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Espírita - Brasil

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Roteiro da Vida.

É isso mesmo! A vida é como uma novela dessas que passam na TV. Quantas vezes você mesmo deve ter dito: A minha vida daria uma novela!

Uma novela obedece a um roteiro pré-definido, no entanto, o "scrip" muda com o desenvolvimento da trama. A história vai se adequando ao gosto e à aceitação do público espectador. Impedimentos e imprevistos reais também influem na história e na vida dos personagens. Se um ator adoece, a personagem sai para uma viagem... e tudo se organiza.

Assim é vida de cada um de nós. Quando encarnamos já trazemos o roteiro elaborado com as nossas necessidades nessa existência. Esse roteiro foi estudado, aceito ou até solicitado por nós e, normalmente, visa o resgate dos débitos e a nossa evolução espiritual.

Embora que o cenário e ambientação sejam adequados ao roteiro, o esquecimento dos propósitos iniciais ocorre para que o exercício do livre arbítrio seja pleno e cada ato seja uma decisão do espírito encarnado, aí residindo o mérito das boas ações e das virtudes alcançadas, bem como, a total responsabilidade pelo mal praticado.


Não somos marionetes  manipuladas por alguém. A cada ato e a cada cena interferimos com a nossa vontade - o livre arbítrio - o qual, nem sempre se conforma com os compromissos originalmente assumidos. É aí que os sentidos podem assumir o controle e desviar-nos daquilo que considerávamos essencial e prioritário  a realizar, antes de iniciar essa existência terrestre.

Quem viu na riqueza, de vida anterior, uma dificuldade para a elevação do espírito, escolhe, na nova vida, vivenciar a pobreza porque assim lhe parece mais mais fácil progredir.  Se para outros a beleza física ou a elevada inteligência se tornaram fatores prejudiciais, escolhem a limitação desses dotes para evitar um novo descaminho. Também, os que nascem mutilados ou deficientes cumprem o resgate de males passados causados a outrem ou ao seu próprio corpo físico.

Em tudo e por tudo, impera a misericórdia e a justiça divina concedendo a cada um uma nova oportunidade para reparar seus erros e faltas, os quais, de outro modo, permaneceriam como causa de infelicidade na vida espiritual.

Obter resultados piores do que os pretendidos podem invalidar toda uma vida física. Nesse caso, uma nova programação precisará ser  elaborada. É quando se diz que o espírito está estacionário. Não regride mas, também, não progride.

Os que culpam a Deus por seus sofrimentos poderão ter que vivenciá-los, repetidamente, até que aceitem fazer o resgate que lhes impõe a Lei do Retorno das ações - o carma. Deus não cria o sofrimento para castigar alguém. Cada um atrai o sofrimento para si quando pratica o mal. Cada um sofre o mal que causou a outros. É a lei.

O destino fatal não existe. Existe apenas o roteiro aceito antes de iniciar a vida física na Terra. Nesse roteiro é que se deve fixar o nosso entendimento e a nossa aceitação. Precisamos preenchê-lo com as boas ações e com o acúmulo de virtudes, valores que seguirão conosco na volta ao lar espiritual.


Ninguém vai nos julgar ou cobrar o cumprimento desse roteiro, mas ficaremos bem desapontados ao regressar de mãos vazias após uma viagem perdida - uma "vida" desperdiçada.



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