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Eusébio, Ceará, Brazil
Nasci no ano de 1940 e sou um velho espírita que vive no Brasil.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CURAS ESPIRITUAIS - Um Bate Papo.

O tema das curas espirituais é assunto corrente na maioria dos Centros Espiritas e, bem por isso, muitas Casas Espíritas mantêm trabalhos específicos para esse fim. Esses trabalhos espíritas se dedicam à cura de doenças do corpo e/ou do espírito.

Alguém poderia dizer: se há curas espirituais então não precisaríamos de hospitais e de despender tantos recursos com remédios e tecnologias? Esse é um ponto de vista abordado sob o prisma da unicidade da vida no ciclo terrestre. Mas, sobre a questão vou mencionar apenas que SOMOS SERES ESPIRITUAIS VIVENDO UMA REALIDADE FÍSICA PARA NOSSA EVOLUÇÃO.


Pode-se dizer que é quase rotina os centros espíritas conseguirem resultados positivos de cura, através de um guia espiritual que o realiza como serviço prestado à humanidade, em nome de Jesus.

A cura espiritual existe mas ela não é a solução para as doenças da humanidade. Ela é uma demonstração do poder de Deus e da existência da realidade espiritual que atua e influi sobre o mundo material. A cura espiritual ocorre no poder da realidade espiritual e na individualidade de um ser que pode e deve ser assim curado.

Ou seja, a cura da doença de alguém mediante recurso à energia espiritual é uma ocorrência a nível individual e está focada nas razões espirituais da evolução humana, assim como, a doença é produto do desequilíbrio do ser e se constitui uma forma de aprendizado e purgação de erros passados ou presentes. É a colheita do mal praticado.

Deus não designa o sofrimento para esta ou aquela pessoa sob critério aleatório... O espírito recebe a doença como resultado do seu desequilíbrio, quer como reparação, quer como oportunidade de compreensão e evolução do espírito.

Muitas pessoas estão preparadas para receber a cura espiritual, quando aí se conjugam critérios pessoais, subjetivos q cada um.

No que aproveitaria ao espírito estar livre das doenças, se elas lhe forem necessárias para o reequilíbrio, para a análise e para o arrependimento do espírito?

Jesus esteve na Terra e curou muitas pessoas, mas não curou todas os doentes e nem baniu da terra determinada doença ou grupo de doenças. O sofrimento é, também, um recurso para o aprendizado e a evolução.

A cura espiritual não está restrita a acontecer apenas nos Centros Espíritas, elas podem acontecer no ambiente de qualquer religião ou até em locais desconectados da atividade religiosa, específica. A cura espiritual está ligada à atuação de uma força advinda de uma realidade não física. 

Quando os discípulos disseram a Jesus que havia outras pessoas curando doenças e repreendendo espíritos maus, o Mestre, simplesmente, lhes respondeu: "Quem não é contra nós, é por nós." 

Jesus nunca exaltou os seus "milagres" e, antes, afirmou aos seus discípulos que eles fariam coisas maiores do que aquelas que Ele fazia. Nós somos os atuais discípulos de Jesus...

A realidade espiritual existe e não está restrita a alguns escolhidos. A realidade e as forças espirituais estão disponíveis a todos que trabalham para o bem e para a evolução do ser humano.

A atividade religiosa é apenas um meio mais eficaz para se obter acesso a essa energia curadora, por isso que podemos admitir que padres, pastores, médiuns e até curandeiros e benzedores conseguem melhor acesso a essa força universal que, logicamente, advém da fonte de todas as energias que é Deus, mesmo que alguns agentes não compreendam assim.

Quanto mais puro e espiritualizado o ambiente mais propício está aquele local para o trabalho de cura. Por isso, os templos estão mais adequados para a manifestação da cura espiritual. Todos os locais espiritualizados o estão, não importa como se denomine o lugar.

Está errado dizer que alguém cura doenças. Em princípio, ninguém traz em si essa capacidade. Quem cura o faz como intermediário, consciente ou não, dessa condição. Toda energia emana de uma só fonte que nós, geralmente, preferimos chamar de Deus.

Muita gente conhece a existência de alguém que atende a centenas de pessoas, diariamente, para promover a cura. Claro que toda cura envolve um aspecto subjetivo que é o do merecimento, mas, se a pessoa está num local para esse fim, muito provavelmente, ela já reúne algum merecimento seu, de um familiar ou de um amigo que roga por ele.

Hoje, eu quero falar de curas que ocorrem em locais bem distantes de templos e de orações, ou seja, onde alguém recebe essa energia curadora e a distribui, gratuitamente, às pessoas.

Vou relatar experiências pessoais, ocorridas antes da vivência espírita. Digo isso para significar que fui beneficiado por curas "espirituais", antes de me tornar espírita. Esses locais de cura não nos foram indicados por pessoas não espíritas.

