Quem sou eu

Minha foto
Eusébio, CE, Brazil
Espírita - Brasil

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

MÁRIO NUNES ROCHA


Oi, amigão, quanta saudade! 

Mário Nunes Rocha
Morreu cedo o meu amigo. Deus o levou cedo e só Ele sabe porque. Os desígnios de Deus são difíceis de compreender. Muitas vezes uma pessoa se vai, bom filho, boa mãe, bom pai e nós, na nossa ignorância, nos lamentamos, sem compreender: Por que Senhor?

Eu conheci o Mário há mais de 30 anos, aliás, pensava que o conhecia, quando apenas sabia quem era e o que fazia. A amizade foi mais recente, veio depois, por respeito e admiração, longe de simpatia ou mera cortesia. Conhecer mesmo, foi apenas nos últimos anos da sua vida quando,  já aposentado, veio morar no Alto Caparaó. Foi assim que nos tornamos amigos, por vizinhança primeiro, depois  pelo respeito e confiança.

Meio século de vida não abateu o homem forte e vigoroso, de vida regrada e cultor da boa saúde. Inquieto, trabalhador, prestativo com as pessoas e com a sua comunidade. Mesmo aposentado, nunca cedeu à preguiça ou ao cansaço. Aliás, a palavra cansaço nem constava do seu dicionário. Nunca estava parado, no mínimo, consertava alguma coisa ou participava de atividade comunitária.

Praticava exercícios físicos e preferia andar a pé ou de bicicleta. De passagem, sempre aos amigos instigava: Vamos lá, vamos andar e se mexer pra barriga não  crescer! E, sorrindo, seguia no ritmo da atividade.

Saúde em primeiro lugar! Era o seu brado constante. Excessos nem pensar! Austero com a vida e dedicado à família, nem parecia o marujo que circulou de porto em porto, nos navios da Petrobrás.

Maior entre sete irmãos, desde criança, com a morte do pai, assumiu a responsabilidade do lar. Com doze anos deixou a família no Maranhão e foi estudar na Escola de Marinheiros, em Fortaleza, no Ceará. Da navegação tirou o sustento da família e custeou o estudo dos irmãos. Foi pai para eles e eles, como tal, assim o respeitavam.

Do casamento com a Idalina nasceu Bruno, o único filho, menino de fibra, sério como o pai, confirmando o ditado mineiro que diz que "o cavaco nunca cai longe do pau".

O Mário deixou saudades.

Seu natural era ajudar, arruma aqui, conserta ali e lá estava o Mario ajudando a todo mundo. Eu mesmo a ele recorria diante de algo por resolver: Esse é um problema para o Super Mário! Eu dizia.

Costumamos dizer que os bons vão mais cedo. Está errado. Os bons apenas se antecipam nos lares do Senhor, certamente, para lá nos esperar e de novo ajudar, consolar, confortar.

Obrigado, querido amigo!

Será um prazer reencontrá-lo no andar de cima, de novo abraçá-lo,  sorrir e dizer:

Nem adiantou tentar fugir. Aqui, na casa do Pai Maior viemos, de novo, nos reunir!


.-.-.-.-.-.-.-.

Nenhum comentário:

Postar um comentário