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Espírita - Brasil

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

COMUNIDADES CARENTES - UNIDADES PACIFICADAS

Por mais de cinco anos, eu morei em uma comunidade carente no Rio de Janeiro. A última parte da minha infância, passei brincando pelas ruas e becos de uma "favela" carioca. 

Era uma vida normal e sem sobressaltos. Eu me lembro de que todas as crianças iam para a escola e que os adultos saíam, normalmente, para trabalhar. Ou seja, ali viviam pessoas honestas e trabalhadoras, como outras de qualquer parte da Cidade. Morar ali era apenas uma contingência econômica e social.

Crianças, a partir de 10 anos, ficavam sozinhas em casa e, inclusive, faziam os trabalhos domésticos possíveis. Aos 14 anos ingressavam no mercado de trabalho na condição de "Menor Aprendiz", ganhando metade do salário mínimo.

As pessoas eram muito amistosas e sempre havia um convite para degustar algo especial em casa vizinha, ou mesmo, só o cafezinho tradicional. À noite, o bate papo nas calçadas era o momento de descontração e o encerramento do dia. Não havia ainda a TV e as pessoas se reuniam em torno de um rádio para ouvir as novelas da época. Muitas vezes se dormia com as janelas abertas e as portas apenas encostadas, não havia qualquer receio.

Conheci outras comunidades do gênero como as do Jacarezinho, Mangueira, Morro São Carlos, Benfica e Braz de Pina, pelas quais transitei para jogos, eventos e namoricos. Não havia violência e nem rivalidades territoriais. A polícia quase nunca era solicitada e só casos de brigas eventuais chamavam a atenção coletiva. O documento necessário de se portar era a Carteira de Trabalho, assinada. Em "blitz" de rua o policial nem cogitava de pedir identidade, pedia logo a Carteira de Trabalho.

Havia os "malandros", uns poucos adultos que não gostavam do batente, e que gastavam o tempo no carteado ou bebericando nos botecos. Estes, se dizia à boca pequena, faziam seus ganhos sobre o dinheiro alheio - pequenos assaltos que praticavam bem longe do local de moradia - por isso que ninguém sabia ao certo dessas atividades e evitavam comentar. Era sabido que os "malandros" não trabalhavam, entretanto, nunca incomodavam qualquer morador da sua comunidade.

Era um tempo de tanto sossego e solidariedade humana que até me causa certa nostalgia.  A precariedade de recursos unia os vizinhos que sempre se ajudavam numa construção ou reforma, ou mesmo em caso de doença.

Não posso dizer que era algo agradável morar num local de nenhuma, ou quase nenhuma, estrutura urbanística ou sanitária, mas posso dizer que algumas pessoas estabeleciam tal vínculo com a Comunidade que, mesmo podendo mudar-se para um bairro, ali permaneciam enredados pelo acolhimento social.

O crime ainda não se havia organizado em quadrilhas para o fornecimento de drogas ou armas e nem operavam com logística para assaltos de maior envergadura.  Entretanto, não tardou muito para que as favelas fossem tomadas para se tornarem esconderijos de criminosos, adquirindo caráter de "fortalezas" e feudos privados, com lei e justiça próprias. 

Em boa hora chegou o programa de pacificação que, aos poucos, retoma dos  traficantes e das milícias, o controle das comunidades carentes do Rio de Janeiro. É uma operação de libertação, digna de todos os elogios.  Ser pobre já não é fácil, conviver e sujeitar-se ao domínio de malfeitores é uma situação humilhante e de total ausência dos direitos fundamentais do cidadão.  Deve ser horrível ter a sua família, crianças e adolescentes, à mercê de bandidos perigosos, entre eles, adolescentes armados.

Eu morei na favela da Barreira do Vasco, em São Cristóvão, na década de 1960. Ali havia como maiores vantagens não ser um morro e haver os ônibus e bondes que passavam bem ao lado. 

Hoje moro em casa própria e bem situada, em outra capital, no entanto, considero proveitosa a experiência de haver morado em uma Comunidade Carente e, antes disso, em casebres sem água e, às vezes, sem luz. Significa que evoluí com boa compreensão dos problemas sociais, fato que me orienta quando escolho um representante político.

Parabéns aos governos Estadual e Municipal do Rio de Janeiro pela implantação do Programa de Unidades Pacificadas, o qual, ao tempo em que remove boa parte da violência urbana, devolve a dignidade aos moradores menos favorecidos dessa bela Cidade do Rio de Janeiro.



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domingo, 27 de janeiro de 2013

TRATO FEITO

Querer evitar ou não aceitar a morte é como recuar diante de um trato feito.  Viver e morrer, no plano físico terrestre, são detalhes que a alma conhece e aceita como partes da sua vida real - a vida Espiritual. Alguém que sai em uma viagem de estudos não morreu quanto partiu e nem morreu lá, quando retornou para a sua casa.

Quando encarnados, esquecidos da realidade espiritual, surpreendemo-nos com mortes inesperadas ou sob "condições" anormais. Entretanto, o Espírito que se foi, passados os momentos iniciais do seu retorno ao mundo espiritual, de nada se espantará de haver morrido dessa ou daquela forma.  Tomando ciência de que continua vivo, haver morrido de forma violenta ou traumática nada representará de especial para ele. Afinal, percebe que a sua vida espiritual nunca sofreu qualquer interrupção. Os estágios de vida terrestre só serão lembrados em termos do aprendizado auferido ou do tempo perdido, nesta ou naquela encarnação.  

Os Espíritos, via-de-regra, já têm ciência prévia das condições de sua morte e as considera, apenas, como libertação do corpo e retorno ao lar espiritual.  Portanto, a forma da "morte" não afeta o Espírito medianamente esclarecido, a não ser pela sua característica libertadora. 

Cada um de nós pode ser tão festejado na Terra, ao nascer, como ser festejado no plano espiritual, quando lá retornamos da viagem terrestre, após a correspondente morte terrestre.

Merecimento é palavra chave que fará grande diferença em todo o processo. Ao seu lado, acrescente-se, o conhecimento, a aceitação e o adiantamento espiritual já alcançado pelo Espírito.

