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sábado, 29 de setembro de 2012

E Assim Falou ... O PASTOR


Eu agradeço à minha professora de todo o Curso Primário, Da. Terezinha Marcos Perez, o gosto pela leitura que me infundiu desde a infância. Passados já 65 anos, ainda me lembro das aulas na biblioteca, nas tardes de sexta-feira, as melhores da semana.

Outro Professor viria, mais tarde, incutir valor ao meu gosto pela leitura, dessa vez dizendo da força da palavra escrita. Era uma aula rotineira e ele expôs um ponto discutível da matéria que ensinava, a Língua Portuguesa. O seu ensinamento divergia do que houvéramos aprendido e ele, de propósito, provocou a polêmica na classe. Ao final, ele pegou um livro e leu um trecho que confirmava o que dissera antes. A seguir perguntou se agora aceitávamos o que falara antes. Diante da concordância geral, mostrou-nos o seu nome na capa, como autor do livro, dizendo-nos: Quando afirmei vocês não aceitaram, mas quando mostrei o escrito no livro, aí aceitaram. Interessante!

Não devemos aceitar algo como verdade só porque está escrito em algum livro.
Podemos e devemos divergir, quando isso nos parecer o mais adequado. Uma convicção precipitada pode levar a erros de julgamentos e até a rejeitar, a priori, outros pontos de vista que. igualmente, contenham valor.

Gosto de ler quase tudo.  Não será por contrariar minhas idéias que deixarei de ler um livro. Aprecio saber dos pontos de vista diferentes, mesmo os mais contrários da minha opinião. Saber como pensam os que de mim divergem, pode tornar mais sólida a minha forma de pensar, se este for o caso. 

Aos que lerem os pequenos textos desse Blog, não pretendo levar verdades absolutas, as quais dispensem o julgamento da razão e da lógica. Espero, entretanto, que vejam sinceridade e busca da verdade em todas essas linhas. O que aqui se contém já muito significaria se chegasse a ser, pelo menos, um ponto de reflexão.

Mas, afinal, o que falou... O PASTOR?

Foi num livro que li há muito tempo. Não me lembro o nome do autor e, pela descortesia, peço desculpas. Esqueci pelo tempo decorrido e pelo fato de haver passado o livro à diante para a leitura de outros, muito mais pelo inusitado do seu conteúdo. O autor se dizia Pastor Batista de uma Igreja, na Cidade de Santos-SP e o seu livro versava sobre religião. Dizia ter encontrado a verdade religiosa na Doutrina Batista, após ter sido Padre Católico por muitos anos. Até aí nada demais.

Resumindo: O Pastor reservava a Verdade apenas para o culto Batista. Para as demais seitas evangélicas dizia que estavam no caminho certo mas adotavam princípios errados. O Pastor não aceitava admitir como evangélicos os Adventistas do Último Dia e nem os Mórmons. Sobre os Católicos, dizia serem fiéis equivocados que adoravam o Diabo, pensando que adoravam a Deus. E, finalmente, quantos aos Espíritas - onde aqui me incluo como adepto - dizia que éramos agentes do próprio satanás, em ação sobre a Terra.

Eu li e pasmei. Como pode uma pessoa escrever tantas barbaridades!

Fugindo da minha quase rotina, esse livro ainda não reli. Resultou infrutífera a busca de pistas sobre o mesmo na internet.

O certo é ler, entender e questionar. É preciso buscar a verdade que liberta.

Deus nos abençoe em nosso aprendizado das verdades eternas.

Bom fim de semana!


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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

EU FIZ O CAMINHO DE SANTIAGO - UM BRASILEIRO A MAIS...


Eu me solidarizo com de Todos os peregrinos brasileiros que colocam uma mochila nas costas e os pés nos caminhos da vida. Eles não caminham apenas pela aventura de caminhar, eles vão em busca da liberdade para fazerem "as pazes" com os próprios pensamentos. Pelos caminhos e trilhas, nos cerros, prados e colinas, vencem trajetos físicos enquanto demandam o seu próprio interior. Vão encontro do Eu, ao encontro da Alma, ao encontro da porção divina que habita em cada coração humano. Nessa viagem interior, eles encontram Paz e Equilíbrio.

QUANDO eu coloca minha mochila nas costas e começo a caminhar é como se eu me tornasse uma outra pessoa. Na mente se cria um momento mágico em que uma nova vida estivesse logo ali na frente, depois daquele vale ou daquela montanha. Parece que vou encontrar uma bifurcação na própria vida e que vou descortinar belezas novas e coisas surpreendentes.

Como imaginar que eu ia participar de uma fogueira da Noite do dia de São Pedro, numa noite Espanhola, em pleno Caminho de Santiago? 


"Quemada" em Manjarín
Aconteceu de estarmos um grupo de brasileiros na localidade Manjarín-Espanha, hospedados no Alberto do querido amigo Tomaz de Manjarín, parceiro da nossa primeira caminhada - Caminho do Sol-São Paulo - evento que ficou carinhosamente conhecido como a Caminhada Templária. Feita a fogueira, fomos convidados a fazer um círculo, de mãos dadas, ao redor do fogo. Seguiu-se uma prece, uma invocação aos Anjos e a Nossa Senhora, terminando com referências ao Santo do Dia a quem se pediu a proteção espiritual. A cerimônia se encerrou com o preparo da "quemada" uma beberagem, com teor alcoólico, que produz o lindo efeito que se vê na foto. A quemada foi preparada pelo anfitrião Tomaz de Manjarín. A fogueira se apagou por exigência ambiental, mas a conversa amena rolou um pouco mais noite a dentro.  

