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Espírita - Brasil

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

REENCARNAÇÃO - 2 BILHÕES ACREDITAM

DOIS BILHÕES DE PESSOAS (28% da população mundial) acreditam na reencarnação. Eu acredito!

É incrível que a ciência, nos tempos atuais, não inclua entre os focos da sua pesquisa, a ocorrência da REENCARNAÇÃO. Até porque esta poderia ser a porta de entrada para a compreensão da dupla realidade da vida, que está centrada no binômio "espírito-matéria", coincidindo em que a vida humana é um reflexo da vida espiritual, esta eterna na evolução do espírito.

Quantas indagações seriam melhor compreendidas e esclarecidas, se a ciência alcançasse essa verdade de que a o homem é um ser em vida única, dotada da imortalidade?

Que avanço seria comprovar que o homem físico já traz consigo uma bagagem de experiências, tendências e potencialidades, adquiridas e vividas em outros períodos de vida física terrestre?

Quantos problemas seriam "facilmente" solucionáveis?

Sabemos que a ciência, em momentos passados, sempre se absteve de afrontar os religiosos de Roma, os quais detinham poderes de levar à fogueira, os cientistas que ousassem ofuscar os seus DOGMAS e PRECEITOS. No entanto, já é hora de compreender que esse poder de vida e morte dos religiosos também já morreu com fim a Idade Média e seus horrores. 

A Igreja já não tem poder absoluto sobre as mentes científicas que buscam a verdade em todos os fenômenos que se apresentem à humanidade. Ela já não é o obstáculo objetivo do avanço científico. Talvez ainda possam vigorar, no aspecto subjetivo, dos homens cientistas, a ameaça da condenação pela culpa eterna. 

Compreende-se que a ciência fincou os seus fundamentos nas coisas concretas que podem ser vistas ou admitidas por relação de forças físicas. Só lhe ocupa o tempo o saber das coisas que podem ser medidas, mapeadas ou até fotografadas. 

Por que os cientistas se escondem na omissão e no silêncio, quando vislumbram o desdobramento da vida humana?

Recusam-se a focar as suas investigações em algo básico, sem sentido religioso, sendo um fato normal da vida de todas as pessoas, no qual acreditam um terço da humanidade. 

A verdade mais simples é a de que a ciência, no mundo atual, tornou-se escrava do dinheiro e do poder. Ela está movida por grandes interesses financeiros. Seja pelas conquistas de poder pelas guerras, seja pela obtenção das curas de doenças, quando isso atende aos fins lucrativos dos seus financiadores. 

Os cientistas que amavam a ciência pelo ardor da pesquisa e do conhecimento são coisas do passado, e os mecenas, benfeitores das artes e da humanidade, são hoje vorazes capitalistas que só valorizam grandes cifras que possam amealhar.

Apenas para encerrar esse bate papo, convém mencionar que os primeiros cristãos conviviam pacificamente com o conhecimento da reencarnação. O vocábulo "reencarnação" foi delatado da bíblia, por determinação do imperador Constantino (Cristão), no interesse de sua mulher que temia a menção de que os fatos passados da sua vida pudessem gerar consequências em vida futura. 

Mesmo assim, ficou mantida na Bíblia a afirmação de Jesus a respeito do Profeta Elias "Elias já voltou e os seus não o reconheceram", quando o mestre respondeu à indagação dos seus discípulos sobre quando se cumpriria a profecia de "Zacarias" sobre a volta do grande profeta à Terra.

N eternidade em que vivemos, todas as respostas e anseios do conhecimento virão com o tempo, na descoberta da verdade, sobre a qual, disse Jesus: "Conhecereis a verdade e ela vos libertará".

Resta aguardar.


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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Uma só Vida.

As vidas, no plano físico, são os degraus da evolução do espírito. O ser que volta ao plano físico, reencarnado, trouxe consigo o seu grau de evolução e, também, uma "programação" do que seria adequado aqui realizar, para ascender na sua realidade espiritual.

Cada etapa de vida é adequada e inerente a uma individualidade. Não haveria proveito em alguém viver a vida de outra pessoa pois a realidade de cada um é resultante de um passado individual, que construiu a realidade presente.

Em cada vida estão inseridas as circunstâncias e emoções das quais resultarão o aprendizado e a evolução de um determinado espírito.  Quem não sabe ler precisa da escola primária. Quem teve o ensinamento básico precisa de um curso universitário e assim por diante.  Cada pessoa ostenta um grau de conhecimento e virtudes e, também, um conjunto de necessidades de aprimoramento para a sua própria elevação.

O sentido e o objetivo da vida sobre a Terra é o crescimento do espírito encarnado. Por realidade recebemos a colheita da semeadura do passado. De igual forma, no futuro colheremos o que estamos semeando agora, no presente.

Cada espírito que chega à Terra traz consigo um roteiro e aqui encontra as melhores condições para a vivência necessária à evolução. Entretanto, cada um detém o poder decisório - livre arbítrio - de seguir ou não a orientação traçada. Cada pessoa é dona do seu querer e das suas decisões. Ninguém está entregue ao imprevisível, à sorte ou ao acaso. O homem não é resultado do instinto, do desejo ou das circunstâncias.