Todo tipo de morte física é aceito pelo Espírito. Nenhum é pior do que o outro, exceto que à interrupção voluntária da vida, o suicídio, pode criar laços mentais e desequilíbrio que precisam ser corrigidos. 

Se tivermos que lamentar uma morte inesperada de um ser querido, lamentemos por nós mesmos, pela separação do ser querido, nunca pelo Espírito que se foi.  Ele está feliz por haver cumprido a sua parte no trato feito e, provavelmente, obtido o aprendizado de que necessitava.  Nosso sofrimento não leva nenhum bem ao ser que deixou o nosso convívio e, ao contrário, pode macular a felicidade dele pelo tempo que conviveu conosco.

Uma momentânea separação não deve justificar a criação de estados de infelicidade.


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sábado, 26 de janeiro de 2013

JUSTIÇA OU INJUSTIÇA?

Quando olhamos para o momento da humanidade, vemos um triste quadro de guerras, revoluções sociais, fome, miséria e exploração do mais fraco pelo mais forte, um verdadeiro caos. Parece não haver saída para a injustiça social implantada e consolidada que a uns condena ao sofrimento e à miséria e, a outros, parece conceder o beneplácito do poder e de todas as regalias terrenas. 

É de tal sorte a desigualdade social que vislumbramos dois mundos distintos: Um de ricos e privilegiados e outro de pobres e miseráveis - os inválidos de poder e direitos, deserdados de tudo e condenados ao desvalimento.

Detidos na visão curta de uma só vida terrena, nem de longe imaginamos que essas duas realidades interagem e se alternam nessa dinâmica do existir, fato  que propicia que os mesmos espíritos, alternadamente, figurem nesses mesmos grupos que parecem assimétricos ou antagônicos.

O que parece não ter solução é a própria solução.

Deus está no Comando!  Nada é injusto, inadequado ou exagerado.  Vivemos em um laboratório de almas em evolução onde, ao mesmo tempo, o experimentador é o próprio "meio" e experiência. É a experiência de viver que a todos nos agrupa no conjunto dos seres humanos, Espíritos em constante aprendizado.

Estamos todos desempenhando um papel e uma função, tudo contido e limitado na existência humana, como uma colmeia ou um formigueiro.  A diferença é que não ficaremos presos a essa condição.  Estamos efetuando um aprendizado sobre o amor e o perdão. A finalidade é evoluirmos como seres espirituais, enquanto nos manifestamos, materializados em um corpo que nos retém, como um escafandro que é utilizado durante um mergulho ao fundo do oceano.

Os mesmos homens que espalham a morte e promovem desordens sociais através das guerras e dominações econômicas, tiveram igual chance e poder para promover o bem. Se não o fazem, renascem no outro lado de face da moeda social. Alternarão situações felizes e infelizes até que flua o entendimento na direção da evolução espiritual. 

Não há problema que não tenha solução!

Não há descaso de Deus para com o destino do Homem, o Espírito encarnado sobre a Terra. Tudo está sob o controle da Lei da Ação e Reação que vige com plena justiça e a todos impõe a colheita dos frutos que semeou. Onde nos parece haver um grande mal, ali está a Justiça Divina. 

O sofrimento não é punição mas sim a reposição do ensino já ministrado com amor e, dessa forma, rejeitado.

Se Deus confiou ao homem um planeta com ambiente similar ao da Amazônia - pleno de abundante vida - e o homem nele produziu um deserto com as suas próprias mãos, quem deverá sobreviver e se nutrir nesse deserto? Ora, certamente, o homem que o criou. Onde está a injustiça? Que renasça no deserto o homem que o deserto criou! Será a sua chance de aprender a cultivar a vida ao invés de destruí-la.

Se o homem poluir a água límpida do seu consumo... Quem deverá se defrontar com o consumo de uma água de pior qualidade?

Reis, rainhas, imperadores, generais, presidentes e altos comissários de ontem são os que hoje se arrastam na lama e imploram por um pedaço de pão.  Da mesma forma, desvalidos de ontem ocupam hoje os palácios e cargos de altos dignatários. Amanhã, será o reverso de hoje, desde que assim o imponha a pungente necessidade de aprendizado ou de reparação de cada Espírito, na sua individualidade e no desejo ou necessidade do crescimento espiritual.

A colheita é obrigatória e intransferível. Quem plantou renasce para a devida colheita, semeou o mal e retorna para colher toda a maldade que semeou. 

Quem semeou flores, voltará para colher os seus maços e se inebriar no perfume do jardim. Numa vida mais agradável, completará o seu aprendizado.



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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

SEGUNDO ANIVERSÁRIO

Amanhã, 26/01/2013, é o dia do segundo aniversário do nosso Blog - ESPÍRITA GRAÇAS A DEUS.  Nesse período, fui agraciado com a entrada de quase 14.000 visitas e com a companhia 65 seguidores. 

Agradeço a Deus e aos amigos que tornaram possível esse momento alegre que vivo e comemoro. Tem sido uma experiência muito gratificante o compartir idéias e ocorrências cotidianas, expressando-me sob o fundo da minha religiosidade, que se manifesta sob o prisma da Filosofia Espírita.

Abordei assuntos de natureza religiosa, ressaltando, contudo, a subjetividade da relação do homem com a divindade, evitando comentar ou interferir em religiões ou práticas religiosas. Dispensei-me, como é natural a todo adepto do Espiritismo, de procurar atrair pessoas para o meu modo de pensar. Ratifiquei, sempre, a desnecessidade de "conversões" ou mudanças de credos para que o homem se aproxime de Deus e exerça a sua de religiosidade.

Divulgando conceitos da Doutrina dos Espíritos, não pude evitar alguma divergência de conteúdo com matérias dispostas diferentemente por outras fontes religiosas, entretanto, sempre adverti que o conhecimento espírita não é formador de religião e poderia, outrossim, se aceito, incorporar-se ao patrimônio de toda e qualquer religião, levando-lhe o conhecimento da vida espiritual após a vida terrestre.

