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Espírita - Brasil

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Salve Francisco!

Ele nasceu com o nome de João  Pedro "Giovanni di Pietro di Bernardone" e conquistou o apreço de toda a humanidade como São Francisco de Assis (Assis 5 de julho de 1182 - 3 de outubro de 1226). 

Era de origem rica e nobre mas de tudo abriu mão para conviver com os pobres e com os necessitados, preferindo viver o amor, em total contemplação do belo e da vida que se expressam nas plantas, nos animais e na natureza.

Um dia desses me referi a São Francisco de Assis e um amigo disse que o processo de sua canonização ainda não havia sido concluído. Entretanto, as fontes da internet dizem que ele foi canonizado em 1228, dois anos após a sua morte. Nada mais justo que assim fosse, para um homem que já era considerado santo pelos próprios homens que com ele conviviam.

O que importa é que os cristãos do mundo inteiro o adotam como um Santo. Em nosso País, foi adotado como Patrono dos Animais e da Ecologia e tem templos  consagrados em quase todas as cidades.

O homem Francisco de Assis, certamente não aceitaria o título de Santo, caso fosse consultado. A sua humildade não lhe permitiria aceder a tal honraria dos "homens" e, nessa humildade, bem nos faz lembrar um outro Chico, de nossos dias que, até na morte, não quis constranger a ninguém, pedindo para morrer num dia em que todos estivessem felizes, o que de fato ocorreu.

O nome de Francisco o recebeu por tratamento carinhoso de seus conterrâneos que o designavam como o pequeno francês, diante o fato de que sua família se mudara para a França, durante a sua infância.

A reforma íntima do jovem Francisco é a marca de sua fé em Cristo. Quando abriu mão de riquezas e poder, em plena juventude, credenciou-se para ser visto como um vencedor das ilusões e dos prazeres terrenos e consagrar-se como exemplo vivo do ensino de Jesus, que exortou o jovem rico a vender os seus bens e doá-los aos pobres, para alcançar o Reino dos Céus.

São Francisco amava o belo, as artes, a música e toda a criação de Deus, da qual se sentia irmão. Irmão do Sol, da Lua, das Estrelas, do Mar, do Vento, das Árvores, dos Animais e de todos os seres humanos, principalmente, identificado com os que eram banidos da convivência da sociedade, como era o caso dos inválidos e leprosos de sua época. 

Um ser dessa estirpe parece fora da realidade do nosso Planeta Terra, onde  vemos os homens se digladiarem por bens e poder.

Entretanto, um jovem Frade, maltrapilho, que admitia a pobreza como forma de viver, que pregava pelas estradas e que conversava com animais e plantas, deve ter sido um estorvo, uma pedra no sapato, de uma Igreja ávida de riqueza e poder, como o era a Igreja Católica de toda a Idade Média. 

Considero provável que seus Superiores lhe hajam consignado uma igrejinha caindo aos pedaços, justamente para acomodá-lo em um canto e para que, ocupando-se em restaurá-la, visse naquele trabalho a concretização da visão que tivera de sua missão de  restaurar a Igreja de Cristo. Com um pouco de imaginação dá para admitir que os poderosos gracejavam: Deixa que o pobrezinho, "il poverello d'assisi" se ocupe com sua igrejinha, suas rosas e seus pássaros!".

São Francisco de Assis via bondade em todas as criaturas e, com esse pensamento, inverteu o entendimento de que o homem era mau por natureza e índole, desde o nascimento.

Suas orações são verdadeiros poemas. Entre elas a mais admirada é a que chamamos Oração de São Francisco de Assis:


Senhor!

Faz de mim um instrumento da Tua paz!
Onde houver ódio, faz-me levar o teu amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver a discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erros, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza. que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a Tua luz.

Ó, Mestre Divino!

Faz com que eu procure mais:
Consolar que ser consolado.
Compreender que ser compreendido.
Amar que ser amado.
Porquanto é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive,
Para a verdadeira vida.



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Um comentário:

  1. Realmente, a figura única de Francisco de Assis trouxe um grande incômodo ao Catolicismo de sua época. Quadro muito bem configurado na ocasião em que Francisco, em audiência Papal, solicita permissão para fundar sua ordem. Sob o receio de que isto pudesse subverter a ordem na Igreja o Papa teve de escolher entre declarar o frei maltrapilho um herege e sentenciá-lo a morte, ou permiti-lhe a fundação de uma nova ordem que questionaria frontalmente a essência da postura prática do catolicismo.
    Felizmente o Papa aquiesceu ao pedido do pobre Frei. Mas, com certeza, aquela pequena igrejinha produziu mudanças irrevogáveis na concepção do pensamento cristão.

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