O Espiritismo veio mostrar que a vida tem um sentido, com origem, meio e fim. O princípio inteligente que hoje se expressa como homem encarnado, já viveu etapas de vidas em todos os reinos da Natureza, até se encontrar ciente da sua individualidade e consciente da sua evolução.

Na etapa humana, o princípio inteligente-espírito já galgou um elevado grau de evolução, se considerarmos que nas eras passadas, ele apenas existia como parte da natureza, parte da criação, em evolução. Hoje ele tomou nas mãos o seu querer e se tornou ciente do seu poder. Se está um pouco abaixo dos "anjos", a evolução o levará à angelitude.

O sentido maior da vida só será compreendido para além da própria vida física, posto que esta é meio e não finalidade em si própria. Vivemos a vida física para aprimorar conhecimentos e virtudes em prol de uma conquista muito maior.

A busca desenfreada por riqueza e poder, na Terra, não traz recompensa que ultrapasse os limites da vida terrena, caso essa busca se sobreponha às oportunidades de realizar o amor, o perdão e a solidariedade. A verdadeira felicidade não está fundada no usufruto de bens materiais. Ela só será obtida com a felicidade do espírito que é o agente da vida.




domingo, 30 de outubro de 2016

UM VALE ENCANTADO

Nossa literatura é rica em descrever reinos encantados, ilhas da fantasia e paraísos perdidos, frutos da imaginação para deleite de adultos e crianças, levando-nos todos a pensar que possam existir esses lugares mágicos de paz e felicidade.

Numa visão mais sagrada, poderíamos dizer que esse exercício de imaginação podem até ser uma saudade atávica de lugares paradisíacos de onde viemos - como almas eternas que somos - para mais uma experiência de aprendizado e evolução num reino físico do Universo.

Entre imaginação, misticismo e realidades de outras dimensões, o fato é que nos maravilhamos com essa possibilidade-realidade de que a nossa vida não se restrinja à vida física atual onde, muitas vezes, vivenciamos muitas situações de infelicidade. Nossa racionalidade exige mais que isso: Não é possível que a vida signifique, apenas, lutas e sacrifícios! 

Nesse contexto surgem as religiões desejando dar sentido à vida e oferecendo alternativas grandiosas para os espíritos, na vida espiritual. Entretanto ao afirmar um destino de felicidades para alguns, também, quase sempre, decretam grande infelicidade para aqueles que não se adequarem às proposições que ensinam.

Vivemos num século de muita ocorrência religiosa. No Brasil, igrejas surgem todos os dias, em todos os bairros, umas ao lado das outras, no que poderia representar até um explosão de fé. Será que estamos vivendo o momento em que o amor e o perdão pregado por Jesus, finalmente, ocupou a terra e as mentes humanas? Será que vige entre nós a verdadeira solidariedade universal, nela incluído o perdão e o amor ao próximo, como Jesus nos ensinou?

Lamentavelmente, nem precisamos pesquisar para concluir que estamos longe dessa realidade do “Reino de Deus” na Terra". Embora, cada vez mais se repita “Senhor! Senhor!" mais longe estamos do reinado do amor... Mas, o que então justifica vivermos o momento de maior expansão de igrejas sobre a Terra? O que motivou a multiplicação dos templos?

Salta à vista que o fator preponderante da atual fase religiosa são interesses bem materiais: Interesse monetário! Interesse comercial! Interesse político! As igrejas se tornaram excelente fonte de riqueza e poder político, mediante os recursos arrecadados em nome de Deus.

Mas hoje eu me propus falar de um Vale Encantado. Um lugar para encontrar paz, amor e solidariedade. Um lugar para onde levar a dor e o sofrimento e receber em troca a cura, a luz e a paz. Este vale existe no Plano Espiritual e no meio físico terrestre: Refiro-me ao Vale do Amanhecer

São as casas espíritas criadas por Tia Neiva - sob a orientação espiritual de Pai Seta Branca e Mãe Iara - as quais já se expandem por todo o Brasil e alguns países.  

Uma Casa Espírita que atua na vertente espírita que acolhe a presença espiritual dos pretos-velhos e caboclos, recebidos e assessorados por médiuns denominados Mestres, Adjuntos, Princesas, Ninfas, Aparás e Doutrinadores, numa simbiose físico/espiritual sob a invocação única do nome de Deus e de Jesus Cristo. Os trabalhos da casa são lindos. Os médiuns trajam uma vestimenta própria do título que ostentam pelo grau e natureza da sua atividade no Templo, resultando em uma profusão de cores e beleza que encantam os olhos e despertam os sentidos para além da realidade física. 

Considerando as Entidades espirituais que ali trabalham, poderíamos pensar em um ritual da Umbanda, mas isso não corresponderia à verdade, porque não há nenhuma semelhança nos trabalhos que realizam. Não há tambores e batuques para invocação e os cânticos são diferentes. Apenas preces precedem as manifestações dos guias e os trabalhos diversos lá executados - cura, junção, indução, defumação, além de outros.

