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Espírita - Brasil

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Visitas Inoportunas


Muitas pessoas não acreditam na existência do Mundo dos Espíritos e, por consequência, muito menos acreditam que haja uma população de seres sem corpos desejosos de interagir conosco.

Em princípio, não há nenhum mal nisso, vida que segue e cada um que acredite naquilo que quiser. Mas o que era simples pode se complicar quando, acreditando ou não, as pessoas sentem a presença de alguma energia estranha nas suas casas. Piora se as crianças vêem e, como é natural, expressam claramente o seu medo. O quadro ainda pode se agravar se surgirem efeitos físicos desagradáveis. 

Eu reconheço que não sou a pessoa mais indicada para falar do assunto, já que me vejo, apenas, como um aprendiz nessa imensa Seara dos fatos espirituais. Entretanto, acho que todos devemos estar cientes dessas ocorrências e de como agir diante delas.

Não vai aqui nenhum roteiro para as pessoas que enfrentam fatos correntes ou para aquelas que se inquietam diante da possibilidade de receberem visitas de espíritos em suas casas. Reafirmo que é uma abordagem superficial da questão, lembrando que há casos que merecem estudo e tratamento mais adequado, em locais e por pessoas já preparadas para essa ajuda.

O relacionamento com os Espíritos pode surgir por afinidades e interesses específicos da vida atual mas, também, pode se prender a fatos já bem distantes da vida de agora. Há almas que viajam juntas, de longa data, e assim se prendem umas às outras por sentimentos de ódio ou de amor,  gerando situações atuais que parecem surgir à revelia do querer da pessoa encarnada. Essa relação imposta, querida ou desejada, sobreviveu nos débitos e créditos  contraídos e retorna pretendendo acertos e reencontros.

Ainda assim, não devemos permitir que qualquer Espírito aborde as nossas casas, os nossos refúgios sagrados. Estaria em jogo o exercício do nosso livre arbítrio, o qual temos o dever de gerir e preservar.

Em nossa casa mandamos nós!
Temos um Anjo da Guarda para nos ajudar nessa tarefa. Ninguém está exposto e desprotegido, a menos que agiu de forma a assim resultar exposto. A proteção de nossas casas é vital para impedir o acesso de entidades portadora de energias que  possam causar desequilíbrios e doenças. 

Após invocar a proteção do Mestre Jesus e dos Guias Espirituais, assim eu agiria, caso de minha casa se tratasse:

  • Faria a uma limpeza do ambiente. Para tanto, pediria que a Luz Divina preenchesse todos os espaços e recantos da casa e seus anexos, assim dispersando toda a energia negativa existente;
  • Expressaria, claramente, a minha vontade para que apenas espíritos de luz, devidamente aprovados por Meu Guia Espiritual, penetrem no ambiente da minha casa;  
  • Orientaria, claramente, que as entidades sofredoras presentes aceitem a ajuda espiritual para serem levadas aos locais de tratamento, nos trabalhos específicos para esse fim, como os existentes nas Casas Espíritas.

É conveniente que uma pessoa nunca pretenda oferecer ajuda espiritual a um espírito sem que, para isso, conte com a devida proteção, inclusive como meio de remover as energias nefastas, eventualmente, deixadas por Espíritos sem luz. 

Devem ser evitados os expedientes de "expulsar demônios" ou "exorcismos" sem que embasados nos componentes do amor e da caridade. A única linguagem capaz de sensibilizar os Espíritos é a do amor e a do perdão. Outra linguagem os excita à resistência, como se de uma guerra se tratasse.

A melhor defesa da casa é o cultivo da harmonia.


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