Quem sou eu

Minha foto
Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religião. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Espiritismo é religião ou Ciência Filosófica?

Religião ou Filosofia?

Essa é uma pergunta que divide os que aderem aos ensinamentos do espiritismo.

Na verdade, há conteúdo para as duas vertentes - religião ou filosofia.

Seria fácil nomeá-lo como religião já que se ocupa da transcendência da vida terrestre, focando a continuação da mesma vida no plano espiritual, ou seja, ele cuida do que seria religião e vai mais além para dizer da vida do espírito, após a morte terrestre, em toda a sua plenitude existencial, no que concerne a relacionamentos e futuros desdobramentos. Esses são aspectos adequados à religião.

Adotando o enfoque da filosofia, pode-se dizer que toda a revelação sobre a origem da vida humana, sua razão e finalidade, assim como, toda a explicação das condições da vida humana - tão diferentes entre uns e outros seres humanos - seria uma resposta e uma descoberta-explicação para as indagações humanas que se perdem nos séculos do tempo, contado no nosso planeta.

Como ponto de vista pessoal, gosto de afirmar que o Espiritismo não veio como nova religião, pela simples razão de que as suas revelações são adequadas a todas as vertentes religiosas. Os Espíritos Superiores não escolheriam "criar" uma nova religião, por que eles mesmos, quando viveram sobre a Terra, praticaram religiões diferentes e muitos a elas dedicaram a sua vida terrestre.

O que é preciso ter em mente é que ESPÍRITO SUPERIOR não tem religião, ele tem a verdade da criação - DEUS - e a realidade de todos os espíritos e homens, que são caminhantes para a perfeição, num retorno para Deus.

Eu acredito mesmo que nem haveriam novas revelações se o propósito fosse criar uma nova religião, pois eles, os espíritos esclarecidos, sabem que o crescimento espiritual decorre da aquisição e prática das virtudes, o que não se restringe a uma só religião.

Todos os Espíritos Superiores são unânimes em afirmar que quem praticou o espiritismo na vida terrestre não goza, por essa razão, de qualquer privilégio ao ingressar no Plano Espiritual. Lá só se conta o progresso espiritual alcançado, o qual se mede pela Vibração Espiritual que apresenta cada ser.

Segundo essa vibração, o espírito será atraído para a "morada celeste" que lhe guarda afinidade. Lá se separa o joio do trigo. Tudo sem julgamentos ou condenações. Os que fizerem jus habitarão lugares felizes, os que permaneceram em baixa vibração espiritual habitarão lugares menos felizes ou, até, lugares de sofrimento.

Lembrando, sempre, que todos receberão novas oportunidades - novas vidas físicas para que possam trabalhar o seu crescimento espiritual.

O ponto ideal seria que as revelações espíritas fossem absorvidas pelas religiões, modificando-se elas no que fosse necessário, para que se adequassem aos "novos ensinamentos que Jesus postergou para o futuro".

O Espiritismo nasceu puro, sem templos, sem dogmas, sem sacramentos, sem artigos de fé que não possam ser discutidos e, principalmente, sem hierarquias religiosas, portanto, fico com a posição de que o Espiritismo não é uma nova religião.

Até o termo "espiritismo" surgiu após as revelações dos Espíritos Superiores e, portanto, não foi ditado por esses mensageiros de Deus.


.-.-.-.-.-.-.-.


sexta-feira, 31 de março de 2017

DÚVIDAS RELIGIOSAS

Em questão de religião, quem tem dúvidas e questionamentos, é uma pessoa em busca da verdade e do entendimento. Portanto, ter dúvidas é ser religioso. Não tê-las é ser indiferente ou fanático que não busca o esclarecimento. Um cego que não quer enxergar.

Quando Jesus disse aos seus discípulos "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" Ele ensinou que a verdade é um caminho pelo qual se caminha em busca do entendimento e da paz. Ele disse, também, que "Ele era o Caminho, a Verdade e a Vida". 

Não há aqui nenhum paradoxo. Alguém poderá pensar que se os discípulos já conheciam Jesus, já conheciam a verdade... entretanto, o Mestre também lhes afirmou que "Tinha muitas coisas para lhes ensinar, mas que eles ainda não estavam preparados".