No Vale do Amanhecer ninguém lhe pergunta onde vive e o que faz, apenas são requeridos o seu nome e idade, no momento do atendimento espiritual. Todos os visitantes estão proibidos de prestar qualquer ajuda financeira ou material ao templo. Lá você entra e sai - participa de todos os trabalhos que lhe foram indicados - e apenas lhe pedem o nome e a idade.

É por isso que eu digo: O Vale do Amanhecer é um Vale Encantado. Um lugar onde apenas se fazem preces e onde são cultuadas as forças da natureza e as energias espirituais. 

Eu me sinto muito bem nesse lugar encantado. Como visitante, em todas as oportunidades que lá compareço, deixo lá os meus problemas e preocupações e volto para casa repleto de paz e boas energias.

Que bom ter um Vale Encantado onde renovar as energias e a fé em Deus, ainda, recebendo cura e equilíbrio para o dia a dia.

Em todos os recintos e atividades do templo, as palavras que se repetem por milhares de vezes - a todo o momento – precedendo a qualquer frase falada/ouvida é: SALVE DEUS!  LOUVADO SEJA N. S. JESUS CRISTO!


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domingo, 31 de julho de 2016

VIVENDO COM LÓGICA


O que vamos conversar hoje parte do pressuposto de que a pessoa possa gerir a sua vida e tenha seus próprios meios de sobrevivência. Não se trata aqui de favorecer a rebeldia ou de viver a vida ao sabor do vento ou das ocorrências. Trata-se mais de dar sentido à vida.

Viver se tornará mais simples se você encontrar lógica nas coisas que faz.

Encontrando lógica em função de um motivo, analise esse motivo e veja se ele é imprescindível ou muito relevante.

Faça as coisas que gosta ou que quer fazer, vendo lógica do querer e gostar.

Não aceite viver a vida pelos pensamentos de outra pessoa, quando você ache que não há lógica no que lhe é sugerido ou imposto.

Analise com calma conselhos e sugestões de terceiros. Há conselhos que são verdadeiros alertas da providência divina.

Não acredite em tudo que ouviu. A lógica pede que se busque a verdade. Procure novas fontes que confirmem o que ouviu ou leu.

Nunca se entregue à preguiça mental. Raciocine e dê cada passo na direção que lhe convém ou que lhe pareceu mais lógica, em função do que você pensa.

Não existe caminho mais fácil, geralmente o mais fácil surge com a improvisação. O improviso é mais próximo do erro do que do acerto.

Seu cérebro, sua mente e sua consciência, compõem o mais excelente computador que a natureza e a vida podia produzir.  Você tem todo o potencial para tomar todas as suas decisões sem depender de outras pessoas.

Discernir o certo e o errado, o prescindível e o essencial e o conveniente e o inconveniente, constituem a base de toda a sabedoria.

Cultivar a sua essência espiritual é necessário para não perder o foco de que a vida na Terra é transitória, sendo parte da vida eterna do espírito.

Cada ser humano é uma pequena usina de energia. Doamos, recebemos ou repelimos energias em função da semelhança ou dissemelhança da energia que portamos. Cultive boas energias ao seu redor.


O Universo é um grande celeiro, você só retira dele o que lá depositou.


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sábado, 30 de julho de 2016

AS REALIDADES DA VIDA

A vida é mais que o espaço entre o berço e o tútulo. A vida antecede e ultrapassa esses limites físicos que conseguimos observar. O espírito foi criado imortal e, portanto, sua vida pre-existe ao nascimento na Terra e continua a existir após a morte do corpo terrestre, como vida única e eterna, enquanto se processam as por etapas vividas no planeta e as etapas vividas no astral.

O que chamamos nascimento e morte são as transições entre as etapas da vida única que se manifesta como vida física e vida espiritual. São os pontos de embarque e desembarque no ônibus em que viajamos sobre a Terra.

Mentalmente adormecidos, preferimos ignorar a realidade espiritual de onde viemos e para onde estamos retornando. Ignoramos que o sentido da vida na Terra é o aprendizado e evolução do espírito, que se realiza pela prática do bem, na aquisição das virtudes aqui disponíveis.

Equivocadamente, buscamos as realizações de bem estar e prazer como únicas razões e justificativa da vida terrestre. A aquisição de bens e poder passa a ser a finalidade primeira, na certeza de que essa é a correta busca da felicidade.

Essa vida física, da forma como ela se nos apresenta, foi ardentemente desejada como meio para a conquista da felicidade espiritual. As condições que recebemos, no meio físico, são o melhor meio para tal realização. Ambas as realidades da vida do espírito são igualmente importantes - a física e a espiritual - sendo que cada uma se torna prioritária na sua exata ocorrência. Se estamos encarnados, é mais importante fazer o que viemos aqui fazer e aprender do que ajoelhar e rezar  o dia inteiro, desmerecendo essa vida que é verdadeiro premio espiritual, dada a suma importância da elevação do espírito.

Não é somente uma vida de sacrifícios que pode elevar o espírito. Todas as circunstâncias da vida física são elementos do necessário aprendizado. A prática do bem, da justiça e do perdão não estão condicionadas a qualquer condição ou meio social. Em todo momento, há espaço para a solidariedade, levando alegria e paz por todos os lugares e situações.

