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Espírita - Brasil

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Possessão e Obsessão

Li um excelente artigo no site da Rede Amigo Espírita, link abaixo, autoria de Paulo da Silva Neto Sobrinhodo qual retirei alguns trechos que reproduzem as posições de Allan Kardec sobre o tema Obsessão e Possessão. Eis o link para a leitura integral da matéria, a qual recomendo, por muito instrutiva e bem elaborada:




"473. Pode um Espírito tomar temporariamente o invólucro corporal de uma pessoa viva, isto é, introduzir-se num corpo animado e obrar em lugar do outro que se acha encarnado neste corpo?

O Espírito não entra em um corpo como entras numa casa. Identifica-se com um Espírito encarnado, cujos defeitos e qualidades sejam os mesmos que os seus, a fim de obrar conjuntamente com ele. Mas, o encarnado é sempre quem atua, conforme quer, sobre a matéria de que se acha revestido. Um Espírito não pode substituir-se ao que está encarnado, por isso que este terá que permanecer ligado ao seu corpo até ao termo fixado para sua existência material.”

474. Desde que não há possessão propriamente dita, isto é, coabitação de dois Espíritos no mesmo corpo, pode a alma ficar na dependência de outro Espírito, de modo a se achar subjugada ou obsidiada ao ponto de a sua vontade vir a achar-se, de certa maneira, paralisada?

“Sem dúvida, e são esses os verdadeiros possessos. Mas, é preciso saibas que essa dominação não se efetua nunca sem que aquele que a sofre o consinta, quer por sua fraqueza, quer por desejá-la. Muitos epilépticos ou loucos, que mais necessitavam de médico que de exorcismos, têm sido tomados por possessos”.

O vocábulo possesso, na sua acepção vulgar, supõe a existência de demônios, isto é, de uma categoria de seres maus por natureza, e a coabitação de um desses seres com a alma de um indivíduo, no seu corpo. Posto que, nesse sentido, não há demônios e que dois Espíritos não podem habitar simultaneamente o mesmo corpo, não há possessos na conformidade da ideia a que esta palavra se acha associada. O termo possesso só se deve admitir como exprimindo a dependência absoluta em que uma alma pode achar-se com relação a Espíritos imperfeitos que a subjuguem.
(KARDEC, 2007a, p. 282).

2) Out/1858 – Revista Espírita

Artigo “Obsedados e subjugados”, Allan Kardec:

5º Os Espíritos inferiores não se ligam senão àqueles que os escutam, junto aos quais têm acesso, e aos quais se prendem. Se chegam a imperar sobre alguém, se identificam com o seu próprio Espírito, o fascinam, o obsedam, o subjugam e o conduzem como uma verdadeira criança.

6º A obsessão jamais se dá senão pelos Espíritos inferiores. Os bons Espíritos não fazem experimentar nenhum constrangimento; eles aconselham, combatem a influência dos maus, e se não são escutados, afastam-se.

7º O grau do constrangimento e a natureza dos efeitos que ela produz marcam a diferença entre a obsessão, a subjugação e a fascinação.

obsessão é a ação, quase que permanente, de um Espírito estranho que faz que se seja solicitado, por uma necessidade incessante, a agir em tal ou tal sentido, a fazer tal ou tal coisa.

subjugação é uma ligação moral que paralisa a vontade daquele que a sofre, e o impele aos atos mais insensatos e, frequentemente, mais contrários aos seus interesses.

fascinação é uma espécie de ilusão produzida, seja pela ação direta de um Espírito estranho, seja por seus raciocínios capciosos, ilusão que engana sobre as coisas morais, falseia o julgamento e faz tomar o mal pelo bem.

8º O homem pode sempre, pela sua vontade, sacudir o jugo dos Espíritos imperfeitos, porque, em virtude de seu livre arbítrio, tem a escolha entre o bem e o mal. Se o constrangimento chegou ao ponto de paralisar sua vontade, e se a fascinação é muito grande para obliterar o seu julgamento, a vontade de uma outra pessoa pode substituí-la.

Dava-se, outrora, o nome de possessão ao império exercido pelo maus Espíritos, quando sua influência ia até à aberração das faculdades; mas a ignorância e os preconceitos, frequentemente, fizeram tomar por uma possessão o que não era senão o resultado de um estado patológico. A possessão seria, para nós, sinônimo da subjugação. Se não adotamos esse termo, foi por dois motivos: o primeiro porque implica a crença em seres criados para o mal e perpetuamente votados ao mal, ao passo que não há senão seres mais ou menos imperfeitos, que todos podem melhorar-se; o segundo porque implica, igualmente, a ideia de uma presa de possessão do corpo por um Espírito estranho, de uma espécie de coabitação, ao passo que não há senão constrangimento. A palavra subjugação reflete perfeitamente o pensamento. Assim, para nós, não há possessos no sentido vulgar da palavra, não há senão obsedados, subjugados fascinados. (KARDEC, 2001a, p. 267-268).