Ressaltei sempre que a religiosidade é fator subjetivo que pode se acalentar sob o abrigo de qualquer crença, posto que se trata de um relacionamento direito entre o Ser e o Criador.  Igualmente, espero ter deixado claro nestes 339 escritos, que toda Religião é boa, se conduz o seu seguidor à pratica do bem e ao melhoramento moral e ético.

Defendi o esclarecimento e o saber, fato que me dispensou de alimentar qualquer divergência em matéria religiosa, mesmo se contestado. Entendo que a verdade é muto ampla e está espalhada em toda a manifestação de Deus, no Universo. Sempre haverá boa parte da verdade em todas as crenças e cultos.

Obrigado. Deus nos abençoe em nossa busca da verdade e do crescimento espiritual.

Euleir Eller



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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Evolução Planetária e Humanidade Renovada.

Todas as coisas estão em constante evolução!

Não somos seres perfeitos. Mas, também, não fomos criados para permanecermos imperfeitos. Criou-nos Deus puros e sem conhecimentos, cabendo-nos o aprendizado pela vida e pela experiência até alcançarmos a perfeição e a angelitude. Temos o privilégio de evoluir pelo entendimento e de próprio mérito pelo uso proveitoso do livre arbítrio.

A Terra e tudo que nela se contém está em constante evolução. Bilhões de anos estão representados na sua configuração atual. Ela é meio e testemunha de toda a evolução aqui havida, inclusive a do ser humano físico e dos Espíritos que nesses corpos habitaram, temporariamente.

Saído da caverna, sem conhecimentos e tecnologias, o homem adaptou-se aos climas e ambientes, sobreviveu às intempéries e superou dificuldades enquanto evoluía para atingir o seu status atual de saber, detentor de tecnologias que lhe permitem o domínio  e deslocamento sobre a terra e o espaço que a cerca. Uma evolução que já o leva a imaginar vôos maiores, na direção dos planetas e das estrelas.

No aspecto da social, evoluiu da lei da sobrevivência do mais forte para um sistema social que a todos considera iguais em direitos e deveres.  Quanta diferença dos tempos de barbárie e das lutas constantes para a posse dos meios de subsistência!

De uma vaga noção de Deus, identificado-o com os poderes sobrenaturais, passou a ver o sobrenatural como o natural, conhecendo um Deus presente na origem e no fim da sua existência terrestre e, nesta, apenas uma parte da caminhada do Ser em direção ao sublime destino.

Em termos de religiosidade, deixou para trás a época da perseguição e morte dos infiéis - em nome de Deus - e evoluiu para uma filosofia de liberdade do pensamento e das expressões religiosas.

Já não aceita, pacificamente, as religiões que o apequenam e o consideram um vil pecador, quase infame, fruto do pecado. Já se compara ao diamante em  pedra bruta que será polida pelo viver, para se tornar a joia de maior beleza de toda a Criação. Escapou dos que o querem destinar ao "fogo eterno" e, agora, caminha para a felicidade eterna, mercê de suas muitas vidas e longo aprendizado.

Compreende o sofrimento como consequência dos seus próprios erros - na  experiência de viver - ciente de que caminha para Deus e que o sofrimento que atraiu é temporário, parte do seu próprio aprendizado e evolução.

A Terra está prestes a cumprir um ciclo de sua evolução como Planeta, superando a sua atual destinação de planeta de resgate e expiações. Evoluirá para uma realidade vibracional superior e abrigará seres humanos mais evoluídos, que viverão em condições mais felizes, livres de problemas atuais como sofrimento e doença física.

Nascerão na Terra apenas os Espíritos com a evolução compatível com o novo ambiente do Orbe. Os que não alcançaram esse nível renascerão em outros planetas para continuar o ciclo de reencarnações em ambiente de EXPIAÇÃO E RESGATE, até obterem o aprendizado adequado ao seu momento evolutivo.

As mansões celestes são todos os lugares onde estão agrupados os Espíritos. Sempre seremos atraídos para uma delas.




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Enxergue o valor dos outros... | Mente Aberta

Enxergue o valor dos outros... | Mente Aberta


Enxergue o valor dos outros...

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Era uma vez uma rosa muito bonita, que se sentia envaidecida ao saber que era a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo e por essa razão ninguém se aproximava.
Indignada diante da descoberta, ordenou ao sapo que fosse embora. O sapo, muito humildemente, disse: está bem, se é assim que você quer. Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê-la acabada, sem folhas nem pétalas.
Penalizado, disse: que coisa horrível, o que aconteceu com você?
A rosa respondeu: é que, desde que você foi embora, as formigas me comeram dia a dia, e agora nunca voltarei a ser o que era.
O sapo respondeu: quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a mais bonita do jardim...
Muitas vezes desvalorizamos os outros por crermos que somos “superiores” a eles, mais "bonitos", de mais valor, ou que eles não nos servem para nada.
Deus não fez ninguém para "sobrar" neste mundo. Todos temos algo a aprender ou a ensinar, e ninguém deve desvalorizar ninguém. Pode ser que uma destas pessoas, a quem não damos valor, nos faça um bem tão grande, que nem mesmo nós percebemos.
Retirado do site:


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sábado, 19 de janeiro de 2013

Religião e Religiosidade

Eu gosto de separar religião de religiosidade. 

Religião é uma associação de pessoas para fins religiosos e sociais. Religiosidade é o sentimento ou desejo subjetivo de uma pessoa de ligar-se ao que considera sagrado. Enquanto a religião pressupõe um grupo de fiéis que adotam forma semelhante de expressar a religiosidade, esta, a religiosidade, é um sentimento subjetivo, nato de todo ser humano, que pode ou não, expressar-se através de  uma religião.

A religiosidade é o sentimento puro que busca o entendimento espiritual, como forma de compreender a origem e o destino da alma.

As religiões criadas pelo homem, mescladas com o orgulho e a vaidade comuns no ser humano, alimentam um sectarismo que se distancia da própria religiosidade de sua origem. Por isso, infelizmente, disputam entre si a primazia e a exclusividade na posse da verdade espiritual. Via de regra, cada uma tenta impor-se como a única detentora dos laços com a realidade espiritual.