Eu não posso falar do efeito dessa fogueira-reunião e preces na noite fria, no alto da montanha, tão longe de casa, sobre as demais pessoas, no entanto, posso afirmar que senti um "efeito mágico" com a corrente das mãos dadas e as preces em volta da fogueira. Os corações e mentes peregrinas valorizam tudo que diz respeito ao espiritual. Nossas preces invocando Anjos, Arcanjos e os Seres Espirituais tornaram aquele um momento único de agradecimento à vida e a Deus.  Aquele Ritual do Fogo que nos presenteou Tomaz de Manjarín foi um verdadeiro presente do céu para a nossa fé e para a nossa espiritualidade. Nem preciso dizer que naquele momento abençoei parentes e amigos desejando que a paz daqueles momentos preenchesse suas casas e os seus corações.

Como esquecer as muitas preces nos lugares sagrados do Caminho de Santiago pedindo a Deus a proteção, a cura e a felicidade de tantos parentes e amigos que levávamos no coração?

Como esquecer as tantas garrafas de vinho que se tornaram em brindes, ao fim de cada dia, pela etapa cumprida, pela amizade e pelo ideal e aventura de Fazer o Caminho de Santiago?

Como esquecer tanta solidariedade que se praticou ou recebeu ao longo de mil quilômetros?

Como esquecer a efusão de abraços e as felicitações dada e recebidas à sombra da Catedral de Santiago de Compostela? 

Como esquecer as despedidas de parceiros e amigos da caminhada, olhando olhos marejados já pela futura saudade daquelas pessoas que não mais encontraríamos em nossas vidas?

Foi indescritível ter chegado ao fim da etapa ao lado da minha esposa que primeiro nutriu aquele sonho, então realizado.

Os Brasileiros são vistos e lembrados nos Caminhos por onde passam, tudo porque levam na bagagem um sonho e muita alegria. Eu amo ter sido um Brasileiro a mais no Caminho de Santiago.


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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

EU FIZ O CAMINHO DE SANTIAGO - A COVA DO SANTO

Foi tudo tão inesperado que nem anotei nomes das localidades e nem mesmo o nome do Santo que, agora, já nem me lembro, por não ser um Santo consagrado pela igreja. Chamá-lo de santo é uma reverência à sua vida, talvez.

Não sou fanático religioso mas aprecio toda a manifestação de fé.

Sempre que viajo procuro visitar os lugares sagrados das religiões, desde grandes catedrais e monumentos da época áurea do catolicismo até aos locais mais humildes como uma capela sobre a montanha ou  uma fonte em cuja água se acredita depositado um poder curativo. Digo mesmo que Capelinhas no campo ou nas montanhas me atraem mais que igrejas suntuosas, muitas das quais hoje mais atestam a falta de fé atual, pelo vazio e abandono que demonstram e pelo escuro-fúnebre de seus interiores, onde a poeira e o mofo dificultam até mesmo o respirar ali. 

Me encantam lugares consagrados pela fé, principalmente, os menos frequentados por turistas por se encontrarem em lugares mais distantes e ermos onde só mesmo a fé conta como significativo.

E foi assim que eu fui parar na "Cova do Santo", uma gruta perto da Cidade de San Cristóbal-ES, onde dormimos eu, minha mulher, o Erisvaldo Paulino, que vinha caminhando desde Roma e um Francês que morava em Manjarín, o qual nos servia de guia. 

Na "Cova" não havia ali nenhum abrigo que não fosse o próprio espaço interno daquela gruta no alto da montanha. Chegamos à noite e nos instalamos para dormir à luz das pequenas lanternas que todo peregrino carrega.

Nunca senti um cansaço tão grande em minha vida. Também não foi previdente ali chegarmos praticamente sem alimentos disponíveis para uma boa refeição. A água era farta nas correntes geladinhas que desciam do alto da montanha. Naquela temperatura nem preciso dizer que o meio-banho foi rápido e apenas o necessário.

Para visitar esse local místico nos desviamos do roteiro habitual do Caminho de Santiago, logo após deixarmos o Albergue do Thomaz, em Manjarín. Gastamos uma dia de caminhada na ida e outro dia na volta ao Caminho normal, já na Cidade de Ponferrada, o próximo albergue.

Grande parte do trajeto para alcançar a "Cova do Santo" foi feito sobre as montanhas e, apesar da dificuldade em alguns trechos, valeu a pena caminhar pelo Vale do Silêncio onde se podia ouvir o voar de um pássaro ou o zumbido de um pequeno inseto, além do barulho de nossa própria respiração. Caminhávamos em silêncio apreciando a beleza que nos cercava, enquanto acalmávamos a mente e os pensamentos.

Dormir sobre a laje de pedra, naquele clima bastante frio não foi nada confortável, mas encantou pela aventura, pelo inusitado e, sobretudo, pela experiência mística envolvida. Não faltaram os sonhos especiais e nem as pequenas visões que vieram povoar a nossa noite. O certo é que, pela manhã, cada um tinha algo para contar...

Teriam sido apenas sugestões?


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A DICOTOMIA: CÉU E INFERNO

As religiões impuseram acreditar numa dicotomia de céu e inferno após a vida na terra e, nessa dicotomia, não admitem variantes que facultem o progresso e a evolução da alma, quer se considere o plano astral onde ela já está, quer se considere um novo aprendizado no plano físico, mediante o "nascer de novo", que tão claramente ensinou o Nosso Mestre Jesus.


