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Espírita - Brasil

sábado, 1 de setembro de 2012

SER ATEU

Ninguém comete pecado por não crer em Deus. Pecado seria cometer ações más, conscientemente.

Suponhamos que alguém não acredite na existência de uma pessoa que vive num Continente distante. Não acreditar, nesse caso, significaria, apenas, que esse alguém não encontrou elementos de convicção sobre a existência daquele outro ser que vive tão distante da sua realidade. 

Acreditar ou não, não altera a essência da verdade. É, apenas, uma questão de foro íntimo.

Quem manifesta "Ser Ateu" está declarando que formou convicção negativa sobre a existência de Deus e já que, também, não comprova essa negatividade, o fato em si não é mau nem bom.

Quando jovem, fiquei surpreso quando um amigo me afirmou que não acreditava em Deus. Não foi tal afirmação que me deixou perplexo, mas o fato de que éramos ambos filhos de lares evangélicos e frequentávamos a mesma igreja, cantando os mesmos hinos e ouvindo os mesmos sermões e os mesmos estudos. Talvez me tenha chocado mais o fato de ter sido a primeira vez que fui confrontado com a realidade de alguém ser ateu.

Eu considero que ser ateu, mais do que uma manifestação de crença negativa, é uma indagação, uma busca da verdade e uma atitude filosófica diante da vida. Não vejo isso como anti-religiosidade.

Ninguém é melhor ou pior apenas pelo fato de não acreditar em Deus. A única diferença está em que o que crê Nele e na vida eterna da alma, melhor se prepara para viver após a morte física do corpo.

Os indagadores podem até chegar mais próximo de Deus do que aqueles que lotam os bancos das das igrejas e que não produzem frutos condizentes com aquela devoção. Grandes pensadores e cientistas se disseram ateus e, ainda assim, figuram entre os grandes benfeitores da humanidade.

Eu creio em Deus e isso me sossega porque traz à minha alma a noção de princípio, meio e fim, deixando-me a certeza de um Criador, posto que do nada não surge nada e, que uma inteligencia só pode derivar de um princípio inteligente. Vivo feliz com a minha fé, principalmente, quando essa crença não inclui, infernos, purgatórios e paraísos beatíficos, mas sim um Universo para a alma e a alma para Deus e para a felicidade.

Surge então a pergunta: Qual o destino da alma do ateu?

O destino da alma do ateu será o mesmo destino de todas as almas, ou seja, o de continuar a viver, a aprender e a evoluir para a perfeição. Quanto ao ambiente em que viverá, no plano espiritual, este dependerá do bem que construiu ao redor de si - independentemente de crença - observado o seu nível de evolução e suas afinidades. 

Questionar os atributos de Deus - Amor, Justiça, Bondade e Misericórdia - é quase equivalente a negar-lhe a existência. E, isso, por invigilância, mesmo aquele que crê, o faz quando é assaltado pela dúvida, diante de fatos traumáticos da vida, quando, mentalmente, indaga:

  • Não é possível que Deus tenha permitido isso. 
  • Que Deus é esse que permite tanta maldade e tanta dor?
  • Se Deus existisse não consentiria uma realidade dessas...
  • Que Deus permite que um ser humano nasça anencéfalo?
  • Como pode ocorrer a morte súbita de um pequenino, tão amado e adorado pelos pais?
  • Onde estava Deus que permitiu  que nascesse um ser completamente mutilado, incapaz para uma vida normal?
  • Quando o ser amado é vitimado e morre, em plena lua mel: Por que?
  • Por que permitiu Deus o nascimento de crianças que, vítimas da fome, morrem esqueléticas? 
  • Por que permitir a ocorrência de genocídios inexplicáveis como os da II Guerra Mundial?

Tudo o que ocorre está permitido por Deus e tem um valor específico para manifestar sua Sabedoria, sua Justiça e sua Misericórdia. Colhemos o mal que plantamos. Estamos onde precisamos estar. Vivemos com as pessoas com as quais precisamos viver e nas condições sociais adequadas ao aprendizado que necessitamos. Para aceitar essa realidade precisamos aceitar, antes, que é longo o caminho da alma e que a eternidade inclui "muitas vidas" através das quais nos é permitido consertar o que antes danificamos e, quando necessário, vivenciando o mal que causamos.

O ateu manifesta o seu livre arbítrio. O fato em si não é mau nem bom. A árvore será julgada pelos frutos que produzir.

Ninguém vai padecer no "inferno" apenas por ser ateu. Se vivenciar algum sofrimento, terá sido a colheita obrigatória do que semeou com seus atos próprios atos.



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Um comentário:

  1. Penso da mesma forma como foi exposto.
    A observação que faço é quanto aos ATEUS. Por não crerem num Ser Superior, deixam de orar a Ele, e assim, deixam também de receber algumas coisas. Não totalmente, porque Deus já distribui a justiça de acordo com o merecimento de cada um de nós. Porém, Jesus pediu para orarmos, e até ensinou como.
    Além disso, os ATEUS não têm como exultar muito por bênçãos recebidas, uma vez que entendem que é tudo automático. Eles vão ter de explicar donde vem tanta sabedoria da matéria, que é capaz de se modificar e até criar outras; quem criou a luz do Sol e da Lua, que são necessárias a toda vida na Terra? E tem também as leis naturais, como a da gravidade, a estabilidade da Terra e todo o universo. Nosso pensamento e a capacidade de rir, de amar, de fazer o bem vêm de onde? Que espécie de matéria nos concedeu estas e outras capacidades?

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