3) Jan/1861 – O Livro dos Médiuns

No capítulo XXIII:

240. A subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado. Numa palavra: o paciente fica sob um verdadeiro jugo.

A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é uma como fascinação. No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários. Traduz-se, no médium escrevente, por uma necessidade incessante de escrever, ainda nos momentos menos oportunos. Vimos alguns que, à falta de pena ou lápis, simulavam escrever com o dedo, onde quer que se encontrassem, mesmo nas ruas, nas portas, nas paredes.

Vai, às vezes, mais longe a subjugação corporal; pode levar aos mais ridículos atos. Conhecemos um homem, que não era jovem, nem belo e que, sob o império de uma obsessão dessa natureza, se via constrangido, por uma força irresistível, a pôr-se de joelhos diante de uma moça a cujo respeito nenhuma pretensão nutria e pedi-la em casamento. Outras vezes, sentia nas costas e nos jarretes uma pressão enérgica, que o forçava, não obstante a resistência que lhe opunha, a se ajoelhar e beijar o chão nos lugares públicos e em presença da multidão. Esse homem passava por louco entre as pessoas de suas relações; estamos, porém, convencidos de que absolutamente não o era; porquanto tinha consciência plena do ridículo do que fazia contra a sua vontade e com isso sofria horrivelmente.

241. Dava-se outrora o nome de possessão ao império exercido por maus Espíritos, quando a influência deles ia até à aberração das faculdades da vítima. A possessão seria, para nós, sinônimo da subjugação. Por dois motivos deixamos de adotar esse termo: primeiro, porque implica a crença de seres criados para o mal e perpetuamente votados ao mal, enquanto que não há senão seres mais ou menos imperfeitos, os quais todos podem melhorar-se; segundo, porque implica igualmente a ideia do assenhoreamento de um corpo por um Espírito estranho, de uma espécie de coabitação, ao passo que o que há é apenas constrangimento. A palavra subjugação exprime perfeitamente a ideia. Assim, para nós, não há possessos, no sentido vulgar do termo, há somente obsidiados, subjugados e fascinados.(KARDEC, 2007b, p. 320-321).

4) Dez/1863 – Revista Espírita

Um caso de possessão
Senhoria Julie

Dissemos que não havia possessos no sentido vulgar da palavra, mas subjugados; retornamos sobre esta afirmação muito absoluta, porque nos está demonstrado agora que pode ali haver possessão verdadeira, quer dizer, substituição, parcial no entanto, de um Espírito errante ao Espírito encarnado. Eis um primeiro fato que é a prova disto, e que apresenta o fenômeno em toda a sua simplicidade. […].

[...] Ele [o espírito] declara que, querendo conversar com seu antigo amigo, aproveitou de um momento em que o Espírito da Senhora A..., a sonâmbula, estava afastado de seu corpo, para se colocar em seu lugar. […].

P. Que fez durante esse tempo o Espírito da senhora A...? – R. Estava lá, ao lado, me olhava e ria de ver-me nesse vestuário.
(KARDEC, 2000b, p. 373-374).

5) Abr/1864 - O Evangelho Segundo o Espiritismo

Capítulo X – comentário:

6. Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material. A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: “Morto o animal, morto o veneno”, quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessãoO obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. […] (KARDEC, 2007c, p. 181).

6) Jan/1868 – A Gênese

46 - Assim como as enfermidades resultam das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às perniciosas influências exteriores, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau. A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral preciso é se contraponha uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão, tem-se que fortalecer a alma; donde, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar por se melhorar a si próprio, o que as mais das vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro de terceiros. Necessário se torna este socorro, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque nesse caso o paciente não raro perde a vontade e o livre-arbítrio.

Quase sempre a obsessão exprime vingança tomada por um Espírito e cuja origem frequentemente se encontra nas relações que o obsidiado manteve com o obsessor, em precedente existência.

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É daquele fluido que importa desembaraçá-lo, Ora, um fluído mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Por meio de ação idêntica à do médium curador, nos casos de enfermidade, preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor.

Nem sempre, porém, basta esta ação mecânica; cumpre, sobretudo, atuar sobre o ser inteligente, ao qual é preciso se possua o direito de falar com autoridade, que, entretanto, falece a quem não tenha superioridade moral. Quanto maior esta for, tanto maior também será aquela.

Mas, ainda não é tudo: para assegurar a libertação da vítima, indispensável se torna que o Espírito perverso seja levado a renunciar aos seus maus desígnios; que se faça que o arrependimento desponte nele, assim como o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particularmente feitas com o objetivo de dar-lhe educação moral. Pode-se então ter a grata satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.

