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Espírita - Brasil

domingo, 23 de setembro de 2012

"OS MORTOS" FALAM


Sempre se diz que as pessoas espíritas falam com os mortos, entretanto, estaria mais correto dizer que, no espiritismo, os mortos falam com os Espíritas.

Os mortos (espíritos) falam com os Médiuns - pessoas a quem Deus permitiu esse dom, por nascimento ou pelo desenvolvimento. Não basta uma pessoa aceitar a Doutrina Espírita para dispor dessa faculdade de intercâmbio de pensamentos e palavras com os espíritos (os mortos). O Espiritismo é um conjunto de conhecimentos e deles não derivam faculdades especiais aos adeptos desses ensinamentos. É certo que as pessoas encontrarão no espiritismo as condições para desenvolver a mediunidade que já possua.

E por que os "mortos" falam quase que, exclusivamente, com os Espíritas? 

Eles falam com as pessoas que lhes abrem sua mediunidade buscando lhes levar conforto e cura dos sofrimentos espirituais, mercê da graça e da misericórdia de Jesus, nosso Mestre.

Os "mortos" desejam falar para satisfazer uma grande necessidade que sentem de provar que estão vivos, que não morreram. Querem nos dizer que a vida é eterna e que vivos e com as mesmas qualidades e sentimentos que tinham quando daqui partiram. Eles sentem necessidade de relatar a vida no plano espiritual e as condições em que se encontram. Eles querem nos dizer da preciosidade da vida terrestre como meio de evolução espiritual.

Mas, eis que se interpõe a pergunta: "Por que Moisés proibiu o povo Judeu, saído do Egito, de consultar os mortos"?

A resposta é simples e singela: Proibiu porque os vivos precisam viver suas vidas sem interferência de quem quer que seja. 

Os Judeus, saídos do Egito, trouxeram com eles o culto aos mortos, comum naquele País onde viveram por 430 anos. Eles achavam normal consultar seus mortos sobre todas as questões cotidianas da vida.

Moisés sabia que isso poderia causar mais o mal do que o bem, sabia, ou disso estava intuído, que os ancestrais poderiam não dispor de nenhuma qualificação para aconselhar, ainda que tivessem essa boa intenção.

Os Espíritas não consultam os mortos. Em termos gerais, poder-se-ia dizer que os Espíritas são mais instrutores dos mortos do que deles alunos. Há os Espíritos de Luz que nos orientam, inclusive, só por direção deles podem ser mantidos os trabalhos de ajuda aos necessitados do plano espiritual. Será lícito dizer que o Espirtismo é uma doutrina para ambos os lados da vida: O lado físico, humano, e o lado espiritual, onde estão os espíritos.

O Espíritimo não se mescla com curiosidade ou ocultismo, antes é delineado pela Providência Divina para orientar e confortar os Espíritos, quer quanto aos laços de amor e lembranças da vida terrena que os preocupam, quer para despertá-los para a necessidade do amor e do perdão, quanto aos laços de ódio e vingança que os prendem ao nosso Planeta.

Jesus falou com os mortos quando conversou com Moisés e Elias no Monte Tabor. Era tanta a Luz e a Paz naquele ambiente, que os discípulos não mais queriam sair dali, queriam construir ali uma tenda.

Todo o trabalho Espírita é feito mediante a invocação do nome de Deus e do nosso querido Mestre Jesus. Todos os que comparecem a tais assembleias são para ali levados por seus protetores espirituais, para receberem amor e paz para dali saírem cercados de Luz e com novos propósitos para a vida.

Alguns pensam ou afirmam que o Espiritismo está sintonizado com agentes do mal. Nada mais errado que isso! Todas as curas e conforto espiritual operadas pelo Espiritismo são emanações de Deus, mediante fervorosa invocação. É interessante notar como esse proceder injurioso guarda estreita semelhança com o que diziam os religiosos dos tempos de Jesus: "Ele faz as curas e milagres com os poderes do Príncipe dos Belzebús".

Que Jesus preencha os nossos corações com Amor e Luz. E que essa Luz resplandeça em nossas casas, ambientes de trabalho, de estudos ou de lazer.

Assim seja!



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