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Espírita - Brasil

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

NINGUÉM MORRE, APENAS MUDA DE ENDEREÇO

Deus, em sua sabedoria, privou-nos das lembranças de nossas vidas passadas.

Essas lembranças seriam condicionantes dos fatos de nossas vidas atuais, portanto, um meio coativo para procedermos desta ou daquela forma.  Já pensou um rei, imperador, um grande líder mundial que nascesse agora, em vida atual, como pobre e destituído de saber, para aprender as lições da humildade e do amor ao próximo, que não foram praticadas em vida precedente? Talvez que se frustrasse e acabasse por julgar ser inútil viver uma vida quase miserável e sem expressão social, caso lhe fosse facultado lembrar de todo o fausto e poder da vida anterior.

As muitas vidas nos oferecem as múltiplas oportunidades de vivenciarmos todas as realidades de onde possamos extrair os conhecimentos, principalmente, os que nos falta desenvolver.

Em cada nova existência, somos livres de proceder como nos pareça melhor, em pleno exercício do livre arbítrio, sem qualquer condicionante, exceto que recebemos as condicionantes de família, ambientes - países e circunstâncias políticas e sociais - numa verdadeira adequação prática às lições do aprendizado e aos resgates programados para esse período físico.

Às vezes, vivemos preocupados com a morte, sem termos noção de que já morremos centenas ou milhares de vezes, das formas mais diversas, ora como heróis, ora como infratores sociais.  As idas e vindas do espiritual ao físico e vice versa são tantas que até seria difícil lembrar de todas elas, caso a isso tivéssemos acesso.

Ora aqui, ora lá, no Além, vamos alternando etapas de uma mesma vida única e eterna. Sempre com o propósito da contínua evolução do espírito - que somos nós.

E a realidade da vida física, repleta de sentimentos e emoções fortes, muita vez consegue impressionar tão fortemente o espírito que, mesmo após a morte física, ele insiste em aqui permanecer, preso que fica aos problemas da vida material, sem se dar conta de sua realidade espiritual e de que, aqui esteve, apenas, para a vivência de um ano escolar.

Destaco um trecho do livro "Estamos no Além", elaborado por Chico Xavier, com a cooperação de diversos espíritos, que vieram narrar as suas experiências, na vida do lado de lá:


"E os companheiros são muitos, porque a desencarnação não significa voo imediato aos Espaços Eternos.

Muito poucos se deslocam do Plano Físico em demanda de regiões mais elevadas, porquanto, na Vida Maior, encontramos invariavelmente a continuidade do que somos por dentro de nós mesmos. O desejo parece um imã poderoso. A criatura se desliga do veículo denso e, de imediato, se transfere para a região que lhe define os anseios satisfeitos.

Essa antiga história do céu, inferno e purgatório, é autêntica em se tratando de vida íntima. Cada criatura traz consigo o sinal do ponto geográfico em que passará a estagiar, após desvencilhar-se dos laços positivamente materiais da vida na Terra.



As organizações são mantidas com a ordem inerentes às próprias leis que nos governam.

Os semelhantes se atraem e se fixam uns com os outros, até que nos recessos de cada personalidade espiritual apareça o propósito de renovação para experiências mais altas pelo sentido de elevação em que se caracterizem.

Por felicidade a religião não é combativa, pelo menos do meu ponto de vista, pelo que já consegui conhecer e deduzir.

Os grupos se satisfazem por dentro de si próprios, à maneira de comunidades autárquicas."

Fonte: Estamos no Além (Espíritos Diversos) - Francisco C. Xavier.



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Quase poderíamos dizer:  

Ninguém morre, apenas muda de endereço!


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