O trabalho se torna mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, para ele concorre com a vontade e a prece. Outro tanto não sucede quando, seduzido pelo Espírito que o domina, se ilude com relação às qualidades deste último e se compraz no erro a que é conduzido, porque, então, longe de a secundar, o obsidiado repele toda assistência. É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde sempre, do que a mais violenta subjugação. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.)

47. - Na obsessão, o Espírito atua exteriormente, com a ajuda do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado, ficando este afinal enlaçado por uma como que teia e constrangido a proceder contra a sua vontade.

Na possessão, em vez de agir exteriormente, o Espírito atuante se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado; toma-lhe o corpo para domicílio, sem que este, no entanto, seja abandonado pelo seu dono, pois que isso só se pode dar pela morte. A possessão, conseguintemente, é sempre temporária e intermitente, porque um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, pela razão de que a união molecular do perispírito e do corpo só se pode operar no momento da concepção. (Cap. XI, nº. 18.)

48. - Na obsessão há sempre um Espírito malfeitor. Na possessão pode tratar-se de um Espírito bom que queira falar e que, para causar maior impressão nos ouvintes, toma do corpo de um encarnado, que voluntariamente lho empresta, como emprestaria seu fato a outro encarnado. Isso se verifica sem qualquer perturbação ou incômodo, durante o tempo em que o Espírito encarnado se acha em liberdade, como no estado de emancipação, conservando-se este último ao lado do seu substituto para ouvi-lo.

Quando é mau o Espírito possessor, as coisas se passam de outro modo. Ele não toma moderadamente o corpo do encarnado, arrebata-o, se este não possui bastante força moral para lhe resistir. Fá-lo por maldade para com este, a quem tortura e martiriza de todas as formas, indo ao extremo de tentar exterminá-lo, já por estrangulação, já atirando-o ao fogo ou a outros lugares perigosos. Servindo-se dos órgãos e dos membros do infeliz paciente, blasfema, injuria e maltrata os que o cercam; entrega-se a excentricidades e a atos que apresentam todos os caracteres da loucura furiosa.

São numerosos os fatos deste gênero, em diferentes graus de intensidade, e não derivam de outra causa muitos casos de loucura. Amiúde, há também desordens patológicas, que são meras consequências e contra as quais nada adiantam os tratamentos médicos, enquanto subsiste a causa originária. Dando a conhecer essa fonte donde provém uma parte das misérias humanas, o Espiritismo indica o remédio a ser aplicado: atuar sobre o autor do mal que, sendo um ser inteligente, deve ser tratado por meio da inteligência. (1).

49. - São as mais das vezes individuais a obsessão e a possessão; mas, não raro são epidêmicas. Quando sobre uma localidade se lança uma revoada de maus Espíritos, é como se uma tropa de inimigos a invadisse. Pode então ser muito considerável o número dos indivíduos atacados. (2).
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(1) Casos de cura de obsessões e de possessões: Revue Spirite, dezembro de 1863, pág., 373; - janeiro de 1864, pág. 11; - junho de 1864, pág. 168; - janeiro de 1865, pág. 5; - junho de 1865, pág. 172; - fevereiro de 1868, pág. 38; - junho de 1867, pág. 174.

(2) Foi exatamente desse gênero a epidemia que, faz alguns anos, atacou a aldeia de Morzine na Saboia. Veja-se o relato completo dessa epidemia na Revue Spirite de dezembro de 1862, pág. 353; janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863, págs. 1, 33, 101 e 133.
(KARDEC, 2007e, p. 347-351).

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

VERDADES QUE SATISFAZEM

Os antigos já nos diziam: Não adianta tentar esconder o sol com uma peneira. 

O conhecimento amplia a visão. Novos horizontes se abrem aos que estudam e aos que anseiam pelas verdades lógicas.

Os minutos passam céleres. As horas se escoam Os dias se completam. Os anos se acumulam. É a vida que flui inevitável, inexorável. E muitos de nós, despreocupados ou preocupados com problemas imediatos, vemos o tempo que passa e leva com ele as oportunidades que não aproveitamos para a realização do amor e da caridade, meios que atenderiam ao interesse da alma, de aprender e evoluir. 

A vida que passa deve adquirir significado que transcenda ao plano físico, à aquisição dos bens materiais e à saciedade dos sentidos.

A alma se alimenta do amor, do perdão, da caridade, da beleza e de todo o prazer de realizar o bem para o grupo, para a comunidade e para a humanidade. Cultivar a paz e a harmonia já é uma forma de praticar o bem. 

Podemos admitir que há pessoas que apenas se movem no interesse pessoal e imediato. Onde não houver vantagens visíveis a usufruir, ali não vai o interesse delas. 

