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Espírita - Brasil

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A DICOTOMIA: CÉU E INFERNO

As religiões impuseram acreditar numa dicotomia de céu e inferno após a vida na terra e, nessa dicotomia, não admitem variantes que facultem o progresso e a evolução da alma, quer se considere o plano astral onde ela já está, quer se considere um novo aprendizado no plano físico, mediante o "nascer de novo", que tão claramente ensinou o Nosso Mestre Jesus.


A Doutrina Espírita ensina que a alma é eterna e que ela está sempre em aprendizado e evolução, sem retrocesso. Ensina, também, que não há penas eternas e, ao contrário disso, testifica que todas as almas terão novas oportunidades de refazer o caminho, em novas vidas terrestres, para o fim de corrigir os erros e obter melhor aproveitamento a cada vez.

Nos parágrafos acima estão descritas duas realidades: Qual delas seria a mais adequada a um Deus de amor, de misericórdia e de perdão?

Alguns dirão: Mas o que está exposto no segundo parágrafo - que retrata a visão Espírita sobre o destino das almas - não está consoante ao que ensina a Bíblia! Alegação pertinente e permeada de razão.

Uma nova pergunta se impõe, considerando-se que a Bíblia foi escrita nos tempos de Jesus: Onde estão os ensinamentos aos quais o mestre referiu, quando disse que "Muitas coisas tenho para vos ensinar mas ainda não estais preparados... não é chegado o tempo"?

Esses ensinamentos não poderiam mesmo figurar na Bíblia posto que a Bíblia - entenda-se o Novo Testamente - foi escrita no primeiro século da cristandade, num tempo que Jesus mesmo postergou seus novos ensinamentos para quando a humanidade estivesse melhor preparada para eles.

Os escritos do Apóstolo Paulo, que compõem metade do Novo Testamento, não aportam novas verdades das quais se pudessem dizer que estavam muito adiante do que ensinou Jesus. Ainda que assim fosse, porque Jesus delegaria alguns ensinamentos para 50 anos depois da sua morte? Estaria a humanidade melhor preparada nesse curto espaço de tempo? O Apóstolo viveu na mesma época que Jesus considerou despreparada para os novos ensinamentos.

E ainda cabe a pergunta: O que ensinou Paulo que Jesus não pudesse ter ensinado de boca própria?

O Espiritismo não cabe, realmente, na Bíblia que possuímos e nela, tampouco, couberam os novos ensinamentos que Jesus postergou para o futuro.

Nós os Espíritas, via de regra, viemos das religiões tradicionais e bem gostaríamos que as verdades espirituais estivessem todas na Bíblia. Quanta culpa nos teriam sido poupadas quando nos deparamos com a nova realidade espiritual descortinada com as revelações da Doutrina Espírita?

Desfazer de velhas crenças é tarefa muito difícil, mas o prêmio é compensador: Deparar com a Luz da Verdade que dissipa a escuridão e o mistério é algo fenomenal. Encontrar a fé que emana da razão e não precisa esconder-se da ciência é algo indescritível. 

A Luz aí está para todos. Quem tem olhos para ver veja!

Vamos em frente, sem MEDO DE DEUS!



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