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Espírita - Brasil

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PELO AMOR OU PELA DOR

Gosto de escrever.

Gostar de escrever não me traz capacidade de bem escrever. Se mal escrevo, por culpa minha, mais demonstro  a limitada cultura geral que amealhei, quer por oportunidades poucas, quer por esforço que desdenhei.

Pelo lado pessoal, não tenho nada para mostrar, muito menos para ensinar.

Gosto de falar de espiritismo e, isso sim, julgo ter algum valor. Talvez aí uma virtude solitária de ocupar-me com algo sério, principalmente, porque desfaz o mistério do nascer, viver e morrer.

Toda a escuridão do mundo não extingue a luz de uma vela, ainda seja a menor que, perseverante, alumia ao seu redor.

Quando falo do espiritismo não quero, nem poderia, levar a alguém imagem ou fantasia do mundo astral, do sobrenatural. No fim, há uma só realidade, física e espiritual, unidas em única vida, selada e mantida pelo Criador de tudo, de todas as vidas.

Não há magias, não há milagres que apresentar, só estudo, razão e percepção. Ninguém vive no sobrenatural, mesmo porque tudo é natural, em Deus.

Das verdades espirituais, somente a alma atenta tira o devido proveito, ao seu jeito. Descobre das virtudes a fonte, obtém conhecimentos, alarga seu horizonte. Vê caminho onde antes só enxergava espinho.

Eu? Sou pessoa, sou gente, sou fraco, sou vil, sou nada. Sou apenas a alma que caminhando aprende, aspira, quase sonha. Almeja escapar do burburinho para se ilustrar e aplainar, caminhos por trilhar, nessa viagem entre estrelas, na ânsia de galgar, ou pelo menos, vislumbrar, a felicidade eterna, infinita, nos círculos elevados onde só amor habita.

Falta muito!

E como sei que falta muito!

Sei, porque ainda não aprendi a amar e perdoar, a dar a mão ao meu irmão, com ele caminhar e sua carga mais pesada ajudar a suportar.

Porque o egoísmo de possuir ainda vive em mim, um mal, fantasiado de virtude e de ideal. Usufruir, para mim, ainda é meta ou "status" por atingir.

Viver, para mim, ainda é graça a suplicar, como se morrer fosse condenação e não, simples curva do caminho, no mesmo caminhar, sempre em ascensão.

Anseio por sorte, riqueza, alegrias, poder, nobreza, fantasias desfrutar, até me esqueço que aqui estou para retificar o que antes deturpei, sentir a tristeza que antes dei, sofrer a dor que purga a dor que causei. Esquecido estou da colheita obrigatória, retificadora, compulsória.

Eu e muitos outros comigo, preferimos chorar diante do infortúnio do que compreender que o atraímos quando a outros igual sofrer infligimos, ainda, quem sabe, com uso claro da nossa vontade, mesclada, talvez, com ingredientes de crueldade.

Maldizemos quando devíamos bendizer o sofrimento que hoje faceamos, porta necessária para a felicidade que buscamos!

Ah! como é difícil viver quando se quer aprender!

No fim aprenderemos, pelo amor ou pela dor.


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