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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Velórios Segundo Joanna de Ângelis


VELÓRIOS, segundo JOANNA DE ÂNGELIS

"Diante do corpo de alguém que demandou a Pátria Espiritual, examina o próprio comportamento, a fim de que não te faças pernicioso, nem resvales pelas frivolidades, que nesse instante devem ser esquecidas. 

O velório é um ato de fraternidade e de afeição aos recém-desencarnados, embora continuem vinculados aos despojos, não poucas vezes, em graves perturbações. 

Imantados à organização somática, da qual são expulsos pelo impositivo da morte, que os surpreende com o "milagre da vida", não obstante em outra dimensão, desesperam‑se, experimentando asfixia e desassossegos de difícil classificação, acompanhando o acontecimento, em crescente inquietude.

Raras pessoas estão preparadas para entender o fenômeno da morte, ou possuem suficientes recursos de elevação moral a fim de serem trasladados do local mortuário, de modo a serem certificadas do ocorrido em circunstâncias favoráveis, benignas... 

No mais das vezes, atropelam-se com outros desencarnados, interrogam os amigos que lhes vêm trazer o testemunho último aos despojos carnais, caindo, quase sempre, em demorado hebetamento ou terrível alucinação... 

Em tais circunstâncias medita a posição que desfrutas nos quadros da vida orgânica, considerando a inadiável imposição do teu regresso à Espiritualidade. 

Se desejas ajudar ao amigo em trânsito, cujo corpo velas, ora por ele. No silêncio a que te recolhes, evoca os acontecimentos felizes a que ele se encontra vinculado, os gestos de nobreza que o caracterizaram, as renúncias que se impôs e os sacrifícios a que se submeteu... 

Recorda-o lutando e renovando-se.

Não o lamentes, arrolando os insucessos que o martirizaram, as aflições em rebeldia que experimentou. 

O choro do desespero como as observações malévolas, as imprecações quanto as blasfêmias ferem-nos à semelhança de ácido derramado em chagas abertas. De forma alguma registres mágoas ou desaires entre ti e ele, os vínculos da ira ou as cicatrizes do ódio ainda remanescentes. 

Possivelmente ele te ouvirá as vibrações mentais, sem compreender o que se passa, ou sofrerá a constrição das tuas memórias que acionarão desconhecidas forças na sua memória que, então, sintonizará contigo, fazendo que as paisagens lembradas o dulcifiquem - se são reminiscências felizes - ou o requeimem interiormente - se são amargas ou cruéis - fomentando estados íntimos que se adicionarão ao que já experimentam... 

A frivolidade de muitos homens tem transformado os velórios em lugares de azedas recriminações ao desencarnado, recinto de conversas malsãs, cenáculo de anedotário vinagroso e picante, sala de maledicências insidiosas ou agrupamento para regabofes, onde o respeito, a educação, a consideração à dor alheia, quase sempre batem em retirada... 

E não pode haver uma dor tão grande na Terra, quanto a que experimenta alguém que se despede de outrem, amado, pela desencarnação.

Sem embargo, o desencarnado vive. 

Ajuda-o nesse transe grave, que defrontarás também, quando, quiçá esse por quem oras hoje, seja as duas mãos da cordialidade que te receberão no além ao iniciares, por tua vez, a vida nova... 

Unge-te, pois, de piedade fraternal nas vigílias mortuárias, e comporta-te da forma como gostarias que procedessem para contigo nas mesmas circunstâncias. "


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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

EQM - Experiências de Quase Morte




As experiências de quase morte sempre despertaram um grande interesse, seja como fato a ser pesquisado, seja como objeto de literatura e informação. Os primeiros a escreverem sobre o tema foram os médicos cujos pacientes insistiam em relatar o que viram, onde estiveram e como agiram as pessoas que lhes socorriam no momento extremo.

O Dr. Raymond Moody e a Dra. Elizabeth Kuble-Ross foram os primeiros a publicar estudos sobre o assunto, atraídos pelos pontos em comum nos relatos de EQM e pela sensação de “grande paz” dos seus pacientes após o retorno desse estado alterado de consciência, equivalente à morte.