As religiões, como agentes sociais, apreciam criar vínculos com os poderes constituídos, com vistas a obterem maior aprovação e penetração nessa mesma sociedade. Desenvolvem, também, sobremaneira, a possibilidade de amealhar recursos econômicos. Pelo menos, em nosso País, o monetarismo cristão está sobrepujando o o princípio da religiosidade, na formação de novas igrejas.

Eu julgo mais importante o cultivo da religiosidade pois que ela busca um vínculo direto entre a pessoa e o seu Deus. Nesse patamar, o ser está em busca da própria elevação espiritual, dispensado das convenções sociais.

Deus não habita em templos construídos pelas mãos humanas e nem Jesus criou nenhuma organização religiosa.

Que Deus habite os nossos corações e as nossas mentes, tornando-nos pessoas melhores a cada dia.




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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

VIDA SEMPRE


É difícil imaginar a dimensão da nossa vida, enquanto habitamos um corpo físico. Refiro-me à vida eterna do espírito que somos.  A matéria física quase nos impede de alongar o pensamento para além desse campo vibracional. Quase nunca nos damos conta de que a vida terrestre não é mais do que um piscar de olhos, diante da eternidade, mais se assemelhando a um curto sonho do Espírito.

Cegos da realidade espiritual ou iludidos pela matéria, aceitamos que estas pequenas viagens astrais à Terra são a verdadeira vida e, então, pensamos que a morte física é o limite da existência. Vemos o fim do corpo físico como algo ruim, uma verdadeira destruição ou negação de valores.

No entanto, vista pelo ângulo dos que já estão no andar de cima, essa transição do Espírito da realidade física para a realidade astral - a morte - representa a própria libertação do Espírito que, dessa forma, retoma a liberdade que é da sua própria natureza.

Quando morre um parente ou um amigo, deveríamos ter uma doce expectativa de que o ser amigo está voltando para casa, para o seio de uma grande família que o aguarda com alegria. A tristeza desse momento deveria cingir-se a um aceno de mão, um "Até Breve!".

Ninguém deixa de viver, ainda que o quisesse. Até mesmo a pessoa que se suicidou.  Quem quis fugir da vida pelo suicídio só encontrou vida e a plena consciência da inutilidade do ato que praticou. Encurtou o tempo de sua viagem terrestre e se viu mais vivo do que nunca. Limitou sua oportunidade de aprendizado  e, por consequência, adquiriu um débito para saldar em vidas futuras, já que a destruição do corpo físico influirá na formação de um novo corpo terrestre. Terá, também, de conviver com a carga mental que o suicídio tenha produzido, como bagagem do Espírito.

Ninguém pode se desconectar da vida única e eterna.

Vida Sempre!




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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Oásis de Energias

A minha casa é um "Oásis de Energias". Quando dela me afasto logo me sinto exaurido, principalmente, quando estou em ambientes coletivos. Acho mesmo que toda casa, com o grupo familiar que a habita, acaba por criar esse "quantum" de energias que corresponderia ao somatório das energias das pessoas que ali congregadas. A essas energias se somariam as energias espirituais para ali atraídas.

Quando criamos ambientes coletivos e nele aplicamos nossa vontade, também deixamos ali parte da nossa individualidade. Forma-se uma Egrégora que, no plano astral, representa uma nova unidade de atuação. A efetividade e força de atuação será relativa ao teor de sua unidade vocacional e efetiva atuação como unidade. 

Na enciclopédia Wikipédia está assim definido o termo:

"Egrégora, ou egrégoro para outros, (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembleia, ou seja, é um campo de força criado no Plano Astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões mentais e emocionais.

Segundo as doutrinas que aceitam a existência de egrégoros, estão presentes em todas as coletividades, sejam nas mais simples associações, ou mesmo nas assembleias religiosas. É gerado pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.
Assim, todos os agrupamentos humanos possuem seus egrégoros característicos: as empresas, clubes, igrejas, famílias, partidos, nos quais as energias dos indivíduos se unem formando uma entidade autônoma e mais poderosa, o egrégoro, capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora. Em miúdos, um egrégoro participa ativamente de qualquer meio, físico ou abstrato.
Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. No mais, os egrégoros são esferas ou concentrações de energia comum. Quando várias pessoas têm um mesmo objetivo comum, a energia se agrupa e se aglomera em um egrégoro. Trata-se de um conceito místico-filosófico com vínculos muito próximos à teoria das formas-pensamento, onde todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo."


A nossa família é um ente coletivo formado pelas nossas expressões físicas e mentais, as quais se conjugam a outras individualidades para atuarem em conjunto. Essa realidade que pensa uniforme e que cria ideais comuns torna-se parte do individual de cada componente, na medida em que o representa. É por isso que a certeza de pertencer a uma comunidade familiar dá firmeza mental e segurança emocional a cada membro, sabendo-se ele desejado, apreciado e até necessário ao grupo.

É por isso que nos sentimos tão bem no ambiente de nossas casas. Quando viajamos, passados os primeiros dias da excitação e da novidade, surge uma grande vontade de retornar ao convívio de nossa casa, da nossa família. Precisamos usufruir, novamente, daquele ambiente que nos completa e nos nutre das energias ali acumuladas, as quais são parte da nossa realidade emocional. 

Chamamos de saudade de casa.

Se acrescentarmos à realidade da nossa egrégora familiar os ingredientes da fé e do temor a Deus, já poderemos admitir que a ela se acrescentam a proteção dos Guias Espirituais e dos Anjos da Guarda, capazes de purificar e abençoar todo o ambiente físico e mental que circunda e forma o nosso lar.

Que os nossos lares sejam "fortalezas do bem" capazes de ambientar o progresso material e espiritual de todos nós que os compomos!



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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A TRINDADE UNIVERSAL



O Espiritismo foi apresentado ao mundo em 1857 como um conjunto de revelações espirituais. No entanto, sequer foi cogitado como uma nova religião. o que, de fato, não é. Resultou de estudo e pesquisa voltado ao interesse filosófico de lançar luzes sobre a origem e o destino da alma humana. 

