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Espírita - Brasil

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

As Obsessões (Exílio do Jaguar-kazagrande)




Com os meus agradecimentos ao Irmão Kazagrande por sua gentileza e autorização, reproduzo o excelente texto publicado no Blog Exílio do Jaguar http://exiliodojaguar.blogspot.com.br/2012/12/as-obsessoes-parte-01.html sobre o tema Obsessões. Escrito em linguagem clara e objetiva, o texto nos traz excelentes ensinamentos sobre a vida do Espírito encarnado, em face das suas relações anteriores com outros Espíritos, relações das quais ainda pendem questões por regularizar no âmbito da reparação pelo amor e pelo perdão:


"As Obsessões - Parte 1

http://exiliodojaguar.blogspot.com.br/2012/12/as-obsessoes-parte-01.html



Diz-se que uma pessoa é obsidiada quando tem uma ideia fixa, ama ou odeia descontroladamente alguém ou algo, e é assediada por essa ideia, pessoa ou coisa. Isso, na linguagem comum, é uma obsessão, um defeito da personalidade, uma anormalidade de comportamento. Caracterizadas, no indivíduo, sob a forma de vícios, hábitos estranhos, marginalização social, revoltas, etc., são resultantes do conflito natural da gama vibratória psicofísica, e, até certo ponto, faz parte da vida normal.

Sob o olhar espiritual a obsessão adquire outra dimensão... Entendemos que nas obsessões existem sempre influências espirituais e só assim consideramos quando a pessoa perde sua liberdade, total ou parcialmente, por meio destas influências.

O espírito, ao encarnar, ocupa um corpo físico, submisso à matéria deste plano denso. Este corpo é comandado por sua personalidade (alma, mente), influenciada diretamente pelo meio em que convive e que auxiliou na formação desta mesma personalidade transitória.

O espírito, sua Individualidade, que agrega todas as suas personalidades (almas) de encarnações passadas, é regido por leis de outra dimensão, de aspecto transcendental. Ao encarnar, igualmente está regido pelas leis físicas da matéria, e pelo meio social em que está inserido.

Analisando assim encontramos um “cabo-de-guerra” entre as obrigações transcendentais do espírito encarnado e seus desejos “da alma” (provenientes da personalidade construída nesta encarnação específica).

A luta entre os dois – personalidade e espírito – cada qual procurando atender às demandas de seu ambiente, forma a eterna dualidade que se reproduz em todos os homens. À personalidade repugna qualquer interferência e, para isso, dispõe do seu mecanismo de defesa. O espírito, a fim de atender aos compromissos anteriores, liga-se e permite que outros espíritos interfiram na vida da pessoa. Para o espírito, o corpo tem, apenas, uma utilidade transitória: o período necessário para atingir os fins a que ele se propõe. É apenas um meio, um veículo. O corpo pode se desagregar, e acabará por desaparecer. O espírito permanece, neste ou em outros planos.

Nessa perspectiva ampla, a obsessão é um fenômeno próprio da vida neste planeta, onde o espírito encontra condições de equacionar seus problemas, criados por ele, em tempos diferentes, em encarnações diversas.

A personalidade, regida por leis relativamente estáveis, procura a tranqüilidade, a satisfação de suas necessidades básicas e o melhor aproveitamento do ambiente. O espírito, regido por leis mais dinâmicas, com outro conceito de tempo, procura o conflito, o ajuste de contas e a cobrança ou o pagamento de seus débitos.

A ligação de um espírito com outro, qualquer que seja a sua natureza, produz alterações no meio psicofísico, na forma de ação da personalidade. Quando essas ligações são de caráter negativo, produzem-se as obsessões.

Existem mais obsessões do que se considera habitualmente como tal, por se notar esse fenômeno apenas quando se manifesta em termos de convulsões, manifestações de loucura ou ações criminosas.

Sob esta ótica espiritual passaremos a estudar cada caso obsessivo separadamente, nos complementos desta série."



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