A Doutrina Espírita ensina que a alma é eterna e que ela está sempre em aprendizado e evolução, sem retrocesso. Ensina, também, que não há penas eternas e, ao contrário disso, testifica que todas as almas terão novas oportunidades de refazer o caminho, em novas vidas terrestres, para o fim de corrigir os erros e obter melhor aproveitamento a cada vez.

Nos parágrafos acima estão descritas duas realidades: Qual delas seria a mais adequada a um Deus de amor, de misericórdia e de perdão?

Alguns dirão: Mas o que está exposto no segundo parágrafo - que retrata a visão Espírita sobre o destino das almas - não está consoante ao que ensina a Bíblia! Alegação pertinente e permeada de razão.

Uma nova pergunta se impõe, considerando-se que a Bíblia foi escrita nos tempos de Jesus: Onde estão os ensinamentos aos quais o mestre referiu, quando disse que "Muitas coisas tenho para vos ensinar mas ainda não estais preparados... não é chegado o tempo"?

Esses ensinamentos não poderiam mesmo figurar na Bíblia posto que a Bíblia - entenda-se o Novo Testamente - foi escrita no primeiro século da cristandade, num tempo que Jesus mesmo postergou seus novos ensinamentos para quando a humanidade estivesse melhor preparada para eles.

Os escritos do Apóstolo Paulo, que compõem metade do Novo Testamento, não aportam novas verdades das quais se pudessem dizer que estavam muito adiante do que ensinou Jesus. Ainda que assim fosse, porque Jesus delegaria alguns ensinamentos para 50 anos depois da sua morte? Estaria a humanidade melhor preparada nesse curto espaço de tempo? O Apóstolo viveu na mesma época que Jesus considerou despreparada para os novos ensinamentos.

E ainda cabe a pergunta: O que ensinou Paulo que Jesus não pudesse ter ensinado de boca própria?

O Espiritismo não cabe, realmente, na Bíblia que possuímos e nela, tampouco, couberam os novos ensinamentos que Jesus postergou para o futuro.

Nós os Espíritas, via de regra, viemos das religiões tradicionais e bem gostaríamos que as verdades espirituais estivessem todas na Bíblia. Quanta culpa nos teriam sido poupadas quando nos deparamos com a nova realidade espiritual descortinada com as revelações da Doutrina Espírita?

Desfazer de velhas crenças é tarefa muito difícil, mas o prêmio é compensador: Deparar com a Luz da Verdade que dissipa a escuridão e o mistério é algo fenomenal. Encontrar a fé que emana da razão e não precisa esconder-se da ciência é algo indescritível. 

A Luz aí está para todos. Quem tem olhos para ver veja!

Vamos em frente, sem MEDO DE DEUS!



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domingo, 23 de setembro de 2012

"OS MORTOS" FALAM


Sempre se diz que as pessoas espíritas falam com os mortos, entretanto, estaria mais correto dizer que, no espiritismo, os mortos falam com os Espíritas.

Os mortos (espíritos) falam com os Médiuns - pessoas a quem Deus permitiu esse dom, por nascimento ou pelo desenvolvimento. Não basta uma pessoa aceitar a Doutrina Espírita para dispor dessa faculdade de intercâmbio de pensamentos e palavras com os espíritos (os mortos). O Espiritismo é um conjunto de conhecimentos e deles não derivam faculdades especiais aos adeptos desses ensinamentos. É certo que as pessoas encontrarão no espiritismo as condições para desenvolver a mediunidade que já possua.

E por que os "mortos" falam quase que, exclusivamente, com os Espíritas? 

Eles falam com as pessoas que lhes abrem sua mediunidade buscando lhes levar conforto e cura dos sofrimentos espirituais, mercê da graça e da misericórdia de Jesus, nosso Mestre.

Os "mortos" desejam falar para satisfazer uma grande necessidade que sentem de provar que estão vivos, que não morreram. Querem nos dizer que a vida é eterna e que vivos e com as mesmas qualidades e sentimentos que tinham quando daqui partiram. Eles sentem necessidade de relatar a vida no plano espiritual e as condições em que se encontram. Eles querem nos dizer da preciosidade da vida terrestre como meio de evolução espiritual.

Mas, eis que se interpõe a pergunta: "Por que Moisés proibiu o povo Judeu, saído do Egito, de consultar os mortos"?

A resposta é simples e singela: Proibiu porque os vivos precisam viver suas vidas sem interferência de quem quer que seja. 

Os Judeus, saídos do Egito, trouxeram com eles o culto aos mortos, comum naquele País onde viveram por 430 anos. Eles achavam normal consultar seus mortos sobre todas as questões cotidianas da vida.

Moisés sabia que isso poderia causar mais o mal do que o bem, sabia, ou disso estava intuído, que os ancestrais poderiam não dispor de nenhuma qualificação para aconselhar, ainda que tivessem essa boa intenção.

Os Espíritas não consultam os mortos. Em termos gerais, poder-se-ia dizer que os Espíritas são mais instrutores dos mortos do que deles alunos. Há os Espíritos de Luz que nos orientam, inclusive, só por direção deles podem ser mantidos os trabalhos de ajuda aos necessitados do plano espiritual. Será lícito dizer que o Espirtismo é uma doutrina para ambos os lados da vida: O lado físico, humano, e o lado espiritual, onde estão os espíritos.