Posto que não é religião, não cabe ao Espiritismo aprovar ou desaprovar os dogmas e artigos de fé dos Sistemas Religiosos da humanidade. Entretanto, suas verdades e lógica, podem conflitar com a pregação ou o interesse das demais religiões, pelo fato mesmo de suas revelações incidirem sobre a vida do Espírito antes do nascimento do ser humano e após a sua morte física.

Eis um exemplo: A doutrina espírita não faz referência à trindade divina como representativa do Deus. Não o faz, primeiro, porque no ensino dos Espíritos não há afirmação a respeito e, segundo, porque o Mestre Nazareno nunca afirmou ser Deus. 

Jesus disse, inúmeras vezes, que vinha de Deus e que era um com Deus, mas sempre enfatizou que era um Enviado do Pai. Deixa isso mais claro quando não permitiu ser chamado de "Bom", acrescentando que bom era apenas Deus. Também não referiu que o Espírito Santo seria Deus: Disse que o Espírito da Verdade viria de Deus, ou seja, que o Pai o enviaria para restaurar os ensinamentos e revelar a verdade.

A noção do Deus Único, criador de todas as coisas, é parte da tradição humano-judaica e foi ratificada com os eventos das vidas de Abraão e Moisés, narrados no texto bíblico. Coube ao Apóstolo Paulo lançar os fundamentos que levariam à adoção do Deus Trino entre os cristãos. 

No conteúdo da Doutrina Espírita, Deus é único, Jesus é o Espírito de Maior Evolução de que se tem conhecimento e o Espírito Santo seria a Comunidade dos Espíritos Puros que já estão junto a Deus, os quais servem aos propósitos de Deus na Criação de todo o Universo.

Diante do ensinamento dos Espíritos, que o levavam a uma conclusão, Allan Kardec pergunta aos Espíritos que o monitoravam nos trabalhos da Codificação:

Pergunta: 

"Haveria assim dois elementos gerais do Universo, a matéria e o Espírito?"

Resposta: 

“Sim, e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas; essas três são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal”.


DEUS - ESPÍRITO - MATÉRIA.


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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

VAMPIRISMO PSÍQUICO

Toda matéria aqui veiculada deve ser considerada como um "bate papo" e não como matéria instrutiva ou doutrinária, são abordagens de assuntos espíritas que merecem estudos mais profundos. 

André Luiz no seu livro "Os Mensageiros" nos informa de que a conscientização espiritual da humanidade eleva, também, o nível da conscientização dos desencarnados que vivem nas faixas astrais próximas e daí  uma maior interação entre os dois planos de vida, possibilitando maior intercâmbio de idéias e pensamentos entre esses planos.  Admitida essa realidade, podemos supor que, em breve futuro, haverá plena consciência da realidade do mundo espiritual e da possibilidade "normal" das comunicações com os desencarnados dessas esferas.

Já começa a resultar clara a ideia de que não há separação entre mundos físicos e mundo espiritual: O Universo se compõe de todas essas realidades que se constituem em "faixas vibracionais" que tanto podem se distanciar como podem se interpenetrar.

Um exemplo disso são as faixas vibracionais do mundo físico da Terra, do Umbral e do Umbral Inferior que são contíguas e se interpenetram. O que separa essas realidades, as quais também denominamos de física e astrais, é apenas e, tão somente, o fator vibracional, que cria ambientes distintos de comunicação.

Esse estreitamento de relação propiciará uma melhor ajuda aos desencarnados que sofrem, mediante a doutrinação e consequente libertação dos laços que os prendem ao sofrimento. Poderá, também, ensejar mais facilidade para as ações de vampirismo psíquico.

O vampirismo psíquico ocorre pela absorção de energias. Alguém suga energias vitais de outro ser: De uma pessoa para outra pessoa, de uma pessoa para um Espírito ou de um Espírito para outro Espírito, sempre com o sentido de o agente nutrir-se dessas energias retiradas da vítima.

Esse é um tema meio difícil de abordar, face à multiplicidade de situações de sua ocorrência e pela não compreensão por pessoas que não lidam com o "fator psicológico" por profissão ou por religião.

Há que admitir que:


- Existe o mundo espiritual e nele vivem os espíritos e existe o mundo físico, onde vivemos nós os seres humanos;

- Os Espíritos - encarnados ou na espiritualidade - são eternos e interagem entre si;

- Vivemos em campos energéticos, com vibração específica, de onde extraímos a energia vital para a vida nesses ambientes.


Admitidas essas premissas e que há espíritos que, por diversas razões, pretendem continuar vinculados ao nosso meio físico, concluiremos que essas entidades necessitarão das energias vitais do nosso ambiente para aqui permanecerem. Sem acesso normal a essas energias vitais, recorrerão ao roubo delas dos seres humanos que puderem atrair e sujeitar.

Nesse embate, o mais comum é usarem do embuste para obter a docilidade das vítimas humanas e, assim, sugar a preciosa energia vital do meio físico. Nesse agir, abordam as pessoas pelos lados de suas fraquezas morais e dos vícios que cultivam, obtendo com elas uma parceria insuspeita. É por isso que admitimos, entre os Espíritas, que quem cultiva um vício tem sempre alguma companhia desejosa de usufruir o mesmo prazer.

O escritor Espírita  J. Herculano Pires assim nos esclarece quanto ao vampirismo psíquico e os sugadores de energias:

"...no campo das viciações sensoriais e essa dominação decorre de sua principal característica, que é a sucção de energias vitais da vítima por esses obsessores...  Os viciados não são apenas portadores de vícios, mas também de certas cargas de influências psíquicas negativas provenientes de entidades espirituais inferiores que a eles se apegam para vampirizar-lhes as energias e as excitações do vício".

Entretanto, não estaria correto restringir a ocorrência do vampirismo psíquico apenas ao caso dos vícios, porque isso nos levaria a desconsiderar as ocorrências mais restritas ao plano mental, ainda que, muitas vezes, ligadas aos vícios do pensamento ou do comportamento subjetivo.


Por laços de amor, por laços de amizade, por laços de discórdias, por laços de ressentimentos e vinganças, podem os espíritos menos esclarecidos desejarem permanecer ao lado das pessoas e, querendo ou não, passam a depender de sugar energias vitais para se manter e atuar nesse plano físico.