Tudo é vida e tudo é aprendizado. Em tudo há o proveito da experiência. Entretanto a vida oferece mais que obter a experiência, ela está prenhe de oportunidades para o crescimento dos seres eternos que somos - as nossas almas.

Não há sentido em viver com descompromisso, ao embalo de idéias que não correspondem à verdade. O horizonte do ser inteligente é a busca da verdade e do entendimento. Não devemos aceitar verdades impostas, ou seja, aquelas "verdades" que não tenham resultado do estudo, da lógica e do livre convencimento. 

Quando eu era rapazinho, apartado de indagações filosóficas mais profundas, costumava nutrir, como rota de fuga da realidade religiosa aprendida, na infância, o seguinte raciocínio: Eu não pedi para nascer, portanto, não tenho compromisso com uma vida que não pedi...  Deus sabe por que nasci e para onde me levarão as minhas próprias decisões... Agora reconheço que era um raciocínio fatalista que me isentava de responsabilidade maior diante da vida.

Eu nem de longe imaginava a vida como a bênção da oportunidade para o aprendizado e o crescimento do espírito. Comparava a vida como um fato corrente que se extinguiria e por cujos resultados eu pouco ou nada influiria. 

Como sempre gostei de ler e nunca de aceitar verdades prontas que não atendessem à lógica e a razão, acabei por admitir a verdade de que a vida não começa no berço e nem termina no túmulo. 

Inconformado com a carência de lógica no ensino que recebi, busquei uma verdade mais coerente com a razão. E foi no Espiritismo que encontrei o fio da meada que me conduzirá, cada vez mais longe no conhecimento, sancionado pela lógica e pela razão, numa filosofia que aceita a ciência e todo o conhecimento humano, como partes de um todo coerente e pleno de significado.

Eu sou daqueles que não enfiam a cabeça na areia diante do desconhecido, como o faz o canguru diante do perigo iminente. 

Ainda antes da idade adulta eu já questionava os ensinamentos religiosos que recebia:

  • Como Deus criaria tantas almas para mandá-las, simplesmente, para o inferno, obtendo uma pequena porção "os poucos escolhidos" para o gozo da felicidade?;
  • Como admitir que Deus criou o mundo - Adão e Eva - há menos de 6.000 anos, quando os fósseis arqueológicos nos indicam datas de milhares e milhões de anos da existência da vida na Terra?;
  • Por que Deus criaria um Universo incomensurável  - em tamanho e beleza - regido pela sincronia regida de leis de total inteligência, para colocar o homem, como vida única, habitando um pequenino planeta que não representa, sequer, um grão de pó, comparativamente ao tamanho desse mesmo Universo?;
  • Por que Deus teria criado o "diabo" para destruir a sua criação, pois ele sabia disso antecipadamente?
  • Por que Deus não destrói o "satanás e os seus anjos", já que tem o poder para isso?;
  • Por que uns nascem perfeitos e outros com corpos imperfeitos e inadequados?;
  • Por que uns nascem em ambiente que os levarão a uma vida fácil e de progresso e outros nascem à míngua de recursos, quase que, fatalmente, levados a um nível de vida inferior e de dificuldades?


E por aí vai, uma fieira de indagações para as quais não encontrava respostas ou, cujas eruditas respostas, não me satisfaziam, por carecer de lógica.

Graças a Deus encontrei a Doutrina Espírita cujas respostas me satisfazem plenamente e, ainda, me aponta um caminho para novas revelações no longo aprendizado de que careço.



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domingo, 18 de agosto de 2013

VIGIAI E ORAI

Os homens são os espíritos que se encontram encarnados, isto é, os espíritos que receberam um corpo físico e, assim, podem se manifestam sobre a Terra, de forma visível e audível, entre aos seus semelhantes.

Os espíritos desencarnados - os que não dispõem desse corpo físico para se manifestarem -  podem estar perambulando por aqui mas, de ordinário, habitam as regiões astrais que circundam o Planeta.

Estejam onde estiverem, os espíritos podem interagir conosco, pela via do pensamento, desde que encontrem sintonia em nosso plano mental. Os semelhantes atraem os semelhantes, é regra. Homens maus atraem para o seu convívio outros espíritos que encontram prazer em praticar o mal. Por decorrência de semelhança de pensamentos, pessoas boas atraem espíritos bons, comprometidos com o bem e desejosos de que todos alcancem elevação espiritual.

Assim entendemos o ensinamento do Mestre Jesus:

"VIGIAI E ORAI"

Participamos de uma comunidade de mais de vinte bilhões de espíritos que estamos vinculados à biosfera do Planeta Terra, ou seja, oscilando entre encarnados e desencarnados, estaremos, ora aqui, ora lá, mas sempre numa vida única que, por certo , ainda estará vinculada ao Planeta Terra, enquanto estivermos necessitados dos conhecimentos possíveis de serem aqui alcançados, bem como, também, enquanto necessitarmos dos resgates que aqui se procederão.

