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Espírita - Brasil

domingo, 4 de setembro de 2011

MARIA DE FÁTIMA MÁSSIMO (in memorian)


Somos todos imortais!


A morte do corpo físico é o mesmo evento que liberta o espírito para seguir a sua jornada rumo à perfeição e à felicidade.


A nossa querida amiga Fátima partiu, inesperadamente, deixando atrás de si um vazio e uma grata saudade de sua presença amiga e acolhedora neste mundo.

Com esse entendimento de que a vida nunca cessa, apenas que o ser evolui a cada etapa finda da vida física, despedi-mo-nos dessa querida amiga, entregando o seu corpo para a cremação, como era do seu desejo.

Na tristeza da despedida, eu agradeci a Deus pela vida da Fátima entre nós, relembrando a sua constante alegria e o seu entusiasmo diante dos sonhos e projetos que acalentava. Enquanto eu agradecia, eu me dei conta de que aquele era, também, um momento de exaltação da vida. Como uma borboleta que deixava o seu casulo, nossa amiga partia para novo voo, em nova realidade, sempre levando a sua alegria e o seu grande prazer de ajudar o próximo. Certamente que ela estará, brevemente, arvorado no trabalho de Jesus, agora sem o corpo físico que a limitava.

Era momento para celebrar a vida!

Era justo celebrar a vida intensa e cheia de amor que a Fátima compartilhou com todos que tiveram o privilégio de com ela conviver. A mesma vida que ela agora compartilhará nos planos espirituais, nessa mesma vida imortal que ela recebeu de Deus e com a qual retornará ao Criador.

Celebrar a vida de todos nós que ali estávamos, tristes pela separação momentânea, mas certos de que a Fátima seguirá viva em nossos pensamentos e em nossos corações, na constância do amor e da amizade, valores eternos, também, os quais ela soube aqui vivenciar.

Enfim, era momento para celebrar a vida eterna que, certamente, nos reunirá a todos, em novas vidas, nesse constante evoluir do espírito rumo à perfeição.

Mesmo diante de tanta consolação, ainda assim, o coração vertia lágrimas pelo vazio da ausência física de nossa querida Fafá, a partir daquele momento.

Deus abençoe a nossa querida Fátima e preencha de luz o seu caminhar!

Em sua homenagem, reproduzo o texto abaixo, já publicado nesse Blog, que está baseado em passagem da Bíblia Católica - Livro da Sabedoria 4:10-17:


A MORTE DO JUSTO

Agradou a Deus, Deus o amou,
Vivia entre os pecadores, Deus o transferiu. 

Amadurecido no temor a Deus
E no amor ao próximo,
Atingiu a plenitude de uma vida longa.
Sua vida era agradável ao Senhor.

O justo, ainda que morra cedo, terá repouso.
A velhice venerável não é a medida pelo número de anos;
Mas a que resulta do temor a Deus,
Princípio de toda a sabedoria.

A velhice venerável resulta de uma vida vivida 
Na busca da verdade, das virtudes e do entendimento.

As multidões vêm mas não entendem,
Nada disso lhes ocorre à mente:

Que a morte do corpo é a libertação do espírito;
Que a graça e a misericórdia de Deus
Acompanham e protegem o justo, em todas as circunstâncias.

O justo que morre apavora aos ímpios que vivem.
Eles vêm o seu fim.
Não compreendem que a alma voa
Não compreendem que o amor de Deus
Já o pôs em segurança.

Sim, os justos vivem para sempre.
Recebem do Senhor a recompensa:
Os que habitam no esconderijo do Altíssimo
À sombra do onipotente descansarão.




.-.-.-.-.-.-.-.




2 comentários:

  1. É em momentos assim de despedida, deste até breve que é bom ter dentro de nós: O consolador. Consolador que vem nos mostrar que não morremos, apenas tiramos esta roupa que já não nos serve mais. Roupas que já estão gastas, pois já foi cumprida a missão com ela; e agora não necessita dela para viver, sim, viver em outra existência, outro mundo. E o melhor de tudo isso é que um dia encontraremos a pessoa que foi antes de nós e juntos viveremos eternas histórias felizes, porque o mundo precisa e necessita de histórias felizes. Fátima cumpriu a sua missão e um dia estaremos todos juntos no mundo espiritual.
    Que assim seja !!
    Abraços, meu irmão!!!

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  2. Obrigado Juliana.
    Por mais que a nossa fé nos dê a certeza do reencontro e da retomada da caminhada, parece que, efetivamente, nunca estamos totalmente preparados para a separação física daqueles que amamos.
    Abraço fraterno.

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