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Espírita - Brasil

sexta-feira, 28 de junho de 2013

MÚLTIPLAS VIDAS

Há pessoas que não aceitam as "muitas vidas" terrestres, de cada Espírito, enfatizadas pelo Espiritismo, pelo fato de que nessas vidas não há conexão aparente entre si, isto é, não há memória das vidas anteriores e, portanto, de nada adiantaria viver muitas vidas sem essas lembranças.

Outro ponto de vista em contrário à multiplicidade de vidas que tais pessoas nos apresentam é que esse fato tira a importância da vida atual, já que ela se repetirá no futuro. Dizem: Não há porque uma pessoa se dedicar, trabalhar, ser honesta e cultivar elevada moral, quando pode procurar uma vida mais fácil e de prazeres, agora na vida presente, deixando para uma vida futura qualquer ônus ou sacrifício, em favor da moral e dos bons costumes.

Quem pensa assim está equivocado.

A natureza e a realidade das "muitas vidas", reveladas pelo Espiritismo, estão enfáticas no fato de serem todas elas uma só vida de um mesmo Espírito.  O fato de uma pessoa trocar de roupa não muda, diariamente, sua identidade.

A vida da alma é única e eterna.  

As múltiplas vidas físicas se equiparam aos múltiplos anos letivos da instrução escolar.  Os múltiplos corpos físicos são a roupagem usada pelo Espírito para exercer a vida terrestre, em cada oportunidade, assim como, diversos uniformes escolares não influiriam no estudo e progresso de um estudante.

Se não há lembranças das vidas passadas, isso reflete a bondade de Deus para que não fiquemos subjugados aos erros e inconvenientes cometidos no passado.  Que importaria a um aluno se não tivesse lembrança de onde cursou os anos letivos dos seus estudos anteriores?  Isso, por acaso, apagaria os seus conhecimentos já adquiridos?

O Espírito que reencarna, em nosso planeta, o faz no grau de aprendizado sequente ao seu estudo anterior. Encontrará a realidade de vida que lhe fornecerá as condições para o aprendizado sequencial, sempre em evolução e ascensão espiritual.

A alma ao ser criada recebeu a sua "identidade" espiritual.  Ela é única, eterna e viverá quantas vidas físicas quantas forem necessárias para atingir o mais elevado grau de pureza espiritual. Isso é a extrema graça de Deus, o extremo amor pelos seus filhos.

Nas vidas físicas, os erros passados são corrigidos e toda a colheita do mal ou do bem semeado será da competência de cada Espírito que semeou.

Quando o homem sofre, precisa estar consciente de que sofre porque fez sofrer e causou dor no passado, quando exerceu o livre arbítrio de forma equivocada.

Aceitar o sofrimento é aceitar a corrigenda e o ensino nela contido.

Deus não pune o ser humano (espírito encarnado) mas, também, não o isenta dessa colheita obrigatória de todo o mal semeado, em vidas anteriores.

Estamos sempre no lugar certo, com a família certa e sob as condições de vida mais adequadas para a nossa caminhada e progresso.



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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Revolução do Conhecimento Religioso

Os fenômenos espirituais, alguns chamados de milagres, são ocorrências de todos os tempos, de todas as Eras e de todos os povos. Toda religião, seita ou crença, tem fatos espirituais em sua origem.

O paganismo foi suplantado pela crença em deuses múltiplos. Seguiu-se o Deus Único e após ele a implantação do Cristianismo, derivado dos ensinamentos de Jesus, o Messias enviado por Deus.

Esse mesmo Jesus, de quem emanou os fundamentos da Igreja Cristã, foi enfático ao afirmar que os seus ensinamentos não estavam completos porque muita coisa não podia ensinar naquele momento, porque a humanidade não estava preparada para recebe-las. Prometeu, outrossim, que enviaria o Consolador que tudo revelaria e revalidaria os seus ensinamentos. 

Passaram-se quase dois Milênios sem que novos ensinamentos surgissem, exceto os escritos do Apóstolo Paulo que era nascido ao tempo de Jesus e, portanto, no mesmo período em que os homens não estavam preparados para as futuras verdades.

Eis que, quase ao fim do segundo Milênio, portanto, já no limiar do Terceiro Milênio, depois de Cristo-d.c., eis que surge a Revelação Espiritual que veio a ser codificada como Doutrina Espírita ou Doutrina dos Espíritos. As verdades reveladas que complementam os ensinamentos deixados por JESUS foram, enfim, trazidas aoconhecmento humano. Nós a temos e chama-se Doutrina dos Espíritos porque foram os Espíritos Superiores, os mensageiros que aqui aportaram as Boas Novas dos novos ensinamentos de Jesus.

Agora, foram os "mortos" que falaram e vieram dar o testemunho da verdade. Cumpriu-se o enunciado "Os vossos mortos falarão". Soubemos da Realidade Espiritual que é comum, como origem e destino, de todas as almas.

Desses novos ensinos, nada foi criado pelo homem, quer por pura imaginação, quer por alegada inspiração divina. Foram-nos revelados, diretamente, as Leis Espirituais que regem todo o Universo e toda a Criação. 

Esses conhecimentos foram consolidados - posto que se revelaram, espontaneamente,  em pontos diversos do Planeta - convertendo-se no que se convencionou chamar o corpo da Doutrina dos Espíritos ou Doutrina Espírita.