Foram anotados pontos em comum em quase todos os relatos.

Fonte na Wikepedia:

  • "um sentimento de paz interior;
  • a sensação de flutuar acima do seu corpo físico;
  • a percepção da presença de pessoas à sua volta;
  • a visão de 360";
  • a ampliação dos sentidos;
  • a sensação de viajar através de um túnel intensamente iluminada no fundo (efeito túnel);
  • a existência de um portal entre duas dimensões, descrito como "fronteira entre a vida e a morte";
  • decisão própria de voltar ao corpo físico antes de transpor o limite entre as duas dimensões."



As experiências de “quase morte” podem ser vivenciadas por qualquer pessoa, religiosa ou não, O Espiritismo, todavia, tem a sua mensagem fortalecida a cada nova revelação do mundo espiritual.

Conquanto essas experiências quase nada acrescentem ao que ensina o espiritismo, elas confirmam seus ensinamentos sobre a vida após a morte, sobre a sensação de paz e liberdade que aufere o espírito após desprender-se do corpo físico e sobre a existência de assistência prestada por parentes ou guias espirituais aos que chegam no mundo astral, sempre que o mereçam.

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O Espiritismo mostra o caminho da alma após a morte física: Sem mistério e sem penas eternas.
Deus no princípio e no fim de tudo.
Quem quiser aprender, aprenda.


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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

“S o y _ E s p í r i t a”: Ya tenemos 3000 amigos en Facebook, Hurraaaaa!!!!

“S o y _ E s p í r i t a”: Ya tenemos 3000 amigos en Facebook, Hurraaaaa!!!!:

“Soy Espírita”.    Ya tenemos 3000 amigos en Facebook Video de explicacion: Soy Espírita, somos Espiritas Kardecistas, nos regimos por la...

... No somos Hechiceros


No somos Adivinos
No somos Brujos
No hacemos Rituales
No hacemos Sacrificios
No bregamos con el Diablo o Satanás
No leemos la cartas ni las manos
No predecimos el Porvenir ni el Futuro.

(siga el enlace para leer en la íntegra)



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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Castigo: Corredor Polonês

O corredor polonês é um tipo de castigo. Eu nem sei se o nome está correto mas foi assim que eu conheci essa punição, sendo que a conheci pelo pior lado, o do punido. Até porque todo castigo é uma experiência desagradável.

O castigo "corredor polonês" consiste em fazer passar um menino por entre duas fileiras paralelas de outros meninos que devem bater no que passa, sob pena de, não o fazendo, tomar o lugar de quem estava sendo castigado. Ou seja, ou bate em quem está passando ou vai sofrer o mesmo castigo.

Era uma forma de o adulto responsável castigar o menino "infrator" sem ter que colocar a sua mão na massa. Concordo que não era uma boa "psicologia" fazer crianças baterem em outras crianças, mas o punido evitaria sempre uma nova falta, disso eu tenho certeza. 

Para relevar o peso do que parece ser uma grande crueldade, afirmo que os tapas, chutes e socos dados pelas crianças poderiam ser agrupados sob o designativo de uma brincadeira um pouco violenta, apenas isso. Entre mortos e feridos salvavam-se todos. Grande mesmo era o vexame de quem sofria o castigo. Também, nascia ali uma ou outra "arenga" com o menino que aproveitou para dar um "direto" no seu olho, conta que seria devidamente cobrada posteriormente, longe dos adultos, é claro.

Mundo de criança! Quanta estrepolia, quanta brincadeira, quanta alegria!

Coisas desse gênero ocorriam num "colégio interno" daqueles em que as crianças não saíam nem por férias, natal, aniversário ou qualquer outra data relevante. Mas havia punições mais temidas como era a de o menino ficar vestido de menina por três dias. Isso era vexame total. 

Tudo isso ocorreu pelos idos de 1950, época em que era normal bater nas crianças pelas faltas cometidas. Nessa época, réguas, palmatórias e chicotes artesanais equivaliam ao temido chinelo dos dias atuais.

