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Espírita - Brasil

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

VAMPIRISMO PSÍQUICO

Toda matéria aqui veiculada deve ser considerada como um "bate papo" e não como matéria instrutiva ou doutrinária, são abordagens de assuntos espíritas que merecem estudos mais profundos. 

André Luiz no seu livro "Os Mensageiros" nos informa de que a conscientização espiritual da humanidade eleva, também, o nível da conscientização dos desencarnados que vivem nas faixas astrais próximas e daí  uma maior interação entre os dois planos de vida, possibilitando maior intercâmbio de idéias e pensamentos entre esses planos.  Admitida essa realidade, podemos supor que, em breve futuro, haverá plena consciência da realidade do mundo espiritual e da possibilidade "normal" das comunicações com os desencarnados dessas esferas.

Já começa a resultar clara a ideia de que não há separação entre mundos físicos e mundo espiritual: O Universo se compõe de todas essas realidades que se constituem em "faixas vibracionais" que tanto podem se distanciar como podem se interpenetrar.

Um exemplo disso são as faixas vibracionais do mundo físico da Terra, do Umbral e do Umbral Inferior que são contíguas e se interpenetram. O que separa essas realidades, as quais também denominamos de física e astrais, é apenas e, tão somente, o fator vibracional, que cria ambientes distintos de comunicação.

Esse estreitamento de relação propiciará uma melhor ajuda aos desencarnados que sofrem, mediante a doutrinação e consequente libertação dos laços que os prendem ao sofrimento. Poderá, também, ensejar mais facilidade para as ações de vampirismo psíquico.

O vampirismo psíquico ocorre pela absorção de energias. Alguém suga energias vitais de outro ser: De uma pessoa para outra pessoa, de uma pessoa para um Espírito ou de um Espírito para outro Espírito, sempre com o sentido de o agente nutrir-se dessas energias retiradas da vítima.

Esse é um tema meio difícil de abordar, face à multiplicidade de situações de sua ocorrência e pela não compreensão por pessoas que não lidam com o "fator psicológico" por profissão ou por religião.

Há que admitir que:


- Existe o mundo espiritual e nele vivem os espíritos e existe o mundo físico, onde vivemos nós os seres humanos;

- Os Espíritos - encarnados ou na espiritualidade - são eternos e interagem entre si;

- Vivemos em campos energéticos, com vibração específica, de onde extraímos a energia vital para a vida nesses ambientes.


Admitidas essas premissas e que há espíritos que, por diversas razões, pretendem continuar vinculados ao nosso meio físico, concluiremos que essas entidades necessitarão das energias vitais do nosso ambiente para aqui permanecerem. Sem acesso normal a essas energias vitais, recorrerão ao roubo delas dos seres humanos que puderem atrair e sujeitar.

Nesse embate, o mais comum é usarem do embuste para obter a docilidade das vítimas humanas e, assim, sugar a preciosa energia vital do meio físico. Nesse agir, abordam as pessoas pelos lados de suas fraquezas morais e dos vícios que cultivam, obtendo com elas uma parceria insuspeita. É por isso que admitimos, entre os Espíritas, que quem cultiva um vício tem sempre alguma companhia desejosa de usufruir o mesmo prazer.

O escritor Espírita  J. Herculano Pires assim nos esclarece quanto ao vampirismo psíquico e os sugadores de energias:

"...no campo das viciações sensoriais e essa dominação decorre de sua principal característica, que é a sucção de energias vitais da vítima por esses obsessores...  Os viciados não são apenas portadores de vícios, mas também de certas cargas de influências psíquicas negativas provenientes de entidades espirituais inferiores que a eles se apegam para vampirizar-lhes as energias e as excitações do vício".

Entretanto, não estaria correto restringir a ocorrência do vampirismo psíquico apenas ao caso dos vícios, porque isso nos levaria a desconsiderar as ocorrências mais restritas ao plano mental, ainda que, muitas vezes, ligadas aos vícios do pensamento ou do comportamento subjetivo.


Por laços de amor, por laços de amizade, por laços de discórdias, por laços de ressentimentos e vinganças, podem os espíritos menos esclarecidos desejarem permanecer ao lado das pessoas e, querendo ou não, passam a depender de sugar energias vitais para se manter e atuar nesse plano físico.

Também os encarnados, ao invocarem os seus mortos, por saudade, inconformidade ou homenagem sistemática, com rezas, velas e flores, podem, inadvertidamente, prender seus entes queridos ao plano físico, caso não tenham em mente um claro desejo de que eles sigam em paz, no caminho espiritual que agora lhes é natural.

Apesar de atraídos por pura manifestação de amor, o ser que desencarnou pode ficar imantado nas energias desses que o invocam e, nessa condição, passa a depender das energias do plano físico para aqui permanecer. Esse é um caso em que o amor pode ser fonte do mal, pela não conformidade com a providência Divina.

Também há os desencarnados que retornam ao lar para ajudar, proteger ou mesmo influir na vida dos seus familiares. Também esses, movidos pelo que seriam nobres interesses, precisarão "vampirizar" energias desses que pretendiam proteger. 

Esses casos são mais comuns do que imaginamos. 

Há também um grande número de desencarnados que perambulam por aqui, sem fim ou destino, e que se agregam a pessoas ou ambientes que lhes despertem  suas afinidades. Todos necessitando de energias do nosso plano e às quais eles já não têm o natural acesso.

O vampirismo psíquico pode ocorrer entre pessoas encarnadas. Há pessoas que dominam outras e até anulam suas vontades e, sabendo ou não, sugam energias.

Sempre que estamos em presença de alguém que nos causa desconforto ou  dores repentinas -na nuca ou nas costas - podemos admitir que estamos diante de alguém capaz de subtrair nossas energias ou de alguém sofre por problemas espirituais, íntimos. Essas pessoas são, frequentemente, aquelas que reclamam muito da vida e parecem estar sempre de mal com todo mundo.

Ninguém está exposto, fatalmente, ao assédio de terceiros em sua vida. O nosso nível de vibração espiritual, por si só, será capaz de repelir a ação de entidades perversas. É o que chamamos de proteção espiritual. Cada um deve gerir a sua vida com o exercício pleno do seu livre arbítrio.

Quanto ao assédio que se caracteriza como perseguição espiritual - origem das obsessões - ambos os componentes dessa relação precisam de assistência, principalmente, o espírito perseguidor que, neste caso, precisa ser doutrinado e convencido de sua ação nefasta e ineficaz, no que respeita à paz e à felicidade de ambos. Esse tratamento pode ser obtido em uma Casa Espírita. 

É preciso que se tenha claro que ninguém é perseguido espiritualmente sem que tenha dado razão a tal procedimento, então, na raiz da obsessão está o débito contraído com o obsessor. Ambos devem compreender e se perdoarem para que cesse o interesse de vingança.




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