Por essa doutrina foram explicados os fatos antes tidos por "sobrenaturais" e, assim,  restou revelada a realidade da vida espiritual de todos os seres - a vida no Plano Astral e as relações do mundo espiritual com o mundo físico e vice-versa - numa interação que atende aos desígnios de Deus e ao progresso de todas as almas.

Esses novos fatores representam uma verdadeira revolução dos nossos costumes religiosos, uma vez que são apresentados os fatos novos capazes de banir a incredulidade, desfazendo mitos e mentiras perpetuados no exercício da religiosidade, até aos nossos dias.

Esses conhecimentos são bem vindos para os que buscam a verdade, mas são mal-fadados para os que vivem da exploração da credulidade de pessoas que se deixam subjugar pelos exploradores que exploram o "porvir" usando o medo e a culpa como ferramentas de trabalho. 

O Espiritismo baniu a morte, por inexistente. Baniu as penas eternas que nunca estiveram compatíveis com a realidade de um Deus JUSTO, BONDOSO e MISERICORDIOSO. Mostrou a vida eterna como dom inato de todas as almas. Delineou o caminho das Almas para a auto perfeição, para se tornarem os "anjos" vencedores do mal, colaboradores do Criador. 

Foi, portanto, o Espiritismo que mostrou que a vida tem finalidade sublime e nunca sofre interrupções, esteja a alma vivendo a experiência da vida física sobre um Planeta ou, vivendo na sua realidade natural - no plano astral - nas muitas mansões celestes preparadas por Deus para abrigar todos os seus filhos.

Dessa forma, foi revelada ao mundo uma realidade espiritual confortadora, compatível com a bondade de Deus e coerente com a fragilidade do ser humano que caminha para Deus e para a felicidade, mesmo com erros e falhas, mas com as vitórias e conquistas que o elevarão sempre, passo a passo, para um destino de felicidade.

Resultaram explicados os fatos que antes eram referidos como mistérios da vontade divina, como, por exemplo: A dor e o sofrimento para uns; as deficiências e mutilações para outros; e, ainda, a opulência de uns faceando a miséria de outros.

Essa é a Doutrina Espírita: Almas criadas eternas, vivendo "muitas vidas", evoluindo sempre no caminho da perfeição. Todas com o destino comum de voltarem para Deus que as criou, após o aprendizado que conduz à perfeição.


Salve o novo tempo! 

Salve as Verdades Eternas agora reveladas!

Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça a Verdade Revelada.

Obrigado Jesus, por sua promessa cumprida em nossos dias!

Obrigado Senhor Deus! 



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quarta-feira, 26 de junho de 2013

FALHAS DE CARÁTER - Ensino de Yogananda

Um dos bons livros que eu li chama-se "Autobiografia de Um Iogue", de Paramahansa Yogananda. E foi um dia desses que deparei com o artigo "Falhas de Caráter"  publicado no Blog Raios de Luz, exatamente com citações dos ensino de Yogananda. Achei interessante e reproduzo, a seguir,  em alguns trechos. 

Para ler todo o conteúdo do artigo, siga o link do blog:


SUPERANDO AS FALHAS DE CARÁTER - Ensinamentos de Paramahansa Yogananda
http://raiosdeluz-aruanda.blogspot.com.br/

"AUTOPIEDADE: Autopiedade é uma das maiores falhas na vida espiritual.

AUTO-JUSTIFICAÇÃO: Uma das feridas é autopiedade e outra é a auto-justificação, explicando 
Em vez de sempre se defender e se explicar, pare e observe silenciosamente a situação. Se alguém  lhe diz que você fala mal dos outros ou sempre vê o lado negro das coisas, não esteja muito ansioso para se justificar. Pare e introspecte. Talvez aquela pessoa esteja certa.

AUTO-IMPORTÂNCIA: Outro defeito espiritual é a auto-importância: “Eu fiz isso, eu fiz aquilo, eu pensei aquilo”.
Não é importante se você recebe crédito ou não pelas coisas que faz. Muitas flores nascem e se enchem de cores e perfumes em lugares ocultos ou gastam a sua doçura no deserto”(Yogananda).
Ele estava dizendo que realmente não importa se as pessoas reconhecem ou não nossas ações. Buscar reconhecimento  humano é uma das maiores armadilhas no caminho para o sucesso espiritual. 
O ego precisa ser superado.Nós nos tornamos mais espirituais fazendo o que é certo, quer se receba o crédito ou não. 
Muitas pessoas alcançaram grande fama no mundo, mas terminaram suas vidas em suicídio. A adulação que receberam tornou-se vazia para eles porque não tinham aquela satisfação interior, mas se você sabe em seu coração que ganhou a graça de Deus, que O está agradando, sua mente não será abalada nem por elogios nem por censura que possam ser lançadas sobre você pelo mundo. 