O Espíritimo não se mescla com curiosidade ou ocultismo, antes é delineado pela Providência Divina para orientar e confortar os Espíritos, quer quanto aos laços de amor e lembranças da vida terrena que os preocupam, quer para despertá-los para a necessidade do amor e do perdão, quanto aos laços de ódio e vingança que os prendem ao nosso Planeta.

Jesus falou com os mortos quando conversou com Moisés e Elias no Monte Tabor. Era tanta a Luz e a Paz naquele ambiente, que os discípulos não mais queriam sair dali, queriam construir ali uma tenda.

Todo o trabalho Espírita é feito mediante a invocação do nome de Deus e do nosso querido Mestre Jesus. Todos os que comparecem a tais assembleias são para ali levados por seus protetores espirituais, para receberem amor e paz para dali saírem cercados de Luz e com novos propósitos para a vida.

Alguns pensam ou afirmam que o Espiritismo está sintonizado com agentes do mal. Nada mais errado que isso! Todas as curas e conforto espiritual operadas pelo Espiritismo são emanações de Deus, mediante fervorosa invocação. É interessante notar como esse proceder injurioso guarda estreita semelhança com o que diziam os religiosos dos tempos de Jesus: "Ele faz as curas e milagres com os poderes do Príncipe dos Belzebús".

Que Jesus preencha os nossos corações com Amor e Luz. E que essa Luz resplandeça em nossas casas, ambientes de trabalho, de estudos ou de lazer.

Assim seja!



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sábado, 22 de setembro de 2012

CURA SEM MILAGRES

No meio espírita não há santos e nem milagres!

A cura de doenças graves e enfermos já desenganados pela medicina local, através dos passes e preces, já não constitui novidade e sim uma esperança e doce expectativa no ambiente das Casas Espíritas. Também,  nenhum trabalhador espírita é tido por santo por haver materializado, por seu intermédio, a ajuda espiritual para que a cura ocorresse.

O medianeiro é  mero vaso que conduz o remédio. Nenhum Espírita ousaria se dizer autor de uma cura assim obtida, porque está ciente de que o socorro é prestado pelos Amigos Espirituais - Emissários de Deus -  em sagrada missão pelo nosso Planeta. Tendo como alto privilégio participar de eventos tão maravilhosos, o Médium dedicado ainda mais o considera quando se sabe, ainda, um ser impuro que busca o aperfeiçoamento e o crescimento espiritual.

Na cura espiritual não há milagre e não houve derrogação das Leis da Natureza. Realizaram-na os Emissários de Jesus em missão de socorro e caridade e, nesse mister, utilizaram energias físicas e espirituais que nós muito pouco conhecemos. Usar essas energias pode ser um privilégio, mas nunca um milagre.

"Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas", foi o que ensinou o Mestre Jesus.

A doença é um desequilíbrio energético que surge, inicialmente,  no corpo astral e deste se transfere para o corpo físico. A cura espiritual se processa da mesma forma, ocorre antes no corpo etérico, cujo reflexo denominamos aura, e só depois se materializa no corpo físico. 

O Médium, mesmo sem dispor de conhecimentos específicos, coloca-se em sintonia com os Médicos Espirituais que farão o tratamento. Ele é o elemento físico imprescindível para a que a energia se transfira ao enfermo - na base do terra-a-terra. A natureza grosseira do corpo humano impõe que a energia seja transformada e aclimatada no ambiente da vibração do meio físico.

Com a graça de Deus - sem milagres - as curas, quase sempre, estão presentes nos tratamentos espíritas. Os tratamentos são ministrados, via de regra, com ótimos resultados. No entanto, só Deus sabe o que é melhor para a evolução espiritual de cada um dos enfermos, em face daquela doença e do que representa em termos de resgate ou aprendizado.




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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O FIM DO MUNDO

Especula-se muito sobre o "fim do mundo". Muitos já marcaram datas que em nada resultaram. O ano de 2012 está especialmente considerado como data fatídica para a Terra, pelo simples fato de que o calendário Maia encerra suas marcações em dezembro deste ano.

Perante a Doutrina Espírita, nada disso deve ser causa de preocupação. A Terra será renovada sim mas não, necessariamente, pela sua destruição física.

E se a Terra não mais existisse? E se a Terra nunca tivesse existido, que diferença isso acarretaria para a existência dos Espíritos e para as nossas vidas espirituais?

Nenhuma, essa seria a resposta mais coerente. Nossa vida e aprendizado se processariam em outros Planetas, além de que, a maior parte da vida se vive no  plano astral, ou seja, sem o corpo físico. Longe de ser o "centro da vida inteligente", o nosso lindo planeta azul é apenas uma pequena escola, mais próxima de um lindo jardim de infância.

Há muitas "moradas celestes" nesse Universo. Outro globo atenderia à finalidade do aprendizado do Espírito, nesse estágio em que se opera aqui. Nossa Terra também é um ser vivo da criação e evoluirá, tornando-se, um dia, em uma Nova Terra, de onde a dor e o sofrimento já terão sido abolidos. 

Nosso estágio de evolução espiritual nos coloca aqui na Terra mas a nossa preocupação deve ser não ficar aqui estacionados, encantados com os prazeres dos sentidos.  Nossa casa é o Universo, não podemos estar aqui aprisionados, deitados em berço esplêndido, despreocupados da verdadeira vida e da verdadeira felicidade.