Se a humanidade se conscientizar que somos espíritos numa viagem de estudos e que estamos aqui construindo uma melhor realidade futura, a nossa Terra se tornará um lugar muito melhor.


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segunda-feira, 18 de julho de 2016

INVERSÃO DE PRIORIDADES

Na viagem em que vamos, estamos retornando ao Plano Espiritual de onde viemos em busca de alcançar méritos que nos permitam ascender às moradas celestiais mais elevadas - lugares de maior felicidade.

Nesse trajeto, é muito conveniente que nos atenhamos ao roteiro pré-estabelecido para o sucesso desse empreendimento de evoluir. Esse roteiro que não sujeita o nosso livre arbítrio, é o caminho do sucesso. Entretanto, em que pese planos e metas. Em que pese os compromissos e os desejos, a liberdade de fazer ou não fazer, quase sempre, acaba por constituir desvio de finalidade, porque a vida nos entulha de novos desejos, compromissos sociais e novas prioridades focadas na evolução material de ganhos terrestres. E, assim, pode ocorrer que invertamos as finalidades do viver, priorizando o imediato e postergando a realidade do espírito.

Se a vida na Terra nos acena com a necessidade/possibilidade de viver em melhores condições econômicas, logo colocamos como prioridade obter riqueza e poder, muitas vezes mesclando meios lícitos e ilícitos, acrescidos de eventual prejuízo ao nosso próximo.  O mesmo ocorre com relação aos prazeres que, por vezes, levam a uma vida desregrada.

Esquecidas ficaram as finalidades primeiras da nova vida - reencarnação - e o roteiro inicialmente preparado.

Essa inversão de valores conduzirá à perda do tempo de uma vida, fato do qual só nos daremos conta quando regressarmos ao lar espiritual, talvez, com eventual acréscimo na linha de resgate, pelo mal que deva ser reparado.

A vida na Terra é a oportunidade oferecida ao Espírito para adquirir virtudes e para praticar o bem. O saldo das nossas decisões determinará o grau da nossa evolução espiritual, da qual resultará novo período feliz ou infeliz no mundo espiritual, enquanto aguardamos nova vida e  nova oportunidade evolutiva.

O Espiritismo compreende e divulga as penas e recompensas para o espírito como resultantes da vida sobre a terra, no entanto, assegura que tais condições são provisórias, como um estágio preparatório de conscientização de prioridades para uma nova vida.

O progresso da Alma é  Lei Imutável de Deus. O espírito aprende e progride mediante as vivências físicas, através dos erros e acertos que pratica em seu livre arbítrio. Em tudo estará presente a justiça divina que a cada impõe a colheita do que semeou: Bondade ou sofrimento são apenas resultados da faina individual do espírito.


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domingo, 17 de julho de 2016

PROPÓSITO E FINALIDADE

Somos viajantes do Universo e da eternidade. Tivemos vidas incontáveis e habitamos mundos diversos.  Chegamos até aqui como resultado de um progresso e de uma evolução que nos impulsiona, conscientes ou não, para a meta de alcançar a elevação espiritual. Viveremos sempre os ciclos de vidas necessários para essa aquisição que é individual e permanente.  As vidas físicas cessarão quando a alma alcançar a pureza que busca e que a habilitará habitar os mundos superiores que hoje chamamos de "céu".

A eternidade não tem pressa. A alma sim é que deve apressar a sua evolução para adquirir felicidade. 

Nesse entendimento do conhecimento universal e da pureza da alma estão as palavras de Jesus: E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Quanta verdade e conhecimento ainda temos que conhecer e adquirir?  E todo conhecimento virá pelo esforço humano (de cada um), mediante a busca da ciência e da experiência. A natureza não dá saltos. A evolução é contínua e obedece aos ditames da própria humanidade em adquirir sabedoria.

O Mestre Jesus habitou entre nós num tempo em que não sabíamos de muitas ciências. Admitimos que Ele, como Espírito Superior, sabia de todas as coisas e poderia revelar, mas preferiu postergar os conhecimentos das verdades para a própria busca humana. Jesus não revelou que:

  • que a Terra não era o Centro do Universo e que o sol não girava em torno dela;
  • que a Lua era parte da Terra, como satélite que interfere nas suas condições de vida;
  • que a Terra é uma bola que gira no espaço, em torno de si mesma e em torno do Sol;
  • que a terra é apenas um Planeta de ínfima categoria dentro de uma galáxia, de ínfimo tamanho no conjunto das galáxias - do Universo;
  • que a Terra é apenas um grão de poeira dentro do Universo;
  • que a Terra é uma das moradas celestes, onde a alma aprende e evolui, dentro das condições evolutivas nela existentes;
  • que há vida e evolução em todo o Universo;
  • que há um "universo" de vida e seres na Terra que seria revelado no futuro (vermes, bactérias, vírus) todo um mundo dos infinitamente pequenos;
  • que havia gases e energias circundando a Terra, por camadas, as quais a protegem e criam as condições da vida terrestre;
  • que o homem um dia voaria por grandes distâncias;
  • que o homem voaria para além das nuvens - sairia da Terra e voltaria a ela;
  • que o homem poderia ver o interior do corpo humano vivo, sem secciona-lo.
  • que o homem poderia desenvolver sistemas de tratamento e cura das doenças, inclusive, percorrendo o corpo humano para conhecer e debelar as enfermidades;
  • que as enfermidades tanto procedem do meio físico, como da realidade mental e comportamental.