Estar encarnado, sobre a Terra, representa um grande privilégio e uma grande graça de Deus, uma vez que é por aqui que passa, nessa etapa, o nosso Caminho Espiritual a Elevação da Alma, o nosso trajeto para obtenção do maior grau de felicidade no Plano Espiritual. Uma multidão de espíritos gostariam, imensamente, de estarem no lugar de cada um de nós, alguns, inclusive, para receberem um momento de trégua no grande sofrimento que atraíram para si mesmo e que vivenciam no astral.

Enquanto estamos vinculados a este nosso Planeta, chamaremos de "céu", de "inferno" e "purgatório" a comunidades por onde transitaremos, no Plano Astral, mas, ainda assim, essas primeiras localidades de habitação do plano espiritual - classificadas segundo o grau de felicidade ou de infelicidade, auferido pelo espírito - serão mansões celestes ainda vinculadas ao nosso Planeta, isto é, o espírito estará, ainda, sujeito às reencarnações na Terra, até que, por fim, tenha alcançado o grau de elevação espiritual que o credenciará a habitar os PLANOS SUPERIORES DA ESPIRITUALIDADE.

Jesus, o guardião, mentor e protetor do Planeta Terra, encarnou entre nós e nos apresentou o caminho para a ascensão aos reinos de felicidade. Entretanto, se Ele nos deixou um roteiro, a ninguém obriga aceitá-lo. Se alguém aceita os seus ensinamentos, não o deve fazer apenas por palavra e concordância, mas, deve tentar viver segundo aqueles conceitos superiores.

Jesus é o Caminho e a Luz que o ilumina. Andar nesse caminho é atribuição de cada um, segundo critérios individuais e intransferíveis.



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sábado, 17 de agosto de 2013

DIVALDO FRANCO - Centro de Eventos do Ceará.

"É preferível uma pessoa ser um ateu convicto, mas, ético e moralmente correto, do que ser um Cristão que não corresponde aos ideais de Cristo."

A afirmação acima foi feita pelo nosso querido Divaldo Moreira Franco, na palestra que proferiu ontem, dia 16/08/2013, no Centro de Eventos do Ceará, aqui em nossa Cidade de Fortaleza-CE.

Divaldo é um dos ícones do Espiritismo, nos dias atuais. O seu saber e o seu excepcional e dom para a exposição discursiva são qualidades que se reforçam e crescem em magnitude, pelo fato de o sabermos um médium excepcional.

Ouvir a palestra do Divaldo é receber um presente de Deus. É, também, ter a alma inundada de saudades de outro excepcional médium espírita, o Chico Xavier, visto que ambos, em muitas oportunidades, estiveram lado a lado, juntos, nas lides do Espiritismo que amplia horizontes no Brasil e no mundo.

O tema da palestra de ontem foi A Saúde Integral do Ser Humano. Foram ressaltados os aspectos subjetivos que formam a individualidade de cada ser, de onde resultam os posicionamentos pessoais em face da vida e das doenças. O palestrante o adorno o seu discurso com muitos fatos reais, pessoais e de outras pessoas, onde se ressaltaram os poderes da mente (sugestão) e os poderes da fé (religiosidade).

Eu destacaria como ponto central do relato, a importância do amor - próprio, pela vida, pelos laços afetivos, pelos laços da amizade, ao próximo e o amor universal a toda criação e a todas as coisas - onde se incluem, o amor à natureza e a toda a criação de Deus.  Portanto, destaco a frase ao redor da qual se desenvolveu o tema: "Quem ama nunca está doente", à qual acrescentou o ilustre orador, "Quem ama  pode sofrer uma doença, estar passando por um problema de saúde, mas ele não é um doente, apenas passa pela doença, como um acidente de percurso".

É difícil descrever ou até comentar, com fundamento, as palestras do Divaldo Franco. Ele nos extasia com o seu verbo maravilhoso e nos transporta, por horas, para fora da nossa realidade, tornando-nos cativos de uma outra realidade, que não parece ser deste mundo.

Ontem, diante de uma plateia de 4.200 pessoas, fluiu o seu verbo e a sua espiritualidade, até difícil de definirmos, diante de uma quadro de milhares de ouvintes, em absoluta silêncio, sorvendo os seus conceitos espirituais, num silêncio e comoção tão absolutos, que não se ouve, sequer, a respiração das pessoas ao lado.

