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Espírita - Brasil

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O HOMEM MOLDA A SOCIEDADE OU, AO CONTRÁRIO, É MOLDADO POR ELA?

Interessante questionamento! 

Eu acho que ambas as assertivas são verdadeiras. O homem molda a sociedade e, também, é moldado por ela. 

No entanto, à luz do conhecimento espírita, é preciso que se interponha na questão o uso indeclinável do LIVRE ARBÍTRIO, em ambas as situações, principalmente quanto a ser moldado por forças externas, embora, num dado momento, as forças do meio social possam parecer irresistíveis. Todavia, o exercício do livre arbítrio será sempre um divisor de águas, absoluto. 

O Espiritismo está focado, principalmente, na existência do Espírito e na sua vida eterna, assim ressaltadas a trajetória da alma e a sua meta principal onde, forçosamente, se insere a "vida" terrestre, como parte da mesma vida espiritual, configurando a oportunidade da evolução espiritual, motivo e razão da própria peregrinação pelo orbe terrestre.

Pressuposto e propulsor da evolução do espírito, a reforma íntima avulta como o marco inicial da conscientização, da qual decorrerá aquela evolução, a qual moldará, definitivamente, a própria atuação do espírito, quer como homem encarnado, quer como habitante do plano astral, onde também estuda, aprende e trabalha.

Assim, partindo do individual subjetivo, podemos afirmar que o homem, reformado em seus propósitos para o bem, influirá grandemente sobre o meio social, nele imprimindo seus pensamentos e ações.

Para essa esperada consequência, deverá o cidadão, imbuído das suas boas qualidades morais, atuar ativamente no grupo social que o abriga, como uma luz que alumia ao seu redor. O cidadão que abraça os ensinamentos espíritas deve ser ativo participante da sua comunidade, até porque a evolução espiritual do seu grupo é, também, um componente da sua missão.

Se exercer cargos ou funções públicas, certamente que o fará com discrição e integridade. Se apenas votar, evitará o voto aleatório e sem compromisso. Na reivindicação de direitos coletivos, manifestará seu pensamento, sob endosso dos compromissos morais já adotados intimamente. Nunca pugnará por arbitrariedades como o aborto, a pena de morte ou a eutanásia, por confrontarem diretamente os ensinamentos que já absorveu para sua conduta pessoal.

O Espiritismo não impõe censura de qualquer espécie, já que adota, como regra básica, que o Livre Arbítrio é a máxima liberdade entregue ao homem para dirigir a própria vida e evolução espiritual.  As limitações que surgirem serão, apenas e tão somente, as de foro íntimo, à vista dos conhecimentos já adquiridos.

Ser espírita não é abdicar da vida material, até pelo contrário, ser espírita é compreender a finalidade da vida física como oportunidade de melhoramento integral do indivíduo e da coletividade, inclusive e mais diretamente, da comunidade em que se atua mais de perto. 

Diante do saudável desejo de moldarmos a nossa sociedade, nela imprimindo os princípios de moral e da ética que já adotamos, é imprescindível participar ativamente dos movimentos sociais. 

Participemos!




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