Como dizem os mineiros das minhas paragens, lá da Zona da Mata, eu tenho histórias para "mais de metro" sobre esses 5 anos vividos no colégio interno. Alegrias, tristezas, aventuras, tudo misturado num mundo de criança.

Vou falar sobre a razão de eu ter ido parar no "Corredor Polonês", por onde  tive que passar duas vezes consecutivas: 

Eu fui flagrado em pleno ato nefasto, por ter saído do colégio, sem autorização, e por estar colhendo goiabas numa propriedade rural vizinha. É claro que eu colhia os frutos com autorização dos moradores do sítio, mas isso não fazia a menor diferença para efeito das punições que seriam aplicadas.

Eu fui um menino esfomeado que andava sempre à procura de algo para comer, fossem frutas, legumes ou verduras cruas, colhidas na horta. Pomares cheio de frutas me atraíam irresistivelmente. Haja apetite! Nessas buscas gastronômicas, até mandioca crua eu comi e, claro, sofri terríveis consequências digestivas, as quais hoje me autorizam a afirmar com autoridade: Nunca, nunca comam mandioca crua!!! 

Bom, então foi isso: Eu fui pego "com a boca na botija". 

De volta ao colégio, fui obrigado a levar comigo todos os frutos colhidos, os quais eles já rotulavam de  "roubados". Tremenda falta de sorte: Eu havia colhido muita goiaba. Eu havia improvisado uma sacola utilizando a camiseta dentro do calção e fui colocando as goiabas junto ao corpo. Havia muita goiaba no pomar quase abandonado e eu com aquela vontade de colher todas elas.

Reunidos os meninos no pátio aberto, primeiro houve o discurso da moral e dos bons costumes e depois os meninos foram colocados nas duas fileiras paralelas, entre as quais eu devia passar. A primeira passagem foi para que todos atirassem em mim aquelas deliciosas frutas que, por sorte, estavam bem maduras e não tão endurecidas. Essa primeira parte foi fácil, motivo até de algumas risadas dos participantes. A segunda parte foi realizar a mesma travessia agora tendo os meninos a obrigação de me baterem, premidos  pela clara advertência de que, não o fazendo, sofreriam o mesmo castigo.

Eram duas fileiras com 30 a 40 meninos cada uma. Como menino briga muito já podia ver alguns desafetos, em ambas as fileiras, os quais estavam liberados para bater como quisessem. Enquanto uns batiam devagar- eram os amigos - outros baixavam a "porrada" como desforra de fatos passados. O recurso de passar correndo estava proibido sob pena de ter que passar novamente pelo agressivo corredor humano.

Eu reconheço que fui moleque, moleque mesmo. Se nunca cultivei a maldade nas minhas ações, isso não me impediu de muitas brigas e desavenças, algumas com resultados adversos devidamente cuidados na enfermaria do colégio, mas tudo sem muita gravidade. Aliás, hoje me parece que brigar em colégio interno é, também, uma forma de diversão. 

Se a infância foi bem dura, hoje as lembranças são boas. Até aos adultos que nos batiam, hoje eu dedico reconhecimento e carinho pelo tanto que faziam para nos tornar pessoas de bem, tarefa que devia lhes parecer quase impossível. Também eles não agiam por maldade.

Eu sobrevivi e sobreviveram todos...



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sábado, 17 de setembro de 2011

TULHA

Sábado de sol e céu azul em Fortaleza. Um bom dia para "fazer" uma prainha ou para contar casos à sombra, aproveitando essa brisa maravilhosa que é um dos encantos dessa cidade que adotei para viver. Dentre essas opções e, em face da minha idade, vou ficar com a segunda opção e aproveito para falar de coisas da minha infância nas Minas Gerais.

Você sabe o que é uma tulha? 

Tulha é o mesmo que paiol ou celeiro, um pequeno galpão destinado à guarda dos produtos colhidos nas lavouras dos sítios e fazendas. Nesse espaço anexo à residência rural são guardados produtos "in natura" - batatas, cebolas, alho, milho e feijão, ferramentas de trabalho e, também, alguns alimentos para oferecer como ração para o gado. Era bastante comum utilizar a tulha como espaço de moradia, sempre que escasseasse as acomodações na casa principal.