AUTO-CONDENAÇÃO: A próxima armadilha é a auto-condenação. Muitos anos atrás havia aqui um devoto que dedicava toda sua vida à auto-condenação. Estava sempre pensando e falando sobre si mesmo: “Eu sou o último dos últimos, eu sou tão indigno, eu sou isso e sou aquilo”, até que você chegava ao ponto que gostaria de dizer, “Você poderia esquecer o “Eu”apenas por um instante? Pense de si mesmo como pó, se quiser, mas não fale tanto sobre isto!” Portanto, não seja apressado em condenar-se. Todos somos filhos de Deus, cada um comete erros, mas não acho que o Divino se importe mesmo um pouco com eles. O importante é que queiramos ser melhores e que tentemos ser melhores. Isto é tudo com que o Divino se importa. Ele quer que Lhe digamos: “Senhor, eu posso tropeçar um milhão de vezes, mas eu continuarei tentando até meu último suspiro”. Isto é tudo o que Deus quer de nós – que humildemente sejamos capazes de dizer isto e de sentir isto, interiormente. Não deveríamos condenar-nos porque não somos perfeitos.Não importa quantos erros você faça, continue tentando.

DESONESTIDADE: Desonestidade é uma falha séria. É uma indicação exterior, de uma profunda desordem psicológica interior. Você não pode ser desonesto e estar com sua mente em Deus. Pergunte-se sempre, “estou sendo honesto, estou sendo sincero?” É impossível progredir com seus dois pés em barcos diferentes, um levando para Deus e outro para longe Dele. Esforce-se, portanto, para ser honesto sempre.

IMPACIÊNCIA: Impaciência é outra falha de caráter. Todos podemos ser impacientes, às vezes, especialmente quando nos sentimos sob grande pressão. Isto é uma reação humana normal. Mas esta característica pode tornar-se um real impedimento para o bom relacionamento com os outros e, para o progresso espiritual. Um indivíduo que não sabe como exercitar paciência, não permanecerá firme em sua busca de Deus.

ÓDIO: O ódio é um traço de caráter perigosamente corrosivo. É impossível sentir-se harmonizado com Deus se há ódio no coração. O ódio é uma das forças mais poderosas do mundo; apenas uma é maior, a força do amor. Quando o coração está sintonizado com o ódio, esta emoção negativa corrói a essência da vida espiritual. Não penso que qualquer de vocês abrigue ódio no coração. Mas se você constantemente sente ódio em direção a qualquer indivíduo, tenha por certo que este ódio destruirá completamente sua vida espiritual. Tão sério isto é, é um dos maiores testes da natureza humana. Jesus poderia ter reagido com ódio intenso quando seu corpo estava sendo destruído por seus inimigos. Mas Ele não o fez. Exercitou a grandeza de coração, compaixão e amor divino que são sua real natureza, e são nossa real natureza. Ele elevou-se acima da vibração má e destrutiva do ódio, através da qual todo devoto na via espiritual, é alguma vez testado. Portanto, se você constantemente odeia alguém, não importa quão justificado você se sinta, saiba que será atormentado interiormente até que supere este ódio. O ódio não deve jamais ser guardado por qualquer ser humano que busque Deus. Ninguém cujo coração seja um canal para esta vibração maligna pode conhecer Deus.

RESSENTIMENTO: O ressentimento é primo do ódio. É uma reação humana natural quando sentimos que fomos ofendidos ou tratados injustamente; assim como quando alguma coisa que dissemos volta à nós distorcida, ou quando alguém diz algo a nosso respeito que acreditamos não ser verdadeiro. No momento em que você se permite afligir com ressentimento, neste instante você perde a consciência de Deus. Você deve eliminar todo ressentimento de sua consciência.

FALSO ORGULHO: O falso orgulho é também um perigo. Ele vem do fato de darmos muita importância às nossas realizações, esquecendo que Deus é quem faz e que, apenas Ele, merece crédito por qualquer sucesso que possamos obter. O ditado “O orgulho vem antes da queda” é muito, muito verdadeiro. No momento em que você der lugar a um falso orgulho, você está destinado a uma queda.

CIÚME: O ciúme é o resultado de um profundo senso de insegurança. Quando sentimos sintonia com Deus, não encontramos mais qualquer razão para ciúmes. Estamos satisfeitos com o que é nosso porque reconhecemos que o que é nosso vem Dele. Não queremos nada que alguma outra pessoa tenha, porque estamos satisfeitos; não precisamos de nada mais. O ciúme é comum entre os humanos, mas não pode permanecer nos corações daqueles que estão buscando Deus.

INVEJA: Outro defeito espiritual é a inveja. O que importa para você é: “Qual é meu próprio relacionamento com Deus?” Nisto é que você deve se concentrar. Nunca se permita estar interessado no que é dado a algum outro. Aquilo que vem a você de Deus, é seu. Nada pode vir a você, exceto o que é seu, e nada que seja seu, por direito, pode lhe ser negado. Esta é uma lei divina."

Do livro: "Autobiografia de Um Yogue" – de Paramahansa Yogananda
Fonte: Cantinho de Francisco de Assis.


"Paramahansa Yogananda (5 de janeiro de 1893 a 7 de março de 1952), foi um iogue e guru indiano. É considerado um dos maiores emissários da antiga filosofia da Índia para o Ocidente. Através da Self-Realization Fellowship (SRF), a organização que fundou ao chegar aos Estados Unidos, foi pioneiro ao promover a prática da meditação por meio das lições que os estudantes recebiam em casa, pelo correio, para cumprir a sua missão mundial de difundir as técnicas de Kriya Yoga. Paramahansa Yogananda teve sua singular história de vida imortalizada no best-seller Autobiografia de um Iogue."  (WIKIPÉDIA)




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terça-feira, 25 de junho de 2013

LUZ ESPÍRITA - Espiritismo em Movimento: O Espiritismo e os protestos atuais

Siga o link:

LUZ ESPÍRITA - Espiritismo em Movimento: O Espiritismo e os protestos atuais: Uma ensurdecedora voz ecoa pelas ruas do país que, segundo fontes espirituais, está predestinado  a ser o "Coração do Mundo" ...