Se aqui recebemos o ensino primário, aguardam-nos o Ensino Médio e o Ensino Superior. Outras escolas nos esperam. Outras esferas que, igualmente, rolam pelo espaço, nos oferecem outras realidades físicas e morais, aptas para nos ensejar o crescimento espiritual.

Despertar! Essa é palavra que deve sacudir nossos espíritos. Por que aguardar que o sofrimento ou a dor venham a nos acordar para a nossa realidade espiritual? Despertar do viver descompromissado, essa é a necessidade premente!

Por que eu? Por que comigo? Esse é o questionamento diante do sofrimento... Eu não faço mal para ninguém e, ao contrário, até me preocupo com os outros... No entanto, o despertar do Espírito é necessário nessa missão de aprender e evoluir.

Há muitas mansões nesse caminho traçado entre  as estrelas. Quando olharmos para o céu, em noite estrelada, é bom que vejamos ali não apenas um céu, mas um caminho da alma. Novas escolas nos aguardam entre essas esferas de luz.



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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

TROCAR DE RELIGIÃO


TROCAR DE RELIGIÃO

O Espiritismo não fala de religião e não quer "converter" ninguém...

Se falo de religiosidade, nem de longe tenho a intenção de desmerecer qualquer religião.

A religião é atividade externa. A religiosidade é atividade subjetiva. Enquanto a religião se prende à prática de atos religiosos, a religiosidade é o sentimento da alma que busca estar em sintonia com Deus.

Ninguém precisa TROCAR DE RELIGIÃO para estar em sintonia com Deus. A fé é sentimento único da pessoa e será pura e verdadeira, qualquer que seja o rótulo religioso que adotar.

Então, o que prega o espiritismo, se não visa converter a ninguém?

Prega:
  • A existência do mundo espiritual; 
  • A prevalência da fé raciocinada;
  • A necessidade da reforma íntima do homem;
  • A abolição dos rótulos das crenças e religiões;
  • O melhoramento e o progresso de toda a humanidade;
  • A inexistência das penas eternas;
  • A inexistência de seres criados para a prática do mal;
  • As muitas vidas físicas do espírito;
  • A alma imortal que evolui sempre para a felicidade;
  • Prega que a ciência é um meio para encontrar Deus.

A boa religião é aquela que te faz um ser melhor. (Dalai Lama)



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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Evolução

O texto abaixo, do livro "Evolução em Dois Mundos", pincei no blogespirita que tenho a honra de seguir. Diz respeito aos primórdios da nossa esfera "A Terra" e do estágio inicial do embrião humano nos primeiros ensaios da vida:

http://www.blogespirita.com/2012/09/origem-e-natureza-do-espirito.html

Evolução em Dois Mundos



"A matéria elementar dera nascimento à província terrestre, no Estado Solar a que pertencemos. A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e, sob o impulso dos Gênios Construtores, que operavam no orbe nascituro, vemos o seio da Terra recoberto de mares mornos, invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva. Dessa geleia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações.

Trabalhadas, no transcurso de milênios, pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores, permutando-os entre si, sob a ação do calor interno e do frio exterior, as mônadas celestes (princípio inteligente) exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma de que se lhes derivaria a existência organizada no Globo constituído. Séculos de atividade  silenciosa perpassam, sucessivos.

Das cristalizações atômicas e dos minerais, do vírus e do protoplasma, das bactérias e das amebas, das algas e dos vegetais do período pré-câmbrico aos fetos e às licopodiáceas, aos trilobites e cistídeos, aos cefalópodes, foraminíferos e radiolários dos terrenos silurianos o princípio espiritual atingiu os espongiários e celenterados da era paleozoica, esboçando a estrutura esquelética.

Avançando pelos equinodermos e crustáceos, entre os quais ensaiou, durante milênios, o sistema vascular e o nervoso, caminhou na direção dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e nas aves estranhas, descendentes dos pterossauros, no jurássico superior, chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos, procedentes dos répteis teromorfos. Viajando sempre, adquire entre os dromatérios e anfitérios os rudimentos das reações psicológicas superiores, incorporando as conquistas do instinto e da inteligência. Estagiando nos marsupiais e cetáceos do eoceno médio, nos rinocerotídeos, cervídeos, antilopídeos, equídeos, canídeos, proboscídeos e antropóides inferiores do mioceno e exteriorizando-se nos mamíferos mais nobres do plioceno, incorpora aquisições de importancia entre os megatérios e mamutes, precursores da fauna atual da Terra, e, alcançando os pitecantropóides da era quaternária, que antecederam as embrionárias civilizações paleolíticas, a mônada vertida no Plano Espiritual sobre o Planeta Físico atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção, assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, do instinto, da sensibilidade, da percepção e da preservação própria, penetrando assim, pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida, nas faixas inaugurais da razão. Compreendendo-se, porém que o princípio divino aportou na Terra, emanando da Esfera Espiritual, trazendo em seu mecanismo o arquétipo a que se destina, qual a bolota de carvalho encerrando em si a árvore veneranda que será de futuro, não podendo circunscrever-lhe a experiência ao plano físico simplesmente considerado, porquanto, através do nascimento e morte da forma, sofre constante modificações nos dois planos em que se manifesta, razão pela qual variados elos da evolução fogem à pesquisa dos naturalistas, por representarem estágios da consciência fragmentária fora do campo carna propriamente dito, nas regiões extrafísicas, em que essa mesma consciência incompleta prossegue elaborando o seu veículo sutil, então cassificado como protoforma humana, correspondente ao grau evolutivo em que se encontra."
( André Luiz / Chico Xavier, Evolução em Dois Mundos )



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domingo, 16 de setembro de 2012

Eu sou Mineiro. Muito Prazer em Te Conhecer!