De outra vez, quando compareci a uma de suas palestras, num clube social, em Niterói, com menores acomodações, uma platéia de cerca de umas 2.000 pessoas ocupava as cadeiras, os corredores e as escadas de acesso ao auditório e, outras, ouviam pelos auto-falantes no andar de baixo e nos acessos do clube. Também, daquela vez, ficamos todos paralisados, por 2 horas, sentados, em pé, 
sem nenhuma movimentação, vivendo um momento maravilhoso, que mais parecia o acompanhamento de uma prece.

A atmosfera criada nesses ambientes, onde se agrupam tantas pessoas com ideais comuns e pensamentos convergentes, é algo que não se pode descrever. Só convivendo a cena para melhor entender. Respira-se uma paz indescritível. Cresce em nosso interior um amor pela vida, pela natureza e um grande sentimento gratidão por estar ali, naquele momento.

Cada um realiza a obra de que é capaz. Não se trata de diminuir os que têm dons menos impressionantes, posto que, para a espiritualidade, todo trabalho é digno, importante e louvável, mas, como seres humanos, somos levado pelo entusiamos diante de fatos grandiosos e de muita fé, por isso, eu agradeço muito a Deus ter vivido numa mesma época que viveram esses dois luminares da causa espírita: Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.

Não se trata de diminuir a importância de milhares ou milhões de espíritas que executam tarefas cotidianas, igualmente importantes na seara da fé espírita, mas, apenas, de ressaltar o grande bem que nos resulta da vida e a obra desses dois insignes companheiros, Espíritas.

Deus os abençoe! 

Ao Divaldo, que ainda caminha conosco, e ao querido Chico que já se foi e que, agora, nos acompanha, desde o lado de lá, do mundo espiritual!


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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

NINGUÉM MORRE, APENAS MUDA DE ENDEREÇO

Deus, em sua sabedoria, privou-nos das lembranças de nossas vidas passadas.

Essas lembranças seriam condicionantes dos fatos de nossas vidas atuais, portanto, um meio coativo para procedermos desta ou daquela forma.  Já pensou um rei, imperador, um grande líder mundial que nascesse agora, em vida atual, como pobre e destituído de saber, para aprender as lições da humildade e do amor ao próximo, que não foram praticadas em vida precedente? Talvez que se frustrasse e acabasse por julgar ser inútil viver uma vida quase miserável e sem expressão social, caso lhe fosse facultado lembrar de todo o fausto e poder da vida anterior.

As muitas vidas nos oferecem as múltiplas oportunidades de vivenciarmos todas as realidades de onde possamos extrair os conhecimentos, principalmente, os que nos falta desenvolver.

Em cada nova existência, somos livres de proceder como nos pareça melhor, em pleno exercício do livre arbítrio, sem qualquer condicionante, exceto que recebemos as condicionantes de família, ambientes - países e circunstâncias políticas e sociais - numa verdadeira adequação prática às lições do aprendizado e aos resgates programados para esse período físico.

Às vezes, vivemos preocupados com a morte, sem termos noção de que já morremos centenas ou milhares de vezes, das formas mais diversas, ora como heróis, ora como infratores sociais.  As idas e vindas do espiritual ao físico e vice versa são tantas que até seria difícil lembrar de todas elas, caso a isso tivéssemos acesso.

Ora aqui, ora lá, no Além, vamos alternando etapas de uma mesma vida única e eterna. Sempre com o propósito da contínua evolução do espírito - que somos nós.

E a realidade da vida física, repleta de sentimentos e emoções fortes, muita vez consegue impressionar tão fortemente o espírito que, mesmo após a morte física, ele insiste em aqui permanecer, preso que fica aos problemas da vida material, sem se dar conta de sua realidade espiritual e de que, aqui esteve, apenas, para a vivência de um ano escolar.

Destaco um trecho do livro "Estamos no Além", elaborado por Chico Xavier, com a cooperação de diversos espíritos, que vieram narrar as suas experiências, na vida do lado de lá:


"E os companheiros são muitos, porque a desencarnação não significa voo imediato aos Espaços Eternos.

Muito poucos se deslocam do Plano Físico em demanda de regiões mais elevadas, porquanto, na Vida Maior, encontramos invariavelmente a continuidade do que somos por dentro de nós mesmos. O desejo parece um imã poderoso. A criatura se desliga do veículo denso e, de imediato, se transfere para a região que lhe define os anseios satisfeitos.

Essa antiga história do céu, inferno e purgatório, é autêntica em se tratando de vida íntima. Cada criatura traz consigo o sinal do ponto geográfico em que passará a estagiar, após desvencilhar-se dos laços positivamente materiais da vida na Terra.



As organizações são mantidas com a ordem inerentes às próprias leis que nos governam.

Os semelhantes se atraem e se fixam uns com os outros, até que nos recessos de cada personalidade espiritual apareça o propósito de renovação para experiências mais altas pelo sentido de elevação em que se caracterizem.