E foi assim que eu acabei morando na tulha, com os pais e irmãs. Logo após o meu nascimento, dividi o espaço de uma tulha com cereais e outros pertences das lavouras. Fico imaginando como terá sido aquela mistura de pessoas, roupas, milho e batatas, tudo acomodado num só cômodo com pouca ou nenhuma ventilação, além das frestas nas paredes de barro batido. Deve ter sido bem difícil viver lá.

Acho que ser pobre hoje é muito mais fácil, ressalvado o difícil que deve ser o fato de conviver com o tremento apelo consumista de nossos dias. Antigamente, o pobre  sobrevivia do seu trabalho e se não tinha muita coisa também não sentia falta do que não lhe era essencial.

Nossa família era muito pobre e tinha como única fonte de recursos a paga do "dia de trabalho" do meu pai na lavoura. Mesmo esse ganho  ficava condicionado à ausência da chuva e à demanda do serviço. Eram condições muito adversas... de bucólico mesmo só a calma do meio rural e as frutas que amadureciam no pé. 

Nessa dura realidade, duas de minhas três irmãs mais velhas não sobreviveram à fase de bebês. Muito deve ter contribuído a inexistência de vacinas e a absoluta falta de qualquer outro recurso médico, além dos chás caseiros que todos usavam e sabiam de cor.

Nossa casa-tulha era alvo frequente de visitas indesejadas - pequenos animais que eram atraídos pelos cereais ali guardados. Minha mãe dormia em constante sobressalto receosa de que fôssemos atacados pelos visitantes  e não raro havia alvoroço noturno pela caça aos intrusos, à luz de lamparinas.

Não sei quanto tempo vivemos naquelas condições, só sei que esse fato sempre foi assunto das conversas familiares, principalmente aquelas ocorridas na cozinha, à beira do fogão de lenha, no frio das noites mineiras. Ainda bem que os "causos" eram entremeados pelo bom cafezinho, feito na hora, onde o aroma contava mais do que tudo e dava água na boca.


Os tempos passaram e a vida se tornou menos rude. Chegaram os períodos de abastança e, se aqueles piores momentos foram provas difíceis, acho que fomos aprovados com louvor. Em nossa pobreza nunca houve revolta ou indignação, o temor a Deus e a alegria de viver sempre foram constantes em nossas vidas.

Ficaram apenas as boas histórias para contar... e a saudade dos "valorosos" pais que enfrentaram muita adversidade para nos dar o melhor que puderam. 


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O EXÍLIO DO JAGUAR: A volta do Anjinho - Morte de Recém-nascidos

O EXÍLIO DO JAGUAR: A volta do Anjinho - Morte de Recém-nascidos


espiritagracasadeus.blogspot.com
O EXÍLIO DO JAGUAR: A volta do Anjinho - Morte de Recém-nascidos Compreender e aceitar a vida espiritual como um todo, deixando de olhar apenas pelas “frestas” da mente física, é o despertar para a verdade do espírito. Oremos pelos que se foram, que tenham alcançado seus objetivos e peçamos ao...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Correio Eletrônico - Fátima Mássimo.

Passado já o triste impacto pelo falecimento da minha amiga Fátima Mássimo, ocorreu-me vasculhara minha caixa de entrada de "e-mails", curioso para saber qual teria sido a última mensagem que recebi da saudosa minha amiga.

A saudade moveu a curiosidade e lá fui eu pesquisar, já convicto de que encontraria algo interessante, visto que a Fátima sempre me mandava lindas mensagens e apresentações de "powerpoint", alternando assuntos de artes e de religiosidade.

Não me enganei. A sua última mensagem no meu "correio eletrônico" veio sob o título "Verdadeira Obra de Arte" e versava sobre a fabricação de próteses para substituir partes do corpo humano.

Ao final da mensagem estava o texto de Carlos Drummond de Andrade que reproduzo a seguir:



'A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade'.

Carlos Drummond de Andrade


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sábado, 10 de setembro de 2011

Células-Tronco Embrionárias.