Lembro-me que há quarenta anos, a entidade "Pai Benedito de Angola" revelou para um grupo de 6 pessoas que participávamos de uma "reunião" em Belo Horizonte, que "as cirurgias do futuro já não mais dependeriam de cortar o corpo humano como se faz agora".  Parecia inacreditável que viesse a ser assim, mas é o que hoje vemos: complicadas cirurgias sendo realizadas com o método da laparoscopia que é minimamente invasivo, mediante a utilização de equipamentos de alta precisão, introduzidos por alguns furos no corpo humano.

Cada verdade que conhecemos nos libera do sofrimento e nos esclarece sobre a vida e sua finalidade: É preciso ter olhos para ver, ouvidos para ouvir e percepção da sabedoria.

A vida não é nascer e morrer: dormir, acordar, trabalhar, alimentar o corpo e mante-lo saudável. A vida tem propósito e finalidade que o espírito conhece muito bem, mas que o livre arbítrio camufla e faz esquecer.

Viver é construir o caminho da felicidade para muito além desta vida. Sem pressa, mas com diligência para perseverar no caminho da justiça e do bem.  

Religião é apenas um detalhe que ajuda. Religiosidade é amar o próximo.


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quarta-feira, 22 de junho de 2016

QUANDO CERTO E ERRADO ESTÃO CERTOS

O titulo é contraditório mas a afirmação está correta quando o enfoque for a evolução do ser espiritual, no sentido de ambos, o certo e o errado, são ferramentas da evolução. Somos espíritos em constante aprendizado e evolução. Exercemos o livre arbítrio e crescemos em conhecimento por nossas ações e escolhas.

Aprendemos quando fazemos o certo e aprendemos, também, quando fazemos o errado. Claro que haverá o resultado feliz e o resultado infeliz - mas ambos trazem consigo proveitosas lições. Somos fruto de uma herança espiritual de muitas vidas em que o certo e o errado formaram o "carma" atual. Também o certo e o errado de agora são as sementes para colheitas em vidas futuras.

Seria conveniente fazer sempre o certo mas o livre arbítrio nos faculta fazer o errado, mediante a condição de retificar o erro em etapas futuras de vida, retendo o aprendizado.

A Lei da Ação e Reação (carma) já é a Justiça Divina que se materializa sem julgamentos e sem condenação. Cada ser carrega consigo, na consciência, o próprio julgamento e a sentença que é a obrigação de colher os frutos semeados. Ninguém julga. Ninguém condena.

A felicidade ou a infelicidade que nos fizer companhia - pelo Universo - será o estado mental compatível com o grau de evolução alcançado, o qual definirá, por afinidade, locais e companhias para convivência adequada.

O segredo da vida está em obter a iluminação. E esse é um caminho solitário porque a Luz está dentro de cada um e não será encontrada em lugar nenhum ou com nenhuma pessoa externa. 

A Luz de Deus está dentro de cada um. 

Tomar conhecimento do "eu" como ser espiritual é imprescindível e o primeiro passo para aflorar a Luz que há em todos nós. O "eu" possui um corpo e vive a vida terrena para ascender espiritualmente e amplificar a Luz, que é o componente do seu corpo eterno.

Os que caminham conosco podem, eventualmente, nos ajudar no caminho dessa conscientização, mas há um limite que separa o externo do interno, do subjetivo. Ninguém penetrará o subjetivo de outro "Ser" para ali libertar a Luz. Nossos Mestres sempre esbarrarão no nosso livre arbítrio onde nunca poderão ultrapassar. 

Quem estiver lendo esse texto, não tome nele qualquer orientação ou ensino, estou escrevendo para mim, para identificar o meu próprio caminho e a minha própria evolução. Estou tentando refletir, olhando para dentro de mim.

Tenho que tomar consciência que o passado está feito e os seus frutos são o meu presente. Preciso pensar que o futuro não existe concretamente, ele é uma suposição e um pensamento. Quando o futuro se concretizar ele é presente e, no instante da percepção, o futuro já é passado e já estará gerando vida e condições presentes. O meu ontem foi o futuro de anteontem e é o passado de hoje, que será o passado de amanhã. O tempo apenas existe na eternidade, mas não pode ser medido e nem contado. Nossas referências para contar o tempo são referências locais e não se aplicam ao todo.

Voltando ao tema do certo e do errado, temos que considerar que todos os fatos geraram e geram a experiência e o aprendizado, por isso, não está errado dizer que aprendemos mais com os nossos erros do que com os nossos acertos. Por esse ângulo, devemos considerar que os nossos erros são "mestres" geradores do conhecimento e da sabedoria, embora tragam consigo o gosto amargo da reparação.

Equivocamo-nos quando damos diversos enfoques à nossa vida, esquecendo o fator principal de que somos espíritos criados por Deus - buscando a perfeição - e voltando para Deus. 