Podemos deduzir que "conhecer" a pessoa de Jesus e aceitar o que ensinou, relativo ao que está narrado durante a vida de Jesus na Terra, não é a mesma coisa de conhecer toda a verdade, pois ele não Ele não ensinou toda a verdade. Reservou ensinamentos para o futuro, quando a humanidade estivesse melhor preparada para conhecer as verdades espirituais, os mundos ou realidades espirituais que compõem todo o Universo.

Duvidar e ser curioso é o princípio inteligente da busca do conhecimento e da verdade. 

Toda a ciência decorre da pesquisa e do estudo e, quanto mais dúvida e incerteza, melhor é o resulto de uma pesquisa ou estudo, já que nasce isenta de ideias preconcebidas.

A Dúvida, secundada pelo desejo do saber, é a mãe da sabedoria.

Quem não tem dúvidas ou é um SÁBIO ou é um IGNORANTE. 


.-.-.-.-.-.-.-.

quinta-feira, 30 de março de 2017

DEBATE ENTRE AS RELIGIÕES

Eu não consigo compreender como as pessoas podem focar o fato de serem religiosas no desejo de debater e confrontar crenças e religiões. Parece até que o fato de adotar uma religião pressupõe uma certa necessidade de combater as demais religiões.

Eu sempre digo que a religião boa é aquela que lhe satisfaz, relativamente aos seus anseios de compreender a finalidade da vida terrestre e o destino da alma após a morte física.

Religião é uma questão particular para a vida de cada um. A religião deve significar um relacionamento entre a pessoa e Deus.

Afirmo, também, que toda a religião é boa, na medida em que torna o homem melhor nos seus atos e na sua relação social, além do fato, primordial, de que coloca o homem diante da eternidade da sua vida, criada imortal.

O que estranho é que possam as pessoas se esquecerem da paz e do conforto que lhes dá a sua religião, para alimentarem o conflito religioso, os quais, temos visto, costumam gerar, inclusive, guerras e genocídos.

Também não entendo o fato de quase todos os religiosos pretenderem impor suas religiões às demais pessoas, buscando, inclusive, dominar os poderes seculares dos países em que se manifestam, tudo com o intuito de impor as suas crenças nas Leis e Ordenações dos países.

Eu nunca me propus a discutir a fé de ninguém. Falo de religião, da minha fé, baseada nos princípios da Doutrina Espírita sem, no entanto, pretender que ela seja a única verdadeira à qual todos devam se adequar.

Não discuto religião, principalmente, quando as pessoas nem conhecem o princípio que combatem. Falam por ouvir falar.

Todas as religiões são caminhos para Deus. Acho que as pessoas que quiserem comparar religiões ou combater as que não são suas, devam conhecer os princípios de fé da religião que abordam. 

Geralmente, e o que mais acontece, é de uma pessoa querer combater uma religião sem haver lido nada dos princípios daquela crença. Às vezes não dominam, sequer, os fundamentos da sua própria religião, a qual defendem.

Religião é algo que deve alimentar a fé da pessoa que a professa. Por isso, é proveitosa para ele, trazendo-lhe paz para a vida presente e para a vida futura, fora da matéria.

Não é raro conhecer pessoas em que a religião para eles é um tormento, gera neles o medo de morrer e vivem repletos de culpa por não serem santos o suficiente. Amam a Deus a cuja presença gostariam de nunca comparecer.

A religião perfeita é a que lhe tira o medo de morrer e preenche a sua vida de paz e esperança.

Por isso, eu me alegro em SER ESPÍRITA!


.-.-.-.-.-.-.-.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

RELIGIÃO MÍNIMA

Quase a maioria das pessoas vive bastante afastada do conceito de pessoas religiosas. Quer por descrer das religiões, quer por não se sentir bem com os rigores dos dogmas e orientações. Os rigores religiosos mais fastam do que incentivam os fiéis para o cultivo da própria religião.

Se uma pessoa está num meio religioso mas se sente incapaz de arcar com todas as responsabilidades atribuídas aos fiéis, muitas vezes, ela acaba se afastando daquele convívio, mesmo levando alguma culpa psicológica por essa decisão.