"Não podemos permanecer na ignorância e a ciência tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Kardec ensina que nos instruímos pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas idéias pouco a pouco; germinam durante séculos; depois, irrompem subitamente e produzem o desmoronamento do carunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações.(Questão 783-Livro dos Espíritos)."

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Maravilhoso artigo de Jorge Hessen sobre as pesquisas com Células-Tronco Embrionárias.

(Leia, na íntegra, seguindo o Link)



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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cartas dos Espíritos: Bons pensamentos



"Nossas obras, sejam elas boas ou mas, ficam gravadas em nosso ambiente psíquico, podendo ser facilmente visualizada pelos entes desencarnados.
Nossa trajetória de reencarnações e nosso programa reencarnatório também podem ser compreendidos no campo astral, pelas entidades mais especializadas. Tais informações vem elucidar aos irmãos o quão importante é o que estamos plasmando ao nosso entorno. Certas egrégoras são como luz para o enxame de abelhas ou mel para as formigas. O que ira atrair diretamente para nós, os desencarnados que nos acompanham e até a situações cotidianas que por ventura podemos enfrentar.
Portanto, queridos irmãos, orem e vigiem. Este é um dos mais completos ensinamentos do Mestre e que mais nos esquecemos.
Agradeço o ambiente maravilhoso que estão a manter nesta iluminada casa se Jesus.
Com afetuoso abraço, despeço-me,

Irmão Luiz Sergio"
(mensagem psicografada pela médium Júlia Jenská)

Ler a íntegra no link acima.



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terça-feira, 6 de setembro de 2011

VIDA - ALÉM DA MORTE


VIDA - ALÉM DA MORTE

"Cumprida mais uma jornada na Terra, seguem os espíritos para a Pátria Espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências.

Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios. São homens, almas em aprendizagem despojadas da carne São os mesmos homens que eram antes da morte.

A desencarnação não lhes modifica hábitos nem costumes.  Não lhes outorga títulos, nem conquistas. Não lhes retira méritos, nem realizações.

Cada um se apresenta após a morte como sempre viveu.  Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto. Raros são aqueles que despertam com a consciência livre após a inevitável travessia.

A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade.  Muitos agem como turistas confusos em visita a grande cidade, buscando incessantemente endereços que não conseguem localizar.

Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades. Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações.

Os escravos do prazer prosseguem inquietos. Os servos do ódio demoram-se em aflição. Os companheiros da ilusão permanecem enganados. Os aficionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas. Os amigos da ignorância continuam perturbados.

Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos Espíritos Superiores.  Sim, porque mesmo os seres mais infelizes  e voltados ao mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio Divino.

Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, refletindo a paternal Providência Divina. Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver.

A morte a todos aguarda. Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável. Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade

A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução. A matéria em que nos encontramos imersos, por hora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte. Na contabilidade Divina a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente de atos indignos.

Todo amor dedicado ao próximo em serviço educativo à humanidade é degrau de ascensão.

Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo em outro plano e em condições diversas. Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos movimentavam antes do transe da morte.

A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela. Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã."


Mensagem psicografada por Divaldo Pereira Franco.
Ditada pelo Espírito de Otília Gonçalves.



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TEOLOGIA ESPÍRITA - CURSO UNIVERSITÁRIO

Recebi por e-mail e transcrevo:


"-Primeiro Curso Superior de Espiritismo no País 

Se quiser saber mais, entre no site: www.falec.br
Começa a funcionar no ano que vem o primeiro curso superior de Teologia Espírita do Brasil. O estudo da doutrina dos espíritos, codificada pelo educador e pesquisador francês Alan Kardec (1804-1869) há um século e meio, não será mais exclusividade dos centros espíritas espalhados pelo País. A partir do ano que vem os adeptos da doutrina poderão estudá-la, com direito a diploma, beca e tudo o mais que uma graduação universitária dá direito. Foi o que decidiu o Ministério da Educação ao autorizar em setembro o funcionamento do primeiro curso de bacharelado em Teologia Espírita do Brasil, que será ministrado na Faculdade Dr. Leocádio José Correia, em Curitiba (PR). “A idéia do curso é formar não só bacharéis, mas também pesquisadores do espiritismo”, diz Maury Rodrigues da Cruz, presidente da Sociedade Brasileira de Espiritismo e idealizador do curso de quatro anos.


