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Espírita - Brasil

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

FÉ E PRÁTICA


Nós, os Espíritas, vivemos uma realidade de contato com a esfera espiritual. Invocamos a Jesus o auxílio espiritual e o recebemos sempre. Isso nos permite testemunhar fatos maravilhosos como as curas físicas e emocionais, além das circunstâncias, mais habituais, em que são afastados e encaminhados os espíritos que estejam molestando pessoas e seus locais de viver e atuar.  

Não tomamos esses fatos como milagres e nem admitimos – no meio espírita - ocorrência de milagres. Nos fatos que  estão além da nossa compreensão normal, vemos, apenas, o amor de Deus atuando, através dos Guias Espirituais, utilizando "Leis Universais" que ainda desconhecemos no plano terrestre. 

Em nosso meio, evitamos comentários e publicidade sobre os fatos maravilhosos que presenciamos, primeiro porque os “enviados de Deus” que os realizam, estão aqui em missão de trabalho e não desejam qualquer reconhecimento que não o de se verem merecedores da confiança Divina, para essas tarefas de amor. Também, preza-se a ética para com os que recorrem ao auxílio Divino para o seu plano pessoal.

Sabe o militante espírita que a atuação humana, nessas ocorrências, é mínima e limita-se a compor o ambiente para que elas ocorram.

Por se tratar de fato relativo à minha pessoa, menciono: Um dia, estando numa reunião de cura, pedi aos Guias, mentalmente, que visitassem o meu pai, já bem idoso e enfermo. A reunião ocorria às 21:00 hs, num local muito distante da casa dos meus pais.  No dia seguinte, minha irmã apressou-se em relatar uma ocorrência da noite anterior: ”Ontem, por volta das 9:30 da noite, papai saiu do quarto dele procurando pelo médico que o atendera. Eu disse a ele que não viera nenhum médico e que a casa já estava até trancada. Então ele insistiu em que um homem de branco o examinara e que, depois, saíra atravessando a parede.”

Sabedor de que a minha prece fora atendida, apenas agradeci a Deus e aos Guias, sem dizer a ela que fora uma visita espiritual, já que sendo ela evangélica, certamente, atribuiria aquela atuação do Poder de Deus aos poderes de “entes” malignos.

Nas reuniões espíritas os resultados são práticos e quase visíveis. A interação com o Mundo Espiritual é de tal significância que os resultados podem ser vistos e sentidos, no aqui e no agora.  Ocorre uma verdadeira interação de teoria e prática. Ali, a fé se transmuta de um pensamento para uma verdade prática.

A fé espírita é diferente. Além de raciocinada e compreendida, ela se manifesta em atos e fatos que a justificam.

Nas reuniões espíritas a energia de Jesus se faz presente e realiza maravilhas. É a comprovação do que ensinou o Mestre:


“Onde estiverem dois ou três reunidos, em meu nome, Eu estarei no meio deles.”


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sábado, 6 de setembro de 2014

Sacrifícios

Desde sempre a humanidade entendeu - por temor ou ignorância - que Deus requer sacrifícios dos seus filhos ou que, para agradar a Deus é preciso que se viva uma vida de sacrifícios. Chegou-se até admitir que as alegrias ou prazeres seriam contrários à vontade de Deus.

As celas de um convento, auto flagelos e as restrições alimentares não aproximam o homem de Deus.  Ao contrário, a alegria e a espontaneidade é que sinalizam o caminho para Deus. Jesus assim o explicitou tomando como exemplo as crianças: "Delas é o Reino dos Céus". 

Não fez isso, apenas, invocando as aspectos de pureza que são simbolizados pela criança, mas, também, pela alegria e espontaneidade que caracterizam a vida de uma criança. Via de regra, a criança é alegre, espontânea e muito avessa a qualquer ideia de sacrifício, de qualquer natureza.

Deus é amor, vida, alegria e realização! Todas essas qualidades podem ser identificadas numa criança. Ao contrário, dor, tristeza, preocupações, sacrifícios e culpas não são qualidades atribuíveis a Deus e nem, normalmente, à realidade de uma criança. Logo, elas espelham melhor o que agrada a Deus.

Os ensinamentos de Jesus podem ser resumidos em AMOR E PERDÃO. E essas são qualidades presentes na vida de uma criança.

Na própria Bíblia está dito, mais de uma vez, "Misericórdia quero e não sacrifícios!", em palavras atribuídas ao pensar de Deus.

O Espiritismo é rico em esclarecimento de que o homem cria o seu próprio sofrimento, no caminho do seu próprio aprendizado, através do resgate necessários dos equívocos do seu livre arbítrio, por atos de suas vidas pregressas, no curso da eternidade.

Portanto, estão equivocadas as pessoas que atribuem tristezas, doenças e castigos à vontade de Deus ou que sua ocorrência possa agradar a Deus.

Qualquer sacrifício só é válido na extensão do bem que pode representar para seu autor ou para a humanidade. Portanto, qualquer sacrifício só será útil se conduzir ao aprendizado e à elevação espiritual de quem o pratica ou daqueles que o cercam.

Me ocorre pensar em São Francisco de Assis cujo sacrifício de pobreza e dedicação religiosa é de todos conhecido. Nesse caso, o que me parece de grande valia mencionar é que o sacrifício de São Francisco, além de representar a renúncia aos bens materiais, ou seja, de propiciar o domínio sobre a tentação material, também, resultou em que S. Francisco dedicou a sua vida aos pobres e desvalidos, principalmente, aos enfermos.  Esse sim foi um sacrifício válido.

Mortificar o corpo, em si,  nenhuma valia tem. Representa, antes, um atentado contra o valioso corpo humano, cedido ao Espírito para expressar-se sobre a Terra.

Também, o retirar-se para local isolado e inóspito, está mais para um abandono da vida humana dada ao espírito pela bondade divina, para o seu progresso e progresso da humanidade.

Quem abre mão do seu interesse para cuidar de doentes ou de crianças desamparadas terá feito uma obra mil vezes mais importante do que o que mortifica o corpo ou gasta a vida em locais inadequados.

Entendo que devemos valorizar a vida e os nossos atos e nos esquecermos de qualquer ideia de sofrimento, tristeza e sacrifícios, além daqueles que as próprias circunstâncias da vida impuserem. Estes são advindo por débitos nossos.

Bom dia!


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