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Espírita - Brasil

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Sofrimento e Carma

Muitas pessoas entendem que o espírito está na Terra para sofrer. Ainda que isso não seja verdade, muitas vezes esse é o resultado aparente de viver no plano físico.

Aqui nos retêm as lições que devemos aprender e, entre elas, se impõe o resgate de nossas ações passadas, mediante a vigência da Lei do Retorno das Ações, também chamada de carma.

O carma é a bagagem que o espírito carrega, com o propósito de resgatar o mal e ou usufruir o bem, em suas muitas vidas, físicas ou no plano etéreo.

É algo como a consciência ou uma identidade que é própria do espírito, já que resulta da vivência do livre arbítrio de cada um.

Todo espírito está dotado de vida eterna e tem meta por meta evoluir espiritualmente para ascender às realidades de felicidade e plena realização.

A evolução resultará do conhecimento e conscientização da dupla realidade do ser que se apresenta ora na forma humana e ora na forma espiritual (sem o corpo físico). Dentro desse conhecimento, é essencial adquirir virtudes e vivenciar o bem. 

A Terra é a grande escola do espírito.

Nossos atos praticados com livre arbítrio, geram consequências para o bem ou para o sofrimento, pois o carma pode predominar pelo lado bom ou pelo lado mau. Em ambos os casos, ele se materializará em novas vidas no plano físico.

No Plano Espiritual, essa condição carmática também refletirá no ambiente espiritual onde vá estacionar o espírito após o desencarne na Terra. Lá, o espírito medita e compreende a razão do seu estado. Quase sempre, formula planos para retomar a sua evolução em nova etapa de vida terrestre - nova vida. Quando não possui discernimento, o seu guia espiritual se encarrega de monitorar o seu retorno.

Sofrer na vida terrestre não é uma finalidade é a melhor condição para resgatar débitos contraídos. Resulta de uma carma acumulado em que predomina lições a serem aprendidas pelo resgate de males causados.

Não há lógica em sofrer e nem se pode pensar que alguém nasceu para sofrer. O carma não é estático, ele é dinâmico e deve ser conhecido, admitido e aceito. Essa aceitação já é indício e condição da evolução do entendimento do espírito. No mais é buscar a cura pelos meios disponíveis, físicos ou espirituais.

Teremos sempre um encontro com o nosso carma, mas não temos a obrigação de abraça-lo e com ele permanecer. Temos que cumpri-lo, passar por ele, como quem segue um caminho que precisa ser percorrido.










As dificuldades estão à nossa frente para superá-las. Em todo sofrimento haverá aprendizado útil para o ser.


O grão de trigo em toda a sua beleza e exuberância precisará ser esmagado e moído para se tornar em nobre alimento, ou seja, sofreu para se tornar algo melhor. O mesmo ocorre com o diamante que é cortado, facetado e polido para se tornar em joia preciosa.


O sofrimento tem a função de nos tornar melhores, mais compreensivos com as dificuldades alheias e mais solidários com o próximo.


Se aceitarmos o carma estaremos efetuando resgate e obtendo aprendizado, se não o aceitarmos, além de sofrer, continuaremos em débito do com o aprendizado nele contido e teremos que repetir toda a lição.


Com a ajuda divina, passaremos pelos nossos carmas e deles nos livraremos, agradecendo a Deus que as nossas faltas foram resgatadas e perdoadas.

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