Eu nasci num lugar mágico!


Lá, a lua não nasce,  apenas sai detrás da montanha onde  se escondia do dia e aguardava para entrar em cena, com toda pompa, para causar “frisson” nos corações enamorados, distraídos e embebidos, enfeitiçados pelas artes do amor.

E ela, a Lua, no céu desliza de mansinho como, à luz de velas, um suave carinho, com receio, talvez, de acordar os passarinhos que, já silenciado o canto, em seus ninhos, renovam energias para de novo cantar, viver e emocionar.

Nasci na “roça”, piso de chão, casa de “pau-a-pique”, uma casinha-palhoça, o primeiro lar. Ao primeiro choro, no regaço materno acolhido, amor perfumado com cheiro de terra e de mato, a beleza desse amor de mãe que melhor representa o amor-natureza.

O jeito matuto logo se impôs, um jeito de ser, de ver e de amar as coisas simples da vida, de outra forma até difícil de serem percebidas. Quem sabe do correr macio das águas entre as pedras, daquele murmúrio inocente do filete cristalino, água corrente que descendo a serra, logo mais à frente, já é rio caudaloso, imponente, sangue da terra correndo, vidas criando e mantendo, para chegar ao mar e a ele, sem reservas, se entregar? A borboleta, em voo encantado, há pouco deixou o velho casulo escuro. O bichinho no andar distraído, come algo aqui e ali e apenas sabe o caminho de volta para a toca. Essas são coisas que para serem notadas e apreciadas, só de perto, estando ao lado, participando, como definido no verso do poeta: “vai oiando coisa a grané, coisa que pra mode vê, o cristão tem que andar a pé” - Luiz Gonzaga (pai), na linda canção "Estrada de Canindé".

A palavra saudade que traduz lembrança e sentimento não é suficiente para definir essa lembrança das origens, a qual mistura tristeza e alegria e cria essa tão "doce" melancolia.

Escrevi isso só pra dizer "pro ceis" que eu nasci numa terra encantada, lá em Minas Gerais. O meu jeito caboclo, a mineirice do falar, a calma, o gosto da comida com o tempero do amor, do lar, são marcas tatuadas na alma, refletem uma maneira de ser - uma forma de viver.

Entre vales, montanhas e o céu azul - mais perto da terra que já vi - deixei porções mim quando saí: a amizade em muitos, fragmentos de  amores e a saudade que mais veio do que ficou. Não apenas o meu umbigo ficou lá enterrado, o choro primeiro, os passos vacilantes de um futuro caminhante e as primeiras batidas do coração, também ficaram gravadas, para sempre, naquele chão.

De vez em quando, é preciso voltar a Minas, rever as matas, de flores cobertas, na primavera. O fruto na árvore e a sombra para o descanso um chamado. Recarregar energias nas pedras, na terra, no ar, naquele céu estrelado que, ao mineiro, faz sonhar acordado.



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sábado, 15 de setembro de 2012

LUZ SOBRE AS TREVAS

QUE DOUTRINA É ESSA?

Eu duvido que uma pessoa leia os fundamentos da doutrina espírita e a ela fique indiferente, nos aspectos da lógica e da racionalidade. No mínimo estará se indagando, que doutrina é essa que:

· Transforma o medo em esperança; a  culpa pelo mal em compromisso pelo bem; o ódio em amor e a  vingança em perdão?
·       Deus que não condena os seus filhos e, antes, os aguarda, a todos, para abriga-los nas mansões celestes?
· Remove as condenações eternas e as transforma em lições amorosas de aprendizado para a evolução espiritual?
· A morte não é desventura ou falta de proteção divina e se transforma na porta de entrada para nova etapa da vida única do da alma?
·      Tem como única meta a reforma íntima do homem?
·      Não pretende ser mais uma religião mas, tão somente, revelar  as verdades que o libertam o homem do medo e da culpa?
·      Não procura adeptos e nem arrecada dinheiro em nome de Deus?

Essas interessantes perguntas têm resposta:

Essa é a doutrina que revela o Deus de amor que conhece a fraqueza humana e perdoa, diante do compromisso de que cada alma resgate os seus débitos, colhendo o mal que semeou, na  experiência amarga do aprendizado compulsório, na trilha da evolução espiritual.

Uma doutrina em que o "céu" não é premio para alguns, mas uma certeza e esperança para todos.


Com o Espiritismo, a morte deixa de ser uma viagem, sem volta, num trem que avança no escuro.



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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Visitas Inoportunas


Muitas pessoas não acreditam na existência do Mundo dos Espíritos e, por consequência, muito menos acreditam que haja uma população de seres sem corpos desejosos de interagir conosco.

Em princípio, não há nenhum mal nisso, vida que segue e cada um que acredite naquilo que quiser. Mas o que era simples pode se complicar quando, acreditando ou não, as pessoas sentem a presença de alguma energia estranha nas suas casas. Piora se as crianças vêem e, como é natural, expressam claramente o seu medo. O quadro ainda pode se agravar se surgirem efeitos físicos desagradáveis. 

Eu reconheço que não sou a pessoa mais indicada para falar do assunto, já que me vejo, apenas, como um aprendiz nessa imensa Seara dos fatos espirituais. Entretanto, acho que todos devemos estar cientes dessas ocorrências e de como agir diante delas.