As inscrições para o vestibular estarão abertas até 13 de dezembro e os candidatos que disputarão as 100 vagas oferecidas terão de passar também por uma entrevista com especialistas. “É uma forma de avaliarmos melhor os interessados, assegurando o ingresso de pessoas realmente comprometidas com a pesquisa”, explica Cruz

As bases da doutrina são a crença num Deus Único, criador de todo o Universo, e na imortalidade do espírito, que evolui sempre, por meio de várias encarnações.
Um dos objetivos do curso é a análise do espiritismo em suas linhas religiosa, filosófica e científica. A existência da alma, sua sobrevivência ao transe da morte e os fenômenos mediúnicos compõem um universo ainda pouco estudado nas rodas acadêmicas.

“É preciso dar massa crítica e espírito investigativo à obra de Kardec”, analisa Cruz. Nicete Bruno, espírita desde a juventude, aprova a criação da universidade. “No âmbito coletivo, o estudo dos fundamentos espíritas contribuirá para desmistificar muitos aspectos do espiritismo. E quem se habilitar a fazer a faculdade com certeza ganhará muito em autoconhecimento”, afirma a atriz.

O espiritismo surgiu na França no século XIX e tem no Brasil hoje sua maior comunidade. Segundo o último censo do IBGE são 2,34 milhões de adeptos. Como estima-se que os espíritas assumidos em todo o planeta não passem de 15 milhões, pode-se dizer que o Brasil é o país do espiritismo. Foi também em solo brasileiro que viveu Francisco Cândido Xavier (1910-2002), considerado o mais produtivo médium espírita. Em sua longa vida, Chico Xavier, como era conhecido, psicografou 418 títulos sob inspiração do espírito Emmanuel. Seus livros correram o mundo e chegaram ao volume de 25 milhões de exemplares vendidos.

Não pensem os mais afoitos, no entanto, que a escola é uma versão brasileira de Hogwarts, a escola de formação de bruxos dos livros e filmes de Harry Potter, personagem criado pela britânica J.K.Rowling..

A essa turma, o criador do curso Maury da Cruz manda um recado: “Não vamos formar bruxos, videntes ou médiuns, muito menos ensinar a ver fantasmas”, brinca ele."


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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O FILME DOS ESPÍRITOS

Está chegando um novo filme de temática espírita que estreará em nossas telas no dia 07 de outubro próximo.

"O FILME DOS ESPÍRITOS" recebeu seu título em consonância com a obra em que se baseia - O Livro dos Espíritos, de Alan Kardec - primeiro volume das revelações que constituem a base da Doutrina Espírita.

O que se espera é que esse filme venha a ser, como o livro já o é, uma fonte de saber para o entendimento da vida, da morte física e da imortalidade de todas as almas. É um filme que traz em seu bojo consolação e, também,  explicação para muitos problemas ou situações adversas que ocorrem em nossas vidas.

Perguntas que não se calam, cujas respostas sempre se tiveram na conta de mistérios, encontrarão respostas e explicação nas telas do cinema.

Ainda que não se converta em "campeão de bilheteria", o filme poderá facilmente se tornar um marco histórico, um "cult " da cinematografia, visto que trará como conteúdo uma mensagem para vida de todos nós, ou melhor, uma mensagem de vida além da vida. Abordará a sobrevivência da alma e as estreitas relações entre os espíritos, estejam encarnados ou não.

Como quase todas as pessoas, eu também acho que cinema é diversão, assim como o são a TV, o rádio e outras formas de lazer, todavia, também fico feliz quando o lazer e a diversão se focam em coisas sérias e úteis, sempre que visando a paz e o não sectarismos por raças, religiões ou  ideais políticos.

No caso desse filme de temática espírita, torna-se adequado enfatizar que o Espiritismo não faz proselitismo e não busca adeptos.

