros. É a lei.

O destino fatal não existe. Existe apenas o roteiro aceito antes de iniciar a vida física na Terra. Nesse roteiro é que se deve fixar o nosso entendimento e a nossa aceitação. Precisamos preenchê-lo com as boas ações e com o acúmulo de virtudes, valores que seguirão conosco na volta ao lar espiritual.


Ninguém vai nos julgar ou cobrar o cumprimento desse roteiro, mas ficaremos bem desapontados ao regressar de mãos vazias após uma viagem perdida - uma "vida" desperdiçada.



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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O EXÍLIO DO JAGUAR: Resistindo às mudanças

O EXÍLIO DO JAGUAR: Resistindo às mudanças



Os maiores problemas de nossas vidas enfrentamos quando resistimos às mudanças. Temos a tendência natural de nos acomodar e tentar manter as situações aparentemente estáveis e fazer com que nossos desejos e nosso “querer” sejam mais fortes que o caminho natural já traçado pelo nosso espírito em nossa programação pré-encarnatória.

Os sinais da necessária mudança nos chegam, a intuição grita por dentro, mas insistimos, nos justificamos e “queremos” manter aquilo que já foi superado em nossa trajetória. Questionamos nosso orgulho disfarçado em uma pretensa dignidade, alegamos nossas necessidades materiais mascaradas pela vaidade...

Click  no link acima para ler toda a matéria.




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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

VIEMOS DO CÉU...

Somos “seres espirituais”. Somos espíritos imortais: velhos habitantes do Plano Espiritual. Viemos para a Terra para aprender e evoluir. 

Sim, poderíamos afirmar que viemos do céu, desde que se entenda por céu, apenas, o plano superior da existência e não a noção de "paraíso".

Andamos esquecidos da nossa “eternidade”. 

Encarnados. adotamos o pensamento de que os 80 a 100 anos, que passamos na vida física, são a nossa verdadeira vida. Esquecemos que a vida eterna não pode ser medida nem por bilhões ou trilhões dos nossos anos. Iludimo-nos pensando que esse pequeno lapso de tempo, da vida terrestre, é mais importante do que a nossa eternidade.

Nesse errôneo ponto de vista, vivemos para usufruir o máximo que pudermos. No afã de nos tornarmos campeões em tudo - beleza, poder, popularidade e riqueza - colocamos em um segundo plano tudo o que se refere ao nosso existir espiritual. Cultuamos o corpo quando devíamos cultuar o espírito imortal, que é o nosso verdadeiro "eu".


Falar de Deus ou da sobrevivência  da alma é quase vergonhoso e, para muitos, até impróprio.

Difícil entrever o “amar a Deus sobre todas as coisas” em nossa realidade. Amamos mais o dinheiro, o poder, as propriedades, a aparência e a satisfação dos prazeres.

O que nos ensinaram em termos de religião resultou em retirar Deus do íntimo do nosso ser e coloca-lo num patamar quase impossível de ser alcançado. 

Toda a religião passou a focar a sua existência no medo e na culpa do ser humano, ao invés de focar na esperança, no amor e no perdão. Impuseram ao homem, falho, a obrigação de uma santidade impossível de ser alcançada aqui na Terra e, principalmente, numa só existência, muitas vezes de pouquíssima duração.

Deus e o Paraíso ficaram reservados para os “santos”. Ao pecador, que luta contra suas imperfeições, destinaram as penas do inferno. 

Fazem parecer que Deus tem prazer em continuar criando bilhões de seres para recolher alguns em felicidade e destinar os bilhões - continuamente criados - fluindo, diretamente, para o sofrimento eterno.

Nesse caso, não seria a criação do homem um empreendimento falido?

Eis que o Espiritismo vem lançar luzes sobre o aparente impasse:


  • Todas as almas alcançarão a glória e a felicidade;
  • A purificação se dará pelo buril do tempo, no existir da eternidade;
  • O livre arbítrio que levou homem para longe de Deus será ele mesmo que o trará de volta;
  • Para o longo aprendizado estão reservadas muitas vidas e muitas experiências; 
  • Será longa a jornada até que o ódio se transforme em amor, o orgulho em humildade e as impurezas em virtudes;
  • Deus nunca abandona os seus filhos;
  • Os Mestres Espirituais estarão a postos, por todo o caminho, para dar o suporte a todos que o solicitarem.




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