Ele nasceu com o nome de João Pedro "Giovanni di Pietro di Bernardone" e conquistou o apreço de toda a humanidade como São Francisco de Assis (Assis 5 de julho de 1182 - 3 de outubro de 1226).
Era de origem rica e nobre mas de tudo abriu mão para conviver com os pobres e com os necessitados, preferindo viver o amor, em total contemplação do belo e da vida que se expressam nas plantas, nos animais e na natureza.
Um dia desses me referi a São Francisco de Assis e um amigo disse que o processo de sua canonização ainda não havia sido concluído. Entretanto, as fontes da internet dizem que ele foi canonizado em 1228, dois anos após a sua morte. Nada mais justo que assim fosse, para um homem que já era considerado santo pelos próprios homens que com ele conviviam.
O que importa é que os cristãos do mundo inteiro o adotam como um Santo. Em nosso País, foi adotado como Patrono dos Animais e da Ecologia e tem templos consagrados em quase todas as cidades.
O homem Francisco de Assis, certamente não aceitaria o título de Santo, caso fosse consultado. A sua humildade não lhe permitiria aceder a tal honraria dos "homens" e, nessa humildade, bem nos faz lembrar um outro Chico, de nossos dias que, até na morte, não quis constranger a ninguém, pedindo para morrer num dia em que todos estivessem felizes, o que de fato ocorreu.
O nome de Francisco o recebeu por tratamento carinhoso de seus conterrâneos que o designavam como o pequeno francês, diante o fato de que sua família se mudara para a França, durante a sua infância.
A reforma íntima do jovem Francisco é a marca de sua fé em Cristo. Quando abriu mão de riquezas e poder, em plena juventude, credenciou-se para ser visto como um vencedor das ilusões e dos prazeres terrenos e consagrar-se como exemplo vivo do ensino de Jesus, que exortou o jovem rico a vender os seus bens e doá-los aos pobres, para alcançar o Reino dos Céus.
São Francisco amava o belo, as artes, a música e toda a criação de Deus, da qual se sentia irmão. Irmão do Sol, da Lua, das Estrelas, do Mar, do Vento, das Árvores, dos Animais e de todos os seres humanos, principalmente, identificado com os que eram banidos da convivência da sociedade, como era o caso dos inválidos e leprosos de sua época.
Um ser dessa estirpe parece fora da realidade do nosso Planeta Terra, onde vemos os homens se digladiarem por bens e poder.
Entretanto, um jovem Frade, maltrapilho, que admitia a pobreza como forma de viver, que pregava pelas estradas e que conversava com animais e plantas, deve ter sido um estorvo, uma pedra no sapato, de uma Igreja ávida de riqueza e poder, como o era a Igreja Católica de toda a Idade Média.
Considero provável que seus Superiores lhe hajam consignado uma igrejinha caindo aos pedaços, justamente para acomodá-lo em um canto e para que, ocupando-se em restaurá-la, visse naquele trabalho a concretização da visão que tivera de sua missão de restaurar a Igreja de Cristo. Com um pouco de imaginação dá para admitir que os poderosos gracejavam: Deixa que o pobrezinho, "il poverello d'assisi" se ocupe com sua igrejinha, suas rosas e seus pássaros!".
São Francisco de Assis via bondade em todas as criaturas e, com esse pensamento, inverteu o entendimento de que o homem era mau por natureza e índole, desde o nascimento.
Suas orações são verdadeiros poemas. Entre elas a mais admirada é a que chamamos Oração de São Francisco de Assis:
Senhor!
Faz de mim um instrumento da Tua
paz!
Onde houver ódio, faz-me levar o
teu amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o
perdão.
Onde houver a discórdia, que eu
leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve
a fé.
Onde houver erros, que eu leve a
verdade.
Onde houver desespero, que eu
leve a esperança.
Onde houver tristeza. que eu leve
a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a
Tua luz.
Ó, Mestre Divino!
Faz com que eu procure mais:
Consolar que ser consolado.
Compreender que ser compreendido.
Amar que ser amado.
Porquanto é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive,
Para a verdadeira vida.
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