Ninguém se abstenha de assistir ao filme pensando que sofrerá abordagem para uma troca de sua religião. Os conhecimentos espíritas são "conhecimentos espirituais" que melhor estariam se estivessem incorporados a todas a religiões.

Meu desejo é que todos assistam ao filme e permaneçam em suas religiões já, então, agregando um novo conhecimento das verdades espirituais reveladas para o progresso de toda a humanidade.

O saber nunca é demais e não ocupa espaço !


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domingo, 4 de setembro de 2011

MARIA DE FÁTIMA MÁSSIMO (in memorian)


Somos todos imortais!


A morte do corpo físico é o mesmo evento que liberta o espírito para seguir a sua jornada rumo à perfeição e à felicidade.


A nossa querida amiga Fátima partiu, inesperadamente, deixando atrás de si um vazio e uma grata saudade de sua presença amiga e acolhedora neste mundo.

Com esse entendimento de que a vida nunca cessa, apenas que o ser evolui a cada etapa finda da vida física, despedi-mo-nos dessa querida amiga, entregando o seu corpo para a cremação, como era do seu desejo.

Na tristeza da despedida, eu agradeci a Deus pela vida da Fátima entre nós, relembrando a sua constante alegria e o seu entusiasmo diante dos sonhos e projetos que acalentava. Enquanto eu agradecia, eu me dei conta de que aquele era, também, um momento de exaltação da vida. Como uma borboleta que deixava o seu casulo, nossa amiga partia para novo voo, em nova realidade, sempre levando a sua alegria e o seu grande prazer de ajudar o próximo. Certamente que ela estará, brevemente, arvorado no trabalho de Jesus, agora sem o corpo físico que a limitava.

Era momento para celebrar a vida!

Era justo celebrar a vida intensa e cheia de amor que a Fátima compartilhou com todos que tiveram o privilégio de com ela conviver. A mesma vida que ela agora compartilhará nos planos espirituais, nessa mesma vida imortal que ela recebeu de Deus e com a qual retornará ao Criador.

Celebrar a vida de todos nós que ali estávamos, tristes pela separação momentânea, mas certos de que a Fátima seguirá viva em nossos pensamentos e em nossos corações, na constância do amor e da amizade, valores eternos, também, os quais ela soube aqui vivenciar.

Enfim, era momento para celebrar a vida eterna que, certamente, nos reunirá a todos, em novas vidas, nesse constante evoluir do espírito rumo à perfeição.

Mesmo diante de tanta consolação, ainda assim, o coração vertia lágrimas pelo vazio da ausência física de nossa querida Fafá, a partir daquele momento.

Deus abençoe a nossa querida Fátima e preencha de luz o seu caminhar!

Em sua homenagem, reproduzo o texto abaixo, já publicado nesse Blog, que está baseado em passagem da Bíblia Católica - Livro da Sabedoria 4:10-17:


A MORTE DO JUSTO

Agradou a Deus, Deus o amou,
Vivia entre os pecadores, Deus o transferiu. 

Amadurecido no temor a Deus
E no amor ao próximo,
Atingiu a plenitude de uma vida longa.
Sua vida era agradável ao Senhor.

O justo, ainda que morra cedo, terá repouso.
A velhice venerável não é a medida pelo número de anos;
Mas a que resulta do temor a Deus,
Princípio de toda a sabedoria.

A velhice venerável resulta de uma vida vivida 
Na busca da verdade, das virtudes e do entendimento.

As multidões vêm mas não entendem,
Nada disso lhes ocorre à mente:

Que a morte do corpo é a libertação do espírito;
Que a graça e a misericórdia de Deus
Acompanham e protegem o justo, em todas as circunstâncias.

O justo que morre apavora aos ímpios que vivem.
Eles vêm o seu fim.
Não compreendem que a alma voa
Não compreendem que o amor de Deus
Já o pôs em segurança.

Sim, os justos vivem para sempre.
Recebem do Senhor a recompensa:
Os que habitam no esconderijo do Altíssimo
À sombra do onipotente descansarão.




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