Comentário deste Blog:

"Ery Lopes,

Uma bela reflexão sobre a atualidade das manifestações correntes pelas ruas do Brasil. Um texto excelente e de uma profundidade adequada ao posicionamento do Espírita, frente à convicção do Espírita e o seu direito de atuar politicamente, sem partidarismos rancorosos e coerente com o desejo da evolução do País, ao tempo em que promovida, também, a evolução moral e ética de cada brasileiro.
Obrigado pelo seu texto,muito instrutivo.
Euleir Eller
www.espiritagraçasadeus.blogspot.com"

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Antes do Nascimento na Terra.

O que éramos antes de nascermos nesse nosso lindo Planeta Azul?

Eu quase nunca assisto televisão e, quando o faço, é para assistir a um noticiário ou a algum jogo de futebol mais expressivo. Entretanto, numa dessas vezes esporádicas, passava uma entrevista - mesa redonda - em que o entrevistado era o Dr. Dráuzio Varela  Estacionei naquele canal desejoso de ouvir algo importante desse famoso médico brasileiro.

Aprecio muito a pessoa do Dr. Dráuzio Varela, tanto por sua cultura como pelo seu desejo e vocação de esclarecer-nos, compartindo conosco o seu vasto conhecimento científico. Ele se tornou muito querido e conhecido pelo livros  que escreveu e pelas séries televisivas sobre os temas médicos ligados ao bem estar das pessoas.

Dois tópicos da entrevista me chamaram a atenção: O primeiro foi a afirmação de que é ATEU e, o segundo, depois de instigado pelos jornalistas, na sequencia do assunto ateísmo, ele aborda uma posição espírita colocando uma pergunta no ar que, naquela entrevista, ficou sem resposta ou qualquer elucidação. E, só por esse detalhe estou escrevendo aqui. Ele questionou: 

"Se os Espíritas se apressam em afirmar as situações que ocorrerão após a morte do corpo físico, porque não afirmam as coisas pré-existentes ao nascimento da pessoa?"

Não é verdadeira a sua afirmação/pergunta!

Nesse ponto, o nosso querido Dr. Varela fez afirmação apressada, talvez sem o conhecimento de toda a expressão da Doutrina Espírita, já que a revelação espírita é farta em abordar o "antes" e o "depois" do período de vida física de cada pessoa, isto é, de cada espírito.

E não poderia ser diferente por que o Espiritismo adota como tema dos seus estudos e das suas afirmações, o conjunto das vidas da alma na busca da própria e necessária evolução. Só aí já fica antevisto que há vidas anteriores e vidas posteriores à presente vivência do ser, sobre este Planeta, ou sobre outro qualquer planeta designado por Deus para a evolução dos Espíritos. Isso já é dizer algo ocorrente antes dos nascimentos atuais.

O que o Espiritismo não sabe, porque não lhe foi revelado, ele o afirma com clareza. Não procura criar dogmas e artigos de fé que não possam ser discutidos.

O único ponto não totalmente revelado no ensino dos Espíritos é sobre o momento da criação do Espírito, embora admitida a Teoria da Evolução de todas as coisas e vidas, portanto que, em algum momento, o princípio inteligente evolui para a condição de obter consciência própria, tornando-se aí, detentor do seu destino - quanto ao tempo de sua evolução - mediante o exercício do seu livre arbítrio que o fará peregrinar por muitas vidas - já detentor de um corpo espiritual e de corpos físicos diversos - até atingir o grau de perfeição que torne desnecessário novas vidas físicas.

Como digo sempre, o meu intuito ao escrever aqui não é o de  divergir ou polemizar e sim o de colocar um ponto de vista que aceito e advogo. Hoje, quero, apenas, corrigir aquela informação de que o Espiritismo não trata da vida antes do nascimento do ser humano sobre o nosso Planeta.

Aceito que esse posicionamento do eminente médico resulte de um conhecimento incompleto da nossa Doutrina e não o julgo por isso, até porque poderia, conhecendo-a plenamente, dela discordar e manter a sua convicção de ATEU, que resulta do seu livre arbítrio. Também, seja dito, que o doutor expressou opinião própria, sem pretender ser autoridade em questões de doutrinas religiosas.

Pior obram muitos pastores evangélicos ou padres católicos que combatem os princípios religiosos espíritas sem, ao menos, se darem ao trabalho de conhece-los. Muitas barbaridades são ditas, as quais poderiam ser evitadas com um mínimo de leitura. E diga-se, de passagem, que deviam conhecer a Doutrina Espírita até para sua própria didática em contrário.

Seria ideal que aqueles que se manifestem sobre a Doutrina Espírita - ainda que para contradita-la - leigos ou não, o fizessem com conhecimento pleno do seu conteúdo.