Eu, sendo espírita, afirmo que todas as religiões são boas pelo fato de que incentivam a prática do bem e, ainda, despertam a religiosidade que cada ser traz, inata, no seu íntimo. Olhando pela generalidade, todas as religiões foram criadas (estão sendo criadas) pelos homens, sob a ótica de "religar" o homem com a sua espiritualidade e torná-lo alguém melhor para a sociedade.

Abstraída a questão de escolher uma religião, quero escrever hoje sobre uma religião mínima. Suponhamos que alguém não se sinta bem em nenhuma das religiões existentes. Ao lado do item de não praticar nenhuma religião, o que seria adequado para esse alguém proceder, de forma que obtenha uma boa forma de viver e alcance quase os mesmos resultados de viver sob uma religião?

Vou expor a seguir uma opinião pessoal que está longe de ser uma orientação para a vida de quem quer que seja. Acima de tudo está o livre arbítrio de cada um.

Penso que uma religião mínima, afastada dos parâmetros das religiões existentes, no que respeita a templos e cultos, poderia conter os seguintes propósitos pessoais:

  • Tomada de consciência de que cada ser é um espírito espírito dotado de vida eterna e que vem ao plano físico para evoluir;
  • Conscientizar-se de que a vida não é uma sucessão de acasos;
  • Satisfazer a sua mente com o fato de que a melhor religião é a prática do bem e do amor, aí incluídos o perdão e a solidariedade humana;
  • Saber que vivemos num Universo inteligente onde todas as coisas e vidas estão em constante evolução;
  • Admitir que há um princípio inteligente que rege o Universo;
  • Saber que o nosso pensamento conversa com esse universo em que estamos imersos e cria realidades;
  • Saber que nascer, viver e morrer são partes de um mesmo conjunto e não muito diferentes entre si. Quem nasce aqui, morreu em outro lugar e, igualmente, quem morre aqui estará renascendo no mesmo lugar de onde veio;
  • Saber que temos a eternidade para nela realizarmos todos os nossos propósitos.

Pronto! Sem gurus, padres, pastores ou líderes e, principalmente, sem pagar valores materiais, os princípios acima já serão uma religião mínima para promover a evolução pessoal e para uma vida sem culpa.


.-.-.-.-.-.-.-.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

VERDADES ESPIRITUAIS - MEDO DE QUÊ?

VERDADES ESPIRITUAIS

A verdade deve ser parte obrigatória da doutrina de qualquer religião. Se uma verdade foi trazida à luz, pelo conhecimento ou pela revelação, ela deve ser incorporada ao patrimônio da doutrina religiosa, sob pena de a religião transformar-se em fanatismo descompromissado com ensinos verdadeiros.

É por esse ângulo que eu penso que as religiões deveriam ser moldadas no dia-a-dia da ciência, da lógica e do novo conhecimento espiritual revelado.

Não deve haver conflito entre religião e ciência. Não há lógica em negarem-se mutuamente. Todos os conhecimentos devem se somar para mais se aproximarem da verdade total.

Qual a vantagem para o progresso humano em manter-se conceitos estáticos se o mundo todo é EVOLUÇÃO?  Tudo evolui. Tudo se transforma. Vida é transformação. E, nesse passo, conhecimento é transformação.  O que ontem foi tomado como verdade, hoje já não se o admite como tal.

As próprias religiões cristãs foram criadas numa época em que a TERRA era tida como centro do universo e obra prima do Criador. O conhecimento se multiplicou por milhões de vezes e qualquer criança sabe hoje que não é assim.

Se sabemos de seres humanos que viveram há 30.000 anos, por que aferrar-se à ideia de Adão e Eva como primeiros seres humanos, os quais viveram há 6.000 anos, apenas?

Se os dinossauros foram extintos há milhões de anos... por que as religiões insistem no tema da criação dos mesmos, nos mesmos tempos de Adão...

Mais lúcido seria reformar os códigos religiosos para adequá-los à ciência e à lógica, no que for pertinente.

Jesus esteve conosco há 2.000 anos. Ele afirmou que teria muito para ensinar e que não poderia faze-lo, naquela época, porque a humanidade não estava preparada. Isso posto, cabe a pergunta: Por que as religiões continuam com os mesmos fundamentos-ensinos da época em a humanidade não estava preparada? Por que as religiões não incorporam às suas doutrinas os novos conhecimentos espirituais? Que interesse há em omiti-los e até em combate-los?