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quarta-feira, 4 de maio de 2016

JULGAMENTO ESPIRITUAL

O mais importante na vida é a vida que você leva. Não importa uma filosofia de vida, importa o que resulta desse entendimento. Mais importante do que definir a crença religiosa é o que dela resulta de positivo no plano individual da pessoa e no plano social da coletividade.

Você é uma pessoa boa e justa no cômputo geral sua existência? Ética e moral são princípios presentes no seu dia a dia?  Qual a sua visão para o bem estar social de toda a humanidade? Essas perguntas definem melhor você do que a religiosidade que possa ostentar.

A melhor religião é a prática do bem.  A árvore será julgada pelos frutos que produzir. Quando findarmos nossa passagem pela Terra, seremos lembrados pelo que aqui construímos em prol do grupo familiar e pela utilidade que tivemos para o grupo social.

Vivemos, quase sempre, esquecidos do que somos e do que viemos fazer.  Somos almas que se dirigem para Deus, subindo degraus da espiritualidade que correspondem ao bem que praticamos e às virtudes que adquirimos, nesse simples ato de viver sobre a Terra.

Ninguém nos julgará pelo que fizemos ou pelo que deixamos de fazer - seremos julgados pela nossa própria consciência - e nenhuma condenação receberemos de terceiros, mas de nós mesmos. Teremos diante de nós o bem ou o mal praticados, os quais nos carrearão tristeza e sofrimento ou alegrias e felicidades, levando-nos ao campo mental e associações que correspondem aos nossos atos. Nossa morada espiritual será aquela que for adequada à evolução que houvermos conseguido.

Ninguém irá perguntar pela dignidade do nome que usamos na Terra e nem pelos cargos e poder exercidos ou fama e popularidade conquistadas.

A vida é eterna para todo espírito, em condições de igualdade. A diferença entre uns e outros, que será vista por todos, será a LUZ que emanará de nossos corpos espirituais.  A religião seguida aqui na Terra poderá até servir para juntar comunidades afins, mas nunca será privilégio que comportem benefícios ou preferências. Estes serão aferidos pela elevação moral e pelo bem praticado.

Não há religião melhor nem pior entre as que se dedicam ao ensinamento espiritual e à elevação moral dos homens. A religiosidade será aferida pelo teor prático na prática do bem. Dessa forma, podemos concluir que a a melhor religião é a sua, desde que aos requisitos mencionados e que lhe ofereça as condições de evoluir espiritualmente. 

Nesse raciocínio, também podemos afirmar que não importa se alguém não segue religião alguma, desde que sua filosofia de vida lhe permite obter os mesmos resultados que outra pessoa religiosa, ou seja, os frutos da boa árvore. Quem é ateu não praticou nenhum mal por essa sua decisão pessoal. Dela não resultou nenhum mal para a humanidade.

O resto ficará por conta da Lei da Ação e Reação a que todos estamos sujeitos. Cada um recebendo de volta o bem que praticou ou o mal que causou.

A árvore será julgada pelos frutos que produzir.


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terça-feira, 15 de março de 2016

O ESPÍRITA E A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA


POR QUE ME CHAMAS BOM? BOM É SOMENTE DEUS! (Jesus)

Na ânsia de nos considerarmos bons, quase sempre, esquecemos que Jesus reservou o qualificativo de BOM apenas para Deus, nosso Pai, descartando até mesmo a Ele, Jesus, de merecedor desse título e honraria.

As religiões cristãs quase evitam o tema, talvez porque os seus fiéis queiram ou devam ser considerados “bons ou santos” ou talvez para não confrontarem a afirmação do próprio mestre Jesus de que ele não era Deus, já que afirmou, claramente, que Ele não era bom mas que Deus o era.

Os espíritas se reconhecem “maus” e, por isso, adotam, como linha de conduta, o “ser melhor” a cada dia. Ser hoje melhor do que foi ontem é uma faceta-realidade da reforma íntima do homem, que é núcleo básico da Doutrina Espírita.

Passado o período primário da civilização onde predominou o instinto da sobrevivência e com ele a satisfação egoísta dos instintos básicos, a humanidade passou a se preocupar com o grupo - o interesse social. 

No bojo da organização social, impôs-se a questão necessária da liderança dentro do grupo para obter e manter a unidade grupal. Organizou-se o Estado para definir fins e abrangência do grupo social, mediante o Ordenamento Legal capaz de sujeitar o interesse individual ao interesse coletivo.

Daí, o evoluir para o domínio dos interesses de alguns sobre os demais, através do exercício do poder, foi coisa rápida. Surgiram as correntes políticas antagônicas, desejosas de definir o que seriam interesses coletivos. 

O exercício do poder passou a representar, também, distinção, popularidade e aceitação, dessa forma promovendo o orgulho e a vaidade pessoal, além de possíveis vantagens econômicas. A disputa pelo poder acabou por distinguir classes sociais, raças e minorias dentro da comunidade e disso resultou diferenciação na distribuição dos direitos e benefícios, decorrendo o agravamento das desigualdades sociais.

A evolução econômica criou riquezas mas, quase nunca, se fez acompanhar do desenvolvimento social e, quase sempre, desprezou o cultivo dos valores éticos e morais, imprescindíveis ao melhoramento individual do ser humano. Nesse ponto, a atuação religiosa foi importante mas não foi eficiente o bastante para impor um caminho diferente. A própria religião se transformou em uma força paralela, igualmente sedenta de poder temporal.

