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Espírita - Brasil

sábado, 22 de outubro de 2011

GUERRA SILENCIOSA

Imagine uma guerra ao seu redor. Agora imagine que essa guerra envolve apenas você porque os demais combatentes estão invisíveis. Pronto, você já configurou a guerra espiritual do bem contra o mal que se trava no campo subjetivo da sua mente.

Nessa guerra silenciosa em que somos o próprio campo de batalha e, também, os vencedores ou derrotados, quem decide a contenda somos nós mesmos. O livre arbítrio é o nosso grande general.

Nem nos damos conta de que os nossos atos e pensamentos são disputados por combatentes invisíveis. A cada momento, estamos ganhando ou perdendo pequenas batalhas que terão grande peso no resultado final dessa guerra.

Desse resultado dependerá nosso estado de sofrimento ou de felicidade após a "morte", enquanto aguardamos nova existência terrestre na busca da necessária evolução espiritual.

As filosofias religiosas apregoam o céu e o inferno como prêmio ou castigo para o final da existência terrena. Reduzem tudo a uma vida que pode até ser de 15-20 anos para definir a felicidade ou o sofrimento eternos.

Que contraste imaginar que a justiça dos homens costuma isentar de responsabilidades as pessoas com pouco discernimento pelo fator da idade - os "menores de idade"! Estaria a justiça humana sendo mais compassiva do que a justiça de Deus?

Como ficam os que morrem em plena menoridade? Seriam condenados por atos praticados quando nem discerniam sobre o bem e o mal ou conquistariam a felicidade eterna sem merecimento maior do que terem apenas vivido alguns anos?

Somos cerca de 6 bilhões de seres humanos em constante renovação e ampliação.  Desse total, poucos reuniriam os requisitos de “santidade” para irem para o céu e, assim, bilhões iriam para o inferno, continuamente. Parece até filme de terror. Fosse isso verdade e teríamos uma verdadeira produção “em série" para abastecer o inferno.

No entanto, a realidade é bem outra. Longe do que ensinam as igrejas, nós já vivemos na eternidade. O espírito caminha em constante aprendizado e em constante evolução. Se numa vida estaciona na prática do mal, noutra, reverte o quadro e retoma a caminhada.

Essa é a revelação espírita. Essa é a realidade espiritual. A alma evolui sempre traçando o seu próprio caminho. Para todas está reservado um final feliz. Se muitas vidas forem necessárias, muitas vidas nos concederá o Criador.

Amigos espirituais nos induzem à prática do bem no roteiro que nos deixou Jesus. Outros "amigos" nos insinuam o orgulho, o egoísmo e a vaidade. Eis aí como se trava a guerra entre o bem e o mal.

Cada um é livre para decidir.


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