De que as religiões têm medo?

A Doutrina Espírita não veio ao mundo para criar nova religião. Ela veio para esclarecer e complementar os ensinos de Jesus.  Ela, apenas,   rasga o véu dos mistérios a todos mostrando o Mundo Espiritual em sua realidade eterna, onde vivem todos os espíritos.

O espiritismo lança luzes sobre o que ocorre após a passagem pelo túmulo terrestre. Apenas isso!


.-.-.-.-.-.-.-.

domingo, 8 de novembro de 2015

O Autor da Minha História

Os anos de nossas vidas são mais facilmente lembrados por nossas lutas e vitórias, naquele período. Muitas dessas vitórias, tão importantes, naquele momento, serão pulverizadas no passar dos tempos e se tornarão vagas lembranças, possíveis de vir à mente por fatos similares ou por velhas fotografias. A grande vitória de ganhar o diplominha e o primeiro livro, por havermos aprendido a ler, a vitória sobre o medo de afogar ao ter aprendido a nadar, a vitória no time da escola com os pais na arquibancada aplaudindo o pequeno atleta, tudo se ofusca diante de fatos mais importantes ou de fatos mais atuais e necessários.

Nossa vida é esse filme de muitas histórias que começam e acabam, intermitentemente, dando lugar a novos objetivos e novos desafios. A vida presente é reflexo, resultado  ou consequência dos fatos do passado. Viver é construir um presente que será o molde da vida futura. O mais importante. agora, é?

estarmos cientes de que somos o AUTOR DA NOSSA PRÓPRIA HISTÓRIA, isto é: Estamos escrevendo a nossa história daqui para frente e, assim, podemos modificar rumos, objetivos e  ideais. Podemos corrigir e melhorar o que até ocorreu nessa história. Podemos projetar um futuro de mais e melhores conquistas. A nossa história é a história da nossa própria evolução como espíritos imortais.

Temos o passado é referência e o futuro para viver o que hoje projetarmos e construirmos os necessários alicerces. O final da história pode ser o que quisermos e Essa é uma história cujo final será o que quisermos.  Como afirmou Chico Xavier "ninguém pode modificar o passado, mas pode modificar o futuro para construir um novo final".

Viver bem, construindo paz e amor para si e para todos é a correta religião que nos sintonizará com Deus. Os rótulos religiosos não importam, quando o quesito é caminhar para Deus.

Junto com a presente vida física, recebemos um roteiro - gravado em nossa consciência - elaborado para a nossa evolução espiritual. Entretanto, acima de qualquer roteiro, desejo ou pretensão, está o nosso livre-arbítrio. Gozamos de plena liberdade de escolha de como viver e o que fazer.  Essa liberdade de ação é o que valoriza nossas vitórias e conquistas. Ao nascer, recebemos todas as condições - lugares, pessoas, condição social - necessários ao nosso empreendimento de viver e vencer. Mas recebemos, também, a liberdade de construir (escrever) qualquer história de vida que quisermos.

Referimos como vidas as diversas etapas da vida única do espírito. No conjunto dessas etapas, teremos vivido vidas com derrotas e vidas vitoriosas, as quais constituem a história da caminhada da alma para Deus, em tudo incluídos o resgate de erros do passado e o constante aprendizado e evolução do espírito.




É nesse contexto que vamos caminhando para Deus, resgatando fatos equivocados do passado, num aprendizado presente e constante, diante do qual vamos construindo o nosso futuro.


terça-feira, 1 de abril de 2014

OS QUE PROCURAM

OS QUE PROCURAM por uma religião: Não a encontrarão Espiritismo.

- O Espiritismo é um Conjunto de Conhecimentos - Verdades Espirituais - que abrange a vida do homem, Espírito encarnado na Terra e, também, a vida do Espírito, após a morte do corpo terrestre.

OS QUE PROCURAM salvação, sem esforço próprio: Não encontrarão apoio no Espiritismo.

