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Espírita - Brasil

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

visão calma dos fatos

Eu sempre tive uma visão muito realista diante dos fatos da vida. Nunca fui de lamentar o ocorrido e nem de ficar afundado em lamentações sobre alguma coisa adversa que me tenha ocorrido. Essa maneira de encarar os fatos ajuda muito no sentido de manter a serenidade e de tomar as providências seguintes e necessárias. Nunca precisei que me dessem um copo de água para me acalmar.

Toda vez que admito possa ocorrer um lance fatídico e minha vida terminar por ali, a minha postura primeira é de agradecer a Deus a vida vivida até então e pedir a assistência divina para o que venha a ocorrer.

Que eu saiba sempre fui assim, desde pequeno, isto é, possuído de um certo fatalismo diante dos fatos que não teria como evitar.

Lembro que aos dez anos, vitimado por enfermidade, fui deslocado para local de doentes terminais e, ali, recebi a "extrema unção", ministrada por um sacerdote católico. Eu tinha uma certa noção de que provavelmente morreria, mas essa possibilidade não me parecia um fato prestes a ocorrer. Não me senti apavorado ou desconsolado, nem sequer triste e nem me assaltou qualquer tipo de terror.

Nas nove intervenções cirúrgicas a que me submeti, sempre considerei a anestesia como um sono profundo equivalente à morte, sono do qual poderia não acordar. Nesses casos, sempre assumi a postura de agradecimento pela vida vivida até ali. É claro que nunca comentei nada com nenhum parente ou amigo e nunca deixei nada escrito sobre esse entendimento e sua aceitação.

Talvez, tenha me ajudado muito o fato de haver trabalhado no Hospital Central da Aeronáutica, na Tijuca, Rio de Janeiro-Rj, em cargo militar-burocrático.  Nos três anos e meio que lá estive me acostumei à inevitabilidade da morte, para qualquer idade e momento. Vi muitas crianças que partiram em tenra idade. Vi gente, em plena mocidade, deixando a vida terrestre em pleno apogeu da vida e da saúde, vitimados por acidentes vários, entre eles, os acidentes aéreos.

Eu trabalhava lá, naquele hospital. quando ocorreu o incêndio criminoso do circo em Niterói, no qual morreram queimadas cerca de seiscentas pessoas, a maioria de crianças e jovens. Para lá foram levados alguns queimados que, igualmente morreram, após dias de intenso sofrimento.

Se já era meio fatalista, com o estágio naquele hospital, terminei por admitir que a morte é uma realidade tão certa como o fato de nascer. Ainda assim, como uma pessoa normal, sempre me chocou muito a morte de pessoas amigas, isto é, quando o fato ocorria na minha periferia. Quando falece alguém de nossas relações, esse fato concreto nos remete a uma tomada de consciência, trazendo-nos o sentimento de que podemos estar, também, na alça de mira fatídica. Uma tomada de consciência, não um forte receio.

A fé Espírita, lógica e coerente, é toda mesclada da esperança e da confiança na bondade divina. Por ela, não morremos, mas renascemos no plano espiritual, em região compatível com o nível das vibrações que aqui cultivamos. Para ali iremos e dali voltaremos para nova vida física, se assim for necessário, para o prosseguimento da nossa elevação espiritual.

Muitas vidas! Muitas oportunidades de aprendizado e resgate!

Deus nos abençoe.




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