O avanço tecnológico, por seu turno, ofereceu melhores condições de vida, mas não ofereceu paz e nem igualdade social, atrelado que sempre esteve aos detentores do capital. A tecnologia fortaleceu o poder econômico que hoje é verdadeira fonte de conflitos – revoluções e guerras – com o objetivo não declarado de dominar as fontes da riqueza que podem geram mais poder. Para muito longe foram arrastados os ideais de igualdade social e fraternidade universal.

Os meios de comunicação se efetivaram como eficientes ferramentas para a manipulação coletiva, a serviço do poder econômico. Dedicaram-se à difundir propaganda ideológica, em tempo integral, transferindo para a mente do povo a vontade de alguns, como se fossem interesses sociais. As próprias religiões, sob o apanágio das virtudes e dos valores divinos, tornaram-se grupamentos políticos que também buscam o poder temporal e atuam em sintonia com os meios de comunicação.

O capitalismo impôs ao indivíduo a obtenção de riqueza como sendo a verdadeira finalidade da vida. Vencedores e perdedores foi a dicotomia adotada para significar evolução individual, aferida pelo acúmulo de bens.

Nesse ponto, destoa a Doutrina Espírita, eis que ressalta os valores éticos e morais como virtudes a serem buscadas para a evolução individual e como única finalidade da vida humana. Perante o espiritismo vencedores são os que praticam as virtudes e os que compreendem a unidade do homem como ser espiritual que vem â Terra para aprender e evoluir.

O exercício do poder, mesmo diante das correntes políticas que o desejam, não está vedado aos que professam o conhecimento espírita, antes se coloca como oportunidade desejável, diante do objetivo maior de transformação da sociedade pelo bem estar social, nele incluídos o cultivo da ética, da moral e a renovação de ideais políticos egoístas e ultrapassados.

Um espírita pode e até deveria ter participação política, eis que já adotou a reforma íntima como parâmetro de crescimento individual e, assim, impregnado está do desejo de promover o bem estar social, sem distinção de raça, classes sociais ou condição minoritária no grupo.

Nós espíritas, se não “somos bons”, tornamo-nos melhores a cada dia e estamos focados nos ensinamentos éticos e morais de nosso mestre Jesus.


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sábado, 12 de março de 2016

BOLO DE FUBÁ FEITO NA PANELA DE PEDRA

Lembranças da vovó. Hoje acordei lembrando da minha vó, mãe da minha mãe, a vovó "Lóra" como era conhecida por todos a Da. Laurentina Cavalieri da Costa, única das avós com quem convivi até os seis anos de idade. Ela era italiana e tinha vindo para o Brasil com dois anos de idade, segundo me disseram. Morou, inicialmente em Petrópolis-rj e depois se estabeleceu na Zona da Mata de Minas Gerais - região de Manhumirim e Manhuaçu. Vivi com ela no Distrito de Assis Brasil. Os fatos que vou narrar trazem consigo 70 anos de saudade e agradecimento.

Não me recordo, claramente, da sua fisionomia, mas me vem à mente uma senhora clara, de cabelos grisalhos, presos em coque e que se afanava por todo lado para dar conta de uma casa com sete filhos, marido e agregados (netos: eu, minhas irmãs, meu pai, além da minha mãe). Antigamente era comum viverem as famílias reunidas, sob o comando da "mama"-matriarca, o que facilitava tomar conta dos roçados do fazendeiro, dono das terras. Ah! havia empregados solteiros que, também, dividiam o espaço da casa e "quase" faziam parte da família.

Mais claras são as lembranças de andarmos atrás da vovó, os pequenos da casa, implorando para que ela fizesse broa ou bolo, enquanto ela procurava, meio impaciente, livrar-se dos pirralhos, em face do muito serviço da casa, onde moravam mais de dez pessoas. Quando assentia, até para se livrar de nós, dizia: Vão catar os gravetos (pedaços de galhos, menores) para fazer as brasas.

O grande fogão de barro e grelha de ferro nunca se apagava porque as lidas da cozinha se emendavam entre o preparo de comida: café da manhã, às 5.00/6.00 horas, almoço, às 10,00 horas, jantar às 05.00/6.00 horas da tarde, ceia (refeição noturna) lá pelas 07.00/08.00 horas da noite. No espaço da tarde era hora de preparar as quitandas (pães, bolos e outros) necessários para o café da manhã e da tarde e, ainda, para colocar na sacola para as pequenas viagens de alguém. Não posso esquecer que o fogão era, também, a lareira a que recorrer nas noites friíssimas das minas gerais, naquela região de serras.

"Apanhar os gravetos" era a palavra mágica que colocava as crianças em debandada pelos arredores da casa, cada um esmerando-se em catar mais e melhores galhos secos.  E não adiantava catar pouca coisa, tinha que voltar a catar mais porque o sistema de assar o bolo era cobrir uma caçarola de pedra, tapada, com a massa dentro, espalhando as brasas ao redor e por cima. Tinha que ser muita brasa. Esqueci de dizer que o "untar" a panela por dentro para o bolo não agarrar era substituído por colocar folha de bananeira, bem tenra, para se amoldar ao feitio da panela. Depois de pronto, era só descolar a folha de bananeira e se deparar com aquela iguaria que enchia os nossos olhos de criança. Parecia mágica.