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domingo, 23 de junho de 2013

A NATUREZA DE JESUS - I

Quando se estruturou a igreja, lá pelo Terceiro Século DC, houveram por bem uniformizar muitos aspectos dos ensinamentos de Cristo, criando uma Doutrina Completa para a Igreja Cristã nascente, como instituição. Foram aparadas arestas e divergências nos usos, costumes e crenças em voga entre os  primeiros seguidores de Jesus. 

Nesse "ajuste", foram removidas dos escritos da igreja toda a referência à reencarnação, foi adotada a DIVINDADE DE CRISTO e instituída a SANTÍSSIMA TRINDADE.

Sobre a Trindade nenhuma palavra há nos evangelhos que lhe dê suporte. Entretanto, é farta, no corpo dos evangelhos, as referências à natureza de Cristo, por palavras ditas de sua própria boca, portanto, verdades que não admitem contestação ou dilação interpretativa, sem que seja, atribuir mentiras aos próprios ditos de Jesus.

Jesus sempre se declarou filho e Messias enviado de Deus e sempre disse que realizava suas obras com o poder que lhe foi conferido por Deus, ou seja, sempre se declarou um "servidor" do Pai. Nunca se declarou Deus.

O que transcrevo a seguir são ensinamentos da Doutrina Espírita, os quais, menciono aqui como matéria de estudo e esclarecimento, sem a intenção de polemizar ou derrogar os ensinamentos e o entendimento de outras pessoas, pelo muito que prezo a fé e o entendimento individual de todas as pessoas e, por decorrência, o livre arbítrio de cada um. Transcrevo:

"§ IV -  PALAVRAS DE JESUS DEPOIS DA SUA MORTE

"Jesus lhe respondeu: Não me toques, porquanto ainda não subi a meu Pai; vai, porém, ter com meus irmãos e dize-lhes de minha parte: Subo para meu Pai e vosso Pai, a MEU DEUS e VOSSO DEUS." (S. João 20:17. Aparição de Jesus a Maria Madalena.)

"Mas. aproximando-se, Jesus lhes falou assim: Todo o poder me foi dado no céu e na Terra." (Mateus 28:18. Aparição aos Apóstolos.)

"Ora, sois testemunhas destas coisas. Vou enviar-vos o dom de meu Pai, que vos foi prometido." (Lucas 24:48 e 49. Aparição aos Apóstolos)

Tudo, pois, nas palavras de Jesus, quer as que ele disse em vida, quer as de depois de sua morte, acusa uma dualidade de entidades perfeitamente distintas, assim como o profundo sentimento de sua inferioridade e da sua subordinação em face do Ente Supremo. Pela sua insistência em afirmar-se, espontaneamente, como alguém que servia a Deus, sem a isso ser constrangido ou provocado, parece haver Jesus pretendido, de antemão, deixar claro entendimento sobre o papel de Deus que lhe seria atribuído, no futuro. Se Ele houvesse guardado silêncio sobre a sua personalidade, o campo estaria aberto a suposições e interpretações. Entretanto, a precisão da sua linguagem afasta qualquer incerteza.

Que autoridade maior se pode pretender, do que a de suas próprias palavras? Quando ele diz categoricamente: eu sou ou não sou isto ou aquilo. Quem ousaria arrogar-se o direito de desmenti-lo, embora para coloca-lo mais alto do que ele a si mesmo se coloca?  Quem pode racionalmente pretender estar mais esclarecido que Ele sobre a sua própria natureza? Que interpretações podem prevalecer contra afirmações tão formais e multiplicadas como estas:

"Não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é o único Deus verdadeiro... Foi de sua parte que vim... Digo o que vi junto a meu Pai... Não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o preparou... Vou para meu Pai, porque meu Pai é maior do que eu... Porque me chamas bom? Bom não há senão somente Deus...  Não tenho falado por mim mesmo; meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer... A doutrina que prego não é minha, mas daquele que me enviou. A palavra que tendes ouvido não é minha, mas de meu Pai que me enviou... Nada faço de mim mesmo; digo unicamente o que meu Pai me ensinou... Nada posso fazer de mim mesmo... Não cuido de fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou... Meu Pai, nas tuas mãos entrego a minha alma... Meu Pai, se for possível, faze que de mim se afaste este cálice... Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus".

Quando se lê tais palavras, fica-se a perguntar como há podido vir, sequer, à mente de alguém a ideia de atribuir-lhes sentido diametralmente oposto ao que elas exprimem tão claramente, de conceber uma identificação completa, de natureza e poder, entre o Senhor e aquele que se declara seu servidor. Nesse grande processo, que já dura há quase quinze séculos, quais as peças de convicção? Os evangelhos não há outras - os quais, no ponto de litígio, não dão lugar a qualquer equívoco. A documentos autênticos, que não se podem contestar, sem arguir de falsa a veracidade dos evangelistas e do próprio Jesus, documentos que se apoiam em testemunhos oculares, que é que contrapõem? Uma doutrina teórica puramente especulativa, nascida três séculos mais tarde, de uma polêmica travada sobre a natureza abstrata do Verbo, doutrina essa rigorosamente combatida durante muitos séculos e que só prevaleceu pela pressão de um poder civil absoluto."

Do livro: Obras Póstumas - Allan Kardec - Ed. Virtude Livros.