Não vai aqui nenhum roteiro para as pessoas que enfrentam fatos correntes ou para aquelas que se inquietam diante da possibilidade de receberem visitas de espíritos em suas casas. Reafirmo que é uma abordagem superficial da questão, lembrando que há casos que merecem estudo e tratamento mais adequado, em locais e por pessoas já preparadas para essa ajuda.

O relacionamento com os Espíritos pode surgir por afinidades e interesses específicos da vida atual mas, também, pode se prender a fatos já bem distantes da vida de agora. Há almas que viajam juntas, de longa data, e assim se prendem umas às outras por sentimentos de ódio ou de amor,  gerando situações atuais que parecem surgir à revelia do querer da pessoa encarnada. Essa relação imposta, querida ou desejada, sobreviveu nos débitos e créditos  contraídos e retorna pretendendo acertos e reencontros.

Ainda assim, não devemos permitir que qualquer Espírito aborde as nossas casas, os nossos refúgios sagrados. Estaria em jogo o exercício do nosso livre arbítrio, o qual temos o dever de gerir e preservar.

Em nossa casa mandamos nós!
Temos um Anjo da Guarda para nos ajudar nessa tarefa. Ninguém está exposto e desprotegido, a menos que agiu de forma a assim resultar exposto. A proteção de nossas casas é vital para impedir o acesso de entidades portadora de energias que  possam causar desequilíbrios e doenças. 

Após invocar a proteção do Mestre Jesus e dos Guias Espirituais, assim eu agiria, caso de minha casa se tratasse:

  • Faria a uma limpeza do ambiente. Para tanto, pediria que a Luz Divina preenchesse todos os espaços e recantos da casa e seus anexos, assim dispersando toda a energia negativa existente;
  • Expressaria, claramente, a minha vontade para que apenas espíritos de luz, devidamente aprovados por Meu Guia Espiritual, penetrem no ambiente da minha casa;  
  • Orientaria, claramente, que as entidades sofredoras presentes aceitem a ajuda espiritual para serem levadas aos locais de tratamento, nos trabalhos específicos para esse fim, como os existentes nas Casas Espíritas.

É conveniente que uma pessoa nunca pretenda oferecer ajuda espiritual a um espírito sem que, para isso, conte com a devida proteção, inclusive como meio de remover as energias nefastas, eventualmente, deixadas por Espíritos sem luz. 

Devem ser evitados os expedientes de "expulsar demônios" ou "exorcismos" sem que embasados nos componentes do amor e da caridade. A única linguagem capaz de sensibilizar os Espíritos é a do amor e a do perdão. Outra linguagem os excita à resistência, como se de uma guerra se tratasse.

A melhor defesa da casa é o cultivo da harmonia.


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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Bons, Maus ou Desocupados


Há espíritos circulando livremente entre nós, tentando influenciar ou já influenciado as nossas decisões e sentimentos.

Suas razões para ficarem aqui são iguais às nossa razões para fazermos ou obtermos o que nós queremos. Diferem pelo fato de nós dispormos de um corpo físico e eles não, porque já não pertencem ao plano da matéria. Estes que vagam por aqui são chamados de fantasmas ou assombrações.

Ainda bem que eles não têm poder algum sobre nós e nem conseguem realizar qualquer proeza sem as energias cedidas ou roubadas do ser humano. Só os seres encarnados possuem a energia vital capaz de atuar sobre a matéria física.

Nenhum ser humano está à mercê de um espírito. Assim como nenhum espírito esclarecido está à mercê de um ser humano. Aproximações que hajam, são voluntárias ou permitidas de lado a lado.

Os espíritos que permanecem aqui não são, exatamente, espíritos sofredores, da forma como pensamos. Todos estariam melhor catalogados como seres desorientados quanto à vida espiritual e quanto à necessidade de purificação e evolução da alma. Ficam aqui:

  • Muitos, por não aceitarem a morte física e se julgarem vivos;
  • Os que buscam satisfazer vícios e dependências de que não se libertaram com a morte;
  • Os obsessores presos ao desejo de vingança;
  • Os desocupados espirituais insipientes quanto à necessidade de sua própria evolução.

Quase todos os que permanecem na esfera terrestre se vinculam às pessoas que os atraem por simpatia ou interesses comuns. Ladrões atraem ladrões, assassinos atraem assassinos e viciados atraem viciados.

Devido à dicotomia do pensamento religioso de céu, para os bons, e inferno, para os maus, essas pobres almas que circulam por aqui, perdidas e equivocadas, acabam rotuladas como demônios ou agentes de satanás.

Até os seres amados que partiram e que, tendo oportunidade, voltam para visitar os seus queridos, cheios de amor e saudade, são agora temidos e esconjurados  como seres do mal... Que maldade! Que forma ingrata de retribuir tanto amor!

Também há perigo no pensar que alguém que morreu foi para o céu e, agora, pode vir proteger e guiar os familiares que aqui ficaram. Não é exatamente assim e invocá-lo pode resultar em abrir janelas para o astral e receber a visita de espíritos maldosos ou brincalhões. 

Quem morreu não virou professor de ninguém. Dependendo de cada situação, o ser humano, encarnado, pode ter muito mais a ensinar ao espírito do que em aprender dele. 

Entre os Espíritas, recomendamos muito cuidado com a brincadeira de invocar "almas do outro mundo". Espíritos esclarecidos não virão. Entretanto, em seu lugar, poderá vir um espírito sem luz que se divertirá anunciando toda sorte de mentiras, isto sem falar na hipótese de atrair espíritos para o ambiente e ter que com eles conviver até que queiram ir embora.

