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Espírita - Brasil

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

MORRER Uma só Vez x NÃO MORRER Nunca


O que vou escrever está baseado nos postulados da Doutrina Espírita, diante da qual o Espírito é eterno e vive muitas vidas físicas, com corpos e nomes diversos, mas, mantendo a identidade espiritual com a qual foi criado e com a qual lhe compete evoluir espiritualmente.

A realidade espiritual é única para todos os Espíritos. Não importa que as mentes se agrupem em defesa dessa ou daquela forma de entendimento.

O nosso papo hoje estará focado no que escreveu o Apóstolo Paulo em sua epístola aos Hebreus, capítulo 9, versículo 27:

"AO HOMEM COMPETE MORRER UMA SÓ VEZ, VINDO DEPOIS O JUÍZO"

Eu que estou escrevendo - Euleir Eller - vou morrer uma só vez e por minhas ações serei julgado. Morrerá o homem - eu - mas viverá o Espírito. Continuarei em minha vida eterna.

Fica fácil entender que o termo morrer não pode se aplicar ao Espírito. Esse termo concerne ao corpo físico, tirado do pó e que ao pó voltará. O Espírito foi criado eterno - uma fagulha da Luz Divina - e viverá para sempre. Adquirirá as virtudes  e voltará a Deus, a sua origem.

Qual o propósito do Criador em emanar Luz e Vida para criar o ser e destina-lo, depois, ao inferno? Impossível! Qual a lógica de criar?

Como pensar que uma parte de Deus, mesmo uma centelha, estará sofrendo eternamente no inferno? Haveria algum HOMEM que criaria um filho sabendo que sofreria eternamente?

Deus é ONISCIENTE - tem ciência de tudo, tudo sabe, inclusive o futuro. Seria inconsequente o ato de criar alguém para o sofrimento, sabendo desse sofrimento. Melhor seria não criá-lo.

Então:

O Espírito - que nunca morre - habita o corpo físico que morrerá, uma só vez, naquele conjunto corpo-identidade-realidade física, que lhe possibilita viver na Terra.

E o Juízo?

Finda a vida terrestre, o Espírito vê seus atos dessa etapa da vida. Medita sobre os seus débitos e créditos e, nesse passo, estará envolvido pelas energias mentais que lhe proporcionarão alegria ou sofrimento, através das quais será atraído para região de campo vibratório compatível.

O Espírito a si se julga. Ninguém o condena ou absolve.

Se ele, Espírito, não possui discernimento para essa análise, será envolvido pelas energias do seu campo mental e atraído a região compatível de sua afinidade. Lá, terá a oportunidade de iniciar um novo entendimento para o bem, assim como, em algum momento, reencarnará para continuar seu aprendizado, retomando-o no mesmo ponto em que deixou a escola terrena. Trará em sua mente o caminho que deve percorrer, sempre condicionado ao exercício do seu livre arbítrio.

Se para uns a reencarnação será a graça divina que impulsionará a elevação espiritual, para outros representará a pura misericórdia divina, que vem aliviar a dor e o sofrimento, ainda, propiciando um tempo de lucidez para a mente acossada por eventuais cobradores espirituais.

O sofrimento espiritual pode ser infinitamente superior ao que aqui se sofre. Os Espíritos nos informam que a Terra pode afigurar-se como um Paraíso para os que, no Além, habitam em um inferno mental, no plano astral, regiões essas que denominamos UMBRAL.

Melhor estar aqui. Fazer as pazes com os inimigos. Orar pelos perseguidores. Pagar aos devedores o último ceitil. Não julgar. Não atirar a primeira pedra. Ter compaixão pelos que sofrem. Perdoar e ser perdoado. Amar e ser Amado. Ver em todas as pessoas um irmão na mesma caminhada.

Saber-se filho de Deus, evoluindo para a perfeição.

Deus nos abençoe a todos.



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