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Espírita - Brasil

segunda-feira, 8 de julho de 2013

QUEM TEM MEDO DA MORTE?


Em princípio, todo ser vivente tem medo da morte, compreendida esta como a cessação da vida, para a qual o organismo está programado para evitar. Todo ser vivo já traz em si o instinto da auto preservação e da multiplicação da sua espécie.

Tememos a morte, também, pelo instinto de preservação quanto ao desconforto diante da e dor e do sofrimento. Sob esse aspecto, mais que lógico é teme-la, posto que. além de ser ela a própria negação da vida física, está, quase sempre, associada às doenças, à degenerescência dos órgãos do corpo humano ou ao traumatismo de acidentes vários, fatos que se associam à dor e ao desconforto físico.

À parte as considerações expostas, as quais dizem respeito ao corpo físico e às sensações do sofrimento que o mesmo transmite ao espírito, resta-nos considerar o aspecto subjetivo da morte, no concernente ao próprio Espírito que habita o corpo físico, considerando-se ela como mera passagem das muitas vidas físicas para o estado da vida comum e natural do espírito, que é a vida espiritual, única, eterna e indivisível, de cada espírito

Sob esse aspecto, do ponto de vista do espírito que se liberta do corpo físico que o vincula, fisicamente, ao Planeta Terra, eu posso dizer que não temo a morte. Vejo-a como verdadeiramente ela é: uma libertação das contingências da vida física - suas dores, sofrimentos, traumas e todo tipo de angústia ou tensão do dia a dia do viver aqui.

Acho que todos que acreditam na sobrevivência da alma e no fato de que esta volta  para o Criador ou, pelo menos, caminha para Ele, não deviam temer a morte do corpo. Refiro-me ao medo do espírito.

Algumas religiões admitem que a alma possa passar por um período de sofrimento para a purificação e posterior ascensão ao Céu, outras, entretanto, acreditam, piamente, que a alma irá diretamente para os braços de Jesus, desde que haja crido sinceramente nisso e que haja vivido dignamente e, sempre, rogado pelo perdão dos seus pecados.

É verdade que os que temem o período de sofrimento no “purgatório”, previamente ao ingresso no Céu, podem até recear a morte, diante dessa circunstância possível de sofrimento.

Já não penso da mesma forma para os que admitem ir diretamente para o céu, para o convívio de Jesus e dos Seus Anos. 

Que motivo teriam para temer a morte?  Não seria até desejável encerrar aqui uma vida de sofrimento para ingressar, imediatamente, no gozo da plena felicidade?

Eu conheço e creio que todos conhecem pessoas que manifestam uma fé sincera e uma certeza total de que vão para o céu, no próprio ato do desencarne, e que, de forma incompreensível, temem a morte como uma coisa pavorosa e totalmente indesejável.  Então, ainda que mal comparando, seria, então, como  afirmarem que preferem viver eternamente aqui do que irem para o céu. Ou, ainda, como afirmar: "Eu amo a Jesus com todo o ardor e sei que irei para o céu mas, enquanto puder, prefiro que Ele fique lá, bem longe, e me deixe aqui com a minha vidinha mais ou menos". Não quero julgar ninguém mas, dessa forma, emitem um julgamento contrário à salvação que tanto alardeiam.

Também, não abrange esta afirmando à generalidade das pessoas que têm fé, senão a uma boa porção dos que lotam os tempos e cantam glórias a Deus pela salvação já alcançada mas que, se dependesse delas, ficariam eternamente por aqui mesmo.

A nossa fé deve nos dar conforto e esperança e não nos preencher de medo do porvir, um medo de viver a vida eterna de que somos todos dotados.

Eu estou muito feliz com a Fé Espírita que, mesmo não nos dando a certeza de ir para céu, a qualquer momento que morramos, ela nós dá a certeza de que todos lá chegaremos, após vivenciarmos as muitas vidas físicas que nos permitirão adquirir o conhecimento, a virtude e a pureza, circunstâncias necessárias para galgar o céu e a felicidade.



O caminho é Jesus!  

Vamos com fé, seguindo os passos do Mestre Amado!


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