Também os encarnados, ao invocarem os seus mortos, por saudade, inconformidade ou homenagem sistemática, com rezas, velas e flores, podem, inadvertidamente, prender seus entes queridos ao plano físico, caso não tenham em mente um claro desejo de que eles sigam em paz, no caminho espiritual que agora lhes é natural.

Apesar de atraídos por pura manifestação de amor, o ser que desencarnou pode ficar imantado nas energias desses que o invocam e, nessa condição, passa a depender das energias do plano físico para aqui permanecer. Esse é um caso em que o amor pode ser fonte do mal, pela não conformidade com a providência Divina.

Também há os desencarnados que retornam ao lar para ajudar, proteger ou mesmo influir na vida dos seus familiares. Também esses, movidos pelo que seriam nobres interesses, precisarão "vampirizar" energias desses que pretendiam proteger. 

Esses casos são mais comuns do que imaginamos. 

Há também um grande número de desencarnados que perambulam por aqui, sem fim ou destino, e que se agregam a pessoas ou ambientes que lhes despertem  suas afinidades. Todos necessitando de energias do nosso plano e às quais eles já não têm o natural acesso.

O vampirismo psíquico pode ocorrer entre pessoas encarnadas. Há pessoas que dominam outras e até anulam suas vontades e, sabendo ou não, sugam energias.

Sempre que estamos em presença de alguém que nos causa desconforto ou  dores repentinas -na nuca ou nas costas - podemos admitir que estamos diante de alguém capaz de subtrair nossas energias ou de alguém sofre por problemas espirituais, íntimos. Essas pessoas são, frequentemente, aquelas que reclamam muito da vida e parecem estar sempre de mal com todo mundo.

Ninguém está exposto, fatalmente, ao assédio de terceiros em sua vida. O nosso nível de vibração espiritual, por si só, será capaz de repelir a ação de entidades perversas. É o que chamamos de proteção espiritual. Cada um deve gerir a sua vida com o exercício pleno do seu livre arbítrio.

Quanto ao assédio que se caracteriza como perseguição espiritual - origem das obsessões - ambos os componentes dessa relação precisam de assistência, principalmente, o espírito perseguidor que, neste caso, precisa ser doutrinado e convencido de sua ação nefasta e ineficaz, no que respeita à paz e à felicidade de ambos. Esse tratamento pode ser obtido em uma Casa Espírita. 

É preciso que se tenha claro que ninguém é perseguido espiritualmente sem que tenha dado razão a tal procedimento, então, na raiz da obsessão está o débito contraído com o obsessor. Ambos devem compreender e se perdoarem para que cesse o interesse de vingança.




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domingo, 13 de janeiro de 2013

BEM VINDO RAFAEL!


Nasceu o meu décimo neto. Chama-se Rafael.  Alegria total no seu lar, na minha casa (avós paternos) e na casa dos avós maternos.  Parabéns ao papai Alexandre, à mamãe Nathália, aos irmãos Arthur, Rafaela, Paulo Henrique e João Gabriel. Nós, avós, tios e primos manifestamos nossa alegria pela sua chegada.

Isso me levou a pensar sobre o Espírito que vem ao nosso encontro na forma dessa criança.  Quem retorna à terra, sob os nossos cuidados familiares?  Um familiar que já partiu para o plano espiritual e que recebe o aval da misericórdia divina para uma nova etapa de vida sobre a Terra? Um Espírito afim, membro do grande grupo espiritual que se programou para a evolução espiritual, em conjunto, auxiliando-se mutuamente?

Consoante a Doutrina Espírita e, restringindo-me à realidade mais presente da atual vida terrestre, fico na doce expectativa de que tenha retornado ao nosso convívio, um dos parentes que retornaram ao lar espiritual, deixando conosco a saudade de um convívio agradável e produtivo. Se assim fosse, estaríamos agora retribuindo, diretamente, todo o amor que ele nos tenha dedicado em época passada. 

A criança que agora nasce é um Espírito que Deus nos confia para criar e cuidar, como pessoa humana, estruturando a sua nova personalidade. Ela chega à Terra como um livro em branco, cujas páginas serão escritas no dia-a-dia do seu viver. Não importa que seja um Espírito antigo, vivido e experiente, agora será apenas uma criança sujeita a todo o aprendizado e necessitando de maior evolução espiritual. Ela traz consigo potencialidades morais e espirituais, que deverão ser cuidadas e estimuladas, qualidades que resultaram de suas vidas passadas.

Poderia ser dito então: De que adianta esse adiantamento anterior se dele não há lembrança corrente ou imediato aproveitamento?

Cada vida terrestre é um novo período de estudos e de provas para o Espírito.  Ele viverá as experiências necessários ao seu adiantamento espiritual.  Uma nova vida terrestre não é a continuação da vida terrestre anterior.

Como exemplo meramente didático, imaginemos um ser que se encarna e que tenha sido um grande guerreiro daqueles povos quase selvagens da antiguidade. De que lhe valeria, numa vida atual, os seus conhecimentos e suas noções de conquistas territoriais através da guerra?  Ele poderia ter voltado à Terra para um aprendizado totalmente diferente. Numa realidade que guarda analogia com sua vida anterior, poderia necessitar agora de aprender sobre o cultivo da paz, do amor e do perdão, qualidades que, provavelmente, teriam sido consideradas uma fraqueza em sua vida anterior. 

Uma criança pode nascer com intuições de suas qualidades ou defeitos de vida anterior, entretanto, esses serão apenas tendências ou vocações que poderão ser direcionadas pela educação e pelos exemplos na sua nova realidade de vida.


Se o Espírito, em nova vida terrestre, se porta de forma não condizente com o seu adiantamento espiritual, colherá o resultado de voltar ao seu grupo espiritual levando consigo a imagem daquele momentâneo fracasso. Não se orgulhará desse resultado e aguardará nova chance de repetir as provas então programadas. Ninguém o condenará, salvo a sua própria consciência onde estará gravado esse ato falho em que incorreu.

