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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O PERDÃO


Difícil virtude essa a de perdoar aos que nos ofendem.

Geralmente, o nosso orgulho, ferido, nos coloca como um animal selvagem, ferido e acuado, pronto a revidar com uma ofensa maior do que a recebida. Quem nunca sentiu o sangue subir à cabeça por uma ofensa qualquer?

Seja a ofensa pequena ou grande, a raiva, o ressentimento e o desejo de revidar crescem dentro de nós e apenas são contidos pelas ciência das leis penais ou, quiçá, pelo tamanho do ofensor, visto que, mesmo ofendidos, sabemos avaliar muito bem o que pode nos ser desfavorável.

No entanto, Jesus nos fala de perdoar de forma ilimitada e enfatiza que Deus  perdoará as nossas ofensas, se e como perdoarmos àqueles que nos ofendem. E o mestre está falando do perdão de Deus e não do perdão que damos e seguimos à frente rememorando aquela história até ao fim da vida....

No ato de perdoar devem estar presente três facetas, igualmente importantes: 

Perdoar             - é o próprio exercício da nobreza de caráter;
Pedir perdão - é o exercício da humildade que tanto engrandece o Ser;
Perdoar-se      - é uma forma de eliminar a culpa. Despir-se da culpa é essencial para abrir a mente para novas experiências e aprendizados.


Reproduzo, a seguir, a bela página sobre o perdão, recolhida na coluna Bom dia - Marcos  Ianoski (BLOG):
http://marcosianoski.blogspot.com.br/2012/08/perdao-pai-perdoa-lhes-porque-nao-sabem.html


"PERDÃO
 
"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." - Lucas, cap. 23 - v. 34
 
A falta de perdão, ou seja, o ressentimento acalentado é uma das maiores causas da
insanidade mental que acomete o homem.
O rancor é sentimento que acompanha o homem de vida em vida - é um espectro que
o assombra indefinidamente !
Perdoemos, entendendo que, de fato, os que nos ferem não sabem o que fazem.
Não fiquemos a ruminar vingança contra quem quer que seja.
Perdoar é esquecer e desejar que o outro seja feliz, mas desejar com toda a sinceridade.
Se for o caso, e na maioria das vezes é, tenhamos a humildade de pedir perdão a quem
magoamos.
Para seguir adiante, na direção da luz, o coração precisa estar livre.
Todo vínculo fora do amor é algema.
Não nos prendamos aos cipoais do caminho, nas infelizes questiúnculas nascidas do
amor-próprio exacerbado.
Quem se sente ofendido e magoado é magoado e ofendido em seu orgulho.
Toda pessoa que realmente se sente ofendida é porque estava necessitando de uma
quebra na coluna dorsal de sua vaidade.
Odiar é sempre a maneira de enlouquecer mais facilmente.
Sigamos, pois, adiante, não indiferentes e insensíveis, mas imperturbáveis ante os
obstáculos naturais de um orbe de provas e expiações.
Não esperemos ser ofendidos para perdoar, pois a árvore do perdão, o tempo todo, deve estar sempre carregada de frutos.
 
(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli / Inácio Ferreira)"



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