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Espírita - Brasil

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Paulo Cardoso - Superação e Alegria!

Paulo Cardoso - Alto Caparaó-Mg


Não é sempre que encontramos pessoas superiores e dignas às quais podemos dedicar toda a nossa admiração. Melhor ainda quando essas pessoas se fazem credoras do nosso carinho pelas qualidades pesoais de caráter e demais virtudes subjetivas que enobrecem a pessoa humana!


Ninguém vai estar aqui para sempre! O Paulo Cardoso nos deixou e foi habitar as "Mansões Celestes", aquelas paisagens superiores da vida, caminho de todas as almas, eternas. 

Marcado por deficiëncias em seu corpo físico, desde o nascimento, isso nunca o impediu de levar uma vida normal, exceto quanto ao limitado movimento do corpo. 

Sem contar com os membros inferiores e com os membros superiores mal formados, ele poderia ser claramente definido como um deficiente físico. Entretanto, se há alguém a quem nunca se poderia aplicar essa designação, esse é o nosso querido Paulinho. Ele sempre viveu como uma pessoa plenamente capaz, inclusive, na obtenção dos rendimentos do próprio trabalho, fonte de manutenção da sua família - mulher e filho - Marlene e Ítalo.

Trabalhou como qualquer pessoa e só não obteve o merecido prêmio da aposentadoria, porque a morte inesperada o levou do nosso meio a pouco tempo de completar o período legal de trabalho.

Superação foi a virtude constante do Paulo. 

Eu o conheci lá pelos idos de 1980 quando ele era o único habitante da cidade que dispunha de uma máquina de escrever, portátil, com a qual prestava todos os serviços datilográficos para o povo de Alto Caparaó. Batia contratos, procurações, guias de venda e transporte de produtos agrícolas e todos os demais documentos habituais, inclusive, Alistamento Militar e Inscrições Estaduais.

Naquela época, ele era o cara imprescindível para resolver todos os problemas de papelada burocrática Municipal, Estadual ou Federal. Sem o movimento normal dos braços, mãos e pernas, lá estava ele trabalhando para todos, com a sua habitual alegria e satisfação. E atendia em qualquer horário, inclusive, à noite, quando as pessoas retornavam à casa de seus labores rurais.

Era até interessante ve-lo superar suas dificuldades para colocar papel na máquina e os carbonos necessários para as cópias imprescindíveis. Tentar ajudá-lo até o atrapalhava, tal a prática que adquirira para essas atividades.

Fui eu, através de amigos de Brasília, que lhe providenciei o primeiro computador para substituir a pequenina máquina de escrever portátil. Trouxe-lhe, como presente, um velho computador 386, possante ferramenta da época, antecessor dos 486 e dos computadores atuais da geração Windows-Microsoft. Esse computador que ele logo pilotava com tranquilidade e até ensinava o uso a outras pessoas, facilitou-lhe as tarefas com as papeladas e suas cópias, bem como, com os arquivos que mantinha.

Com a promoção do Distrito de Alto Caparaó a Município, o Paulo foi contratado para os trabalhos da Prefeitura onde, primeiramente e por muito tempo, ficou encarregado do Setor de Arrecadação de Impostos.

Enfim, trabalhou sempre com uma competência e esmero que a todos inspirava respeito e admiração. Nunca solicitou privilégios e sempre vinha para o trabalho e dele voltava, por seus próprios meios. Até a sua assiduidade era exemplar.

Amizade. Ele era o amigo de todos. "Oi Paulinho!" Todos o saudavam carinhosamente quando passava rodando em cadeira de rodas, rua acima, rua abaixo, indo para o trabalho ou dele voltando, ou quando saía para um bate papo amigo na vizinhança ou nas casas de comércio. 

Alegria. Ele poderia ser uma pessoa triste ou que lamentasse suas deficiências de movimento, no entanto, vivia "de bem" com a vida. A sua alegria era uma marca e, mesmo, sua maneira de viver.

Resta-nos agradecer a Deus por todas as pessoas maravilhosas que andam, ou que andaram, ao nosso lado um pedaço do nosso caminho. Pessoas como o nosso querido amigo Paulo. 