É uma situação equivalente à de um jovem cuja família tenha se esforçado para envia-lo a outro País, em viagem de estudos, e que lá tenha se desviado para  situações reprováveis, em desacordo com o objetivo da viagem. Retornando à casa paterna não sofrerá sanções mas não terá, também, do que se orgulhar, acossado ainda pela consciência de haver desperdiçado a oportunidade que lhe foi oferecida.

Seja Bem Vindo, Rafael! 

Que a sua vida seja extremamente proveitosa entre nós e que você alcance o  adiantamento espiritual que veio buscar!



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sábado, 12 de janeiro de 2013

Para Entrar no Céu

Todas as pessoas querem ir para o céu, após a vida na Terra, seja esse local uma Colônia Espiritual tipo "NOSSO LAR" da literatura espírita, o "Paraíso Bíblico" católico/evangélico ou o "NIRVANA" budista. Enfim, todos querem "ir pro céu", encerrando de uma vez por todas a vida sobre a Terra, onde a felicidade é muito limitada ou até inexiste para alguns.

Entretanto, nada acontece num passe de mágica. Para habitar um alta esfera espiritual, o Espírito deve possuir a vibração compatível com aquele ambiente.

Assim, cada um será atraído pelo "céu" que resultará da afinidade e do grau vibracional que ostenta, considerados, também, os gostos, sentimentos e aspirações. No fundo de tudo estará a aquisição e a prática das virtudes, que consistirão no próprio merecimento de habitar lugares mais felizes ou menos felizes.

Essa deve ser a nossa ideia quando pensarmos em nossa estada nas regiões espirituais, nas muitas moradas celestes, referidas nas religiões ou filosofias. Apenas se deve anotar que o fator vibracional impede a livre movimentação entre essas moradas, salvo as atividades temporárias de socorro ou ensino, para esse fim estabelecidas.

É claro que, em iguais condições e agrupados segundo a vibração correspondente, estariam os Espíritos menos afeitos à prática do bem, todos habitando as mansões espirituais que lhes correspondem e para as quais foram espontaneamente atraídos. Por isso, quando se fala em "Mansões Celestiais" temos que admitir todas as moradas espirituais, inclusive, aquelas onde se agrupam os malfeitores e viciados de toda a natureza.  

À luz do ensinamento Espírita, todas essas moradas serão transitórias e nenhuma delas corresponde a uma condenação ao sofrimento ou à estagnação, salvo que o Espírito haja atingido a condição de Espírito Puro e não mais necessite de encarnações e aprendizados.

Ninguém foi criado para o MAL ou a ele será condenado perpetuamente.

Os Espíritos foram criados puros e inocentes, tendo por missão a própria evolução em conhecimentos e virtudes. Para esse mister evolutivo, foram criados livres, isto é, com o livre arbítrio para, dessa forma, viverem as experiências que desejarem. Dessa liberdade de vivências e o aprendizado é que resultam os diferentes níveis alcançados individualmente, criando a realidade de cada Ser.

Em princípio, não há que pensar em pecado contra Deus, por um ato praticado, mas sim em experiências vividas que conduzem a bons ou maus resultados. Esses resultados serão a bagagem do Espírito que lhe autorizarão o usufruto da vibração espiritual correspondente. É a Lei da Ação e Reação e a correspondente obrigação de retornar ao equilíbrio do Ser e ao progresso permanente, reparados os danos que possam ter sido causados.

SE Deus dá a liberdade de escolha, dá, também, a responsabilidade por essas escolhas, tendo sempre em tudo o foco da evolução necessária e imprescindível. 

O aluno que repete o ano de estudo não será cerceado em sua vida e nem em seu direito ao aprendizado, apenas repetirá o ano escolar e se submeterá a novas provas.

A EVOLUÇÃO é a Lei que rege todo o UNIVERSO. Terra, Céu, Inferno, Purgatório, Umbral ou Trevas Exteriores, qualquer que seja o nome dado a essas regiões por onde transita a Alma, tudo se insere sob a Lei da Constante Evolução.

Vamos lá!  Rumo ao céu que merecermos, produto de nossas escolhas e da elevação que estamos conseguindo no nosso viver de cada dia. 

A Luz de Jesus ilumina o caminho!


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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O DESTINO DE TODAS AS ALMAS


Acreditar em Deus é um conforto para Alma.

Ter fé ou não ter fé não inviabiliza uma vida produtiva e de progresso para o Espírito, eis que o aprendizado se realiza sob todas as condições e circunstâncias da vida. A diferença é que viver com o auxílio da fé dá consolo e esperança, o que incentiva a prática do bem, diante de uma visão existencial que se alonga para além da morte do corpo. 

O Espiritismo mostrou a vida do Espírito após a morte do corpo físico e esclareceu sobre a realidade dessa vida e suas relações, enfatizando a condição de felicidade ou de sofrimento do mesmo, no plano espiritual, consoante o nível de vibração já alcançado.

Além de revelar a inexistência das condenações eternas, ratificou o beneplácito das novas vidas - o nascer de novo, ensinado por Jesus - que serão as novas oportunidades para o Espírito corrigir os seus erros e prosseguir na própria evolução. Nenhuma alma sofrerá, eternamente, por erros em que haja incorrido numa ínfima vida sobre o Planeta Terra.  

Revelou que Deus criou todas as almas para se integrarem num estado de pureza e felicidade, nos domínios do Universo. A única condicionante para atingir esse desiderato é que a alma adquira a evolução que a credencie a viver nesse ambiente da mais alta vibração espiritual.


Um só destino final para alma!

Muitos caminhos em face das escolhas individuais!

Muitas vidas, muitos mestres! 

Muito aprendizado e EVOLUÇÃO!



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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

DESPERTAR PARA A VIDA ESPIRITUAL


A Terra é um dos muitos Planetas em que o Espírito habita na sua jornada para o conhecimento e a perfeição. Os Espíritos aqui encarnados vivem uma fase de regeneração e de expiação, razão pela qual, viver aqui pode estar associado a momentos de dor e sofrimento. 