Um tempo que não era fácil porque não havia água encanada, luz elétrica, banheiro, etc. etc. Luxo necessário era ter máquina de costura, animais de montar e "charrete", essa última, coisa de rico. 

As coisas da vida simples da roça enchiam de alegria a vida de todo mundo. À noite não faltavam as histórias de saci-pererê, mula-sem-cabeça, almas-penadas e outras que aterrorizavam as crianças e, hoje, acho, aterrorizavam mais os adultos que as crianças. Aos sábados e domingos, as pessoas se reuniam entre vizinhos de propriedades, trocavam as coisas, cavalos, arreios, esporas, porcos, cabritos, vacas, touros, enfim, qualquer coisa que tivesse algum valor era mercadoria para as "barganhas", método de negociar sem envolver dinheiro como parte principal. Até porque dinheiro era coisa que quase ninguém via e quando existia era amoitado debaixo do colchão ou dentro dele. As barganhas eram objeto de toda conversa de homens reunidos, quer para realiza-las, quer para comentar sobre quem deu e quem levou "manta", vantagem ou prejuízo, em tal ou qual negócio. Nas conversas brincalhonas até surgia história de alguém que barganhou a mulher... mas isso devia ser piada mesmo.

Havia muita alegria e as pessoas riam alto e gostosamente. Por vezes, até as gargalhadas se tornavam alvo de outras risadas, por suas particularidades. As crianças brincavam de roda ou de pique e, não raro, os adultos se reuniam aos menores e todos brincavam, antes de irem dormir.  Para deitar era suficiente lavar os pés, sempre descalços, as mãos e o rosto.

Viver era difícil, sobreviver era uma meta. Em todas as casas morriam crianças de uma doença ou outra, mais por falta de médicos e remédios. Um farmacêutico (leigo) ou um tratador, muitas vezes não davam conta de devolver a saúde dos pequenos. A má nutrição era outro problema a considerar.

Mas hoje quero agradecer à vovó "Lóra" pela sua dedicação ao seu grupo familiar e pelo quanto despendeu da sua vida e saúde para que todos nós estivéssemos bem.  Ela era a última a deitar e a primeira a acordar, lá pelas quatro horas da manhã. Nem para morrer ela disperdiçou tempo do seu dia atarefado. Um dia, não acordou antes do galo cantar, tinha morrido dormindo.

Obrigado vovó! A sua vida foi muito valiosa entre nós e Deus já deve te-la recompensado.


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terça-feira, 8 de março de 2016

MINHAS MÃOS - PRECE

AS MINHAS MÃOS

Oh! Senhor!
Abençoe as minhas mãos!
Elas foram feitas para segurar
As mãos dos que precisam de apoio.
Para tranquilizar os inquietos e inseguros.
Minhas mãos podem ser ternas ou fortes,
Podem animar o quebrantado ou transmitir
A paz e o equilíbrio ao aflito.
Minhas mãos podem alcançar o solitário
E faze-lo sentir a presença do amigo.

Oh! Senhor!
Abençoe as minhas mãos! 
Elas se abrem generosamente
Para dar, partilhar e abençoar.
Quando o meu coração me diz
Que há uma necessidade a suprir,
Minhas mãos se unem às mãos do próximo
A fim de ajudar e preencher essa carência.
Minhas mãos podem ser o suporte
Como também a serenidade.

Oh! Senhor!
Abençoe as minhas mãos!
Elas foram feitas para realizar
Tudo que seja necessário.
Elas podem renovar e restaurar
Tudo que deva ser melhorado e transformado.

Oh! Senhor!
Abençoe as minhas mãos!
Ponha-as,voluntárias e conscientemente ao Seu serviço,
Para que sejam usadas como um instrumento útil
No amoroso serviço de Deus!

(autor desconhecido)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

PRECE PARA O INÍCIO DOS TRABALHOS



PRECE PARA O INÍCIO DOS TRABALHOS

Ó Pai, Deus Eterno e Todo-Poderoso, nós nos apresentamos diante de Vós com os corações purificados, para render-Vos graças e louvores no dia de hoje. 

Que as nossas orações, oferendas que Vos apresentamos como súplicas para serem consagradas, sejam aceitas pela Vossa Misericórdia. Concedei-nos sempre a alegria de, reunidos, com os corações enraizados no Vosso amor, sermos sempre unidos, como um reflexo do Vosso esplendor. 

Que os bons Espíritos que permitis nos assistirem, sejam os nossos companheiros diários, para obtermos sempre uma orientação perfeita. Que aqui fiquem as purificações, bênçãos e luzes trazidas por cada um deles, como bálsamo para nossas almas, e que estejamos sempre livres de toda e qualquer maldade e ambição terrena. 

Que despertemos apenas amor, bondade, compreensão, união e caridade divina.

O Senhor Jesus está conosco e nossos corações estão em Deus.


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