Pessoas como o Paulinho são como flores que deixam no ar o seu perfume e, em nossas memórias, a lembrança amorosa de suas existências. O Paulo deixou mais, deixou suas marcas pessoais que se traduzem nas palavras: Superação, amizade e alegria.

Um grande amigo. Um Homem Superior. 
Deus o Abençoe!






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domingo, 10 de fevereiro de 2013

A NOVA ERA DO CONHECIMENTO ESPIRITUAL


O simples indagava explicações da Ciência e esta não tinha respostas.

Chegou à Terra um novo conhecimento. Revelava-se ao homem a realidade do Mundo dos Espíritos trazendo consigo a luz que eliminava as superstições e criações humanas quanto ao destino do homem após a vida na Terra.

Revelou-se num momento em que o conhecimento humano saía das trevas da ignorância e dava passos largos na direção na direção da ciência e das artes. O homem já se considerava "iluminado" pelo saber. 

A ciência se guiava pela observação e experimentação e só julgava válido o experimento provado e visível, passível de repetir-se com idênticos resultados. Na soberba dos conhecimentos obtidos e, na recente libertação das algemas eclesiásticas, já pretendia decretar a "morte de Deus", mediante a alegação de que não se podia prová-lo e, muito menos, experimentá-lo, em laboratório.

Eis que surgem os sons não produzidos, batidas nas paredes, objetos que se moviam e, nesse movimento, escreviam e davam respostas inteligentes às indagações feitas, encantando a mente humana pelo inesperado e pelo maravilhoso ou fantástico. Nascia ali a ciência da alma. Nascia do simples, nascia do zero, para desafiar o saber humano, em fase tão prepotente. e apresentar-lhe os novos conhecimentos mais profundos, depois de identificados os fatores que produziam aqueles fatos, até ali inexplicáveis.  

Os Espíritos superiores revelavam à humanidade a realidade patente do mundo espiritual e a sobrevivência do homem ao evento da morte material. Pela primeira vez, o mundo invisível se colocava ao alcance da interrogação humana. A ciência do invisível, chegava para dar "corpo" ao ensino abstrato das religiões. Revelavam-se firmes fundamentos para a uma fé verdadeira, agora consoante com a lógica e a razão, consentânea com a ciência e o saber humano.

Poucos homens de ciência perceberam a grandiosidade daquela revelação. Os religiosos que viram cair alguns dogmas e artigos de fé, dela se afastaram porque o novo conhecimento bania os temores da morte e o sentido de culpa que tornavam os homens escravos das religiões. 

Como na parábola do Semeador, só uma pequena parte das "sementes" caiu em terreno fértil,  prosperou e  deu frutos.  A maior parte da semeadura se perdeu no terreno infértil - da Ciência e das religiões - e não vingou a planta e ali não se colheram os frutos.  Os descrentes e os agentes de má-fé tentaram lançar ao descrédito as primeiras comunicações e delas até se utilizaram como brincadeiras para o convívio social.

No entanto, estava ali o germe do entendimento das coisas extrafísicas, cujo saber não fora entregue aos cientistas e aos religiosos mas, antes, espalhados aos quatro ventos, para que ninguém se assenhoreasse das verdades espirituais, as quais sempre serão patrimônio de toda a humanidade.

O Espiritismo se formou como o agente propagador da Verdade e da Realidade Espiritual. Não é criador e nem senhor dessas verdades, por isso se afasta de sistemas eclesiásticos, de dirigentes máximos ou mesmo de pretender ser um poder espiritual imanente na Terra.

A reforma íntima do homem e o seu crescimento espiritual, mediante a evolução moral e ética é o objetivo máximo do Espiritismo. A elevação da vibração do ser espiritual, eterno, encarnado sobre a Terra ou não, é a consequência prática almejada pela difusão dos conhecimentos espirituais.

O conhecimento não ocupa espaço, antes, cria novas vertentes para novas realidades e novos conhecimentos. O Espiritismo divulga conhecimentos aplicáveis ao ambiente das religiões, entretanto, não convida ninguém a mudanças religiosas.

Deus nos abençoe em nossas caminhadas e na aquisição das virtudes e conhecimentos que nos elevarão espiritualmente.



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