- O "Céu" do Espiritismo só será alcançado pela evolução espiritual, aí considerados a reforma íntima, a aquisição das virtudes, a prática do bem e o resgate dos erros e falhas ocorridos em todas as "vidas".

OS QUE PROCURAM Perdão sem a devida reparação dos danos causados, estarão equivocados se o buscarem Espiritismo.

- O Espiritismo entende Como Perdão de Pecados, o Fato atinente à maldade neles contida. A Reparação da culpa será sempre necessária para atender à Justiça Divina, decorrente do livre arbítrio de cada Espírito - Lei do Retorno das Ações.

OS QUE PROCURAM vida sem responsabilidade espiritual: Não encontrarão tal facilidade no Espiritismo.

- Além da reforma íntima, o Espiritismo requer vida responsável e solidariedade humana, pela prática da Caridade, fatores necessários para a evolução espiritual do Ser.





.-.-.-.-.-.-.-.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Deus no Imaginário Humano

O Deus assemelhado à figura humana - um velho senhor de barbas e cabelos brancos, ora figurando um ser poderoso, ora um juiz, ora um profeta, ora um pastor amoroso e até, por vezes, um senhor rígido, cruel e vingativo - não passa de figuração da mente infantil da humanidade, sempre requerendo uma imagem ou um desenho para reter e fixar idéias.

Essa figuração surge com a lenda da criação, no Jardim do Éden, e continua com a intervenção dos muitos espíritos que deixaram suas marcas no Velho Testamento, presentes na  trajetória e saga dos Judeus, desde a vida de Adão e Eva até aos tempos da encarnação do Mestre Jesus.

De fato, o Deus Guerreiro e vingativo do Velho Testamento assemelha-se a um homem poderoso, seletivo e ciumento, pois que escolheu a um povo para proteger e guiar, a ele admitindo o massacre e a conquista dos outros povos, aceita, inclusive, a escravidão dos vencidos, como era de costume nessas eras passadas.

É certo que tais escolha e rejeição se modificam no relato do Novo Testamento, quando surge a Doutrina Cristã que adota o amor Universal de Deus, essa mais condizente a um Deus Único e Bom. Entretanto, não houve mudança suficiente para impedir as guerras que se seguiram, agora por inspiração humana, aonde se ergueu o estandarte da fé como justificativa para matar e perseguir pessoas ou povos, tudo em nome de Deus.

Ninguém viu a Deus!

Deus é Espírito!

Essas duas afirmações estão no texto bíblico, fonte aceita entre nós para as referências religiosas, principalmente, quando referidas nas letras do Novo Testamento, escrito a partir da vinda de Jesus. A primeira expressão pode ser lida ou deduzida nos textos de João 1:18, 6:46 e 1a.Epístola de João 4:12. A segunda afirmação é do próprio Mestre Jesus e está contida no Evangelho de João, capítulo 4, verso 24.

Forçoso é admitir Deus somente na forma que ensinou Jesus, como Espírito - Energia ou Luz - convicção a que se chega, apenas, pela própria fé.

A fé, por sua vez, é convicção própria, portanto, não pode ser imposta a ninguém, principalmente àqueles que desejam provas. Entretanto, ter Deus  como o Princípio Inteligente que criou e rege esse Universo, igualmente inteligente, não é exatamente "forçar a barra", posto que se algo inteligente existe, deve ter emanado de um princípio igualmente inteligente.

Fico melhor situado, nesse entendimento, quando submeto minha fé ao raciocínio da lógica e da razão. Se a religiosidade não pode prescindir da fé, esta deve caminhar par a par com a ciência e o conhecimento humano, dele excluídos o  fanatismo e o misticismo, que se afastam da Ciência.

De que me adiantaria aceitar uma Criação, datada de 6 mil anos, quando a ciência comprova a idade desse Universo, como o percebemos, em mais de 10 bilhões de anos? Se há pistas tão evidentes e calculáveis, por que se presta a religiosidade em negá-las ou tentar esconde-las?

Eu me vejo como uma emanação do Princípio inteligente, que já estagiou nas diversas formas da natureza - mineral, vegetal e animal - e que, dentro dessa evolução, em algum momento, tomou consciência da sua individualidade e passou a expressar-se como um ser único, agora passível de habitar o corpo humano, retirado da natureza, pois que nela também evoluiu, sem milagres, apenas refletindo a vida em crescimento e organização. 