(Os grifos e destaques são de autoria do blog)





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quinta-feira, 20 de junho de 2013

20.000 Visitantes ao nosso BLOG!

Hoje se completa o número de 20.000 acessos à página do nosso Blog.  Se é um número modesto em relação aos Blogs que já se expressam por milhões de visitantes, para mim, esses vinte mil acessos já representam algo de maravilhoso, dado ao modesto trabalho aqui desenvolvido, cuja maior pretensão é o de dar vazão à alegria que sinto de partilhar, minimamente, dos ideais do conhecimento e da difusão das verdades espíritas.

Os tópicos campeões de acesso são os seguintes:


02/09/2012, 2 comentários
1168
28/01/2011, 2 comentários
1024
25/11/2011, 10 comentários
938
735
27/05/2011, 1 comentário
269



Eu peço a Deus que esse espaço nunca se preste a fomentar discórdias ou divergências e que nunca obscureça a fé daqueles que por aqui passarem, na sua busca da verdade. Que todos encontrem e levem daqui um cadinho de amor, de paz e de reflexão para as suas vidas.

Eu gosto de relembrar a nossa primeira postagem, não só por trazer à lembrança o nosso ponto de partida na criação deste espaço, como também, porque, desde logo, ali ficou claro nosso propósito de debater ideias e a nossa disposição de apenas partilhar conhecimentos, escusada qualquer pretensão de angariar adesões à nossa maneira de pensar. Eis o ponto inicial:



QUARTA-FEIRA, 19 DE JANEIRO DE 2011


"A fé Espírita é a fé raciocinada



É com muito prazer que inicio este BLOG, dedicado a apreciação de temas espíritas, buscando, é lógico, a associação de idéias e pontos de vista individuais, sempre considerando o interesse de reunir os que comungam da fé Espírita ou dela são simpatizantes.

Não esperamos apenas concordâncias, aceitaremos principalmente as divergências para ampliar o entendimento de cada tema. Pois refletir sobre nossas crenças apenas reforça e revigora o nosso entendimento sobre Deus e suas manifestações. Mas antes de tudo, raciocinar sobre o significado de cada uma delas.

Esse blog não pretende ter a última palavra sobre qualquer tema, até porque, o que se busca aqui é a divulgação das idéias espíritas, aí ficando implícito a busca do esclarecimento sobre as verdades espirituais.

Participo da ideia de que o Espiritismo não é uma religião. Ele é, antes de tudo, um conjunto de verdades espirituais reveladas com vistas a alicerçar a fé de quantos pretendem seguir os passos de Jesus, por isso que tais conhecimentos seriam adequados a adoção por qualquer religião. O espiritismo se baseia numa fé pura, livre de dogmas ou imposições, baseadas em revelações, reflexões e lógica. 

Cada indivíduo é livre e responsável pelo seu aprimoramento espiritual. Portanto, sua fé deve resultar de um entendimento da espiritualidade e seus atos são reflexo desta realidade e não preceitos estipulados por terceiros.

Espero ter deixado claro que não é adequado, neste espaço, discutir puras divergências entre as religiões.



Se houvesse que eleger um tema central para o nosso espaço, elegeria a FÉ como sustentáculo comum entre todas as religiões. É deste ponto, em um ambiente de respeito ecumênico, que pretendo partir."


Obrigado a todos que estiveram conosco até aqui.


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terça-feira, 18 de junho de 2013

A CRIAÇÃO (Obras Póstumas de Allan Kardec)

"14. Criando os mundos materiais, também criou Deus seres inteligentes a que damos o nome de Espíritos.

15.  Desconhecemos a origem e o modo de criação dos Espíritos; apenas sabemos que eles são criados simples e ignorantes, isto é, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal, porém perfectíveis e com aptidão para tudo adquirirem e tudo conhecerem, com o tempo. A princípio, eles se encontram numa espécie de infância, carentes de vontade própria e sem consciência perfeita de sua existência.

16.  À medida que o Espírito se distancia do ponto de partida, desenvolvem-se-lhe as ideias, como na criança, e, com as ideias, o livre-arbítrio, isto é, a liberdade de fazer ou não fazer, de seguir este ou aquele caminho para seu adiantamento, o que é um dos atributos essenciais do Espírito.

17.  O objetivo final de todos os Espíritos consiste em alcançar a perfeição de que é suscetível a criatura. O resultado dessa perfeição está no gozo da suprema felicidade que lhe é consequente e a que chegam mais ou menos rapidamente, conforme o uso que fazem do livre-arbítrio.

18.  Os Espíritos são os agentes da potência divina; constituem a força inteligente da Natureza e concorrem para a execução dos desígnios do Criador, tendo em vista a manutenção da harmonia geral do Universo e das leis imutáveis que regem a criação.

19.  Os Espíritos encarnados constituem a Humanidade. A alma do homem é o Espírito encarnado.

20.  A vida espiritual é a vida normal do Espírito; é eterna. A vida corporal é transitória e passageira: não é mais do que um instante na eternidade.

21.  A encarnação dos Espíritos está nas leis da Natureza; é necessária ao adiantamento deles e à execução das obras de Deus. Pelo trabalho, que a existência corpórea nos impõe, eles aperfeiçoam a inteligência e adquirem, cumprindo a lei de Deus, os méritos que os conduzirão à felicidade eterna. Daí resulta que, concorrendo para a obra geral da criação, os Espíritos trabalham pelo seu próprio progresso.