Defenda-se dos maus espíritos praticando o bem.
Rezas e conjuras recitadas, algumas vezes, até os divertem.


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domingo, 9 de setembro de 2012

Minhas Cinzas


Quando morrer estarei feliz
Feliz! Não alegre nem triste
Apenas descobrindo o segredo
Da vida eterna que existe:
Não morri, apenas parti.
Volto pra casa, de onde saí.

Por muitos lugares eu andei
Peregrino, com toda certeza.
Amei a montanha, o rio, o mar.
Amei a flor, o perfume a beleza
Não amei lugar, amei natureza.
Amei o amor - de tanto amar.

No amar o existir, o sentir
Das almas o calor, o querer
Viver. Se apaixonar...
Amar de novo, até aprender.
Num carrossel, da lua
Amantes a contemplar.

Minhas cinzas, em metades
Joguem no mar que me encantou
E às árvores, na outra metade, me dou.
Quero assim me despedir, ou não
Da beleza da natureza
Suas flores, vegetação.


Morei aqui. Vivi aqui
Viajante. Pela Terra 
Minha alma só passou.
Foi livre, viveu ao léu:
Passou por aqui, amou
Mas sempre morou no Céu.

Meu corpo emprestado, 
Pela natureza cedido
Em cinzas já se desfaz.
Eu o devolvo emocionado,
E, agradecido, o último pedido:

Que eu descanse em paz!


Euleir Eller
Fortaleza-2012



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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Praia de Jericoacoara


Pise com cuidado, neste solo sagrado:
Jericoacoara, ou apenas JERÍ...
da, sua alma, tome cuidado!
Pode querer ficar por aqui. 

Jericoacoara

Posso te cativar
Com a brisa, o luar.
Posso te encantar
Com a duna, à beira mar.

Se preferir, te dou o sol:
No entardecer, a despedir
No alvorecer, ao nascer
Do mar saindo, ressurgindo
Novo dia oferecer.

A gaivota que voa
Nasceu e vive aqui.
Fica “na boa”...
Como se diz por aí.




Quem não quer amar Jerí...
Apareça por aqui não.
Nem mergulhe nesse mar
Pra não deixar seu coração.

Você que vem de fora
De outro lugar.
Tome tento, renove o alento
Somente, vá embora...

Para poder VOLTAR!

Euleir Eller
Ceará-2012

Foto do site: http://www.passagembarata.com.br/turismo/



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MÁRIO NUNES ROCHA


Oi, amigão, quanta saudade! 

Mário Nunes Rocha
Morreu cedo o meu amigo. Deus o levou cedo e só Ele sabe porque. Os desígnios de Deus são difíceis de compreender. Muitas vezes uma pessoa se vai, bom filho, boa mãe, bom pai e nós, na nossa ignorância, nos lamentamos, sem compreender: Por que Senhor?

Eu conheci o Mário há mais de 30 anos, aliás, pensava que o conhecia, quando apenas sabia quem era e o que fazia. A amizade foi mais recente, veio depois, por respeito e admiração, longe de simpatia ou mera cortesia. Conhecer mesmo, foi apenas nos últimos anos da sua vida quando,  já aposentado, veio morar no Alto Caparaó. Foi assim que nos tornamos amigos, por vizinhança primeiro, depois  pelo respeito e confiança.

Meio século de vida não abateu o homem forte e vigoroso, de vida regrada e cultor da boa saúde. Inquieto, trabalhador, prestativo com as pessoas e com a sua comunidade. Mesmo aposentado, nunca cedeu à preguiça ou ao cansaço. Aliás, a palavra cansaço nem constava do seu dicionário. Nunca estava parado, no mínimo, consertava alguma coisa ou participava de atividade comunitária.

Praticava exercícios físicos e preferia andar a pé ou de bicicleta. De passagem, sempre aos amigos instigava: Vamos lá, vamos andar e se mexer pra barriga não  crescer! E, sorrindo, seguia no ritmo da atividade.

Saúde em primeiro lugar! Era o seu brado constante. Excessos nem pensar! Austero com a vida e dedicado à família, nem parecia o marujo que circulou de porto em porto, nos navios da Petrobrás.

Maior entre sete irmãos, desde criança, com a morte do pai, assumiu a responsabilidade do lar. Com doze anos deixou a família no Maranhão e foi estudar na Escola de Marinheiros, em Fortaleza, no Ceará. Da navegação tirou o sustento da família e custeou o estudo dos irmãos. Foi pai para eles e eles, como tal, assim o respeitavam.

Do casamento com a Idalina nasceu Bruno, o único filho, menino de fibra, sério como o pai, confirmando o ditado mineiro que diz que "o cavaco nunca cai longe do pau".

O Mário deixou saudades.

Seu natural era ajudar, arruma aqui, conserta ali e lá estava o Mario ajudando a todo mundo. Eu mesmo a ele recorria diante de algo por resolver: Esse é um problema para o Super Mário! Eu dizia.

Costumamos dizer que os bons vão mais cedo. Está errado. Os bons apenas se antecipam nos lares do Senhor, certamente, para lá nos esperar e de novo ajudar, consolar, confortar.

Obrigado, querido amigo!

Será um prazer reencontrá-lo no andar de cima, de novo abraçá-lo,  sorrir e dizer:

Nem adiantou tentar fugir. Aqui, na casa do Pai Maior viemos, de novo, nos reunir!


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