Por felicidade a religião não é combativa, pelo menos do meu ponto de vista, pelo que já consegui conhecer e deduzir.

Os grupos se satisfazem por dentro de si próprios, à maneira de comunidades autárquicas."

Fonte: Estamos no Além (Espíritos Diversos) - Francisco C. Xavier.



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Quase poderíamos dizer:  

Ninguém morre, apenas muda de endereço!


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terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Espírito é Livre Como o Vento.

Eu já estive sem meu corpo.  Vôos inseguros, retornos inesperados, se alternaram com situações de imenso prazer como pairar sobre as paisagens ou, desde lá, descer para um mergulho em águas calmas penetráveis até à profundidade, sem o receio de faltar o fôlego e afogar-se, ou, ainda, experimentar a capacidade de saltar longas distâncias, como um super homem.

Acho que todo mundo já se viu voando em momentos em que o sono repõe energias ao corpo físico, momentos em que o espírito, liberto das amarras físicas, alça voo para as regiões de sua preferência, num retorno momentâneo à verdadeira natureza do ser - livre como o vento.

A melhor comparação do espírito é com o vento: Ele sopra onde quer e vai para aonde quer. 

Assim é o espírito - livre como o vento! 

Assim somos todos nós, em nossa essência e eternidade.

O fator limitante do espírito é estar ele habitando um corpo físico ou, estando livre, pesar-lhe os débitos contraídos que possam rete-lo em regiões menos felizes, juntamente com os irmãos de idêntica elevação espiritual e gostos afins.

De resto, o que existe é vida por viver e progresso por realizar, até à obtenção da pureza e da elevação espiritual, que culminará com o conhecimento da verdade e o gozo da plena felicidade. 

Ninguém é mais privilegiado que outro. O destino de todo espírito é a própria felicidade!

Ninguém foi criado para penas eternas e condenações sem absolvição e sem novas oportunidades. A bondade de Deus franqueia a todos as oportunidades de, passo a passo, conquistarem os degraus da pureza e da elevação espiritual.

Compete-nos, apenas, nessa vida terrestre, viver bem, com dignidade, responsabilidade e aprendendo sempre a amar e perdoar. 

Também:

  • Não julgando para não sermos julgados; e
  • Não fazendo aos outros o que não gostaríamos que fizessem a nós.



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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

visão calma dos fatos

Eu sempre tive uma visão muito realista diante dos fatos da vida. Nunca fui de lamentar o ocorrido e nem de ficar afundado em lamentações sobre alguma coisa adversa que me tenha ocorrido. Essa maneira de encarar os fatos ajuda muito no sentido de manter a serenidade e de tomar as providências seguintes e necessárias. Nunca precisei que me dessem um copo de água para me acalmar.

Toda vez que admito possa ocorrer um lance fatídico e minha vida terminar por ali, a minha postura primeira é de agradecer a Deus a vida vivida até então e pedir a assistência divina para o que venha a ocorrer.

Que eu saiba sempre fui assim, desde pequeno, isto é, possuído de um certo fatalismo diante dos fatos que não teria como evitar.

Lembro que aos dez anos, vitimado por enfermidade, fui deslocado para local de doentes terminais e, ali, recebi a "extrema unção", ministrada por um sacerdote católico. Eu tinha uma certa noção de que provavelmente morreria, mas essa possibilidade não me parecia um fato prestes a ocorrer. Não me senti apavorado ou desconsolado, nem sequer triste e nem me assaltou qualquer tipo de terror.

Nas nove intervenções cirúrgicas a que me submeti, sempre considerei a anestesia como um sono profundo equivalente à morte, sono do qual poderia não acordar. Nesses casos, sempre assumi a postura de agradecimento pela vida vivida até ali. É claro que nunca comentei nada com nenhum parente ou amigo e nunca deixei nada escrito sobre esse entendimento e sua aceitação.

Talvez, tenha me ajudado muito o fato de haver trabalhado no Hospital Central da Aeronáutica, na Tijuca, Rio de Janeiro-Rj, em cargo militar-burocrático.  Nos três anos e meio que lá estive me acostumei à inevitabilidade da morte, para qualquer idade e momento. Vi muitas crianças que partiram em tenra idade. Vi gente, em plena mocidade, deixando a vida terrestre em pleno apogeu da vida e da saúde, vitimados por acidentes vários, entre eles, os acidentes aéreos.

Eu trabalhava lá, naquele hospital. quando ocorreu o incêndio criminoso do circo em Niterói, no qual morreram queimadas cerca de seiscentas pessoas, a maioria de crianças e jovens. Para lá foram levados alguns queimados que, igualmente morreram, após dias de intenso sofrimento.