22.  O aperfeiçoamento do Espírito é fruto do seu próprio labor; ele avança na razão da sua maior ou menor atividade ou da sua boa vontade em adquirir as qualidades que falecem.

23. Não podendo o Espírito, numa só existência, adquirir todas as qualidades morais e intelectuais que hão de conduzi-lo à meta, ele chega a essa aquisição por meio de uma série de existências, em cada uma das quais dá alguns passos para o frente na senda do progresso e se escoima de algumas imperfeições.

24.  Para cada nova existência, o Espírito traz o que ganhou em inteligência e em moralidade nas existências pretéritas, assim como os germens das imperfeições de que ainda se não expungiu.

25.  Quando o Espírito empregou mal uma existência, isto é, quando nenhum progresso realizou na senda do bem, essa existência lhe resulta sem proveito, ele tem que a recomeçar em condições mais ou menos penosas, por efeito da sua negligência ou má vontade."

Do livro: Obras Póstumas - Allan Kardec - Ed. Virtude Livros


sábado, 15 de junho de 2013

“S o y . E s p í r i t a”: ESPIRITISMO ES BIEN COMÚN, PERO NO TIENE PRECIO, E...

“S o y . E s p í r i t a”: ESPIRITISMO ES BIEN COMÚN, PERO NO TIENE PRECIO, E...: Cuando lo espiritual es visto de igual modo que lo que es material, justificamos el cobrar dinero como algo lógico y razonable. Personas...

NINGÚN ESPÍRITU BUENO Y NOBLE DARÁ MENSAJES MEDIÚMNICOS PARA SER VENDIDO POR EL PRECIO DE UNA MONEDA, NI ESTARÁ EN LOS LUGARES EN QUE ESTO SE HACE. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Espírito, Corpo e Alma

Eu possuo um corpo. Eu não sou este corpo. Eu estou encarnado neste corpo. Eu sou um Espírito encarnado. Eu sou uma ALMA

Quase sempre troco as bolas, quando digo: Minha alma está ansiosa, triste ou alegre, quando devia omitir "minha alma" para dizer apenas EU.  Da mesma forma costumo dizer: Eu estou cansado, com sede ou com fome, quando deveria dizer que o "meu corpo está cansado, com sede ou com fome".

O vinho que tomamos não tem nada em comum com a taça que utilizamos, a não ser por ser ela o continente daquele conteúdo, o vinho. Assim a ALMA não tem nada em comum com o corpo, a não ser o fato de que dele precisa para viver sobre a Terra e nela se expressar.  Quando separados, cada um segue o seu destino... bem diferentes.

Em nossos dias, o culto ao corpo, à sua aparência, saúde e vitalidade, constituem uma das maiores preocupações das pessoas. Proliferam as academias de ginástica, de lutas marciais e de dança, tudo na busca da beleza, da boa forma e da saúde. Esses fatos em si são louváveis e bem vindos.  Poucos não se rendem a essas atividades mas, ainda assim, as admiram por tornarem a vida mais atraente e saudável.

Entretanto, quase sempre, essa preocupação se restringe ao plano físico, à taça que contém o vinho e não ao vinho propriamente dito, que é mais importante do que a taça.  Os homens vivem despreocupados da ALMA que são, pensando e agindo como se a finalidade da vida fosse cuidar do corpo em sua aparência e necessidades.

Se um repórter se postasse na rua perguntando aos passantes sobre como cuidam do seu corpo e um outro repórter, mais à frente, estivesse perguntando ao público como cuidam da ALMA, certamente que o primeiro seria atendido com satisfação e coletaria muitas narrações, enquanto o segundo seria considerado um chato que veio para a rua perturbar as pessoas. 

Entendo que cuidar do corpo é altamente benéfico e desejável mas que essa atividade não pode ser um propósito único, porque estaríamos cuidando da taça, sem nos preocupar com a qualidade e pureza do vinho a ser consumido.

Nem seria adequado falar aqui, neste tópico, de um grande contingente de pessoas que consideram a religiosidade uma necessidade de consumo para ser satisfeita, de vez em quando, mediante uma passagem apressada por um local de culto.

Sou das pessoas que consideram que ninguém está aqui apenas para rezar. Acredito que estamos aqui para viver. Viver bem, com qualidade e responsabilidade.

Estamos encarnados sobre a Terra, para adquirirmos conhecimentos e virtudes, ao tempo em que, corrigimos os erros passados, de outras vidas, e construímos um futuro melhor, em vidas físicas próximas, ou na vida verdadeira da alma, nos planos espirituais.

Deus no início da caminhada. Deus conosco aqui. Deus que nos espera, no futuro para nos acolher como filhos muito amados, vencedores de nós mesmos.

Cuidemos do corpo, mas cuidemos do Espírito, principalmente. O Espírito é quem somos, o corpo é a vestimenta de carne que as pessoas vêem: A roupa que reveste o nosso EU.



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quinta-feira, 6 de junho de 2013

PAISAGENS.

Eu já viajei por mais de vinte países. Em alguns estive pouco tempo, noutros por mais dias e até por meses. Em todos eles pude vislumbrar lindas paisagens e apreciar pessoas vivendo o cotidiano de suas vidas.