Nesse entender, aceito que a alma foi criada simples e ignorante de ciência e que tem por sina evoluir em saber e virtudes, inclusive, incorporada aos corpos físicos que a habilitam a expressar-se o seu livre arbítrio, nesse constante caminhar para a angelitude.

A lei é:

VIVER - APRENDER - EVOLUIR


.-.-.-.-.-.-.-.



quinta-feira, 23 de junho de 2011

É MAIS FÁCIL NÃO SER ESPÍRITA



É muito mais fácil dedicar-se a qualquer religião cristã do que adotar os ensinamentos do Espiritismo.

Enquanto o Espiritismo enfatiza a necessidade da reforma íntima do ser, as religiões pregam o “aceitar Jesus” como o essencial para a salvação. E falam assim de uma forma pela qual os que não aderem aos seus propósitos estariam, fatalmente, contra os ensinamentos de Jesus.

Enquanto o Espiritismo diz que você é responsável pelos seus atos e terá que responder por eles, inclusive, reparando o mal causado, as religiões oferecem o perdão de Jesus, apenas e tão somente, para alcançar a graça dos céus. Tudo perdoado. Tudo resolvido. Se você pecar novamente, Jesus perdoa novamente e, assim, pela vida afora.

Enquanto as religiões só apresentam perdão o Espiritismo apresenta as contas a pagar, os débitos por solver.

Venho de família presbiteriana e até à mocidade caminhei com os evangélicos. Em cinco anos de colégio interno tive que praticar o catolicismo adotado pela instituição.

Ambas as experiências foram muito boas porque por esse caminho comecei a confrontar as ideias religiosas. Tornei-me Espírita apenas depois de adulto, já bem avançado em idade.

Na igreja evangélica aprendi a valorizar a oração expressa com as palavras saídas da mente e do coração. Também aprendi belos hinos de louvor a Deus. Na igreja católica, aprendi a reverenciar aqueles que dedicaram suas vidas à religião e mereceram o nome de “santos”, os quais são exemplos, referências e protetores.

Mas, nessas religiões encontrei muitos mistérios, os quais servem de defesa à livre indagação, não podendo ser desafiados como dogmas impostos em nome da fé.

No Espiritismo não encontrei mistérios, encontrei apenas explicações para todas as questões da fé e da espiritualidade. Inclusive as questões que trouxe comigo das práticas religiosas que mencionei:

Por que nascem pessoas defeituosas, sem órgãos vitais ou sem nenhum entendimento?

Para onde vai a criança que morre antes de defrontar-se com a maldade e o pecado. iria para céu sem nenhum merecimento, ou melhor, sem o esforço de confrontar as tentações?

Por que nascem tantas almas se a maioria não alcançará a graça de ir para o céu e, ainda, se chegam ao mundo totalmente despreparadas para enfrentar um inimigo poderoso e ardiloso, mestre na arte de tentar o pobre ser humano, como é o “diabo”? Não seria melhor não criá-las e evitar tanto sofrimento?

E, quem criou o diabo?

Se foi Deus quem o criou, por que Ele não foi sábio o suficiente para não criá-lo, ou mesmo para saber, no momento de criá-lo, que aquele anjo tão poderoso depois se rebelaria?

Por que Deus não dispõe de poder para extinguir o diabo?

Não seria mais fácil extinguir o diabo e salvar bilhões de almas?

Por que as pessoas que só dispõem dos poucos anos de uma vida para viver e, se errarem, sofrerão penas por toda a eternidade? Não parece desproporcional, muito castigo para pouco pecado?

Por que encontramos corpos de pessoas e de animais pré-históricos, com milhares ou milhões de anos, portanto, anteriores ao surgimento de Adão sobre a face da Terra, tempo que a história e a Bíblia situam em, apenas, 5.800/6.000 anos dos nossos dias?

É aí que está a diferença. Enquanto as religiões têm o mistério para oferecer

O ESPIRITISMO TEM RESPOSTAS LÓGICAS

PARA TODAS AS QUESTÕES.





.-.-.-.-.-.-.-.