Primeiro caso: Eu havia perdido 20 quilos de peso em cerca de 4 meses. Após muitos exames o meu médico clínico constatou um caso hipertiroidismo. Indicou-me um colega professor da faculdade de medicina cuja experiência na área o recomendava. Logo na primeira consulta, o doutor disse que era um caso de cirurgia, com a possível urgência. Receitou medicamentos para normalizar a atividade glandular, após o que realizaria a operação. Nesse intervalo um amigo me pediu para acompanha-lo numa visita a um curador, na cidade de Jacarezinho-Pr. Ele queria a minha companhia para a viagem de carro desde São Paulo até a cidade paranaense. Saí do Rio de janeiro e o encontrei em São Paulo de onde partimos para a cidade paranaense.

O Curador era um senhor de uns 50 anos que atendia a umas 200 pessoas por dia, apenas na parte da manhã, num cômodo nos fundos da sua casa. Nada era cobrado, nenhum remédio era receitado e nem intervenção física era feita. Não haviam recomendações prévias e nem posteriores. Não ocorriam momentos de oração ou de concentração. As pessoas passavam diante dele, em fila, e ele atendia a cada um, em um minuto no máximo. Na salinha iam entrando todos os que ali coubessem, em fila de pé. 

Quando meu amigo tomou o seu lugar na longa fila ele me convenceu a submeter ao curador o caso da minha próxima operação da tireoide. 

Entramos. Meu amigo, à minha frente, disse ao senhor do seu problema nos rins. O senhor mandou que ele levantasse a camisa e ficasse de costas. Todos vimos que ele se levantou e pegou um chumasso de algodão, tirado de dentro de um vidro, e o passou na altura do rim do meu amigo. Retirou o algodão onde havia algo: Quer levar a pedra, ele perguntou? Na resposta afirmativa colocou uma pedrinha num frasco de vidro pequeno. Novamente pegou outro algodão, passoa sobre a altura dos rins e também voltou a colocar outra pedrinha dentro do vidro que entregou ao meu amigo.



Era a minha vez e eu disse a área do meu problema. Ele pegou mais um chumasso de algodão e fez movimentos circulares no meu pescoço, na altura da garganta. Eu também disse que queria levar o pedacinho de tecido que parecia um nervo que ele segurava no algodão todo sujo de sangue. Na minha garganta não havia nenhum corte, marca ou mancha de sangue. 

De volta ao Rio de Janeiro fui ao médico para marcar a operação. O doutor examinou e disse que eu não tinha nada e que não precisava ser operado. Repeti o exame de laboratório e não havia menção de qualquer distúrbio da tireoide. Faço exames periódicos há mais de 30 anos e está tudo normal no funcionamento da tireoide.

O segundo caso ocorreu com minha esposa que amanheceu com o braço semi-paralisado. Uma amiga nos indicou um médico muito requisitado no Rio de Janeiro. A tentativa de marcar uma consulta resultou em que só havia vaga para uns quatro meses após aquela data. Diante da alegada urgência do caso, o médico fez um encaixe na agenda e ela foi atendida, no dia seguinte. Feito os exames de praxe e exame radiológico, o médico disse que não havia solução para aquele problema e que o jeito era conviver com a limitação de movimentos e com os exercícios físicos do membro afetado, acompanhado de fisioterapia.

Estávamos em São paulo na casa de um parente e mencionamos o problema do ombro da minha esposa, com endurecimento da cartilagem e dores que impediam o movimento do braço. Foi-nos indicado alguém que fazia curas apenas no que se relacionasse aos ossos e articulações. Fomos lá e o procedimento era idêntico ao do curador do Paraná. Nenhuma exigência ou cobrança e atendimento na fila que se organizava as seis da manhã. A senhora que curava tinha menos de 50 anos e recebia alimentos doados para o orfanato que mantinha.

Ela atendia sem interromper as suas providências normais de uma família e das comunicações com o orfanato que mantinha. De repente, ela parava e colocava dois dedos aberto sobre o local da doença e os fechava, como o movimento de uma tesoura, sobre a pele do paciente. Então ela ficava alguns segundos em silêncio e, quando ela retirava sua mão, no local ficava um calombo avermelhado, como se fosse a cicatriz de uma intervenção cirúrgica contendo, inclusive, os sinais dos pontos cirúrgicos, que ali tivessem sido feitos. Também, dessa vez já não houve mais providências médicas e a minha esposa nunca mais teve problema desse tipo, tendo de volta, imediatamente, os movimentos normais do braço.

Curioso, em ambos os casos, perguntei se havia algum procedimento espírita ali envolvidos e, em ambas as situações, recebi resposta negativa. Sendo que, em São Paulo, a minha pergunta foi recebida como uma descortesia da minha parte.

Relatei esses casos, para dizer que a energia da cura está no universo e não está vinculada a qualquer religião ou procedimento especial. Ela pode ser encontrada nos locais mais diversos e pessoas muito diferentes. Nos interiores do Brasil, sempre há referência a pessoas que curam com as mãos ou com o conhecimento de ervas e benzeções.

Eu guardo minha convicção de que todo o poder vem de Deus e, portanto, quanto mais convictos da nossa condição de seres espirituais, em viagem sobre a terra, melhor será a nossa recepção para a energia da cura, para dar ou receber.

Boa saúde física para todos nós enquanto aqui vivermos. E que todos possamos buscar o equilíbrio espiritual que é a saúde do espírito.


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