Aqui frequentamos um curso primário da evolução espiritual. Há muitas escolas espalhadas pelo Universo. Evoluiremos para cursos mais adiantados, logo que logo que concluirmos, com aproveitamento, o nosso curso primário atual.

No entanto, precisamos estar despertos para essa realidade de que somos seres espirituais em evolução. Não podemos andar descuidados da própria finalidade da nossa vida terrestre. As lições que não aprendermos, agora, nos levarão à condição de "repetentes", exigindo uma nova vida e uma nova matrícula nessa escola da Terra. Essas mesmas lições que já foram oferecidas com amor poderão, eventualmente, virem a ser ministradas com sofrimento e dor, se necessário.

Não podemos continuar distraídos buscando títulos, riquezas ou "sucesso", esquecendo-nos de que somos Almas em curta viagem sobre a Terra. Não podemos chegar ao fim da vida terrena ostentando a condição de analfabetos das coisas espirituais...

Jesus deixou o roteiro e as luzes para alumiar o caminho da Alma que por aqui transita, em sua eternidade, na busca da perfeição.



DESPERTAR PARA A VIDA ESPIRITUAL É URGENTE E NECESSÁRIO!!!

Toda Religião é um Caminho para Deus!



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sábado, 5 de janeiro de 2013

A FONTE DA DOUTRINA ESPÍRITA


"Se a Doutrina Espírita fosse de opinião puramente humana, não ofereceria por garantia senão as luzes daquele que a houvesse concebido. Ora, ninguém, neste mundo, poderia alimentar fundadamente a pretensão de possuir, com exclusividade, a verdade absoluta. 

Se os Espíritos que a revelaram se houvessem manifestado a um só homem, nada lhe garantiria a origem, pois seria preciso acreditar, sob palavra, naquele que dissesse ter recebido deles o ensino. Admitida, de sua parte, sinceridade perfeita, quando muito poderia ele convencer as pessoas de suas relações; conseguiria correligionários, mas nunca chegaria a unificar todo o mundo.

Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais rápido caminho e mais autêntico. Logo, encarregou os Espíritos de levá-la de um canto a outro, manifestando-se por toda a parte, sem conferir a ninguém o privilégio de lhes ouvir a palavra. Um homem pode ser ludibriado, pode enganar-se a si mesmo; já não será assim, quando milhões de criaturas veem e ouvem a mesma coisa. Isso é uma segurança para cada um e para todos. 

Ao demais, pode fazer-se que desapareça um homem; mas não se pode fazer que desapareçam as coletividades; podem queimar-se os livros, mas não se podem queimar os Espíritos. 

Ora, queimassem-se todos os livros e a fonte da doutrina não deixaria de conservar-se inesgotável, pela razão mesma de não estar na Terra, de surgir em todos os lugares e de poderem todos dessedentar-se nela. 

Faltem os homens para difundi-la: haverá sempre os Espíritos, cuja atuação a todos atinge e aos quais ninguém pode atingir."

Allan Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo.



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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Clonagem humana

Escolhi um tema polêmico meio polêmico para o nosso bate papo de hoje.  Enfatizo que se trata de opinião pessoal que não está embasada em conhecimento científico específico. Essa abordagem, além de pessoal, apenas se respalda no pequeno conhecimento espírita que já possuo.

A ciência já se mostra capaz de criar corpos humanos ou nele interferir em suas características individuais, pela manipulação dos genes, óvulos e embriões. Experiências realizadas com animais autorizam afirmar que a ciência já pode obter corpos humanos através dessa manipulação genética.

Esse fato já causa uma tremenda confusão entre governos, ciência, ética e moral, inclusive com o consenso de obstar a produção dos "clones humanos". Os setores religiosos advogam ser prerrogativa de Deus a criação dos homens, ou seja, apenas pelo método natural da formação dos corpos.

As discussões nos meios religiosos sempre concluem por reprovar o intento da ciência de interferir na reprodução humana. Há quase unanimidade em considerar o fato como heresia e vaidade científica.

Foi assim, também, com o início da "era espacial" quando o homem mandou os primeiros artefatos para fora da estratosfera terrestre, fase que culminou com o homem andando na Lua, no ano de 1969. Na igreja evangélica que eu frequentava foi um pasmo e reprovação geral. Os fatos eram considerados como uma tentativa do homem de se igualar a Deus. Pura vaidade humana!

O que se seguiu, em face da exploração espacial, foi o grande avanço tecnológico da humanidade, em todos os setores, principalmente no que se refere às comunicações globais. Nos dias de hoje, já há pleno consenso de que o homem pode e deve ir a Marte ou a qualquer planeta, quando possível, até mesmo a planetas externos do Sistema Solar, sem que isso seja sequer cogitado como ofensa a Deus.

Todo calmo e eis que surge a CLONAGEM como novo ponto de polêmica. De novo se considera o progresso da ciência como possível ofensa a Deus, agora que surge a possibilidade de o homem criar "corpos" modificados geneticamente. 

Eu tenho uma posição pessoal mais aberta em relação à clonagem humana.  Sem discutir o mérito da questão, opino em que o corpo humano é apenas a vestimenta do Espírito e, por essa razão, não me parece tão imprescindível a forma de como um corpo é produzido. O que  me parece importante é pensar no Espírito que virá habitar o corpo assim criado, posto que, quanto a isso, tudo dependerá dos fatores determinantes da Providência Divina.

O corpo físico é o veículo que serve de morada para o Espírito que por ele se expressa no meio físico. Equivale, portanto, a uma vestimenta para o Espírito, assim como as roupas são simples abrigos para o corpo humano.

Não importa que alfaiate produziu o terno, desde que este seja adequado para o uso e corresponda à necessidade ou ao gosto de quem o use.

Mesmo que alguém possa produzir um corpo humano, por métodos não convencionais, nunca essa pessoa poderá produzir o Espírito que poderá vir a habitá-lo.

Se o corpo, objeto da clonagem, for inadequado para uma vida próspera e saudável, desde logo, se pode admitir, que nenhum Espírito de razoável evolução venha a utilizá-lo.

O melhor é aguardar com tranquilidade o desenrolar dessa história...

Deus está no comando! O que é bom prosperará!






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