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Espírita - Brasil

domingo, 14 de julho de 2013

A VOLTA DA ALEGRIA

Hoje é um dia de muita alegria para mim e para a minha família. 

Estão retornando à casa paterna os meus netos Rafinha e Pikito. 

Foram sete anos de uma brusca e sofrida separação, que finda agora. Essa traumática separação foi, à época, agravada por mentiras e alegadas irregularidades no convívio anterior, acrescidas, então, de um pretenso aconselhamento profissional de que as crianças deveriam interromper, totalmente, o relacionamento conosco - pai e avós paternos.

Nesse longo período, muita água rolou debaixo da ponte. Muita tristeza e muitas lágrimas vertidas, tanto da nossa parte, como da parte das crianças que agora retornam.  

Eu agradeço a Deus a força e a esperança que cultivamos e que, hoje, culminam com o retorno da paz e da alegria de nossa convivência com estes dois seres que tanto amamos.

Lembrei-me, inclusive, do pensamento expresso no Livro  de Salmos, cap. 30 verso 5:

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã". 

Essa situação lembrou-me  a minha própria infância quando, por contingências da vida, eu e minhas duas irmãs estivemos separados dos nossos pais, inclusive, com impedimento total de os ver.  Foi uma situação idêntica à de agora e durou por cinco anos.

Fico pensando, dentro da minha compreensão espírita, que em algum momento do passado, teremos causado a dor da separação a outras pessoas e, agora, retornamos ao mesmo ponto, para o resgate cármico dos nossos erros. Refiro-me a todos os envolvidos, as crianças de antigamente e as crianças de hoje, num grupo que a Providência reuniu para provas idênticas e necessárias.

É certo que toda dor que causamos será, também, a dor que sofreremos. Não há castigo de Deus, mas há Justiça Divina, da qual ninguém pode se esconder ou ignorar.  

Pagaremos, até ao último "ceitil", todo o mal que causarmos. Não há esperteza que possa iludir a efetividade da Lei de Ação e Reação, a qual, também chamamos de CARMA. 

Deus sabe a melhor maneira de resgatarmos nossas dívidas. Nem tudo se resume a sofrimento e dor. O carma pode ser pago pelas ações do bem que realizarmos por puro amor e fraternidade. Já ficou dito que a caridade apagará uma multidão de pecados.

Também é certo de que ninguém ficará preso ao seu carma. A vida apresentará as condições de resgate e, se a lição for aproveitada, com a aceitação das circunstâncias e todos os atos de boa vontade que nelas couberem, o carma estará cumprido e a vida retornará a um caminho mais suave de alegria e até de felicidade.

Entretanto, reclamar e blasfemar, fará do carma verdadeira prisão para uma vida ou para várias vidas, sempre repetindo as circunstâncias infelizes que precisam ser resgatadas, com amor e resignação.

Obrigado, Senhor Deus, pela nova etapa das nossas vidas, que esperamos nos acrescente amor e felicidade.



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