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Espírita - Brasil

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ser Santo

Os santos que conhecemos chegaram até nós, como santos, através da religião cristã e muitos deles deixaram, efetivamente, exemplos dignificantes da figura humana que transcende e eleva o seu olhar para além das nuvens e das estrelas e contemplar o Criador. E, nesse caso, me vem logo à lembrança um como São Francisco de Assis.

Não se trata de questionar critérios, dessa ou daquela religião, para declarar que alguém mereça o título de santo, atenho meu raciocínio à individualidade do espírito agraciado com esse título, ainda, indagando sobre o que diriam, caso fossem consultados sobre a honraria que recebem. 

No entanto, sobre a santidade, diante dessa individualidade que é marca do Espírito, eu sempre me questiono:

- Quantos terão entrado nos portais da espiritualidade e lá foram recebidos, realmente, como santos?

- Quantos não terão percebido que se tornaram santos apenas para propósitos humanos? 

- Quantos não abririam mão dessa honraria para estarem mais confortáveis diante do Criador?

Apenas por hipótese: E se, por erro humano de julgamento, esse ou aquele santo não merecessem esse título? Será que se sentem confortáveis, ali no plano espiritual, sendo aqui venerados como luminares oferecidos aos aprendizes da Doutrina de Cristo?

Penso naqueles, nomeados santos, que se destacaram como chefes de exércitos os quais, em nome da fé, mataram muitas pessoas que rotularam como infiéis que deviam morrer. Será que eles se sentem realmente como santos, irmanados com Cristo?

Me arriscaria a dizer - apenas pelo critério humano - que há homens santos que não foram santificados. Me refiro àqueles que falaram demais, ouviram demais e viram demais - para além do que admitia o catecismo - esses que ousaram penetrar mais fundo no conhecimento espiritual e que que estiveram à frente do seu tempo.

Quantos terão sido queimados nas fogueiras da mesma fé que professaram?  Estes nunca receberão títulos de santos, ainda que revisados fossem os processos eclesiásticos de suas condenações terrestres.


Giordano Bruno, nascido Filippo Bruno, da ordem dos Domenicanos, não teria sido um desses santos cristãos, caso houvesse se calado sobre as verdades espirituais e se contido adequadamente ao que seria conveniente? As idéias avançadas e diferentes desse Teólogo cristão não ficaram impunes, eis que atraíram a ira dos seus irmãos de fé que o excomungaram e, depois, o levaram à fogueira.

Giordano Bruno, instado a ouvir a sentença que lhe impunha o Santo Ofício e a Inquisição, deixou a frase que lapidou na força e na certeza de suas ideias:

"Talvez sintam maior temor ao pronunciar esta sentença do que eu ao ouvi-la".


Quantos desses que se queimaram e, cujas chamas crepitantes das fogueiras, ofereceram deleite aos fiéis de uma época triste... quantos não terão sido recebidos no céu, em glória, em alegria, em festa espiritual? 

Quantas das bruxas queimadas não terão sido bem vindas ao "Paraíso"?

Só Deus vê o bem ou a maldade nos corações dos homens!

Em outros tempos, apenas por esse bate papo, eu também seria condenado como herege e sujeito a virar churrasquinho.

A pergunta que fica é: Eu teria coragem de escrever? Teria a fé suficiente para sustentar que a vida física é só um passo dentro da eternidade e que todos caminhamos para Deus e a Ele chegaremos?

Felizmente que os tempos mudaram e que cada um, hoje, pode servir a Deus e buscar a verdade, segundo suas próprias convicções.


Deus é muito maior do que as religiões!



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