Se já era meio fatalista, com o estágio naquele hospital, terminei por admitir que a morte é uma realidade tão certa como o fato de nascer. Ainda assim, como uma pessoa normal, sempre me chocou muito a morte de pessoas amigas, isto é, quando o fato ocorria na minha periferia. Quando falece alguém de nossas relações, esse fato concreto nos remete a uma tomada de consciência, trazendo-nos o sentimento de que podemos estar, também, na alça de mira fatídica. Uma tomada de consciência, não um forte receio.

A fé Espírita, lógica e coerente, é toda mesclada da esperança e da confiança na bondade divina. Por ela, não morremos, mas renascemos no plano espiritual, em região compatível com o nível das vibrações que aqui cultivamos. Para ali iremos e dali voltaremos para nova vida física, se assim for necessário, para o prosseguimento da nossa elevação espiritual.

Muitas vidas! Muitas oportunidades de aprendizado e resgate!

Deus nos abençoe.




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domingo, 11 de agosto de 2013

Vodu

Uma amiga, preocupada com contínuos problemas de saúde em sua vida, e receosa de que tivessem uma causa secundária, perguntou-me: "Vodu Existe?".

Eu lhe respondi:

"Além de dispor de poucos conhecimentos sobre o assunto, fica muito difícil responder, com poucas palavras, principalmente, porque você não tem os conhecimentos básicos da Doutrina Espírita. 

Eu, sinceramente, tenho dificuldade em responder sobre um assunto tão complexo, sabendo, desde já, que muito do que eu disser você atribuirá a ações do "diabo". Fico tentado a dizer muita coisa sobre os planos espirituais e a vida que ali se desenvolve, mais, já concluí que seria tocar em assunto que não é do seu agrado.

Embora eu não acredite em seres destinados ao mal, eu acredito nas forças espirituais do mal e na sua capacidade de nos fazer causar sofrimento, mediante a atuação de espíritos sem esclarecimento e sem luz. É parecido mas não é a mesma coisa.

Estou ao seu lado para trazer coisas boas e construtivas e nunca para confrontar a sua fé e a sua religião. Não tenho o menor interesse pessoal em provar nada ou em atrair pessoas para a minha forma de pensamento. Só quero o seu bem e a sua felicidade.

Portanto, dito isso, me caberia responder que "Vodu" existe sim e é um trabalho das "forças do mal" contra a vida de uma pessoa, no sentido de matá-la mesmo. Esse é um conhecimento disseminado e aceito entre nós brasileiros.

Eu não entendo nada dos seus ritos e meios de ação, mas posso dizer que é uma prática vinda da África, onde, em alguns países, é uma religião que chega a contar com cerca de 7 milhões de seguidores (segundo dados disponíveis na internet).

A cultura do Vodu veio para as Américas, trazida pelos negros, escravizados, e teve grande aceitação em países da América Central. No Brasil, a prática do vodu ficou mais radicada em alguns estados brasileiros da Região Nordeste: Bahia, Pernambuco e Maranhão.

Pelo pouco que sei, o vodu são feitiços fortíssimos lançados por alguém, com auxílio de espíritos que convivem com as TREVAS, contra pessoas que se tornam malquistas por seus praticantes e recorrentes. 

Se uma pessoa quer que outra morra, por qualquer motivo, pode recorrer a esses feitiços e lança-los contra ela, obtendo ou não os resultados pretendidos. A prática está muito associada com invejas e vinganças.

Nesse tipo de relacionamento com espíritos que ainda se prestam à prática do mal, até por ignorância do bem, decorre um tipo de comércio que mescla o físico com o espiritual, no qual se permutam oferendas por ajuda espiritual.

Quem recorre ao mal para vinganças de amigos ou inimigos, torna-se devedor para com os espíritos que o auxiliaram nessa tarefa, podendo, por isso, vir a se tornar escravo deles, após a morte, ou até se tornar um deles: espíritos dedicados a essas mesmas tarefas do mal.

O Espiritismo que eu sigo funda-se no amor e na caridade e tem, por base, os ensinamentos de Jesus e o seu complemento - a Doutrina codificada por Allan Kardec. Nunca pratica o mal, ao contrário, procura sana-lo e, também, demover os espíritos que o praticam, quando possível e oportuno, admoestando-os a se orientarem pelos ensinamentos do Mestre Jesus. É, por meio do aconselhamento, que o Espiritismo auxilia os espíritos que sofrem e os que, temporariamente, estejam vinculados ao mal, ocupados em tarefas obsessivas de perseguições e vinganças."

Mesmo os Espíritos que praticam o mal são passíveis de praticar o bem, desde que para isso convocados, mas, quase sempre, submetem a sua ação a uma certa compensação, isto é, não fazem, a priori, o bem pela simples prática do bem, como uma virtude.



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