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Espírita - Brasil

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Justiça de Deus no Sofrimento



Falar sobre Deus é muito fácil quando o seu ouvinte quer ouvir palavras de fé sobre Deus, sobre os anjos, sobre Jesus, sobre a criação, sobre o céu e sobre a salvação da alma. No entanto, já se torna mais difícil quando o seu ouvinte não crê em Deus e nem no destino espiritual da alma.

Hoje quero abordar sobre um terceiro tipo de ouvinte para o qual também é um pouco difícil falar de Deus. Refiro-me àqueles que estão desiludidos, brabos ou mesmo com raiva de Deus.

É comum pessoas ficarem desiludidas com Deus após passarem por situações adversas em suas vidas quando, por mais que queiram, não conseguem entender como Deus permitiu tanta "desgraças" em suas vidas.

Realmente, pelo ângulo da justiça humana, fica difícil inserir a bondade de Deus em diversas situações de grande desconforto social, como: Pobreza extrema; condições críticas de saúde; Extremo sofrimento, Azares fortuitos; Acidentes ou a ocorrência de fatores climáticos/telúricos de graves resultados para a vida humana.

Onde situar o amor de Deus na vida de uma criança que nasce com deficiência física, com a ausência de sentidos ou de órgãos essenciais à vida?

Onde situar o amor de Deus na vida dos pais amorosos – muitas vezes religiosos – que sofrem a perda prematura de seus filhos, para os quais se desenhava um futuro de grandes realizações?

As religiões pouco ou nada têm a dizer para essas questões afora citar alguns versículos da Bíblia que só um pouco atenuam o sentimento de angústia ou inconformidade das pessoas afligidas pelos acontecimentos inesperados.

E por que as religiões confortam tão pouco?

Confortam pouco porque as religiões não penetram o reino espiritual. Elas cessam a sua atuação diante do túmulo. Abandonam ali um espírito que, muitas vezes, sequer rompeu os laços que o prendem àquele corpo prestes a iniciar a decomposição. Abandonam a Alma no momento que mais careciam do amor e das preces dos parentes e amigos.

As religiões não oferecem respostas claras e nem justificativas plausíveis porque não aceitam as “novas revelações” de Jesus, trazidas pelo Espírito de Verdade.

No bojo do conhecimento da realidade espiritual e das múltiplas vidas da alma imortal está a razão e a lógica da dor e do sofrimento que, tantas vezes, marcam nossa existência terrena.

A dor e o sofrimento têm motivo. Têm lógica. Têm objetivo e, sobretudo, têm em si a manifestação da justiça e do amor de Deus. Eles representam a própria purificação de nossos erros em vidas passadas, os quais nos impedem o acesso aos planos espirituais de paz e felicidade. Esses próprios sofrimentos, quando aceitos, são o passaporte que nos livrará das regiões de sofrimento no mundo espiritual.

Não se sofre menos quando se compreende a razão do sofrimento. Todavia, há um grande conforto para alma quando compreendemos o sofrimento, principalmente quando sabemos que, através dele, estamos galgando novos degraus na direção da nossa evolução plena, na direção de Deus.

Não é preciso se tornar espírita para aceitar essa compreensão, aliás, digo sempre que todas as pessoas deviam conhecer o teor da Doutrina Espírita, sem contudo, ver nisso um convite para mudarem suas crenças religiosas. 

Insisto em que cada um deve ficar na igreja que lhe dá conforto e que lhe traz paz de espírito. Entretanto, ninguém deve abrir mãos dos conhecimentos sobre a vida espiritual e sua estreita relação com a vida na Terra – antes do nascimento, durante a vida e depois da morte do corpo físico.


O Espiritismo não tem igrejas, 
não tem sacramentos e 
não tem dogmas religiosos.

O Espiritismo não busca adeptos.

O Espiritismo, apenas, difunde conhecimentos.


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Um comentário:

  1. talvez pq a maioria se baseia no conforto material, prometem prosperidade financeira, enqto a busca poderia ser da espiritual... prometem o descanso eterno, enqto a inércia é o veneno da alma... talvez pq se cumpra um papel de 'fé articulada' numa tentantiva de ludibriar à si mesmo, estando presente nas 'reuniões' de corpo e n de alma... n estou dizendo q todos são assim, mas vemos a maioria nessa condição... o espiritismo me traz a responsabilidade do respeito e do bem pra mim mesma, respeitando o proximo na sua essencia... respeitando o q cada um decide... a fé é um instrumento, cada um usa da maneira q ahca q é certo, ou da maneira q sabe... enfim...
    [importei do fave :)]
    Bjks querido amigo...
    Muita paz!!! ♥

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