Gosto de estar em lugares distantes do meu País, o Brasil. Considero um privilégio pisar outras terras e ver outras pessoas, em realidades distantes do meu dia-a-dia.  Outra coisa interessante é que sempre me ocorre uma indagação íntima: Será que um dia vou voltar aqui? Talvez, por isso, eu tenha visitado um número limitado de lugares, sempre gosto de voltar aos lugares, talvez para ter a certeza de haver estado ali.

Nasci nas roças de Minas e andei descalço até aos 12 anos. Toquei bois nas trilhas e estradinhas e sei o que é lançar a semente ao solo e ver crescer a planta abençoada, o alimento. Viajar é para mim, portanto, como viver dentro de outra realidade, dentro de um sonho - um verdadeiro presente que sempre agradeço a Deus.

E, pensando desse jeito, ocorre-me uma curiosidade: Qual será a última paisagem que os meus olhos físicos reterão antes de deixar essa Terra? Será de uma paisagem campestre; de uma vista de rua da cidade; de uma noite escura e fria ou de um céu estrelado? Será a da solidão de quatro paredes de um quarto de hospital ou do aconchego de pessoas amadas ao meu redor?

Se eu tiver lucidez para lembranças agradáveis, gostaria de lembrar, então, de um dos nossos grandes rios brasileiros ou de uma das nossas lindas cachoeiras. Adoro as águas e,lembrando-as, seria como partir seguindo em um rio, seria como formar a imagem de minha alma seguindo em paz e tranquila no fluxo das águas do rio da vida eterna, caminhando serena para habitar outras mansões desse Universo, criadas por Deus.

Depois que me tornei Espírita recebi a paz e a serenidade quando me lembro do de que vou morrer. Passei a ver a morte como um fato natural e como uma porta para as outras realidades que já conheço ou que preciso conhecer. Nenhum medo ou apreensão, apenas tranquilidade de haver cumprido uma etapa da vida.  

Tenho muito medo de dor e de sofrimento mas, até isso, entrego nas mãos de Deus com a certeza de que tudo que me vier, vem aprovado por Deus, e tudo se constituirá em ensino e aprendizado.  Mas, ainda assim, aprecio as mortes inesperadas, sem dor e sem muito sofrimento.

Iniciei este tópico falando de nossas lindas paisagens terrestres e, nesse diapasão, fico a imaginar que lindas paisagens poderei encontrar no mundo astral ou espiritual. Não me refiro à imagem disseminada de anjos tocando harpas e cantando melodias. Refiro-me às imagens verdadeiras de outros mundos, outras pessoas, outras cidades, outras artes, outras músicas e concertos. Refiro-me à vida que segue verdadeira e eterna, levando a alma pelo caminho da perfeição, para esferas mais próximas de Deus. Eu tenho "saudades" - uma nostalgia - desse futuro-presente-passado, de uma vida que não sei se já vivenciei, mas sei que viverei: Mais perfeita, mais alegre e mais feliz.

Todos estamos caminhando para uma vida assim.  Todos nós estamos aqui construindo essas "vidas" futuras, nessa eternidade da qual somos partes e da qual não nos furtaremos de vivenciar.

Eu sei que ninguém se torna "bom" apenas porque morreu. Somos o que somos e seremos o que somos. Nosso merecimento nos levará aos lugares da nossa futura habitação.

Paz e felicidade nos esperam, mas, também, podem nos esperar tristezas e sofrimentos. Para viver a realidade do bem futuro é preciso construir essa realidade possível no bem aqui "enquanto estamos a caminho".

Deus nos abençoe em nossos propósitos de cultivar o bem e de melhorarmos sempre.


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domingo, 2 de junho de 2013

Palavras do Médium Alceu Costa Filho



Trecho da excelente reportagem da revista Espiritismo & Ciência, publicado no Blog,
http://espacoespiritual.wordpress.com/2013/03/11/a-regiao-do-umbral/

Entrevista com o Médium Alceu Costa Filho, tendo por tema o UMBRAL. Palavras finais do Médium:

"Se nos fosse possível conhecer a extensão do nosso hoje, certamente saberíamos melhor aproveitar as oportunidades que nos são ofertadas por Deus. 
O Consolador prometido por Jesus veio em tempo certo, encontrando muitos já prontos para assimilar seus princípios, enquanto outros ainda à margem da estrada, insistem em manter-se ausentes dos compromissos que lhes cabem em sua oportunidade de evolução. Outros ainda, ao se aproximarem da doutrina consoladora, o fazem moldando-a a seu critério, esquecendo-se de que esta é a única que pode encarar a razão face a face, em qualquer época da humanidade. 
Portanto, como espíritas, cumpre-nos o dever de execução das palavras de Jesus, que nos determina “Amar a Deus sobre todas a coisas e ao próximo como a nós mesmos”, e o Espírito de Verdade nos fornece o direcionamento que é a luz, o caminho correto para nos beneficiarmos da oportunidade de sermos espíritas cristãos. “Espíritas, amai-vos, espíritas instrui-vos”; estes princípios são imprescindíveis a qualquer ação que nos leve à conquista de nossa evolução. 
Tornemo-nos, portanto, a ponte entre a dor e a esperança, a sombra e a luz do esclarecimento, o pão e a fome, o ódio e o amor, encurtando as distâncias entre nós e Jesus." Alceu Costa Filho.


Para ler todo o texto da reportagem da Revista Espiritismo & Ciência, acesse o link http://espacoespiritual.wordpress.com/2013/03/11/a-regiao-do-umbral/



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